"Eu sou uma prostituta virtual" : enTRANSlaçando experiências entre produtoras de pornografia plataformizada
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Palavras-chave em Espanhol: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/292643 |
Resumo: | A pornografia plataformizada vem se destacadando nos últimos anos por seu vertiginoso crescimento, tanto em número de usuárias, como de pessoas se que dedicam a produção de conteúdos pornográficos. Desde o início dos isolamentos relacionados à pandemia de Covid-19, e das consequências diretas na economia, plataformas como OnlyFans, Privacy, Câmera Privê e Fansly se tornaram, com a promessa de bons rendimentos, autonomia e flexibilidade, uma possibilidade atrativa para pessoas que não conseguem uma colocação no mercado de trabalho formal ou estão insatisfeitas com sua posição atual. Entre estas, a população trans, historicamente associada ao trabalho sexual e à pornografia. À partir de entrevistas em profundidade, pesquisa em ambientes virtuais e a análise de imagens, investigo as motivações e experiências de pessoas trans que trabalham com pornografia plataformizada, procurando compreender como se dá a escolha por esse trabalho e de que forma elas avaliam suas experiências com a produção de imagens pornográficas. Também questiono as consequências dessa atividade nas relações afetivo-sexuais, assim como na forma como lidam com seus corpos e identidades. Compreender de que forma a pornografia é construída por meio de estratégias e técnicas para maximizar o desejo, ao mesmo tempo em que os corpos são moldados por ela é uma das tarefas centrais desse trabalho. |
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Silva, Léo daGama, Fabiene De Moraes Vasconcelos2025-06-06T06:55:49Z2025http://hdl.handle.net/10183/292643001258263A pornografia plataformizada vem se destacadando nos últimos anos por seu vertiginoso crescimento, tanto em número de usuárias, como de pessoas se que dedicam a produção de conteúdos pornográficos. Desde o início dos isolamentos relacionados à pandemia de Covid-19, e das consequências diretas na economia, plataformas como OnlyFans, Privacy, Câmera Privê e Fansly se tornaram, com a promessa de bons rendimentos, autonomia e flexibilidade, uma possibilidade atrativa para pessoas que não conseguem uma colocação no mercado de trabalho formal ou estão insatisfeitas com sua posição atual. Entre estas, a população trans, historicamente associada ao trabalho sexual e à pornografia. À partir de entrevistas em profundidade, pesquisa em ambientes virtuais e a análise de imagens, investigo as motivações e experiências de pessoas trans que trabalham com pornografia plataformizada, procurando compreender como se dá a escolha por esse trabalho e de que forma elas avaliam suas experiências com a produção de imagens pornográficas. Também questiono as consequências dessa atividade nas relações afetivo-sexuais, assim como na forma como lidam com seus corpos e identidades. Compreender de que forma a pornografia é construída por meio de estratégias e técnicas para maximizar o desejo, ao mesmo tempo em que os corpos são moldados por ela é uma das tarefas centrais desse trabalho.Platformized pornography has stood out in recent years for its vertiginous growth, both in terms of the number of users and the number of people dedicated to producing pornographic content. Since the beginning of the lockdowns related to the Covid-19 pandemic, and the direct consequences on the economy, platforms such as OnlyFans, Privacy, Camera Privê and Fansly have become an attractive option for people who are unable to find a job in the formal labor market or are dissatisfied with their current position, with the promise of a good income, autonomy and flexibility. These include the trans population, historically associated with sex work and pornography. Using in-depth interviews, research in virtual environments and the analysis of images, i investigate the motivations and experiences of trans people who work in platform pornography, seeking to understand how they choose this work and how they evaluate their experiences with the production of pornographic images. I also question the consequences of this activity on their affective-sexual relationships, as well as on the way they deal with their bodies and identities. Understanding how pornography is constructed through strategies and techniques to maximize desire, at the same time as bodies are shaped by it, is one of the central tasks of this work.La pornografía plataformizada ha destacado en los últimos años por su vertiginoso crecimiento, tanto en número de usuarios como de personas dedicadas a la producción de contenidos pornográficos. Desde el inicio de los bloqueos relacionados con la pandemia del Covid-19 y las consecuencias directas para la economía, plataformas como OnlyFans, Privacy, Camera Privê y Fansly se han convertido en una opción atractiva para las personas que no encuentran trabajo en el mercado laboral formal o están insatisfechas con su posición actual, con la promesa de buenos ingresos, autonomía y flexibilidad. Entre ellas se encuentra la población trans, históricamente asociada al trabajo sexual y la pornografía. Utilizando entrevistas en profundidad, investigación en entornos virtuales y análisis de imágenes, investigo las motivaciones y experiencias de las personas trans que trabajan en la pornografía de plataforma, buscando entender cómo eligieron este trabajo y cómo evalúan sus experiencias con la producción de imágenes pornográficas. También cuestiono las consecuencias de esta actividad en sus relaciones afectivo-sexuales, así como en la forma en que lidian con sus cuerpos e identidades. Comprender cómo la pornografía se construye a través de estrategias y técnicas para maximizar el deseo, al mismo tiempo que los cuerpos son moldeados por ella, es una de las tareas centrales de este trabajo.application/pdfporPornografiaTransgêneroAntropologia visualProstituiçãoPornographyTransgenderBodyInternetVisual anthropologyOnlyFansPornografíaTransgéneroCuerpoInternetAntropología visualOnlyFans"Eu sou uma prostituta virtual" : enTRANSlaçando experiências entre produtoras de pornografia plataformizadainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Filosofia e Ciências HumanasPrograma de Pós-Graduação em Antropologia SocialPorto Alegre, BR-RS2025mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001258263.pdf.txt001258263.pdf.txtExtracted Texttext/plain211078http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292643/2/001258263.pdf.txt1eb3de933ea840a6dc2fc132c52ffc8fMD52ORIGINAL001258263.pdfTexto completoapplication/pdf3222766http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292643/1/001258263.pdfad8e66ba20a1044dafa42f632f7d5e35MD5110183/2926432025-06-07 06:55:47.934873oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292643Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-07T09:55:47Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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