Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Diel, Kriptsan Abdon Poletto
Orientador(a): Von Poser, Gilsane Lino
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292673
Resumo: A família Hypericaceae possui distribuição cosmopolita e, no Brasil, é representada por dois gêneros: Hypericum L. e Vismia Vand. Estudos voltados à prospecção química das espécies do gênero Hypericum relatam a identificação de benzopiranos, benzofenonas, floroglucinóis diméricos, xantonas e flavonoides. Neste trabalho, Hypericum pedersenii, espécie nativa do sul do Brasil, foi investigada, resultando no isolamento de derivados de floroglucinol, incluindo um composto inédito, denominado pedersenol A. Sua identificação foi realizada por meio de técnicas espectroscópicas e espectrométricas (UV, IV, EM, RMN 1H e 13C). Os floroglucinóis diméricos isolados, além de benzopiranos que já foram relatados para o gênero, foram testados frente a diferentes linhagens tumorais, incluindo adenocarcinoma cervical humano (HeLa, SiHa e Me-180) e linhagem de leucemia mieloide crônica (K-562). A seletividade foi avaliada em células não tumorais (Vero). Entre os compostos analisados, pedersenol A, hiperbrasilol B e uliginosina B apresentaram os menores valores de IC50. Para as linhagens K-562 e SiHa, o maior índice de seletividade foi alcançado por uliginosina B, enquanto japonicina A apresentou a maior seletividade para as linhagens HeLa e Me-180. No entanto, apenas pedersenol A demonstrou índice de seletividade ≥10 contra todas as linhagens tumorais testadas. A comparação do índice de seletividade do pedersenol A e do hiperbrasilol B com o extrato hexano de H. pedersenii evidenciou as diferentes contribuições desses compostos para a atividade geral do extrato. Resultados importantes envolvendo floroglucinóis diméricos também já foram observados na literatura. Em relação ao gênero Vismia, diversas classes de metabólitos, como antraquinonas, antronas, benzofenonas e xantonas têm sido relatadas. Na região da floresta amazônica, exsudatos de plantas desse gênero são utilizados no tratamento de feridas causadas por leishmaniose tegumentar, conhecidas como "ferida-brava”, havendo também relatos do uso para tratar sintomas como corrimentos vaginais. Com base nesses conhecimentos etnobotânicos, neste estudo avaliou-se as atividades anti-Leishmania e anti-Trichomonas de extratos de V. guianensis, V. cayennensis, V. gracilis e V. sandwithii, além de metabólitos isolados dessas espécies. Os resultados indicaram que os extratos hexano de Vismia e as antraquinonas isoladas apresentaram potencial leishmanicida contra formas promastigotas e amastigotas de 10 Leishmania amazonensis, com mecanismos de ação relacionados à geração de espécies reativas de oxigênio e disfunção mitocondrial. O extrato das folhas de V. guianensis, planta tradicionalmente utilizada para tratar feridas de leishmaniose cutânea, foi o mais ativo, enquanto a fisciona destacou-se como a antraquinona com melhor desempenho anti-Leishmania. Frente aos trofozoítos de Trichomonas vaginalis, o extrato hexano das folhas de V. sandwithii demonstrou maior atividade, e, entre as antraquinonas avaliadas, a vismiaquinona A foi a que apresentou os melhores resultados. Esses resultados reforçam a importância de estudos que investiguem a eficácia clínica de compostos naturais para viabilizar seu uso como alternativas terapêuticas. Além disso, a comparação da composição química dos extratos das folhas de V. guianensis obtidos por extração com solvente orgânico (n-hexano) e com CO2 supercrítico foi realizada. A extração com fluido supercrítico foi conduzida visando avaliar os efeitos das variáveis independentes, temperatura e pressão. Esse método demonstrou maior eficiência na extração de antraquinonas, como vismiaquinona A e fisciona, quando comparado à extração convencional com n-hexano. Vismiaquinona A foi obtida em quantidades significativamente superiores, indicando a seletividade desse método para essa antraquinona. A utilização de técnicas de extração mais sustentáveis, como métodos de extração denominados "verdes", mostrou-se não apenas uma estratégia para reduzir impactos ambientais, mas também uma abordagem eficiente para a obtenção de compostos de interesse farmacológico.
id URGS_b9f81870b9c63d824f331aaf9867ac90
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292673
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Diel, Kriptsan Abdon PolettoVon Poser, Gilsane Lino2025-06-06T06:57:24Z2025http://hdl.handle.net/10183/292673001258190A família Hypericaceae possui distribuição cosmopolita e, no Brasil, é representada por dois gêneros: Hypericum L. e Vismia Vand. Estudos voltados à prospecção química das espécies do gênero Hypericum relatam a identificação de benzopiranos, benzofenonas, floroglucinóis diméricos, xantonas e flavonoides. Neste trabalho, Hypericum pedersenii, espécie nativa do sul do Brasil, foi investigada, resultando no isolamento de derivados de floroglucinol, incluindo um composto inédito, denominado pedersenol A. Sua identificação foi realizada por meio de técnicas espectroscópicas e espectrométricas (UV, IV, EM, RMN 1H e 13C). Os floroglucinóis diméricos isolados, além de benzopiranos que já foram relatados para o gênero, foram testados frente a diferentes linhagens tumorais, incluindo adenocarcinoma cervical humano (HeLa, SiHa e Me-180) e linhagem de leucemia mieloide crônica (K-562). A seletividade foi avaliada em células não tumorais (Vero). Entre os compostos analisados, pedersenol A, hiperbrasilol B e uliginosina B apresentaram os menores valores de IC50. Para as linhagens K-562 e SiHa, o maior índice de seletividade foi alcançado por uliginosina B, enquanto japonicina A apresentou a maior seletividade para as linhagens HeLa e Me-180. No entanto, apenas pedersenol A demonstrou índice de seletividade ≥10 contra todas as linhagens tumorais testadas. A comparação do índice de seletividade do pedersenol A e do hiperbrasilol B com o extrato hexano de H. pedersenii evidenciou as diferentes contribuições desses compostos para a atividade geral do extrato. Resultados importantes envolvendo floroglucinóis diméricos também já foram observados na literatura. Em relação ao gênero Vismia, diversas classes de metabólitos, como antraquinonas, antronas, benzofenonas e xantonas têm sido relatadas. Na região da floresta amazônica, exsudatos de plantas desse gênero são utilizados no tratamento de feridas causadas por leishmaniose tegumentar, conhecidas como "ferida-brava”, havendo também relatos do uso para tratar sintomas como corrimentos vaginais. Com base nesses conhecimentos etnobotânicos, neste estudo avaliou-se as atividades anti-Leishmania e anti-Trichomonas de extratos de V. guianensis, V. cayennensis, V. gracilis e V. sandwithii, além de metabólitos isolados dessas espécies. Os resultados indicaram que os extratos hexano de Vismia e as antraquinonas isoladas apresentaram potencial leishmanicida contra formas promastigotas e amastigotas de 10 Leishmania amazonensis, com mecanismos de ação relacionados à geração de espécies reativas de oxigênio e disfunção mitocondrial. O extrato das folhas de V. guianensis, planta tradicionalmente utilizada para tratar feridas de leishmaniose cutânea, foi o mais ativo, enquanto a fisciona destacou-se como a antraquinona com melhor desempenho anti-Leishmania. Frente aos trofozoítos de Trichomonas vaginalis, o extrato hexano das folhas de V. sandwithii demonstrou maior atividade, e, entre as antraquinonas avaliadas, a vismiaquinona A foi a que apresentou os melhores resultados. Esses resultados reforçam a importância de estudos que investiguem a eficácia clínica de compostos naturais para viabilizar seu uso como alternativas terapêuticas. Além disso, a comparação da composição química dos extratos das folhas de V. guianensis obtidos por extração com solvente orgânico (n-hexano) e com CO2 supercrítico foi realizada. A extração com fluido supercrítico foi conduzida visando avaliar os efeitos das variáveis independentes, temperatura e pressão. Esse método demonstrou maior eficiência na extração de antraquinonas, como vismiaquinona A e fisciona, quando comparado à extração convencional com n-hexano. Vismiaquinona A foi obtida em quantidades significativamente superiores, indicando a seletividade desse método para essa antraquinona. A utilização de técnicas de extração mais sustentáveis, como métodos de extração denominados "verdes", mostrou-se não apenas uma estratégia para reduzir impactos ambientais, mas também uma abordagem eficiente para a obtenção de compostos de interesse farmacológico.The Hypericaceae family has a cosmopolitan distribution and, in Brazil, is represented by two genera: Hypericum L. and Vismia Vand. Studies focused on the chemical prospecting of Hypericum species have reported the identification of benzopyrans, benzophenones, dimeric phloroglucinols, xanthones, and flavonoids. In this study, Hypericum pedersenii, a species native to southern Brazil, was investigated, leading to the isolation of phloroglucinol derivatives, including a novel compound named pedersenol A. Its identification was carried out using spectroscopic and spectrometric techniques (UV, IR, MS, 1H and 13C NMR). The isolated dimeric phloroglucinols, along with benzopyrans previously reported for the genus, were tested against different tumor cell lines, including human cervical adenocarcinoma (HeLa, SiHa, and Me-180) and chronic myeloid leukemia (K-562). Selectivity was assessed in non-tumor cells (Vero). Among the analyzed compounds, pedersenol A, hyperbrasilol B, and uliginosin B exhibited the lowest IC50 values. For the K-562 and SiHa cell lines, uliginosin B showed the highest selectivity index, while japonicin A had the highest selectivity for HeLa and Me-180. However, only pedersenol A demonstrated a selectivity index ≥10 against all tested tumor cell lines. The comparison of the selectivity index of pedersenol A and hyperbrasilol B with the hexane extract of H. pedersenii highlighted the distinct contributions of these individual compounds to the overall activity of the extract. Significant findings involving dimeric phloroglucinols have also been reported in the literature. Regarding the genus Vismia, various classes of metabolites, such as anthraquinones, anthrones, benzophenones, and xanthones, have been reported. In the Amazon rainforest region, exudates from plants of this genus are traditionally used to treat wounds caused by cutaneous leishmaniasis, known as "ferida-brava", in addition to reports of their use for treating symptoms such as vaginal discharge. Based on this ethnobotanical knowledge, this study evaluated the anti-Leishmania and anti-Trichomonas activities of extracts from V. guianensis, V. cayennensis, V. gracilis, and V. sandwithii, as well as isolated metabolites from these species. The results indicated that hexane extracts of Vismia species and isolated anthraquinones exhibited leishmanicidal potential against both promastigote and 12 amastigote forms of Leishmania amazonensis, with mechanisms of action related to the generation of reactive oxygen species and mitochondrial dysfunction. The leaf extract of V. guianensis, a plant traditionally used to treat cutaneous leishmaniasis wounds, was the most active, while physcion stood out as the anthraquinone with the best anti-Leishmania activity. Against Trichomonas vaginalis trophozoites, the hexane extract from V. sandwithii showed the highest activity, and among the evaluated anthraquinones, vismiaquinone A exhibited the best anti-Trichomonas performance. These findings reinforce the importance of studies investigating the clinical efficacy of natural compounds to enable their use as therapeutic alternatives. Furthermore, a comparison of the chemical composition of V. guianensis leaf extracts obtained through organic solvent extraction (n-hexane) and supercritical CO2 extraction was conducted. The supercritical fluid extraction was performed to assess the effects of independent variables such as temperature and pressure. This method demonstrated greater efficiency in extracting anthraquinones, such as vismiaquinone A and physcion, compared to conventional nhexane extraction. Vismiaquinone A was obtained in significantly higher amounts, indicating the selectivity of this method for this anthraquinone. The use of more sustainable extraction techniques, such as "green" extraction methods, proved to be not only an environmentally friendly strategy but also an efficient approach for obtaining pharmacologically relevant compounds.application/pdfporClusiaceaeHypericumFloroglucinolAntraquinonasLeishmaniaTrichomonasCromatografia com Fluido SupercríticoHypericaceaePhloroglucinolAnthraquinonesCytotoxicitySupercritical fluid extractionEspécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológicoHypericaceae species : sources of metabolites with pharmacological potentialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Ciências FarmacêuticasPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001258190.pdf.txt001258190.pdf.txtExtracted Texttext/plain157785http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292673/2/001258190.pdf.txtc2905b47d8abc5930f463d0af4999808MD52ORIGINAL001258190.pdfTexto parcialapplication/pdf2070588http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292673/1/001258190.pdf8d846880ca22f247da476e264a46b540MD5110183/2926732025-06-15 06:55:47.991251oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292673Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-15T09:55:47Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Hypericaceae species : sources of metabolites with pharmacological potential
title Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
spellingShingle Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
Diel, Kriptsan Abdon Poletto
Clusiaceae
Hypericum
Floroglucinol
Antraquinonas
Leishmania
Trichomonas
Cromatografia com Fluido Supercrítico
Hypericaceae
Phloroglucinol
Anthraquinones
Cytotoxicity
Supercritical fluid extraction
title_short Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
title_full Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
title_fullStr Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
title_full_unstemmed Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
title_sort Espécies de Hypericaceae : fontes de metabólitos com potencial farmacológico
author Diel, Kriptsan Abdon Poletto
author_facet Diel, Kriptsan Abdon Poletto
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Diel, Kriptsan Abdon Poletto
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Von Poser, Gilsane Lino
contributor_str_mv Von Poser, Gilsane Lino
dc.subject.por.fl_str_mv Clusiaceae
Hypericum
Floroglucinol
Antraquinonas
Leishmania
Trichomonas
Cromatografia com Fluido Supercrítico
topic Clusiaceae
Hypericum
Floroglucinol
Antraquinonas
Leishmania
Trichomonas
Cromatografia com Fluido Supercrítico
Hypericaceae
Phloroglucinol
Anthraquinones
Cytotoxicity
Supercritical fluid extraction
dc.subject.eng.fl_str_mv Hypericaceae
Phloroglucinol
Anthraquinones
Cytotoxicity
Supercritical fluid extraction
description A família Hypericaceae possui distribuição cosmopolita e, no Brasil, é representada por dois gêneros: Hypericum L. e Vismia Vand. Estudos voltados à prospecção química das espécies do gênero Hypericum relatam a identificação de benzopiranos, benzofenonas, floroglucinóis diméricos, xantonas e flavonoides. Neste trabalho, Hypericum pedersenii, espécie nativa do sul do Brasil, foi investigada, resultando no isolamento de derivados de floroglucinol, incluindo um composto inédito, denominado pedersenol A. Sua identificação foi realizada por meio de técnicas espectroscópicas e espectrométricas (UV, IV, EM, RMN 1H e 13C). Os floroglucinóis diméricos isolados, além de benzopiranos que já foram relatados para o gênero, foram testados frente a diferentes linhagens tumorais, incluindo adenocarcinoma cervical humano (HeLa, SiHa e Me-180) e linhagem de leucemia mieloide crônica (K-562). A seletividade foi avaliada em células não tumorais (Vero). Entre os compostos analisados, pedersenol A, hiperbrasilol B e uliginosina B apresentaram os menores valores de IC50. Para as linhagens K-562 e SiHa, o maior índice de seletividade foi alcançado por uliginosina B, enquanto japonicina A apresentou a maior seletividade para as linhagens HeLa e Me-180. No entanto, apenas pedersenol A demonstrou índice de seletividade ≥10 contra todas as linhagens tumorais testadas. A comparação do índice de seletividade do pedersenol A e do hiperbrasilol B com o extrato hexano de H. pedersenii evidenciou as diferentes contribuições desses compostos para a atividade geral do extrato. Resultados importantes envolvendo floroglucinóis diméricos também já foram observados na literatura. Em relação ao gênero Vismia, diversas classes de metabólitos, como antraquinonas, antronas, benzofenonas e xantonas têm sido relatadas. Na região da floresta amazônica, exsudatos de plantas desse gênero são utilizados no tratamento de feridas causadas por leishmaniose tegumentar, conhecidas como "ferida-brava”, havendo também relatos do uso para tratar sintomas como corrimentos vaginais. Com base nesses conhecimentos etnobotânicos, neste estudo avaliou-se as atividades anti-Leishmania e anti-Trichomonas de extratos de V. guianensis, V. cayennensis, V. gracilis e V. sandwithii, além de metabólitos isolados dessas espécies. Os resultados indicaram que os extratos hexano de Vismia e as antraquinonas isoladas apresentaram potencial leishmanicida contra formas promastigotas e amastigotas de 10 Leishmania amazonensis, com mecanismos de ação relacionados à geração de espécies reativas de oxigênio e disfunção mitocondrial. O extrato das folhas de V. guianensis, planta tradicionalmente utilizada para tratar feridas de leishmaniose cutânea, foi o mais ativo, enquanto a fisciona destacou-se como a antraquinona com melhor desempenho anti-Leishmania. Frente aos trofozoítos de Trichomonas vaginalis, o extrato hexano das folhas de V. sandwithii demonstrou maior atividade, e, entre as antraquinonas avaliadas, a vismiaquinona A foi a que apresentou os melhores resultados. Esses resultados reforçam a importância de estudos que investiguem a eficácia clínica de compostos naturais para viabilizar seu uso como alternativas terapêuticas. Além disso, a comparação da composição química dos extratos das folhas de V. guianensis obtidos por extração com solvente orgânico (n-hexano) e com CO2 supercrítico foi realizada. A extração com fluido supercrítico foi conduzida visando avaliar os efeitos das variáveis independentes, temperatura e pressão. Esse método demonstrou maior eficiência na extração de antraquinonas, como vismiaquinona A e fisciona, quando comparado à extração convencional com n-hexano. Vismiaquinona A foi obtida em quantidades significativamente superiores, indicando a seletividade desse método para essa antraquinona. A utilização de técnicas de extração mais sustentáveis, como métodos de extração denominados "verdes", mostrou-se não apenas uma estratégia para reduzir impactos ambientais, mas também uma abordagem eficiente para a obtenção de compostos de interesse farmacológico.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-06-06T06:57:24Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/292673
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001258190
url http://hdl.handle.net/10183/292673
identifier_str_mv 001258190
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292673/2/001258190.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292673/1/001258190.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv c2905b47d8abc5930f463d0af4999808
8d846880ca22f247da476e264a46b540
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br || lume@ufrgs.br
_version_ 1846255904215793664