Estudo do perfil farmacoterapêutico de pacientes diagnosticados com Síndrome Pós-poliomielite atendidos em nível ambulatorial especializado
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/201130 |
Resumo: | Estudos apontam que um grande número de indivíduos acometidos pela Poliomielite é exposto a uma manifestação tardia, chamada Síndrome Pós-poliomielite (SPP). Considerada uma neuronopatia motora, a SPP é caracterizada por um novo quadro sintomatológico - resultando em uma diminuição da capacidade funcional e/ou no surgimento de novas incapacidades. Como medida terapêutica é observada a utilização de medicamentos – parte integrante do plano de assistência ao paciente quanto a sintomatologia; porém, percebe-se também a utilização de diversos fármacos para outros problemas de saúde. Assim, não rara, é a possibilidade de interações medicamentosas, reações adversas, não adesão ao tratamento medicamentoso e a automedicação nessa população. Nesse contexto, investigou-se o perfil farmacoterapêutico desses pacientes por meio de um estudo descritivo, com desenho transversal. Foram entrevistados 150 pacientes com diagnóstico de SPP, e aplicou-se um formulário e o teste Morisky-Green, previamente aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. Esses instrumentos forneceram dados sociodemográficos, clínicos, farmacoterapêuticos e a adesão terapêutica, que posteriormente foram tratados no programa Statistical Package for Social Sciences por meio do teste de Chi-quadrado para verificar possível associação estatística. A média de idade foi de 53 anos, com média de idade na Pólio de 1,8 anos, e uma média de intervalo da Pólio e o início da SPP de 44,7 anos, sendo maioria feminina (74%), brancos (74%), casados (68,7%), com ≥13 anos de estudo (42,6%) e uma maioria possuindo renda (93,3%). Nova fraqueza muscular presente como requisito de inclusão, dor muscular (90%), dor articular (90%), fadiga (86%); distúrbio do sono (74,7%), que apresentaram outros problemas de saúde além da SPP (96%), com média de 4 problemas/paciente, sendo a Hipertensão arterial mais prevalente (45%). Os pacientes utilizaram até 14 medicamentos, com média de 5 medicamentos/paciente – configurando Polifarmácia – presente em 52% destes; 72,6% dos pacientes entrevistados utilizaram medicamentos que atuam no sistema nervoso, 76,6% não aderiram ao tratamento medicamentoso e 95% dos pacientes se automedicam, com prevalência no uso de analgésicos. Ao analisar os números de medicamentos utilizados com prescrição, também os sem prescrição médica, o número de problemas de saúde e a adesão terapêutica, constatou-se associação estatística significativa com as variáveis: “gênero feminino”, “problemas de saúde”, “não fumante”, “não utilizar medicamentos conforme prescrição médica”, “possuir característica clínica de distúrbio do sono e intolerância ao frio”, e “ter sido acometido pela Pólio entre ≥1 a <2 anos de idade”. Diante das evidências desse perfil apresentado, torna-se relevante estratégias e ações de saúde no uso de medicamentos, a fim de proporcionar uma farmacoterapia necessária, segura, efetiva e racional com vista a uma melhor qualidade de vida para essa população. |
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Conti, Mônica de Souza BritoPereira, Leonardo Régis Leira2019-10-31T03:48:36Z2018http://hdl.handle.net/10183/201130001090091Estudos apontam que um grande número de indivíduos acometidos pela Poliomielite é exposto a uma manifestação tardia, chamada Síndrome Pós-poliomielite (SPP). Considerada uma neuronopatia motora, a SPP é caracterizada por um novo quadro sintomatológico - resultando em uma diminuição da capacidade funcional e/ou no surgimento de novas incapacidades. Como medida terapêutica é observada a utilização de medicamentos – parte integrante do plano de assistência ao paciente quanto a sintomatologia; porém, percebe-se também a utilização de diversos fármacos para outros problemas de saúde. Assim, não rara, é a possibilidade de interações medicamentosas, reações adversas, não adesão ao tratamento medicamentoso e a automedicação nessa população. Nesse contexto, investigou-se o perfil farmacoterapêutico desses pacientes por meio de um estudo descritivo, com desenho transversal. Foram entrevistados 150 pacientes com diagnóstico de SPP, e aplicou-se um formulário e o teste Morisky-Green, previamente aprovado pelo comitê de ética e pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. Esses instrumentos forneceram dados sociodemográficos, clínicos, farmacoterapêuticos e a adesão terapêutica, que posteriormente foram tratados no programa Statistical Package for Social Sciences por meio do teste de Chi-quadrado para verificar possível associação estatística. A média de idade foi de 53 anos, com média de idade na Pólio de 1,8 anos, e uma média de intervalo da Pólio e o início da SPP de 44,7 anos, sendo maioria feminina (74%), brancos (74%), casados (68,7%), com ≥13 anos de estudo (42,6%) e uma maioria possuindo renda (93,3%). Nova fraqueza muscular presente como requisito de inclusão, dor muscular (90%), dor articular (90%), fadiga (86%); distúrbio do sono (74,7%), que apresentaram outros problemas de saúde além da SPP (96%), com média de 4 problemas/paciente, sendo a Hipertensão arterial mais prevalente (45%). Os pacientes utilizaram até 14 medicamentos, com média de 5 medicamentos/paciente – configurando Polifarmácia – presente em 52% destes; 72,6% dos pacientes entrevistados utilizaram medicamentos que atuam no sistema nervoso, 76,6% não aderiram ao tratamento medicamentoso e 95% dos pacientes se automedicam, com prevalência no uso de analgésicos. Ao analisar os números de medicamentos utilizados com prescrição, também os sem prescrição médica, o número de problemas de saúde e a adesão terapêutica, constatou-se associação estatística significativa com as variáveis: “gênero feminino”, “problemas de saúde”, “não fumante”, “não utilizar medicamentos conforme prescrição médica”, “possuir característica clínica de distúrbio do sono e intolerância ao frio”, e “ter sido acometido pela Pólio entre ≥1 a <2 anos de idade”. Diante das evidências desse perfil apresentado, torna-se relevante estratégias e ações de saúde no uso de medicamentos, a fim de proporcionar uma farmacoterapia necessária, segura, efetiva e racional com vista a uma melhor qualidade de vida para essa população.Studies indicate that a large number of individuals affected by poliomyelitis is exposed to a late manifestation, called Post-Polio Syndrome (PPS). Considered a motor neuronopathy, PPS is characterized by a new symptomatological setting - resulting in a decrease in functional capacity and/or in the emergence of new disabilities. As a therapeutic measure, the use of medication - an integral part of the patient care plan for symptomatology – it is observed; however, the use of several drugs for other health problems is also noticed. Thus, the possibility of drug interactions, adverse reactions, non adherence to drug treatment and self-medication in this population is not uncommon. In this context, the pharmacotherapeutic profile of these patients was investigated through a descriptive cross-sectional study, interviewing 150 patients diagnosed with PPS, and applying a survey form and the Morisky-Green test, previously approved by the ethics and research committee of Universidade Federal de São Paulo /Escola Paulista de Medicina. Instruments provided sociodemographic, clinical, pharmacotherapeutic and therapeutic adherence data, which were later analyzed in the Statistical Package for Social Sciences program by means of the Chi-square test to verify the possibility of statistical association. The mean age was 53 years, with a mean age in Polio of 1.8 years, and a mean interval of Polio and the beginning of the PPS of 44.7 years, the majority was women (74%), whites (74% ), married (68.7%), with ≥13 years of study (42.6%) and a majority having an income (93.3%). New muscle weakness as inclusion requirement, muscular pain (90%), joint pain (90%), fatigue (86%); (74.7%), Presence of other health problems besides PPS (96%), with an average of 4 problems/patient, hypertension being more prevalent (45%). The patients used up to 14 medications, with an average of 5 medications/patient - configuring Polypharmacy - present in 52% of the patients; 72.6% of the interviewed patients used drugs that act on the nervous system, 76.6% did not adhere to the drug treatment and 95% of the patients self-medicated, with a prevalence of analgesic use. When analyzing the numbers of medications used with prescription, also the ones without medical prescription, the number of health problems and the therapeutic adherence, a statistically significant association with the variables was found: “female gender”, “health problems”, “non-smoker”, “no use of prescription”, “have a clinical characteristic of sleep disorder and cold intolerance” and “have been affected by polio between ≥1 and <2 years of age”. In the face of the evidence of this profile presented, health strategies and actions in the use of drugs become relevant in order to provide a necessary, safe, effective and rational pharmacotherapy with a view to a better quality of life for this population.application/pdfporAssistência farmacêuticaPoliomieliteFarmacoterapiaPost-Polio SyndromeSelf-MedicationTherapeutic AdherenceHealth ProblemsMedicationsPharmacotherapeutic ProfileEstudo do perfil farmacoterapêutico de pacientes diagnosticados com Síndrome Pós-poliomielite atendidos em nível ambulatorial especializadoStudy of the pharmacotherapeutic profile of patients diagnosed with post-polio syndrome attended at a specialized outpatient level info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de FarmáciaPrograma de Pós-Graduação em Assistência FarmacêuticaPorto Alegre, BR-RS2018mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001090091.pdf.txt001090091.pdf.txtExtracted Texttext/plain373927http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/201130/2/001090091.pdf.txtd2bf8b860384a8fc145f06f167ddf08cMD52ORIGINAL001090091.pdfTexto completoapplication/pdf3557061http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/201130/1/001090091.pdf6a645284b2e0f04a7e28cc21b6f830d2MD5110183/2011302022-03-26 05:31:05.188oai:www.lume.ufrgs.br:10183/201130Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532022-03-26T08:31:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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