Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Carlan, Guilherme Vilmar Herter
Orientador(a): Schneider, Eduardo Luís
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/282800
Resumo: O magnésio, devido à sua abundância e baixa densidade, é um material promissor para reduzir o consumo de energia e de controlar as emissões de CO2 em indústrias como a automobilística e a aeroespacial. No entanto, sua baixa conformabilidade em temperatura ambiente devido à estrutura hexagonal compacta tem sido um desafio. Estudos indicam que a adição de terras raras restringe o crescimento de grão permitindo um maior alongamento em operações de conformação a morno e a quente sem prejudicar as propriedades mecânicas, reduzem a anisotropia e aumentam a resistência à corrosão quando deformadas à quente. No entanto, a influência da conformação mecânica a morno e a frio e sua correlação com a resistência à corrosão exigem mais investigações. O objetivo desse trabalho consistiu em analisar a influência da temperatura de conformação a frio e a morno na resistência à corrosão da liga ZE10A em solução salina. Para atingir esse objetivo, realizou-se uma análise química da liga, ensaios de tração com temperaturas de 23, 125, 175, 225, 250, 275 e 300 °C com velocidades de 500 mm/min, ensaios de corrosão em solução de 3,5% de NaCl, tais quais, potencial de circuito aberto, polarização potenciaodinâmica e espectroscopia de impedância eletroquímica e caracterização microestrutural e morfológica da superfície das amostras. Os resultados dos ensaios de tração revelaram uma variação alta no alongamento em diferentes temperaturas tendo em vista que saíram da média de 8,1% em temperaturas de 23, 125, 225, e 250°C para 3,2% para temperaturas de 275 e 300°C, indicando relativa estabilidade nas propriedades mecânicas da liga ZE10A em temperaturas de 23, 125, 225 e 250 °C. A análise microestrutural revelou poucas mudanças nos grãos em diferentes temperaturas no qual o número médio do tamanho de grão G = 12, com aumento de tamanho em 225°C com G = 10,5 e padrões distintos de recristalização dinâmica justamente por ter trabalhado apenas em temperaturas a frio e a morno. Os ensaios eletroquímicos revelaram a resposta da liga à corrosão em diferentes temperaturas. A formação de camadas protetoras foi evidente, indicando uma interação entre a temperatura e a resistência à corrosão. A estabilidade observada nas condições térmicas mais baixas sugere a supressão do processo catódico e a estabilização da dissolução sólida. A combinação de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS) proporcionou uma compreensão detalhada da morfologia e composição após ensaios de corrosão. A presença de cloretos e óxidos de magnésio foi evidente, e a formação de hidróxidos duplos estratificados (LDHs) foi observada em regiões com baixo teor de Al. Além disso, após deformação a 300°C, foi observada a formação de óxido de neodímio. A corrente permaneceu em aproximadamente 30 µA.cm-2 e um potencial em torno de 1,5 V (Ag/AgCl). Os resultados deste estudo demonstraram que a temperatura de conformação não gera um impacto significativo na resistência à corrosão da liga ZE10A.
id URGS_ee375b5826337330522cb414d100185b
oai_identifier_str oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282800
network_acronym_str URGS
network_name_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
repository_id_str
spelling Carlan, Guilherme Vilmar HerterSchneider, Eduardo LuísScienza, Lisete Cristine2024-12-24T06:55:39Z2024http://hdl.handle.net/10183/282800001215179O magnésio, devido à sua abundância e baixa densidade, é um material promissor para reduzir o consumo de energia e de controlar as emissões de CO2 em indústrias como a automobilística e a aeroespacial. No entanto, sua baixa conformabilidade em temperatura ambiente devido à estrutura hexagonal compacta tem sido um desafio. Estudos indicam que a adição de terras raras restringe o crescimento de grão permitindo um maior alongamento em operações de conformação a morno e a quente sem prejudicar as propriedades mecânicas, reduzem a anisotropia e aumentam a resistência à corrosão quando deformadas à quente. No entanto, a influência da conformação mecânica a morno e a frio e sua correlação com a resistência à corrosão exigem mais investigações. O objetivo desse trabalho consistiu em analisar a influência da temperatura de conformação a frio e a morno na resistência à corrosão da liga ZE10A em solução salina. Para atingir esse objetivo, realizou-se uma análise química da liga, ensaios de tração com temperaturas de 23, 125, 175, 225, 250, 275 e 300 °C com velocidades de 500 mm/min, ensaios de corrosão em solução de 3,5% de NaCl, tais quais, potencial de circuito aberto, polarização potenciaodinâmica e espectroscopia de impedância eletroquímica e caracterização microestrutural e morfológica da superfície das amostras. Os resultados dos ensaios de tração revelaram uma variação alta no alongamento em diferentes temperaturas tendo em vista que saíram da média de 8,1% em temperaturas de 23, 125, 225, e 250°C para 3,2% para temperaturas de 275 e 300°C, indicando relativa estabilidade nas propriedades mecânicas da liga ZE10A em temperaturas de 23, 125, 225 e 250 °C. A análise microestrutural revelou poucas mudanças nos grãos em diferentes temperaturas no qual o número médio do tamanho de grão G = 12, com aumento de tamanho em 225°C com G = 10,5 e padrões distintos de recristalização dinâmica justamente por ter trabalhado apenas em temperaturas a frio e a morno. Os ensaios eletroquímicos revelaram a resposta da liga à corrosão em diferentes temperaturas. A formação de camadas protetoras foi evidente, indicando uma interação entre a temperatura e a resistência à corrosão. A estabilidade observada nas condições térmicas mais baixas sugere a supressão do processo catódico e a estabilização da dissolução sólida. A combinação de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS) proporcionou uma compreensão detalhada da morfologia e composição após ensaios de corrosão. A presença de cloretos e óxidos de magnésio foi evidente, e a formação de hidróxidos duplos estratificados (LDHs) foi observada em regiões com baixo teor de Al. Além disso, após deformação a 300°C, foi observada a formação de óxido de neodímio. A corrente permaneceu em aproximadamente 30 µA.cm-2 e um potencial em torno de 1,5 V (Ag/AgCl). Os resultados deste estudo demonstraram que a temperatura de conformação não gera um impacto significativo na resistência à corrosão da liga ZE10A.Magnesium, due to its abundance and low density, is a promising material for reducing energy consumption and controlling CO2 emissions in industries such as automotive and aerospace. However, its low formability at room temperature, due to its hexagonal close-packed structure, has been a challenge. Studies indicate that the addition of rare earth elements restricts grain growth, allowing for greater elongation in warm and hot forming operations without compromising mechanical properties, reducing anisotropy, and increasing corrosion resistance when deformed at high temperatures. However, the influence of warm and cold mechanical forming and its correlation with corrosion resistance require further investigation. The objective of this work was to analyze the influence of cold and warm forming temperatures on the corrosion resistance of ZE10A alloy in saline solution. To achieve this objective, a chemical analysis of the alloy was conducted, along with tensile tests at temperatures of 23, 125, 175, 225, 250, 275, and 300 °C with speeds of 500 mm/min, corrosion tests in a 3.5% NaCl solution, such as open circuit potential, potentiodynamic polarization, and electrochemical impedance spectroscopy, as well as microstructural and morphological characterization of the sample surfaces. The results of the tensile tests revealed a significant variation in elongation at different temperatures, with an average of 8.1% at 23, 125, 225, and 250°C, dropping to 3.2% at 275 and 300°C, indicating relative stability in the mechanical properties of the ZE10A alloy at 23, 125, 225, and 250 °C. The microstructural analysis revealed few changes in grain size at different temperatures, with an average grain size number of G = 12, increasing to G = 10,5 at 225°C, and distinct patterns of dynamic recrystallization due to the work only at cold and warm temperatures. The electrochemical tests revealed the alloy's response to corrosion at different temperatures. The formation of protective layers was evident, indicating an interaction between temperature and corrosion resistance. The stability observed at lower thermal conditions suggests the suppression of the cathodic process and the stabilization of solid dissolution. The combination of Scanning Electron Microscopy (SEM) with Energy Dispersive Spectroscopy (EDS) provided a detailed understanding of the morphology and composition after corrosion tests. The presence of chlorides and magnesium oxides was evident, and the formation of layered double hydroxides (LDHs) was observed in regions with low Al content. Additionally, after deformation at 300°C, the formation of neodymium oxide was observed. The current remained at approximately 30 µA.cm-2 and the potential around 1.5 V (Ag/AgCl). The results of this study demonstrate that the forming temperature does not significantly impact the corrosion resistance of the ZE10A alloy.application/pdfporLigas de magnésioTerras rarasResistência à corrosãoConformação mecânicaMagnesium alloysRare earth elementsCorrosionFormabilityMicrostructural and morphological characterizationInfluência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulEscola de EngenhariaPrograma de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de MateriaisPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001215179.pdf.txt001215179.pdf.txtExtracted Texttext/plain28077http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282800/2/001215179.pdf.txt9aadf00e8ade13715f3da849f68a1faaMD52ORIGINAL001215179.pdfTexto parcialapplication/pdf519406http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282800/1/001215179.pdf7b3947ffe6ae52c866654d13587d9753MD5110183/2828002025-01-02 07:55:17.519405oai:www.lume.ufrgs.br:10183/282800Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br||lume@ufrgs.bropendoar:18532025-01-02T09:55:17Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
title Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
spellingShingle Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
Carlan, Guilherme Vilmar Herter
Ligas de magnésio
Terras raras
Resistência à corrosão
Conformação mecânica
Magnesium alloys
Rare earth elements
Corrosion
Formability
Microstructural and morphological characterization
title_short Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
title_full Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
title_fullStr Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
title_full_unstemmed Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
title_sort Influência da temperatura de conformação na resistência à corrosão da liga de magnésio ZE10A (Elektron 717)
author Carlan, Guilherme Vilmar Herter
author_facet Carlan, Guilherme Vilmar Herter
author_role author
dc.contributor.author.fl_str_mv Carlan, Guilherme Vilmar Herter
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Schneider, Eduardo Luís
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Scienza, Lisete Cristine
contributor_str_mv Schneider, Eduardo Luís
Scienza, Lisete Cristine
dc.subject.por.fl_str_mv Ligas de magnésio
Terras raras
Resistência à corrosão
Conformação mecânica
topic Ligas de magnésio
Terras raras
Resistência à corrosão
Conformação mecânica
Magnesium alloys
Rare earth elements
Corrosion
Formability
Microstructural and morphological characterization
dc.subject.eng.fl_str_mv Magnesium alloys
Rare earth elements
Corrosion
Formability
Microstructural and morphological characterization
description O magnésio, devido à sua abundância e baixa densidade, é um material promissor para reduzir o consumo de energia e de controlar as emissões de CO2 em indústrias como a automobilística e a aeroespacial. No entanto, sua baixa conformabilidade em temperatura ambiente devido à estrutura hexagonal compacta tem sido um desafio. Estudos indicam que a adição de terras raras restringe o crescimento de grão permitindo um maior alongamento em operações de conformação a morno e a quente sem prejudicar as propriedades mecânicas, reduzem a anisotropia e aumentam a resistência à corrosão quando deformadas à quente. No entanto, a influência da conformação mecânica a morno e a frio e sua correlação com a resistência à corrosão exigem mais investigações. O objetivo desse trabalho consistiu em analisar a influência da temperatura de conformação a frio e a morno na resistência à corrosão da liga ZE10A em solução salina. Para atingir esse objetivo, realizou-se uma análise química da liga, ensaios de tração com temperaturas de 23, 125, 175, 225, 250, 275 e 300 °C com velocidades de 500 mm/min, ensaios de corrosão em solução de 3,5% de NaCl, tais quais, potencial de circuito aberto, polarização potenciaodinâmica e espectroscopia de impedância eletroquímica e caracterização microestrutural e morfológica da superfície das amostras. Os resultados dos ensaios de tração revelaram uma variação alta no alongamento em diferentes temperaturas tendo em vista que saíram da média de 8,1% em temperaturas de 23, 125, 225, e 250°C para 3,2% para temperaturas de 275 e 300°C, indicando relativa estabilidade nas propriedades mecânicas da liga ZE10A em temperaturas de 23, 125, 225 e 250 °C. A análise microestrutural revelou poucas mudanças nos grãos em diferentes temperaturas no qual o número médio do tamanho de grão G = 12, com aumento de tamanho em 225°C com G = 10,5 e padrões distintos de recristalização dinâmica justamente por ter trabalhado apenas em temperaturas a frio e a morno. Os ensaios eletroquímicos revelaram a resposta da liga à corrosão em diferentes temperaturas. A formação de camadas protetoras foi evidente, indicando uma interação entre a temperatura e a resistência à corrosão. A estabilidade observada nas condições térmicas mais baixas sugere a supressão do processo catódico e a estabilização da dissolução sólida. A combinação de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com Espectroscopia de Energia Dispersiva (EDS) proporcionou uma compreensão detalhada da morfologia e composição após ensaios de corrosão. A presença de cloretos e óxidos de magnésio foi evidente, e a formação de hidróxidos duplos estratificados (LDHs) foi observada em regiões com baixo teor de Al. Além disso, após deformação a 300°C, foi observada a formação de óxido de neodímio. A corrente permaneceu em aproximadamente 30 µA.cm-2 e um potencial em torno de 1,5 V (Ag/AgCl). Os resultados deste estudo demonstraram que a temperatura de conformação não gera um impacto significativo na resistência à corrosão da liga ZE10A.
publishDate 2024
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-12-24T06:55:39Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2024
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://hdl.handle.net/10183/282800
dc.identifier.nrb.pt_BR.fl_str_mv 001215179
url http://hdl.handle.net/10183/282800
identifier_str_mv 001215179
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
instname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron:UFRGS
instname_str Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
instacron_str UFRGS
institution UFRGS
reponame_str Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
collection Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
bitstream.url.fl_str_mv http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282800/2/001215179.pdf.txt
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/282800/1/001215179.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 9aadf00e8ade13715f3da849f68a1faa
7b3947ffe6ae52c866654d13587d9753
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
repository.mail.fl_str_mv lume@ufrgs.br||lume@ufrgs.br
_version_ 1831316192170606592