Let’s involve Brazil ? celebrities and disinformation in the 2022 brazilian presidential elections

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cousin, Calvin da Silva
Orientador(a): Recuero, Raquel da Cunha
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10183/292837
Resumo: A presente pesquisa propõe compreender como celebridades se manifestaram sobre conteúdos desinformativos a respeito do processo eleitoral brasileiro de 2022, marcado por intensa polarização. Características de celebridades e estrelas de outrora ainda podem ser observadas nos grandes nomes da contemporaneidade, mas em contexto digital adquirem feições próprias, sempre refletindo o espírito do tempo a fim de manterem a relevância. São dotadas de elevado capital simbólico e de poder diante de seus seguidores, que frequentemente as identificam como figuras que ditam tendências. Vivem com a constante exposição de suas intimidades e com a intenção de venderem o melhor de si mesmas. Assim, pode ser proveitoso que tenham uma agenda política consolidada, e ao defender pautas de alto impacto acabam gerando uma boa imagem institucional. Sobre desinformação, entendemos que o fenômeno data de tempos imemoriais mas que se consolidou enquanto conceito na segunda metade dos anos 2010, em um contexto político marcado por campanhas que apostem na confusão, no caos e no borramento entre verdade e mentira para serem bem sucedidas. Emerge de inúmeras maneiras, mas é potencializada em ambiente digital pela dinâmica das plataformas e que, talvez, prejudique o senso de comunidade ao formar bolhas de circulação e direcionar por demais os conteúdos. Compreendemos que existem diversos tipos de agentes e motivações envolvidos na circulação de narrativas desinformativas, e que qualquer plataforma de mídia social pode servir para observarmos várias categorias. Desta forma, reconhecendo a posição das celebridades no contexto das plataformas e o circuito desinformativo, e aquilo que é esperado delas por seus públicos, objetivamos compreender as formas como se posicionam diante da desinformação. Utilizamos como método a Análise Crítica do Discurso (ACD), respondendo cinco perguntas base: O que está acontecendo? Quem está envolvido? Em quais relações? Como a plataforma foi utilizada? Quais foram as reações? Selecionamos dezoito celebridades que haviam se manifestado, de alguma forma, em seus perfis no Twitter sobre desinformação durante o segundo turno das eleições para responder às quatro primeiras perguntas - a última foi respondida com base em publicações coletadas no Instagram contendo o nome dessas celebridades. Cruzando os dados coletados e a ACD entendemos que as celebridades apelam para a avaliação moral e a autoridade, sobretudo, para validarem seus discursos. Nisso, operam com as emoções do público para se manterem atrativas, de uma forma não muito diferente da própria desinformação, e o encontro desses dois elementos detém caráter altamente emocional. São promotoras do bem-estar aos seus fãs, e as plataformas privilegiam a circulação de conteúdos de alto engajamento. Falar aquilo que as pessoas querem ouvir é, portanto, proveitoso. Logo, no equilíbrio entre a emoção e a promoção do bem, nos deparamos com figuras que combatem a desinformação não por ela ser factualmente errada, mas sim por ser moralmente errada - sendo a moral definida com base nos ideais de cada uma. Seu papel maior é para comover contra a desinformação e ser um ícone de uma categoria política, não para, efetivamente, verificar.
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Sobre desinformação, entendemos que o fenômeno data de tempos imemoriais mas que se consolidou enquanto conceito na segunda metade dos anos 2010, em um contexto político marcado por campanhas que apostem na confusão, no caos e no borramento entre verdade e mentira para serem bem sucedidas. Emerge de inúmeras maneiras, mas é potencializada em ambiente digital pela dinâmica das plataformas e que, talvez, prejudique o senso de comunidade ao formar bolhas de circulação e direcionar por demais os conteúdos. Compreendemos que existem diversos tipos de agentes e motivações envolvidos na circulação de narrativas desinformativas, e que qualquer plataforma de mídia social pode servir para observarmos várias categorias. Desta forma, reconhecendo a posição das celebridades no contexto das plataformas e o circuito desinformativo, e aquilo que é esperado delas por seus públicos, objetivamos compreender as formas como se posicionam diante da desinformação. Utilizamos como método a Análise Crítica do Discurso (ACD), respondendo cinco perguntas base: O que está acontecendo? Quem está envolvido? Em quais relações? Como a plataforma foi utilizada? Quais foram as reações? Selecionamos dezoito celebridades que haviam se manifestado, de alguma forma, em seus perfis no Twitter sobre desinformação durante o segundo turno das eleições para responder às quatro primeiras perguntas - a última foi respondida com base em publicações coletadas no Instagram contendo o nome dessas celebridades. Cruzando os dados coletados e a ACD entendemos que as celebridades apelam para a avaliação moral e a autoridade, sobretudo, para validarem seus discursos. Nisso, operam com as emoções do público para se manterem atrativas, de uma forma não muito diferente da própria desinformação, e o encontro desses dois elementos detém caráter altamente emocional. São promotoras do bem-estar aos seus fãs, e as plataformas privilegiam a circulação de conteúdos de alto engajamento. Falar aquilo que as pessoas querem ouvir é, portanto, proveitoso. Logo, no equilíbrio entre a emoção e a promoção do bem, nos deparamos com figuras que combatem a desinformação não por ela ser factualmente errada, mas sim por ser moralmente errada - sendo a moral definida com base nos ideais de cada uma. Seu papel maior é para comover contra a desinformação e ser um ícone de uma categoria política, não para, efetivamente, verificar.This research aims to understand how celebrities have spoken out about disinformation regarding the 2022 Brazilian electoral process, marked by intense polarization. The characteristics of celebrities and stars of the past can still be observed in the big names of today, but in a digital context, they acquire their own features, always reflecting the spirit of the times to maintain relevance. They are endowed with high symbolic capital and power before their followers, who often identify them as figures who dictate trends. They live with the constant exposure of their intimacies and with the intention of selling the best of themselves. Thus, it can be beneficial for them to have a consolidated political agenda, and by defending high-impact causes, they end up generating a good institutional image. Regarding disinformation, we understand that the phenomenon dates back to time immemorial but has been consolidated as a concept in the second half of the 2010s, in a political context marked by campaigns that bet on confusion, chaos, and the blurring between truth and lies to succeed. It emerges in numerous ways but is enhanced in digital media by the dynamics of platforms and that, perhaps, harms the sense of community by forming bubbles of circulation and directing content too much. We understand that there are various types of agents and motivations involved in the circulation of disinformation narratives, and that any social media platform may function to observe various categories. This way, recognizing the position of celebrities in the context of platforms and the disinformation circuit, and what is expected of them by their audiences, we aim to understand the ways in which they position themselves in the face of disinformation. We use Critical Discourse Analysis (CDA) as a method, answering five basic questions: What is happening? Who is involved? In which relations? How was the platform used? What were the reactions? We selected eighteen celebrities who had manifested, in some way, on their Twitter profiles about disinformation during the second round of the elections to answer the first four questions - the last one was answered based on publications collected on Instagram containing the names of these celebrities. By crossing the data collected and the CDA, we understand that celebrities appeal to moral evaluation and authority, above all, to validate their discourses. With this, they operate with the public's emotions to remain attractive, in a way not very different from disinformation itself, and the encounter of these two elements holds a highly emotional character. They are promoters of well-being to their fans, and the platforms privilege the circulation of high-engagement content. Saying what people want to hear is, therefore, beneficial. Thus, in the balance between emotion and the promotion of good, we come across figures who combat disinformation not because it is factually wrong, but because it is morally wrong - being morality defined based on the ideals of each one. Their greatest role is to move people against disinformation and be an icon of a political category, not to effectively fact-check.application/pdfengComunicaçãoCelebritiesDisinformationCritical discourse analysisSocial media platformsBrazilian presidential electionsLet’s involve Brazil ? celebrities and disinformation in the 2022 brazilian presidential electionsVamos envolver o Brasil ? celebridades e desinformação nas eleições presidenciais brasileiras de 2022info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulFaculdade de Biblioteconomia e ComunicaçãoPrograma de Pós-Graduação em ComunicaçãoPorto Alegre, BR-RS2025doutoradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001248865.pdf.txt001248865.pdf.txtExtracted Texttext/plain451175http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292837/3/001248865.pdf.txt76aded0029fed4714121840e78c2440dMD53001248865-02.pdf.txt001248865-02.pdf.txtExtracted Texttext/plain471672http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292837/4/001248865-02.pdf.txt03186e7de3720f6985ccc6c2c84fa212MD54ORIGINAL001248865.pdfTexto completo (inglês)application/pdf6849182http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292837/1/001248865.pdff25e00f079f70aaffea35b33aaef6fd4MD51001248865-02.pdfTexto completoapplication/pdf6846621http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/292837/2/001248865-02.pdf9ac7854aa6f6c41112ce8e7ccf932589MD5210183/2928372025-06-13 06:56:32.682356oai:www.lume.ufrgs.br:10183/292837Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532025-06-13T09:56:32Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false
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