Avaliação da prednisolona e hidrocortisona em parâmetros comportamentais e/ou inflamatórios em modelo animal agudo de crises epilépticas induzidas pelo pentilenotetrazol
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | http://hdl.handle.net/10183/302867 |
Resumo: | A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por alterações no ambiente neuronal que predispõe o ser humano ou animal a crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Uma das questões de grande complexidade que envolve a epilepsia é seu alto grau de refratariedade ao tratamento farmacológico tradicional. Nas últimas décadas, apesar do desenvolvimento contínuo de medicamentos antiepilépticos, ainda existem mais de 30% de pacientes com epilepsia progredindo para a forma resistente a medicamentos, o que leva a um aumento significativo na morbidade e mortalidade ocasionadas pela patologia. Ademais, outra condição clínica grave é o chamado status epilepticus caracterizado pela manutenção de uma crise epiléptica sustentada. A irreversibilidade do quadro, sobretudo em pacientes refratários à medicação, é uma das principais causas de morte por parada cardiorrespiratória nestes pacientes. Nos últimos anos, inúmeros estudos experimentais e clínicos têm demonstrado a presença de células inflamatórias ativadas e também um aumento de moléculas pró-inflamatórias em várias formas de epilepsia, sobretudo aquelas resistentes ao tratamento farmacológico. Neste contexto, o presente trabalho discorre sobre o uso de dois anti-inflamatórios esteroidais, a prednisolona (1mg/Kg e 5 mg/Kg) e a hidrocortisona (5 mg/Kg e 10 mg/Kg), em modelo animal agudo de crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol (50 mg/Kg). Para o experimento, ratos Wistar machos, com aproximadamente 3 meses de idade, pesando cerca de 400 g, foram utilizados. Os objetivos foram verificar os efeitos da administração intraperitoneal dos fármacos sobre parâmetros epileptogênicos comportamentais e, no caso da prednisolona, também inflamatórios. Observou-se que a prednisolona demonstrou ação protetora referente à severidade da crise epiléptica e também promoveu a redução da concentração de mediadores inflamatórios a nível do sistema nervoso central, sugerindo efeito benéfico na progressão do quadro epileptogênico e na redução da neuroinflamação. Todavia, a hidrocortisona não apresentou efeito quando comparado aos grupos controles. Apesar da hidrocortisona ser considerada um anti-inflamatório de fraca potência, é necessário mais estudos envolvendo outros modelos experimentais para melhor compreensão de sua ação. |
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Padilha, Rafael BremmCoitinho, Adriana Simon2026-03-31T07:58:40Z2024http://hdl.handle.net/10183/302867001255519A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por alterações no ambiente neuronal que predispõe o ser humano ou animal a crises epilépticas espontâneas e recorrentes. Uma das questões de grande complexidade que envolve a epilepsia é seu alto grau de refratariedade ao tratamento farmacológico tradicional. Nas últimas décadas, apesar do desenvolvimento contínuo de medicamentos antiepilépticos, ainda existem mais de 30% de pacientes com epilepsia progredindo para a forma resistente a medicamentos, o que leva a um aumento significativo na morbidade e mortalidade ocasionadas pela patologia. Ademais, outra condição clínica grave é o chamado status epilepticus caracterizado pela manutenção de uma crise epiléptica sustentada. A irreversibilidade do quadro, sobretudo em pacientes refratários à medicação, é uma das principais causas de morte por parada cardiorrespiratória nestes pacientes. Nos últimos anos, inúmeros estudos experimentais e clínicos têm demonstrado a presença de células inflamatórias ativadas e também um aumento de moléculas pró-inflamatórias em várias formas de epilepsia, sobretudo aquelas resistentes ao tratamento farmacológico. Neste contexto, o presente trabalho discorre sobre o uso de dois anti-inflamatórios esteroidais, a prednisolona (1mg/Kg e 5 mg/Kg) e a hidrocortisona (5 mg/Kg e 10 mg/Kg), em modelo animal agudo de crises epilépticas induzidas por pentilenotetrazol (50 mg/Kg). Para o experimento, ratos Wistar machos, com aproximadamente 3 meses de idade, pesando cerca de 400 g, foram utilizados. Os objetivos foram verificar os efeitos da administração intraperitoneal dos fármacos sobre parâmetros epileptogênicos comportamentais e, no caso da prednisolona, também inflamatórios. Observou-se que a prednisolona demonstrou ação protetora referente à severidade da crise epiléptica e também promoveu a redução da concentração de mediadores inflamatórios a nível do sistema nervoso central, sugerindo efeito benéfico na progressão do quadro epileptogênico e na redução da neuroinflamação. Todavia, a hidrocortisona não apresentou efeito quando comparado aos grupos controles. Apesar da hidrocortisona ser considerada um anti-inflamatório de fraca potência, é necessário mais estudos envolvendo outros modelos experimentais para melhor compreensão de sua ação.The epilepsy is a neurological disease characterized by alterations in the neuronal environment that predispose humans or animals to spontaneous and recurrent epileptic seizures. One of the most complex issues surrounding epilepsy is its high degree of refractoriness to traditional pharmacological treatment. In recent decades, despite the continuous development of antiepileptic drugs, there are still more than 30% of patients with epilepsy progressing to the drug resistant form, which leads to a significant increase in the morbidity and mortality caused by the condition. In addition, another serious clinical condition is the so-called status epilepticus characterized by the maintenance of a sustained epileptic seizure. The irreversibility of the condition, especially in patients who are refractory to medication, is one of the main causes of death from cardiopulmonary arrest in these patients. In recent years, numerous experimental and clinical studies have demonstrated the presence of activated inflammatory cells and also an increase in proinflammatory molecules in various forms of epilepsy, especially those resistant to pharmacological treatment. In this context, the present study discusses the use of two steroidal anti-inflammatory drugs, prednisolone (1 mg/Kg and 5 mg/Kg) and hydrocortisone (5 mg/Kg and 10 mg/Kg), in an acute animal model of epileptic seizures induced by pentylenetetrazole (50 mg/Kg). For the experiment, male Wistar rats, approximately 3 months old, weighing about 400 g, were used. The objectives were to verify the effects of intraperitoneal administration drugs on epileptogenic, behavioral and, in the case of prednisolone, inflammatory parameters. It was observed that prednisolone had a protective effect on the severity of epileptic seizures and also reduced the concentration of inflammatory mediators in the central nervous system, suggesting a beneficial effect on the progression of the epileptogenic condition and the reduction of neuroinflammation. However, hydrocortisone had no effect when compared to the control groups. Although hydrocortisone is considered to be a low-potency anti-inflammatory drug, more studies involving other experimental models are needed to better understand its action.application/pdfporPrednisolonaHidrocortisonaConvulsõesEpilepsiaEpileptic seizureEpilepsyPrednisoloneHydrocortisoneAvaliação da prednisolona e hidrocortisona em parâmetros comportamentais e/ou inflamatórios em modelo animal agudo de crises epilépticas induzidas pelo pentilenotetrazolinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisUniversidade Federal do Rio Grande do SulInstituto de Ciências Básicas da SaúdePrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas: FisiologiaPorto Alegre, BR-RS2024mestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGSinstname:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)instacron:UFRGSTEXT001255519.pdf.txt001255519.pdf.txtExtracted Texttext/plain135744http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302867/2/001255519.pdf.txt2c2cb5efb7da86d606974ee2d3635e16MD52ORIGINAL001255519.pdfTexto completoapplication/pdf1880205http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/10183/302867/1/001255519.pdfae5c70d76e94674196f6084d85d731ccMD5110183/3028672026-04-01 08:04:00.780484oai:www.lume.ufrgs.br:10183/302867Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://lume.ufrgs.br/handle/10183/2PUBhttps://lume.ufrgs.br/oai/requestlume@ufrgs.br || lume@ufrgs.bropendoar:18532026-04-01T11:04Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)false |
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