Caracterização da microbiota lática, não lática e utilização do tratamento ôhmico para processamento de queijo de coalho

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: SANTOS NETO, Torquato Marques dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Medicina Veterinária
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5894
Resumo: O Queijo de coalho é tradicionalmente produzido de modo artesanal em pequenas propriedades localizadas nos estados do Nordeste brasileiro a partir do leite cru sem adição de culturas iniciadoras. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a microbiota do queijo de coalho produzido a partir de leite cru em 5 municípios da bacia leiteira do Estado de Pernambuco, no Nordeste do Brasil e testar o aquecimento ôhmico enquanto alternativa de pasteurização do leite de vaca a ser utilizado para a produção do queijo de coalho. Um total de 500 bactérias foi isolado nos municípios estudados, sendo que 370 amostras (74%), apresentaram características de bactérias ácido – lácticas (BALs). Dentre as BALs o Lactococcus lactis apresentou a frequência de 78,38% em relação às demais; Enterococcus faecalis (18,92%) e Leuconostoc spp(2,77%). Foram escolhidas aleatoriamente 38 amostras de BALs identificadas por provas morfotintoriais e bioquímicas, destas 84,21% foram confirmadas por sequenciamento do gene 16S rRNA. Entre as bactérias não ácido láticas o Bacillus cereus obteve 42,31% de freqüência das médias observadas nos municípios estudados. O leite cru, após ser submetido ao aquecimento ôhmico apresentou ausência da fosfatase e presença da peroxidase, além da diminuição da carga microbiana. A partir dos dados encontrados para os queijos produzidos pelo leite obtido após aquecimento ôhmico foi constatado que os mesmos não se enquadram na denominação “média umidade” (de 36,0 a 45,9g/100g) definida para o queijo de coalho pela Resolução no7 de 28 de novembro de 2000 do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, caracterizando-se como queijos de alta umidade (entre 46,0 e 54,9g/100g, deacordo com a Portaria no 146, de 07 de março de 1996). Houve uma maior aceitabilidade do queijo produzido a partir do leite ôhmico se comparado com o queijo produzido a partir do leite pasteurizado. O conhecimento da microbiota do queijo de coalho artesanal poderá ser um passo inicial para ser identificado como produto de indicação geográfica (IG). Os resultados indicam que o aquecimento ôhmico poderá ser introduzida como processo de pasteurização de leite sem influenciar negativamente a sua qualidade.
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spelling Caracterização da microbiota lática, não lática e utilização do tratamento ôhmico para processamento de queijo de coalhoQueijo coalhoTratamento ôhmicoMicrobiota láticaCIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIAO Queijo de coalho é tradicionalmente produzido de modo artesanal em pequenas propriedades localizadas nos estados do Nordeste brasileiro a partir do leite cru sem adição de culturas iniciadoras. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a microbiota do queijo de coalho produzido a partir de leite cru em 5 municípios da bacia leiteira do Estado de Pernambuco, no Nordeste do Brasil e testar o aquecimento ôhmico enquanto alternativa de pasteurização do leite de vaca a ser utilizado para a produção do queijo de coalho. Um total de 500 bactérias foi isolado nos municípios estudados, sendo que 370 amostras (74%), apresentaram características de bactérias ácido – lácticas (BALs). Dentre as BALs o Lactococcus lactis apresentou a frequência de 78,38% em relação às demais; Enterococcus faecalis (18,92%) e Leuconostoc spp(2,77%). Foram escolhidas aleatoriamente 38 amostras de BALs identificadas por provas morfotintoriais e bioquímicas, destas 84,21% foram confirmadas por sequenciamento do gene 16S rRNA. Entre as bactérias não ácido láticas o Bacillus cereus obteve 42,31% de freqüência das médias observadas nos municípios estudados. O leite cru, após ser submetido ao aquecimento ôhmico apresentou ausência da fosfatase e presença da peroxidase, além da diminuição da carga microbiana. A partir dos dados encontrados para os queijos produzidos pelo leite obtido após aquecimento ôhmico foi constatado que os mesmos não se enquadram na denominação “média umidade” (de 36,0 a 45,9g/100g) definida para o queijo de coalho pela Resolução no7 de 28 de novembro de 2000 do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, caracterizando-se como queijos de alta umidade (entre 46,0 e 54,9g/100g, deacordo com a Portaria no 146, de 07 de março de 1996). Houve uma maior aceitabilidade do queijo produzido a partir do leite ôhmico se comparado com o queijo produzido a partir do leite pasteurizado. O conhecimento da microbiota do queijo de coalho artesanal poderá ser um passo inicial para ser identificado como produto de indicação geográfica (IG). Os resultados indicam que o aquecimento ôhmico poderá ser introduzida como processo de pasteurização de leite sem influenciar negativamente a sua qualidade.The curdle Cheese traditionally is produced in artisan way in small properties located in the States northeast Brazilian from raw milk without addition of cultures starters. The objective of this work was to characterize microbiot of the curdle cheese produced from raw milk of the milk basin of the State of Pernambuco, north-eastern of Brazil and to test alternative the ohmic heating while of pasteurization of the cow milk to be used for the production of the curdle cheese. A total of 500 bacteries had been isolated in the 5 studied cities, being that 370 samples (74%), had presented characteristics of acid lactic bacteries (BALs). Amongst the BALs the Lactococcus lactis presented the frequency of 78,38% in relation to excessively; Enterococcus faecalis (18.92%) and Leuconostoc spp (2.77%). The BALs identified by morphotintorials testsand biochemists (84.21%) had been confirmed by sequencialting of the gene 16S rRNA. The Bacillus cereus enters the not acid lactic bacter got 42.31% of frequency of the averages observed in the studied cities. After to be dealt with by ohmic heating, was observed the absence to fosfatasis and presence to peroxidasis beyond the reduction the microbial load. From the joined Portary in the 146 was evidenced that the cheeses if do not adjust the denomination “average humidity” (of 36,0 45,9g/100g) defined for the curdle cheese for the Resolution in the 7 of 28 of November of 2000 of the Ministry of Agriculture and the Supplying, characterizing themselves as cheeses of high humidity (between 46,0 and 54,9g/100g, in accordance with, of 07 of March of 1996). It was a bigger acceptability of the cheese produced from ohmic if compared milk with the cheese produced from pasteurized milk. The knowledge of microbiot of theartisan curdle cheese could be an initial step to be identified as product of geographic indication (GI). The results indicate that the ohmic heating could be introduced in the process of pasteurization of milk without influencing its quality negative.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Federal Rural de PernambucoDepartamento de Medicina VeterináriaBrasilUFRPEPrograma de Pós-Graduação em Ciência VeterináriaPORTO, Ana Lúcia FigueiredoSOARES, Maria Taciana Cavalcanti VieiraPORTO, Tatiana de SouzaMOREIRA, Keila AparecidaTAKAKI, Galba Maria de CamposBRUNO, Laura MariaSANTOS NETO, Torquato Marques dos2016-11-08T15:35:29Z2010-06-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfSANTOS NETO, Torquato Marques dos. Caracterização da microbiota lática, não lática e utilização do tratamento ôhmico para processamento de queijo de coalho. 2010. 113 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em Ciência Veterinária) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5894porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPEinstname:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)instacron:UFRPE2018-06-20T14:30:47Zoai:tede2:tede2/5894Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede/PUBhttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/oai/requestbdtd@ufrpe.br ||bdtd@ufrpe.bropendoar:2018-06-20T14:30:47Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)false
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