Caracterização proteica do plasma seminal de cães submetidos à castração química por meio de injeção intratesticular de solução a base de gluconato de zinco
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal Brasil UFRPE Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
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Resumo: | Esse estudo, objetivou verificar o perfil proteíco do plasma seminal de cães esterilizados quimicamente. Três cães, púberes, sem raça definida, foram submetidos há duas coletas de sêmen antes (D0) e 60 dias após a castração química (D60). As amostras de sêmen foram analisadas (concentração, motilidade, vigor e volume) e centrifugadas para obtenção do plasma seminal. Em seguida, alíquotas contendo 400 μg de proteína total foram submetidas a eletroforese 2-D (18% SDS-PAGE, pH 4-7) e os géis analisados pelo Software PD Quest. A concentração, motilidade, vigor e volume do ejaculado encontravam-se dentro dos padrões fisiológicos de normalidade para a espécie canina. Foram (220,6 x 106 ± 10,97 sptz/mL, 80%, 3,3 e 5 ± 1,53 mL, respectivamente). Sessenta dias após a castração química todos os animais encontravam-se azoospérmicos mas continuaram a ejacular o plasma seminal cujo volume foi de 3,67 ± 2,68 mL. As proteínas mais abundantes do plasma seminal de cão encontram-se em torno de 12 kDa e na faixa de pH de 4.2 a 6.6. Estas proteínas correspondem a 61,68% do total proteíco do plasma seminal do cão, sendo encontrados 167,3 ± 23,6 spots proteícos que não diferiram entre D0 e D60. A próstata é um órgão andrógeno-dependente e responsável pela maior parte da secreção do plasma seminal canino, sua função mateve-se inalterada no presente estudo. Oliveira et al (2012) demonstraram que a castração química não exerce influência sobre os níveis séricos de testosterona em cães. No entanto, Wang (2002) relatou que após 24 meses da injeção intratesticular de zinco a próstata apresentou uma redução de 52% do seu tamanho original. Conclui-se que 60 dias não é suficiente para promover alterações do perfil eletroforético proteico no plasma seminal de cães submetidos a castração química. |
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Caracterização proteica do plasma seminal de cães submetidos à castração química por meio de injeção intratesticular de solução a base de gluconato de zincoCharacterization of protein in seminal plasma of dogs subjected to chemical sterilization by injection of intratesticular zinc-based solutionProteômicaZincoCãoEletroforeseSêmenEsterilizaçãoProteomicsElectrophoresisDogSterilizationZincCIENCIAS AGRARIAS::MEDICINA VETERINARIAEsse estudo, objetivou verificar o perfil proteíco do plasma seminal de cães esterilizados quimicamente. Três cães, púberes, sem raça definida, foram submetidos há duas coletas de sêmen antes (D0) e 60 dias após a castração química (D60). As amostras de sêmen foram analisadas (concentração, motilidade, vigor e volume) e centrifugadas para obtenção do plasma seminal. Em seguida, alíquotas contendo 400 μg de proteína total foram submetidas a eletroforese 2-D (18% SDS-PAGE, pH 4-7) e os géis analisados pelo Software PD Quest. A concentração, motilidade, vigor e volume do ejaculado encontravam-se dentro dos padrões fisiológicos de normalidade para a espécie canina. Foram (220,6 x 106 ± 10,97 sptz/mL, 80%, 3,3 e 5 ± 1,53 mL, respectivamente). Sessenta dias após a castração química todos os animais encontravam-se azoospérmicos mas continuaram a ejacular o plasma seminal cujo volume foi de 3,67 ± 2,68 mL. As proteínas mais abundantes do plasma seminal de cão encontram-se em torno de 12 kDa e na faixa de pH de 4.2 a 6.6. Estas proteínas correspondem a 61,68% do total proteíco do plasma seminal do cão, sendo encontrados 167,3 ± 23,6 spots proteícos que não diferiram entre D0 e D60. A próstata é um órgão andrógeno-dependente e responsável pela maior parte da secreção do plasma seminal canino, sua função mateve-se inalterada no presente estudo. Oliveira et al (2012) demonstraram que a castração química não exerce influência sobre os níveis séricos de testosterona em cães. No entanto, Wang (2002) relatou que após 24 meses da injeção intratesticular de zinco a próstata apresentou uma redução de 52% do seu tamanho original. Conclui-se que 60 dias não é suficiente para promover alterações do perfil eletroforético proteico no plasma seminal de cães submetidos a castração química.This study objective to investigate the profile protein of the seminal plasma in dogs chemically sterilized. Three dogs, pubescent mongrel, were submitted for two semen collections before (D0) and 60 days after chemical castration (D60). Semen samples were analyzed (concentration spermatic, motile, vigor and volume) and centrifuged to obtain seminal plasma. An aliquot containing 400 mg total protein were subjected to 2-D electrophoresis (18% SDS-PAGE, pH 4.7) gels and analyzed by the PD Quest software. The concentration spermatic, motile, viability and ejaculate volume were within normal physiological standards for dogs. Was (220.6 ± 10.97 X 106 sperm / mL, 80%, 3.3 ± 1.53 and 5 mL, respectively). Sixty days after chemical castration all animals were azoospermic but continued to ejaculate the seminal plasma whose volume was 3.67 ± 2.68 mL. The most abundant proteins in the seminal plasma dog are around 12 kDa and pH range from 4.2 to 6.6. These proteins corresponded to 61.68% of total seminal plasma-protein dog, being found 167.3 ± 23.6 spots protein did not differ between D0 and D60. Since the prostate is an androgen-dependent organ responsible for most of the secretion of seminal plasma canine. Oliveira et al (2012) demonstrated that chemical castration has no effect on serum testosterone levels in dogs. However, Wang (2002) reported that after 24 months of intratesticular injection of zinc prostate showed a reduction of 52% of its original size. We conclude that 60 days is not enough to promote changes in the protein electrophoretic pattern in seminal plasma of dogs subjected to chemical castration.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Federal Rural de PernambucoDepartamento de Morfologia e Fisiologia AnimalBrasilUFRPEPrograma de Pós-Graduação em Ciência Animal TropicalOLIVEIRA, Erika Christina SantosMOURA, Arlindo de Alencar Araripe NoronhaBARTOLOMEU, Claúdio CoutinhoAMORIM, Marleyne José Afonso Accioly LinsSILVA JÚNIOR, Valdemiro Amaro daNERY, Lorena Tavares de Brito2016-07-25T11:19:27Z2013-02-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfNERY, Lorena Tavares de Brito. Caracterização proteíca do plasma seminal de cães submetidos à castração química por meio de injeção intratesticular de solução a base de gluconato de zinco. 2013. 58 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal Tropical) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/5055ark:/57462/0013000005x4nporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPEinstname:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)instacron:UFRPE2024-02-23T19:02:45Zoai:tede2:tede2/5055Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede/PUBhttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/oai/requestbdtd@ufrpe.br ||bdtd@ufrpe.bropendoar:2024-02-23T19:02:45Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)false |
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