Leveduras como biocontroladoras da queima das folhas do inhame

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: KÓR, Dionísio Gomes
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Agronomia
Brasil
UFRPE
Programa de Pós-Graduação em Fitopatologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9387
Resumo: O inhame da costa (Dioscorea cayennensis) é uma cultura de grande importância econômica, que contribui na movimentação de renda nos estados produtores do Nordeste brasileiro. O seu alto consumo tem sido influenciado pelo valor nutricional e energético das suas túberas. A queima das folhas causada pelo fungo Curvularia eragrostidis (Henn.) Meyer [teleomorfo Cochliobolus eragrostidis Tsuda & Ueyama], limita muito a sua produção. Essa doença causa grandes prejuízos à cultura, na Região Nordeste do Brasil, especialmente nos estados de Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Maranhão e Sergipe. O patógeno, em condições favoráveis de temperatura e umidade relativa, afeta seriamente a plantação, provocando manchas circulares e necróticas nas folhas. Não existem registros dos produtos químicos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o manejo eficiente desta enfermidade. Porém, estão sendo utilizados fungicidas à base de triadimenol, mancozeb e tebuconazol mas não apresentam a eficiência no controle deste fitopatógeno devido a sua produção de micélios heterocarióticos, o que torna imprescindível procurar métodos mais eficazes que possam substituir estes produtos levando em conta a essa baixa eficiência e a contaminação do meio ambiente. As leveduras são principais habitantes do filoplano e apresentam potencial da competição por espaço e nutrientes. O seu uso como agentes de controle biológico pode contribuir de forma significativa na preservação do meio ambiente e na redução da perda de produção acarretada pela C. eragrostidis. Perante o exposto, objetivou-se avaliar e selecionar leveduras potencialmente biocontroladores de C. eragrostidis e da queima das folhas em inhame. Realizou-se teste de patogenicidade através da pulverização das suspensões de esporos de 15 isolados de fitopatógeno nas plantas de inhame com aproximadamente 4 meses de crescimento. Foi avaliado o potencial antagônico in vitro de 77 leveduras isoladas nas folhas de inhame através do pareamento com fitopatógeno. Para testes in vivo, as plantas de inhame mantidas na casa de vegetação com aproximadamente 4 meses de crescimento, foram pulverizadas até o ponto de escorrimento onde as suspensões de leveduras foram aplicadas quatro dias antes da pulverização das suspensões do fitopatógeno. Dos 15 isolados de fitopatógeno utilizados no teste de patogenicidade, 14 foram patogênicos destacando isolados CFS 996, CFS 506 e CFS 985 como os mais virulentos, sendo selecionado o isolado CFS 996 para testes in vivo. A partir dos testes de antagonismo realizados, os isolados de leveduras (Y047, Y051, Y052b, Y085 e Y086) foram selecionados para testes de biocontrole in vivo devido aos seus maiores percentuais de inibição de crescimento micelial do fitopatógeno. Dentre os cinco isolados de leveduras testados in vivo, Y047, Y051 e Y052b foram considerados biocontroladores da queima das folhas em inhame por reduzirem de forma eficiente a severidade da doença. Este é o primeiro relato da redução dos sintomas da queima-das-folhas de inhame pela atividade antagônica de isolados de leveduras, sugerindo-se a sua utilização no manejo da doença.
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Não existem registros dos produtos químicos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para o manejo eficiente desta enfermidade. Porém, estão sendo utilizados fungicidas à base de triadimenol, mancozeb e tebuconazol mas não apresentam a eficiência no controle deste fitopatógeno devido a sua produção de micélios heterocarióticos, o que torna imprescindível procurar métodos mais eficazes que possam substituir estes produtos levando em conta a essa baixa eficiência e a contaminação do meio ambiente. As leveduras são principais habitantes do filoplano e apresentam potencial da competição por espaço e nutrientes. O seu uso como agentes de controle biológico pode contribuir de forma significativa na preservação do meio ambiente e na redução da perda de produção acarretada pela C. eragrostidis. Perante o exposto, objetivou-se avaliar e selecionar leveduras potencialmente biocontroladores de C. eragrostidis e da queima das folhas em inhame. Realizou-se teste de patogenicidade através da pulverização das suspensões de esporos de 15 isolados de fitopatógeno nas plantas de inhame com aproximadamente 4 meses de crescimento. Foi avaliado o potencial antagônico in vitro de 77 leveduras isoladas nas folhas de inhame através do pareamento com fitopatógeno. Para testes in vivo, as plantas de inhame mantidas na casa de vegetação com aproximadamente 4 meses de crescimento, foram pulverizadas até o ponto de escorrimento onde as suspensões de leveduras foram aplicadas quatro dias antes da pulverização das suspensões do fitopatógeno. Dos 15 isolados de fitopatógeno utilizados no teste de patogenicidade, 14 foram patogênicos destacando isolados CFS 996, CFS 506 e CFS 985 como os mais virulentos, sendo selecionado o isolado CFS 996 para testes in vivo. A partir dos testes de antagonismo realizados, os isolados de leveduras (Y047, Y051, Y052b, Y085 e Y086) foram selecionados para testes de biocontrole in vivo devido aos seus maiores percentuais de inibição de crescimento micelial do fitopatógeno. Dentre os cinco isolados de leveduras testados in vivo, Y047, Y051 e Y052b foram considerados biocontroladores da queima das folhas em inhame por reduzirem de forma eficiente a severidade da doença. Este é o primeiro relato da redução dos sintomas da queima-das-folhas de inhame pela atividade antagônica de isolados de leveduras, sugerindo-se a sua utilização no manejo da doença.The coastal yam (Dioscorea cayennensis) is a crop of great economic importance, which contributes to the movement of income in the producing states of the Brazilian Northeast. Its high consumption has been influenced by the nutritional and energy value of its tubers. Leaf blight caused by the fungus Curvularia eragrostidis (Henn.) Meyer [teleomorph Cochliobolus eragrostidis Tsuda & Ueyama], greatly limits its production. This disease causes great damage to culture in the Northeast region of Brazil, especially in the states of Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Maranhão and Sergipe. The pathogen, under favorable conditions of temperature and relative humidity, seriously affects the plantation, causing circular and necrotic spots on the leaves. There are no records of chemical products in the Ministry of Agriculture, Livestock and Supply for the efficient management of this disease. However, fungicides based on triadimenol, mancozeb and tebuconazole are being used but they are not efficient in controlling this phytopathogen due to their production of heterokaryotic mycelia, which makes it essential to look for more effective methods that can replace these products taking into account this low efficiency and environmental contamination. Yeasts are the main inhabitants of the phylloplane and have the potential to compete for space and nutrients. Their use as biological control agents can significantly contribute to the preservation of the environment and the reduction of production loss caused by C. eragrostidis. Given the above, the objective was to evaluate and select yeasts potentially biocontrollers of C. eragrostidis and leaf blight in yam. A pathogenicity test was carried out by spraying spore suspensions of 15 phytopathogen isolates on yam plants with approximately 4 months of growth. The in vitro antagonistic potential of 77 yeasts isolated from yam leaves was evaluated by pairing with a phytopathogen. For in vivo testing, yam plants kept in the greenhouse at approximately 4 months of growth were sprayed to the run-off point where the yeast suspensions were applied four days before spraying the phytopathogen suspensions. Of the 15 phytopathogen isolates used in the pathogenicity test, 14 were pathogenic, highlighting isolates CFS 996, CFS 506 and CFS 985 as the most virulent, and the isolate CFS 996 was selected for in vivo tests. From the antagonism tests performed, the yeast isolates (Y047, Y051, Y052b, Y085 and Y086) were selected for in vivo biocontrol tests due to their higher percentages of inhibition of the mycelial growth of the phytopathogen. Among the five yeast isolates tested in vivo, Y047, Y051 and Y052b were considered biocontrollers of leaf blight in yam, as they efficiently reduce the severity of the disease. This is the first report on the reduction of symptoms of yam leaf blight by the antagonistic activity of yeast isolates, suggesting its use in the management of the disease.Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqUniversidade Federal Rural de PernambucoDepartamento de AgronomiaBrasilUFRPEPrograma de Pós-Graduação em FitopatologiaLARANJEIRA, DelsonCÂMARA, Marcos Paz SaraivaCOELHO, Iwanne LimaSOUZA, Elineide Barbosa deNEVES, Rejane PereiraKÓR, Dionísio Gomes2023-10-09T20:43:31Z2022-02-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfKÓR, Dionísio Gomes. Leveduras como biocontroladoras da queima das folhas do inhame. 2022. 73 f. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Fitopatologia) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife.http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/9387porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPEinstname:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)instacron:UFRPE2023-10-09T20:43:31Zoai:tede2:tede2/9387Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede/PUBhttp://www.tede2.ufrpe.br:8080/oai/requestbdtd@ufrpe.br ||bdtd@ufrpe.bropendoar:2023-10-09T20:43:31Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE - Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)false
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