Competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeu
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural de Pernambuco
Departamento de Administração Brasil UFRPE Programa de Pós-Graduação em Administração e Desenvolvimento Rural |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/4562 |
Resumo: | Ao longo dos últimos anos o Brasil vem elevando a sua participação no mercado externo de frutas, apesar deste aumento na participação ela continua sendo insignificante considerando a capacidade produtiva do país. O objetivo do presente trabalho é de analisar a competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeu, identificando assim, os importantes fatores que tem influenciado nessas exportações. Os dados para realizar esse trabalho foram selecionados das culturas manga, uva, mamão e melão. E aplicado os modelos Constant Market Share- (CMS) no período de 1990 a 2009, e, Vantagem Comparativa Revelada- (VCR) no período de 2000 a 2009, dada indisponibilidade de informações, por ultimo foram aplicados questionários em três empresas produtoras e exportadoras de frutas localizadas na região Nordeste do Brasil, com a finalidade de melhor interpretar as informações obtidas os modelos aplicados. O resultado do modelo da VCR mostra que o Brasil apresenta a VCR>1 na produção das frutas selecionadas e por isso, o país gerou excedentes para exportação em todas as frutas analisadas. O bloco da União Européia é o maior importador de frutas brasileiras e em algumas delas as importações deste bloco ultrapassam 90%. Os resultados obtidos através do modelo CMS, mostram que todas as frutas analisadas apresentaram crescimento no primeiro sub-período (1990/91/92) e segundo sub-período (1999/00/01) e no ultimo sub-período (2007/08/09) apresentaram a queda em função da redução da demanda por parte do mercado importador, essa diminuição da demanda foi impulsionada pela crise de 2008 na zona do euro. Outro fator que afetou as exportações de frutas brasileiras foi à desvalorização das moedas estrangeiras como dólar e euros em relação ao real, uma vez que os contratos entre os exportadores brasileiros e importadores europeus são firmados nessas moedas. Além desses, outro fator que também influenciou de forma negativa a competitividade das exportações de frutas brasileira foram os custos gerados pela precariedade das rodovias nacionais e dos portos. Mesmo com todos esses custos, o país ainda se mostra competitivo nas exportações do melão, uva e manga em função da qualidade das frutas produzidas. É valido ressaltar que esta qualidade de frutas se deve ao atendimento pelos produtores das exigências do mercado internacional. |
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Competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeuExportação de alimentoExportaçãoCompetitividadeFrutaExportationFruitsOUTROS::ADMINISTRACAO RURALAo longo dos últimos anos o Brasil vem elevando a sua participação no mercado externo de frutas, apesar deste aumento na participação ela continua sendo insignificante considerando a capacidade produtiva do país. O objetivo do presente trabalho é de analisar a competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeu, identificando assim, os importantes fatores que tem influenciado nessas exportações. Os dados para realizar esse trabalho foram selecionados das culturas manga, uva, mamão e melão. E aplicado os modelos Constant Market Share- (CMS) no período de 1990 a 2009, e, Vantagem Comparativa Revelada- (VCR) no período de 2000 a 2009, dada indisponibilidade de informações, por ultimo foram aplicados questionários em três empresas produtoras e exportadoras de frutas localizadas na região Nordeste do Brasil, com a finalidade de melhor interpretar as informações obtidas os modelos aplicados. O resultado do modelo da VCR mostra que o Brasil apresenta a VCR>1 na produção das frutas selecionadas e por isso, o país gerou excedentes para exportação em todas as frutas analisadas. O bloco da União Européia é o maior importador de frutas brasileiras e em algumas delas as importações deste bloco ultrapassam 90%. Os resultados obtidos através do modelo CMS, mostram que todas as frutas analisadas apresentaram crescimento no primeiro sub-período (1990/91/92) e segundo sub-período (1999/00/01) e no ultimo sub-período (2007/08/09) apresentaram a queda em função da redução da demanda por parte do mercado importador, essa diminuição da demanda foi impulsionada pela crise de 2008 na zona do euro. Outro fator que afetou as exportações de frutas brasileiras foi à desvalorização das moedas estrangeiras como dólar e euros em relação ao real, uma vez que os contratos entre os exportadores brasileiros e importadores europeus são firmados nessas moedas. Além desses, outro fator que também influenciou de forma negativa a competitividade das exportações de frutas brasileira foram os custos gerados pela precariedade das rodovias nacionais e dos portos. Mesmo com todos esses custos, o país ainda se mostra competitivo nas exportações do melão, uva e manga em função da qualidade das frutas produzidas. É valido ressaltar que esta qualidade de frutas se deve ao atendimento pelos produtores das exigências do mercado internacional.Over the last few years, Brazil has increased its market share on the international market of fruits. Despite this increase, it remains insignificant considering the country's productive capacity. The objective of this study is to analyze the competitiveness of the Brazilian fruit exports to the European market, therefore identifying the important factors that have influenced these exports. The data used for such purpose were selected from the crops of mango, grapes, papaya and melon. To perform the analysis it was applied the following models, namely (i) Constant-Market Share (CMS) from 1990 to 2009 and (ii) the revealed Comparative Advantage-(VCR) for the period 2000 to 2009, and finally we applied surveys on three enterprise to test the results obtained from the models. The results from the VCR have shown that, in the Brazilian case, VCR> 1 which means that the country has generated surpluses in the cases analyzed here. The European Union (EU) is the largest importer of Brazilian fruits and some imports exceed 90%. The results obtained from the CMS model has shown that there was an increase for the sub-period (1990/91/92) and sub-period (1999/00/01). The last sub-period (2007/08 / 09) there was a decline due to reduced demand from the import market. The decrease in demand was driven by the 2008 crisis in the euro zone. Another factor that affected the Brazilian fruit’s exportation was the devaluation of foreign currencies, e.g., dollar and euro, given that the contracts between Brazilian exporters and European importers are signed in these currencies. Besides these variables, the precariousness of the national highways and ports has influenced negatively the competitiveness of Brazilian exportation sector. Despite these costs, given the high quality of the fruits produced, Brazil still competitive in the exportation of melon, grape and mango.Universidade Federal Rural de PernambucoDepartamento de AdministraçãoBrasilUFRPEPrograma de Pós-Graduação em Administração e Desenvolvimento RuralVITAL, Tales WanderleyMÖLLER, Horst DieterMENELAU, Almir SilveiraHIDALGO, Álvaro BarrantesRODRIGUES, Julio2016-05-31T15:53:36Z2012-02-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfRODRIGUES, Julio. Competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeu. 2012. 107 f. 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Ao longo dos últimos anos o Brasil vem elevando a sua participação no mercado externo de frutas, apesar deste aumento na participação ela continua sendo insignificante considerando a capacidade produtiva do país. O objetivo do presente trabalho é de analisar a competitividade das exportações brasileiras de frutas para o mercado europeu, identificando assim, os importantes fatores que tem influenciado nessas exportações. Os dados para realizar esse trabalho foram selecionados das culturas manga, uva, mamão e melão. E aplicado os modelos Constant Market Share- (CMS) no período de 1990 a 2009, e, Vantagem Comparativa Revelada- (VCR) no período de 2000 a 2009, dada indisponibilidade de informações, por ultimo foram aplicados questionários em três empresas produtoras e exportadoras de frutas localizadas na região Nordeste do Brasil, com a finalidade de melhor interpretar as informações obtidas os modelos aplicados. O resultado do modelo da VCR mostra que o Brasil apresenta a VCR>1 na produção das frutas selecionadas e por isso, o país gerou excedentes para exportação em todas as frutas analisadas. O bloco da União Européia é o maior importador de frutas brasileiras e em algumas delas as importações deste bloco ultrapassam 90%. Os resultados obtidos através do modelo CMS, mostram que todas as frutas analisadas apresentaram crescimento no primeiro sub-período (1990/91/92) e segundo sub-período (1999/00/01) e no ultimo sub-período (2007/08/09) apresentaram a queda em função da redução da demanda por parte do mercado importador, essa diminuição da demanda foi impulsionada pela crise de 2008 na zona do euro. Outro fator que afetou as exportações de frutas brasileiras foi à desvalorização das moedas estrangeiras como dólar e euros em relação ao real, uma vez que os contratos entre os exportadores brasileiros e importadores europeus são firmados nessas moedas. Além desses, outro fator que também influenciou de forma negativa a competitividade das exportações de frutas brasileira foram os custos gerados pela precariedade das rodovias nacionais e dos portos. Mesmo com todos esses custos, o país ainda se mostra competitivo nas exportações do melão, uva e manga em função da qualidade das frutas produzidas. É valido ressaltar que esta qualidade de frutas se deve ao atendimento pelos produtores das exigências do mercado internacional. |
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