Tecnologia assistiva para segurança domiciliar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/82/82131/tde-26022026-161150/ |
Resumo: | Introdução: Ambientes domésticos para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) demandam adaptações específicas para garantir a segurança. Objetivo: Identificar as modificações no ambiente doméstico com foco na segurança de indivíduos com TEA. Material e Métodos: Pesquisa de campo, transversal, de natureza aplicada, com caráter exploratório e descritivo, de abordagem quantiqualitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Tendo a análise de conteúdo para tratamento dos dados. Participaram como informantes 25 familiares de pessoas com TEA e uma cuidadora profissional. Os dados foram coletados por entrevista em profundidade. As perguntas do estudo baseavam-se nas adequações do ambiente visando o bem-estar e as medidas de segurança adotadas. Resultados: Entre os cuidadores, 24 eram mães, uma era tia e uma cuidadora profissional. A média de idade foi de 48 anos, com escolaridade média de 12 anos, 05 viviam em casa própria e as demais em alugadas ou cedidas. Todas relataram ter feito adaptações como medida de segurança para facilitar o engajamento em atividades ou reduzir estímulos gerais. Os dados coletados eram baseados em 30 indivíduos com TEA, 8 mulheres e 22 homens. Idade média foi de 10,6 anos. Cinco eram independentes nas atividades básicas da vida diária, verbais e com suporte nível 1, 16 eram semidependentes com suporte nível 2 e 9 eram dependentes com suporte nível 3. As principais categorias temáticas identificadas foram: Modificações no design do ambiente e Recursos tecnológicos. A categoria \"Modificações no design do ambiente\" gerou as subcategorias \"Estratégias de controle de acesso\" e \"Modificação da estrutura e rearranjo do mobiliário\". As modificações no controle de acesso incluíram a instalação de portões e portas com chave para isolar os cômodos e controlar o acesso a medicamentos, plantas e ração animal. Em relação às estratégias estruturais, foram adotados recursos de acessibilidade, como nivelamento do piso e remoção de degraus, instalação de rampas, corrimãos, protetores de canto e barras de apoio, alargamento de portas e corredores, instalação de piso antiderrapante e instalação de telas e redes de segurança, entre outros. Móveis e tapetes foram removidos para aumentar o espaço livre e reduzir os riscos ambientais. Recursos tecnológicos incluíram a instalação de câmeras de vigilância, protetores de canto para móveis e sinalização no piso, além de maior supervisão e vigilância. Discussão: Esses achados indicam que a eficácia das tecnologias assistivas está profundamente vinculada ao conhecimento subjetivo e à capacidade observacional dos cuidadores, que atuam como mediadores entre a tecnologia, o ambiente e as necessidades singulares do indivíduo. Conclusão: Os resultados deste estudo evidenciam que as intervenções realizadas no ambiente domiciliar de indivíduos com TEA concentram-se em espaços de maior circulação. As adaptações vão de medidas de controle de acesso, a mudanças estruturais e reorganização do mobiliário, visando segurança, mobilidade e prevenção de acidentes. Essas estratégias, físicas e funcionais, também favorecem autonomia, conforto sensorial e manutenção das atividades diárias, reforçando o papel do design inclusivo e do desenho universal na promoção de segurança e qualidade de vida no contexto residencial. |
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Tecnologia assistiva para segurança domiciliar de pessoas com Transtorno do Espectro AutistaAssistive technology for home safety of people with autism spectrum disorderassistive technologyautismautismodesign de ambientesenvironmental designsafetysegurançatecnologia assistivaIntrodução: Ambientes domésticos para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) demandam adaptações específicas para garantir a segurança. Objetivo: Identificar as modificações no ambiente doméstico com foco na segurança de indivíduos com TEA. Material e Métodos: Pesquisa de campo, transversal, de natureza aplicada, com caráter exploratório e descritivo, de abordagem quantiqualitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP. Tendo a análise de conteúdo para tratamento dos dados. Participaram como informantes 25 familiares de pessoas com TEA e uma cuidadora profissional. Os dados foram coletados por entrevista em profundidade. As perguntas do estudo baseavam-se nas adequações do ambiente visando o bem-estar e as medidas de segurança adotadas. Resultados: Entre os cuidadores, 24 eram mães, uma era tia e uma cuidadora profissional. A média de idade foi de 48 anos, com escolaridade média de 12 anos, 05 viviam em casa própria e as demais em alugadas ou cedidas. Todas relataram ter feito adaptações como medida de segurança para facilitar o engajamento em atividades ou reduzir estímulos gerais. Os dados coletados eram baseados em 30 indivíduos com TEA, 8 mulheres e 22 homens. Idade média foi de 10,6 anos. Cinco eram independentes nas atividades básicas da vida diária, verbais e com suporte nível 1, 16 eram semidependentes com suporte nível 2 e 9 eram dependentes com suporte nível 3. As principais categorias temáticas identificadas foram: Modificações no design do ambiente e Recursos tecnológicos. A categoria \"Modificações no design do ambiente\" gerou as subcategorias \"Estratégias de controle de acesso\" e \"Modificação da estrutura e rearranjo do mobiliário\". As modificações no controle de acesso incluíram a instalação de portões e portas com chave para isolar os cômodos e controlar o acesso a medicamentos, plantas e ração animal. Em relação às estratégias estruturais, foram adotados recursos de acessibilidade, como nivelamento do piso e remoção de degraus, instalação de rampas, corrimãos, protetores de canto e barras de apoio, alargamento de portas e corredores, instalação de piso antiderrapante e instalação de telas e redes de segurança, entre outros. Móveis e tapetes foram removidos para aumentar o espaço livre e reduzir os riscos ambientais. Recursos tecnológicos incluíram a instalação de câmeras de vigilância, protetores de canto para móveis e sinalização no piso, além de maior supervisão e vigilância. Discussão: Esses achados indicam que a eficácia das tecnologias assistivas está profundamente vinculada ao conhecimento subjetivo e à capacidade observacional dos cuidadores, que atuam como mediadores entre a tecnologia, o ambiente e as necessidades singulares do indivíduo. Conclusão: Os resultados deste estudo evidenciam que as intervenções realizadas no ambiente domiciliar de indivíduos com TEA concentram-se em espaços de maior circulação. As adaptações vão de medidas de controle de acesso, a mudanças estruturais e reorganização do mobiliário, visando segurança, mobilidade e prevenção de acidentes. Essas estratégias, físicas e funcionais, também favorecem autonomia, conforto sensorial e manutenção das atividades diárias, reforçando o papel do design inclusivo e do desenho universal na promoção de segurança e qualidade de vida no contexto residencial.Introduction: Domestic environments for individuals with Autism Spectrum Disorder (ASD) require specific adaptations to ensure safety. Objective: To identify modifications made to the home environment with a focus on the safety of individuals with ASD. Materials and Methods: This was a cross-sectional, applied field study with an exploratory and descriptive design and a mixed-methods (quantitativequalitative) approach, approved by the Research Ethics Committee of the Hospital das Clínicas of the Ribeirão Preto Medical School, University of São Paulo (USP). Content analysis was used for data processing. Participants included 25 family members of individuals with ASD and one professional caregiver, who served as informants. Data were collected through in-depth interviews. The study questions addressed environmental adaptations aimed at well-being and safety measures adopted in the home. Results: Among the caregivers, 24 were mothers, one was an aunt, and one was a professional caregiver. The mean age was 48 years, with an average of 12 years of schooling; five lived in owned homes, and the others in rented or shared housing. All participants reported having implemented adaptations as safety measures to facilitate engagement in activities or reduce overall sensory stimuli. The data referred to 30 individuals with ASD, including 8 females and 22 males, with a mean age of 10.6 years. Five individuals were independent in basic activities of daily living, verbal, and required level 1 support; sixteen were semi-dependent and required level 2 support; and nine were dependent and required level 3 support. The main thematic categories identified were Environmental Design Modifications and Technological Resources. The category Environmental Design Modifications generated the subcategories Access Control Strategies and Structural Modifications and Furniture Rearrangement. Access control modifications included the installation of gates and lockable doors to isolate rooms and control access to medications, plants, and pet food. Structural strategies involved accessibility resources such as floor leveling and removal of steps, installation of ramps, handrails, corner protectors, and grab bars, widening of doors and corridors, installation of non-slip flooring, and safety screens and nets, among others. Furniture and rugs were removed to increase free space and reduce environmental risks. Technological resources included the installation of surveillance cameras, furniture corner protectors, and floor signage, in addition to increased supervision and monitoring. Discussion: These findings indicate that the effectiveness of assistive technologies is closely linked to caregivers subjective knowledge and observational skills, as they act as mediators between technology, the environment, and the individuals unique needs. Conclusion: The results demonstrate that interventions in the home environment of individuals with ASD are concentrated in high-traffic areas. Adaptations range from access control measures to structural changes and furniture reorganization, aiming to enhance safety, mobility, and accident prevention. These physical and functional strategies also promote autonomy, sensory comfort, and the maintenance of daily activities, reinforcing the role of inclusive design and universal design in promoting safety and quality of life in the residential contextBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCastro, Carla da Silva SantanaGoulart, Êmilin Odilia Rossi de Carvalho2025-11-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/82/82131/tde-26022026-161150/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-27T19:03:02Zoai:teses.usp.br:tde-26022026-161150Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-27T19:03:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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