Uma psicologia sem alma: o Ego na fenomenologia husserliana

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Marques, Daniel Ballester
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Ego
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22012025-165045/
Resumo: Na primeira edição das Investigações lógicas, Husserl recusa a noção de um ego puro que unifique as vivências da consciência. Uma década mais tarde, o autor reedita a obra à luz de seu pensamento posterior, acrescentando uma nota na qual afirma que aprendeu, desde então, a encontrar o ego puro que havia recusado. Essa aparente guinada na compreensão do ego é interpretada por parte dos comentadores como uma cisão no pensamento de Husserl. Há aqueles, contudo, que entendem essa mudança precisamente como a conclusão do projeto das Investigações. Esta pesquisa tem por objetivo esclarecer a evolução da noção de ego na obra de Husserl entre os anos de 1900 e 1913. Mostrarei que, apesar da recusa inicial da necessidade de um polo unificador das vivências, sua posterior aceitação é condizente com a trajetória iniciada pelas Investigações lógicas. Com o desenvolvimento e radicalização do método fenomenológico, pressupostos aceitos de início passam a ser questionados, e novos territórios abrem-se à fenomenologia. Nesse processo, surgem também novas exigências que possibilitem tanto o acesso à nova camada imanente que se abre quanto uma compreensão da constituição das transcendências que, de modo qualificado, são agora acessíveis à investigação fenomenológica
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