Uma psicologia sem alma: o Ego na fenomenologia husserliana
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22012025-165045/ |
Resumo: | Na primeira edição das Investigações lógicas, Husserl recusa a noção de um ego puro que unifique as vivências da consciência. Uma década mais tarde, o autor reedita a obra à luz de seu pensamento posterior, acrescentando uma nota na qual afirma que aprendeu, desde então, a encontrar o ego puro que havia recusado. Essa aparente guinada na compreensão do ego é interpretada por parte dos comentadores como uma cisão no pensamento de Husserl. Há aqueles, contudo, que entendem essa mudança precisamente como a conclusão do projeto das Investigações. Esta pesquisa tem por objetivo esclarecer a evolução da noção de ego na obra de Husserl entre os anos de 1900 e 1913. Mostrarei que, apesar da recusa inicial da necessidade de um polo unificador das vivências, sua posterior aceitação é condizente com a trajetória iniciada pelas Investigações lógicas. Com o desenvolvimento e radicalização do método fenomenológico, pressupostos aceitos de início passam a ser questionados, e novos territórios abrem-se à fenomenologia. Nesse processo, surgem também novas exigências que possibilitem tanto o acesso à nova camada imanente que se abre quanto uma compreensão da constituição das transcendências que, de modo qualificado, são agora acessíveis à investigação fenomenológica |
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Uma psicologia sem alma: o Ego na fenomenologia husserlianaPsychology without a soul: the role of the Ego in husserlian phenomenologyEgoEgoEpistemologiaEpistemologyFenomenologiaHusserlHusserlLogicLógicaPhenomenologyNa primeira edição das Investigações lógicas, Husserl recusa a noção de um ego puro que unifique as vivências da consciência. Uma década mais tarde, o autor reedita a obra à luz de seu pensamento posterior, acrescentando uma nota na qual afirma que aprendeu, desde então, a encontrar o ego puro que havia recusado. Essa aparente guinada na compreensão do ego é interpretada por parte dos comentadores como uma cisão no pensamento de Husserl. Há aqueles, contudo, que entendem essa mudança precisamente como a conclusão do projeto das Investigações. Esta pesquisa tem por objetivo esclarecer a evolução da noção de ego na obra de Husserl entre os anos de 1900 e 1913. Mostrarei que, apesar da recusa inicial da necessidade de um polo unificador das vivências, sua posterior aceitação é condizente com a trajetória iniciada pelas Investigações lógicas. Com o desenvolvimento e radicalização do método fenomenológico, pressupostos aceitos de início passam a ser questionados, e novos territórios abrem-se à fenomenologia. Nesse processo, surgem também novas exigências que possibilitem tanto o acesso à nova camada imanente que se abre quanto uma compreensão da constituição das transcendências que, de modo qualificado, são agora acessíveis à investigação fenomenológicaIn the first edition of his Logical Investigations, Edmund Husserl rejected the idea of a pure ego that would unify conscious experience. A decade later, the author revisited that work in light of his mature thought. In a new edition, Husserl added a note stating that he had learned, since then, to find the pure ego he had once rejected. This apparent shift in the authors understanding of the ego is interpreted by some scholars as a fracture in Husserls thought. There are those, however, who see this change as the natural culmination of the project that was started in the Investigations. This research aims to clarify the concept of the ego and its evolution in Husserls work between 1900 and 1913. I will argue that, in spite of the initial rejection of an ego pole that unifies the flow of consciousness, its later acceptance is in accordance with the development of ideas set in motion in the Logical Investigations. As the phenomenological method is refined and applied more extensively, Husserls initial assumptions come under scrutiny, leading to the emergence of new dimensions within Phenomenology. As a result, new demands also take hold, requiring a foundation for the possibility of a new immanent layer of investigation and a new understanding of the constitution of transcendenceBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPFerraz, Marcus Sacrini AyresMarques, Daniel Ballester2024-10-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-22012025-165045/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-01-22T19:26:20Zoai:teses.usp.br:tde-22012025-165045Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-01-22T19:26:20Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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