Oiticica: limites de uma experiência limite

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Grubert, Sara Cristiane Jara
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Art
Link de acesso: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/18/18142/tde-13022007-110629/
Resumo: Este trabalho trata da trajetória artística de Hélio Oiticica, que se empenhou em entender e reformular o perfil do artista, seu lugar e papel na sociedade. Foi esse processo metódico e constante de experimentação e reflexão que o levou a expandir os limites dos suportes artísticos tradicionais, especialmente a partir de meados da década de 60. É realçada a importância da formação de Hélio Oiticica no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro para sua atuação posterior, aberta ao diálogo com um contexto mais amplo de debates e reflexões, que extrapolaram o limite artístico e possibilitaram a criação de espaços de debate públicos a partir de sua proposição artística. A partir dos Bólides (1963), Oiticica foi levado a buscar novas alternativas, reestruturando e até ressemantizando suas propostas anteriores. Evidencia-se, ainda, uma crise do projeto amplo de modernização, que atingiu também as instituições culturais. No bojo dessa crise ganharam força os eventos coletivos de protesto, a proposta de formulação de uma vanguarda, a invenção da tropicália, sua institucionalização no tropicalismo e o desmanche da cena cultural promovida pelo AI-5, durante a ditadura militar. É traçado, ainda, um paralelo entre as idéias de marginalidade e de underground. Na trajetória de Hélio Oiticica, ambos aparecem como forma de oposição à ordem instituída, propondo o livre pensar e o descondicionamento do sujeito, conceitos que se desenvolveram em seu período novaiorquino. Em Nova York, Oiticica chegava à formulação de que o Brasil seria automaticamente underground; nesse ponto ele concluiu que estaríamos condenados a um paradoxo entre um mercado de arte pouco profissionalizado e a liberdade total de criação. Constatava, então, o limite de sua trajetória artística que rompeu as barreiras entre a arte e a vida, com o propósito de resgatar sua potencialidade crítica.
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