Caracterização da sensibilidade diferencial dos efeitos da luz UV em abelhas africanizadas e européias
| Ano de defesa: | 1997 |
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| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-16042026-125613/ |
Resumo: | Devido ao crescente interesse e preocupação por se conhecer os diferentes efeitos da diminuição da camada de ozônio e o aumento da radiação ultravioleta (UV), em especial no hemisfério Sul, têm sido realizados vários experimentos em diferentes sistemas biológicos. As rápidas mudanças ambientais e climáticas geradas por este processo produziriam efeitos danosos sobre muitos indivíduos, que não teriam tempo para se adaptarem às novas condições. Entre estes indivíduos, algumas fases do desenvolvimento podem ser altamente sensíveis à radiação ultravioleta, por meio da dimerização de bases pirimídicas (STUY, 1956 citado por HENZLIK, 1964). Testou-se linhagens de abelhas Apis mellifera, africanizadas e européias expostas à fontes de radiação UV em condições naturais e artificiais. Em condições naturais (luz direta do sol) comparou-se a viabilidade dos ovos de ambas subespécies de abelhas, além de se determinar uma correlação entre intensidade da radiação UV-B e a viabilidade dos ovos das abelhas africanizadas. Em condições artificiais (lâmpada de luz UV), determinou-se e comparou-se a viabilidade dos ovos de Apis mellifera expostos à luz UV tanto nas abelhas africanizadas como nas européias, verificou-se a sensibilidade nos ovos haplóides (n) de zangões comparados com ovos diplóides (2n) de operárias e determinou-se a variabilidade genética para a resistência e sensibilidade aos efeitos da luz UV. O estudo foi realizado utilizando colônias de abelhas africanizadas e européias durante o período de março de 1996 até março de 1997, com a maior parte do experimento desenvolvido no apiário experimental do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. O experimento consistiu em expor metade do quadro com postura de ovos de Apis mellifera de 24 horas de idade a uma fonte de radiação UV (sol direto, 10 segundos, ou lâmpada de UV, 15 segundos). A outra metade da postura foi protegida, servindo como controle. Os quadros tratados eram devolvidos às recrias e depois de 10 dias realizava-se uma nova recontagem dos ovos para verificar a viabilidade mediante a presença de células operculadas. Nos ovos de operárias de abelhas africanizadas e européias expostos à luz solar direta, a viabilidade sempre diminuiu quando comparado com o controle. A viabilidade média nas abelhas africanizadas do Brasil foi de 69,27% nos ovos expostos ao sol e 84,38% no controle. Nos ovos de abelhas européias do Chile a viabilidade foi de 39,58% e 53,78% para o grupo tratado e controle, respectivamente. Foi determinada uma correlação inversamente proporcional (r= - 0,65) entre a radiação UV-B e a viabilidade dos ovos de operárias de abelhas africanizadas em Ribeirão Preto. Ovos de operárias de abelhas africanizadas e européias, expostos à luz UV artificial, apresentaram uma menor viabilidade sempre que comparado com o controle, sendo esta diferença entre tratamentos altamente significativa para todos os experimentos. Os valores da viabilidade para ovos de abelhas africanizadas foram de 4,4% para o irradiado e de 71,25% para o controle, enquanto que para ovos de abelhas européias foi de 7,25% para o irradiado e 65,53% para o controle. Não foi encontrada uma diferença estatística significativa entre ambos grupos de abelhas. Ao comparar ovos haplóides (n) e diplóides (2n) das abelhas africanizadas expostos à luz UV, foi determinada uma diferença estatística significativa entre ambos, apresentando uma maior sensibilidade à UV os ovos haplóides (n) de zangões com valores de 0,54% para os ovos irradiados e 33,61 % de viabilidade para o controle, enquanto que nos ovos diplóides (2n) de operárias irradiados a viabilidade foi de 2,76% e 65,91% no controle. Foi também evidenciada uma variabilidade genética no estudo dos ovos de abelhas africanizadas expostos à radiação UV de lâmpada, onde foi possível determinar indivíduos mais resistentes e sensíveis a esta radiação, embora não tenha sido possível iniciar uma seleção de cada caráter a partir desses dados. |
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Caracterização da sensibilidade diferencial dos efeitos da luz UV em abelhas africanizadas e européiasNão informado.Não informado.Não informado.Devido ao crescente interesse e preocupação por se conhecer os diferentes efeitos da diminuição da camada de ozônio e o aumento da radiação ultravioleta (UV), em especial no hemisfério Sul, têm sido realizados vários experimentos em diferentes sistemas biológicos. As rápidas mudanças ambientais e climáticas geradas por este processo produziriam efeitos danosos sobre muitos indivíduos, que não teriam tempo para se adaptarem às novas condições. Entre estes indivíduos, algumas fases do desenvolvimento podem ser altamente sensíveis à radiação ultravioleta, por meio da dimerização de bases pirimídicas (STUY, 1956 citado por HENZLIK, 1964). Testou-se linhagens de abelhas Apis mellifera, africanizadas e européias expostas à fontes de radiação UV em condições naturais e artificiais. Em condições naturais (luz direta do sol) comparou-se a viabilidade dos ovos de ambas subespécies de abelhas, além de se determinar uma correlação entre intensidade da radiação UV-B e a viabilidade dos ovos das abelhas africanizadas. Em condições artificiais (lâmpada de luz UV), determinou-se e comparou-se a viabilidade dos ovos de Apis mellifera expostos à luz UV tanto nas abelhas africanizadas como nas européias, verificou-se a sensibilidade nos ovos haplóides (n) de zangões comparados com ovos diplóides (2n) de operárias e determinou-se a variabilidade genética para a resistência e sensibilidade aos efeitos da luz UV. O estudo foi realizado utilizando colônias de abelhas africanizadas e européias durante o período de março de 1996 até março de 1997, com a maior parte do experimento desenvolvido no apiário experimental do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. O experimento consistiu em expor metade do quadro com postura de ovos de Apis mellifera de 24 horas de idade a uma fonte de radiação UV (sol direto, 10 segundos, ou lâmpada de UV, 15 segundos). A outra metade da postura foi protegida, servindo como controle. Os quadros tratados eram devolvidos às recrias e depois de 10 dias realizava-se uma nova recontagem dos ovos para verificar a viabilidade mediante a presença de células operculadas. Nos ovos de operárias de abelhas africanizadas e européias expostos à luz solar direta, a viabilidade sempre diminuiu quando comparado com o controle. A viabilidade média nas abelhas africanizadas do Brasil foi de 69,27% nos ovos expostos ao sol e 84,38% no controle. Nos ovos de abelhas européias do Chile a viabilidade foi de 39,58% e 53,78% para o grupo tratado e controle, respectivamente. Foi determinada uma correlação inversamente proporcional (r= - 0,65) entre a radiação UV-B e a viabilidade dos ovos de operárias de abelhas africanizadas em Ribeirão Preto. Ovos de operárias de abelhas africanizadas e européias, expostos à luz UV artificial, apresentaram uma menor viabilidade sempre que comparado com o controle, sendo esta diferença entre tratamentos altamente significativa para todos os experimentos. Os valores da viabilidade para ovos de abelhas africanizadas foram de 4,4% para o irradiado e de 71,25% para o controle, enquanto que para ovos de abelhas européias foi de 7,25% para o irradiado e 65,53% para o controle. Não foi encontrada uma diferença estatística significativa entre ambos grupos de abelhas. Ao comparar ovos haplóides (n) e diplóides (2n) das abelhas africanizadas expostos à luz UV, foi determinada uma diferença estatística significativa entre ambos, apresentando uma maior sensibilidade à UV os ovos haplóides (n) de zangões com valores de 0,54% para os ovos irradiados e 33,61 % de viabilidade para o controle, enquanto que nos ovos diplóides (2n) de operárias irradiados a viabilidade foi de 2,76% e 65,91% no controle. Foi também evidenciada uma variabilidade genética no estudo dos ovos de abelhas africanizadas expostos à radiação UV de lâmpada, onde foi possível determinar indivíduos mais resistentes e sensíveis a esta radiação, embora não tenha sido possível iniciar uma seleção de cada caráter a partir desses dados.Due to crescent interest and concern for knowing the different effects of the reduction of the ozone layer and the increase of ultraviolet radiation (UV), specially in the South Hemisphere, had been many experiments done in different biological systems. The rapid climatic and environmental changes caused by this process, produced harm effects on several individual that had not had time for adaptation to the new conditions. ln these individual, some development phases may be highly sensitive to UV radiation. This radiation acts mainly on the genetic information through the pyrimidines bases dimerization (STUY, 1956 in HENZLIK, 1964). ln the present work, two lines of bees Apis mellifera, Africanized and European (AHB and EHB) were exposed to UV radiation fonts in artificial and natural conditions. ln natural conditions (sun light exposition) were compared the egg viability for both lines. ln Africanized were found a correlation between UV-B radiation intensity and egg viability. ln artificial conditions (UV lamp light) were determined and compared the egg viability for both lines too. lt was verified the existence of sensibility of haploid drone eggs in Africanized honeybees under UV radiation when compared with worker Africanized diploid eggs. lt was found a genetic variability for resistance and sensibility under UV radiation. This work was done using AHB and EHB colonies during a year (March 1996 to March 1997). Almost all the experiment was done in the experimental bee yard of FMRP-USP. The experiment consisted in the exposition of a half of a comb with eggs of 24hrs old, to a font of UV radiation (direct sun light for 10 seconds and to an UV lamp for 15 seconds). The other side of the comb was protected, and was used as control. The combs were returned to the colonies and after a 10 day period was determined the viability through the presence of capped cells. The viability of Africanized and European worker eggs exposed to direct sun light, always diminished when compared to the control. The mean viability of Brazilian AHB eggs exposed to sun light was 69,27% and 84,38% for the control. For the irradiated eggs of Chile EHB, the viability was 39,58% and 53,78% for the control. lt was found a negative correlation (r= - 0,65) between UV-B radiation and egg viability of AHB workers in Ribeirão Preto. AHB and EHB eggs exposed to UV artificial light, showed a lower viability when compared with their controls. This difference always was highly significant in all the experiments. The egg viability for AHB were 4,4% and 71,25% (irradiated and control) and for the EHB were 7,25% and 65,53% (irradiated and control). There was no statistical difference between the both groups. When compared haploid (n) and diploid (2n) AHB eggs exposed to UV lamp light, it was found a statistical difference between both groups. The haploid drone eggs showed a higher sensitivity to UV radiation than diploid worker eggs. The values for these two groups were: haploid eggs 0,54% and 33,61%, irradiated and control. For the diploid eggs were 2,76% and 65,91%, irradiated and control. Also was found a genetic variability in AHB eggs survival rate when exposed to UV lamp radiation. lt was possible to determine resistant and non resistant colonies to this radiation. Nevertheless, in this work it was not possible to determine a real selection for each character from the data.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Medicina de Ribeirão PretoSoares, Ademilson Espencer EgeaAraneda Durán, Ximena Andrea1997-08-112026-04-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17135/tde-16042026-125613/doi:10.11606/D.17.1997.tde-16042026-125613Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-16T17:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-16042026-125613Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-16T17:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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