\"Dá pra colar velcro com camisinha\": reflexões sobre a prevenção às ISTs nas práticas homossexuais de jovens e adolescentes cisgêneras
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-11082025-135844/ |
Resumo: | Pesquisas sobre sexualidade juvenil apontam como as práticas e os desejos homossexuais fazem parte da trajetória de muitas jovens e adolescentes. Ao mesmo tempo, verifica-se que a sexualidade entre mulheres ainda enfrenta diversas dificuldades no campo da saúde, como menor conhecimento sobre ISTs por parte das mulheres, discriminação tanto por parte de profissionais da saúde quanto em contextos sociais, como família, escola e trabalho. Apesar de avanços nas discussões e certa liberdade em torno da sexualidade feminina e da homossexualidade, as demandas específicas de saúde e práticas entre mulheres carecem de visibilidade e atenção específica. Essa pesquisa buscou compreender como jovens e adolescentes com práticas homossexuais têm experienciado sua sexualidade e encontrado informações e estratégias confiáveis para vivenciá-la de forma segura e saudável. Foram realizadas seis entrevistas com jovens cisgêneras, de 17 e 18 anos, que se identificam como lésbicas, bissexuais ou pansexuais. Os resultados apontam que questões de gênero ainda impactam suas experiências, como a negação da sexualidade feminina sem objetivo reprodutivo ou responsiva ao desejo masculino e à reprodução de padrões heteronormativos. Com relação aos cuidados, os resultados coincidem com pesquisas anteriores que demonstram como o sexo entre mulheres cis segue invisibilizado nas discussões e ações de prevenção e cuidados com a saúde. A partir do entendimento das dinâmicas que acontecem nas práticas sexuais das jovens, podemos observar como, apesar de a sexualidade feminina heterodissidente enfrentar barreiras para ser vivida de maneira aberta e segura, essas jovens criaram formas de se cuidar e de exercer sua sexualidade, mesmo que de maneira discreta. A sugestão é que sejam realizadas mais pesquisas para entender outras dinâmicas de sexualidade, os riscos e as possibilidades de cuidado nas relações sexuais entre mulheres cisgêneras. É essencial que essas pesquisas levem em conta o que já é desenvolvido pelas próprias jovens, no sentido de fortalecê-las como sujeitos de direitos e agentes de transformação. |
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Apesar de avanços nas discussões e certa liberdade em torno da sexualidade feminina e da homossexualidade, as demandas específicas de saúde e práticas entre mulheres carecem de visibilidade e atenção específica. Essa pesquisa buscou compreender como jovens e adolescentes com práticas homossexuais têm experienciado sua sexualidade e encontrado informações e estratégias confiáveis para vivenciá-la de forma segura e saudável. Foram realizadas seis entrevistas com jovens cisgêneras, de 17 e 18 anos, que se identificam como lésbicas, bissexuais ou pansexuais. Os resultados apontam que questões de gênero ainda impactam suas experiências, como a negação da sexualidade feminina sem objetivo reprodutivo ou responsiva ao desejo masculino e à reprodução de padrões heteronormativos. Com relação aos cuidados, os resultados coincidem com pesquisas anteriores que demonstram como o sexo entre mulheres cis segue invisibilizado nas discussões e ações de prevenção e cuidados com a saúde. A partir do entendimento das dinâmicas que acontecem nas práticas sexuais das jovens, podemos observar como, apesar de a sexualidade feminina heterodissidente enfrentar barreiras para ser vivida de maneira aberta e segura, essas jovens criaram formas de se cuidar e de exercer sua sexualidade, mesmo que de maneira discreta. A sugestão é que sejam realizadas mais pesquisas para entender outras dinâmicas de sexualidade, os riscos e as possibilidades de cuidado nas relações sexuais entre mulheres cisgêneras. É essencial que essas pesquisas levem em conta o que já é desenvolvido pelas próprias jovens, no sentido de fortalecê-las como sujeitos de direitos e agentes de transformação.Research on youth sexuality has highlighted how homosexual desires and practices are part of the life trajectories of many girls and adolescents. At the same time, female sexuality continues to face various challenges in the field of health, including limited knowledge about STIs among women and experiences of discrimination by healthcare professionals and in social settings such as family, school, and the workplace. Despite advances in public discourse and a certain degree of freedom surrounding female sexuality and homosexuality, the specific health needs and sexual practices among women remain largely invisible and underserved. This study aimed to understand how young women and adolescents who engage in same-sex practices have been experiencing their sexuality and accessing reliable information and strategies to navigate it safely and healthily. Six interviews were conducted with cisgender adolescents, aged 17 and 18, who identify as lesbian, bisexual, or pansexual. The findings indicate that gender norms continue to influence their experiences, particularly through the denial of female sexuality that is not oriented toward reproduction or male desire, as well as the reproduction of heteronormative patterns. In terms of health care, the results are consistent with previous studies showing that sex between cisgender women remains largely absent from prevention efforts and public health discussions. By examining the dynamics of these young womens sexual practices, it becomes evident that, although non-heteronormative female sexuality faces obstacles to being lived openly and safely, these adolescents have developed ways to care for themselves and to express their sexuality, even if discreetly. The study recommends further research into the diverse dynamics of sexuality, risks, and health care possibilities within sexual relationships between cisgender women. Such studies must take into account the strategies already developed by these young women in order to recognize and strengthen them as rights-bearing individuals and agents of social transformation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCabral, Cristiane da SilvaSantos, Fernanda Farias dos2025-05-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6143/tde-11082025-135844/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-11T17:06:02Zoai:teses.usp.br:tde-11082025-135844Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-11T17:06:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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