Características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação : a formação da institucionalidade estatal de ciência, tecnologia e inovação e a sua convergência atual sob o tema da inovação
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-22072022-115306/ |
Resumo: | Este trabalho explora as características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação. Para tanto, coloca-se em destaque o processo de formação do arranjo jurídicoinstitucional que engajou o Estado brasileiro nesta atividade administrativa, por intermédio da observação do exercício da função normativa pelos Poderes Executivo e Legislativo. Sob a premissa de uma íntima relação entre inovação e ciência e tecnologia, são observadas as dinâmicas de organização desse agir estatal de fomento em três momentos decisivos: (i) o impulso inicial, entre os Anos 50 e 60, pela destacada ação normativa do Presidente da República, com a constituição das organicidades da União Federal que inauguraram o engajamento estatal com a atividade de ciência, tecnologia e inovação, como o CNPq, a CAPES, a CNEN, o BNDES, a FINEP e o FNDCT; (ii) o amadurecimento institucional, decorrente da incorporação da agenda de CTI à estratégia de desenvolvimento brasileira, sobretudo nos Anos 70 com os PNDs e seus PBDCTs, estes diretamente aprovados pelo Presidente da República , quando, atuando em perspectiva sistêmica, diversos órgãos e entidades setoriais do Governo Federal apoiaram-se na ciência, tecnologia e inovação para o alcance dos seus objetivos institucionais, conforme ilustram a criação da EMBRAER, no Ministério da Aeronáutica, e a EMBRAPA, no Ministério da Agricultura, ou os esforços da PETROBRÁS, no Ministério das Minas e Energia; e, enfim, (iii) a densificação normativa com a Constituição de 1988, quando o Direito brasileiro passou a prescrever as condutas de fomento estatal na área, sobretudo para parametrizar a interação entre Estado e iniciativa privada com vistas à promoção da inovação. É, nesse momento, que tanto o Poder Legislativo coloca-se no centro da produção dos fundamentos jurídicos desse agir de fomento, outrora capitaneado pelo Poder Executivo, quanto à instrumentalização das técnicas de ação estatal no setor convergem para o estímulo à inovação, por determinação legal, com a Lei de Inovação (Lei nº 10.973/04) e, posteriormente, a Lei nº 13.243/16 (Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação), e constitucional, por ocasião da Emenda 8 Constitucional nº 85, de 2015. Para colocar em perspectiva essa tensão quanto à base normativa da atividade de fomento estatal à CTI dialoga-se com o caso francês, tendo em vista sua influência teórica sobre o Direito administrativo brasileiro. Embora submetidos a diversas constrições, como aquela em face do Direito comunitário europeu, o Poder Executivo francês e sua ação normativa revelam-se centrais na parametrização do agir estatal de promoção da inovação. Com essa dimensão comparativa em mente, encerra-se o trabalho ofertando considerações à rígida configuração constitucional-legal do arranjo-jurídico institucional de fomento à inovação imposto pelo Direito brasileiro e aos desafios que estabelece para o agir estatal nesta atividade |
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Características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação : a formação da institucionalidade estatal de ciência, tecnologia e inovação e a sua convergência atual sob o tema da inovaçãoCaractéristiques du système juridique brésilien de promotion de linnovation par lÉtat : formation des institutions publiques de science, technologie et innovation e sa convergence actuel sur le sujet de linnovationArranjo jurídico-institucionalCiência e tecnologiaCTIEstadoÉtatFomentoInnovationInovaçãoPoder executivoPoder legislativoPouvoir exécutifPouvoir législatifPromotionScience et technologieSTIStructure juridique et institutionnelleEste trabalho explora as características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação. Para tanto, coloca-se em destaque o processo de formação do arranjo jurídicoinstitucional que engajou o Estado brasileiro nesta atividade administrativa, por intermédio da observação do exercício da função normativa pelos Poderes Executivo e Legislativo. Sob a premissa de uma íntima relação entre inovação e ciência e tecnologia, são observadas as dinâmicas de organização desse agir estatal de fomento em três momentos decisivos: (i) o impulso inicial, entre os Anos 50 e 60, pela destacada ação normativa do Presidente da República, com a constituição das organicidades da União Federal que inauguraram o engajamento estatal com a atividade de ciência, tecnologia e inovação, como o CNPq, a CAPES, a CNEN, o BNDES, a FINEP e o FNDCT; (ii) o amadurecimento institucional, decorrente da incorporação da agenda de CTI à estratégia de desenvolvimento brasileira, sobretudo nos Anos 70 com os PNDs e seus PBDCTs, estes diretamente aprovados pelo Presidente da República , quando, atuando em perspectiva sistêmica, diversos órgãos e entidades setoriais do Governo Federal apoiaram-se na ciência, tecnologia e inovação para o alcance dos seus objetivos institucionais, conforme ilustram a criação da EMBRAER, no Ministério da Aeronáutica, e a EMBRAPA, no Ministério da Agricultura, ou os esforços da PETROBRÁS, no Ministério das Minas e Energia; e, enfim, (iii) a densificação normativa com a Constituição de 1988, quando o Direito brasileiro passou a prescrever as condutas de fomento estatal na área, sobretudo para parametrizar a interação entre Estado e iniciativa privada com vistas à promoção da inovação. É, nesse momento, que tanto o Poder Legislativo coloca-se no centro da produção dos fundamentos jurídicos desse agir de fomento, outrora capitaneado pelo Poder Executivo, quanto à instrumentalização das técnicas de ação estatal no setor convergem para o estímulo à inovação, por determinação legal, com a Lei de Inovação (Lei nº 10.973/04) e, posteriormente, a Lei nº 13.243/16 (Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação), e constitucional, por ocasião da Emenda 8 Constitucional nº 85, de 2015. Para colocar em perspectiva essa tensão quanto à base normativa da atividade de fomento estatal à CTI dialoga-se com o caso francês, tendo em vista sua influência teórica sobre o Direito administrativo brasileiro. Embora submetidos a diversas constrições, como aquela em face do Direito comunitário europeu, o Poder Executivo francês e sua ação normativa revelam-se centrais na parametrização do agir estatal de promoção da inovação. Com essa dimensão comparativa em mente, encerra-se o trabalho ofertando considerações à rígida configuração constitucional-legal do arranjo-jurídico institucional de fomento à inovação imposto pelo Direito brasileiro e aos desafios que estabelece para o agir estatal nesta atividadeCette thèse explore les caractéristiques du système juridique brésilien de soutien de linnovation par lÉtat. Pour ce but, nous soulignons la formation des prescriptions juridiques qui structurent laction de lÉtat dans le cadre de lactivité dinnovation, en observant lexercice de leur fonction normative par les pouvoirs exécutif et législatif. Rapprochant linnovation de la science et de la technologie, nous observons la dynamique du droit pour organiser cette action par lÉtat à partir de trois moments décisifs : (i) les efforts initiaux, entre les années 1950 et 1960, notamment en ce qui concerne le rôle du Président de la République dans la création dentités qui ont inauguré l\'engagement de l\'État dans l\'activité de STI, telles que CNPq, CAPES, CNEN, BNDES, FINEP et FNDCT ; (ii) la maturité institutionnelle, grâce à lintégration de lagenda de science, technologie et innovation à la stratégie de développement brésilienne, notamment dans les années 1970ceux-ci directement édicté par le Président de la République, lorsque, avec les PNDs et les PBDCTs, ceux-ci directement édicté par le Président de la République, plusieurs structures du gouvernement se sont systématiquement appuyées sur la STI pour atteindre leurs objectifs institutionnels, comme lillustrent la création dEMBRAER, au ministère de l\'Aéronautique, et dEMBRAPA, au ministère de l\'Agriculture, ou les efforts de PETROBRÁS, au Ministère des Mines et de l\'Énergie ; et, enfin, (iii) lapprofondissement des dispositions normatives, après la Constitution de 1988, où le droit brésilien a commencé à prescrire en détail les incitations publiques à la STI, surtout pour paramétrer linteraction entre lÉtat et le secteur privé en vue de promouvoir linnovation. À ce moment-là, le pouvoir législatif se place au centre de la production des sources normatives pour laction de ladministration publique, autrefois menée directement par le pouvoir exécutif, et les mécanismes dincitation étatique dans le secteur de STI convergent sous linnovation, basés sur les actes normatifs édictés par le parlement : la Loi sur linnovation (Loi nº 10.973/04), modifiée par la Loi nº 13.243/16 (« Cadre juridique pour la science, la technologie et l\'innovation »), et lAmendement 10 Constitutionnel nº 85, de 2015. Afin de mettre en perspective cette tension, nous proposons un dialogue avec le cas français, compte tenu de son influence théorique sur le droit administratif brésilien. Bien que soumis à diverses contraintes, comme celles du droit communautaire européen, le pouvoir exécutif français et son action normative sont au cur de laction étatique en faveur de linnovation. À partir de cette perspective comparative, notre travail se termine par une réflexion sur la rigide configuration constitutionnelle et légale de la structure juridique et institutionnelle brésilienne pour favoriser linnovation, imposée par le droit brésilien.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlmeida, Fernando Dias Menezes deMonteiro, Vítor2021-12-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-22072022-115306/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-02-17T17:48:02Zoai:teses.usp.br:tde-22072022-115306Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-02-17T17:48:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação : a formação da institucionalidade estatal de ciência, tecnologia e inovação e a sua convergência atual sob o tema da inovação Caractéristiques du système juridique brésilien de promotion de linnovation par lÉtat : formation des institutions publiques de science, technologie et innovation e sa convergence actuel sur le sujet de linnovation |
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Características do sistema jurídico brasileiro de fomento estatal à inovação : a formação da institucionalidade estatal de ciência, tecnologia e inovação e a sua convergência atual sob o tema da inovação Monteiro, Vítor Arranjo jurídico-institucional Ciência e tecnologia CTI Estado État Fomento Innovation Inovação Poder executivo Poder legislativo Pouvoir exécutif Pouvoir législatif Promotion Science et technologie STI Structure juridique et institutionnelle |
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