Avaliação dos efeitos de soluções higienizadoras de cloreto de cetilpiridínio e de ácido peracético nas superfícies da resina acrílica e da liga de cobalto-cromo
| Ano de defesa: | 2023 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-07012025-160959/ |
Resumo: | O intuito deste estudo foi analisar in vitro o efeito de soluções higienizadoras nas superfícies da resina acrílica e da liga metálica de cobalto-cromo (Co-Cr), presentes na Prótese Parcial Removível. Para isso, foram obtidos 160 espécimes de resina acrílica termpolimerizável, sendo 90 circulares (ᴓ14 mm x 3 mm) e 70 retangulares (65 mm x 10 mm x 3,3 mm) e 78 espécimes circulares de Co-Cr (ᴓ12 mm x 3 mm). Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos de soluções para imersão (10 minutos): água destilada (controle), cloreto de cetilpiridínio 0,5 mg/mL e ácido peracético 2,5 mg/mL. A partir disso, foram feitas as seguintes análises nos espécimes de resina acrílica (n=10): rugosidade de superfície (Ra, µm), por meio de rugosímetro; microdureza (KNH), em microdurômetro; alteração de cor (ΔE), em espectrofotômetro; resistência à de flexão (MPa) em máquina de ensaios mecânicos. Nos espécimes metálicos, foram realizadas as seguintes análises: rugosidade de superfície (Ra µm) com rugosímetro (n=10); alteração de brilho (ΔGU), por meio de espectrofotômetro (n=10); degradação química da superfície de Co-Cr (mV e A/mm²) por ensaios eletroquímicos (n=5) de potencial aplicado (Ecorr), polarização anódica (Icorr) e potencial em circuito aberto (OCP), por meio de potenciostato e análises qualitativas complementares da morfologia superficial em microscópio eletrônico de varredura (MEV) (n=1). De acordo com a análise estatística (α=0,05), a distribuição dos dados de alteração da microdureza e de resistência à flexão foi paramétrica, tendo sido utilizados ANOVA com ajuste de Bonferroni. A distribuição dos dados referentes à alteração de cor, de brilho e de rugosidade de superfície, tanto para os espécimes de resina como os metálicos, foi não paramétrica, tendo sido utilizados o teste Wald Test, corrigido por Bonferroni. Quanto aos ensaios eletroquímicos, a distribuição dos dados foi não paramétrica e utilizados o teste de Kruskall Wallis, seguido do pós-teste de Dunn. De acordo com os resultados, não houve diferença significativa entre as soluções e tempos analisados para microdureza (p=0,879), rugosidade de superfície em resina acrílica (p=0,811), alteração de brilho (p=0,161) e as imagens obtidas por MEV foram compatíveis com estes resultados. Em relação à alteração de cor, houve diferença para o cloreto cetilpiridínio, que propiciou maior alteração (leve) que a água destilada e o ácido peracético no tempo de 3 anos (p=0,015). A rugosidade da superfície metálica, após 5 anos, aumentou com o cloreto de cetilpiridínio comparativamente ao início (p<0,001) e ao tempo de 3 anos (p=0,01) e também com o ácido peracético (p=0,001). Houve aumento da resistência à flexão após imersão em água destilada (p=0,033) e no ácido peracético (p=0,033). Os testes eletroquímicos mostraram que, para Ecorr não houve diferença entre as soluções nos tempos testados (p=0,162). Para OCP, o ácido peracético propiciou maior resistência à corrosão à liga de Co-Cr que as demais soluções (p=0,002), no entanto, para Icorr, o cloreto de cetilpiridínio foi o único capaz de formar uma camada de passivação (p=0,026). Embora tenha havido poucas alterações nas propriedades avaliadas, que estiveram dentro do padrão clinicamente aceitável, as soluções avaliadas são promissoras para higienização de PPRs. |
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Avaliação dos efeitos de soluções higienizadoras de cloreto de cetilpiridínio e de ácido peracético nas superfícies da resina acrílica e da liga de cobalto-cromoEvaluation of the effects of sanitizing solutions of cetylpyridinium chloride and peracetic acid on the surfaces acrylic resin and cobalt-chromium alloyÁcido peracéticoAcrylic resinAdverse effectsCetylpyridinium chlorideCloreto de cetilpiridínioCobalt-chromium alloyDenture cleansersEfeitos adversosHigienizadores de dentaduraLiga de cobalto-cromoPeracetic acidPrótese parcial removívelRemovable partial dentureResina acrílicaO intuito deste estudo foi analisar in vitro o efeito de soluções higienizadoras nas superfícies da resina acrílica e da liga metálica de cobalto-cromo (Co-Cr), presentes na Prótese Parcial Removível. Para isso, foram obtidos 160 espécimes de resina acrílica termpolimerizável, sendo 90 circulares (ᴓ14 mm x 3 mm) e 70 retangulares (65 mm x 10 mm x 3,3 mm) e 78 espécimes circulares de Co-Cr (ᴓ12 mm x 3 mm). Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos de soluções para imersão (10 minutos): água destilada (controle), cloreto de cetilpiridínio 0,5 mg/mL e ácido peracético 2,5 mg/mL. A partir disso, foram feitas as seguintes análises nos espécimes de resina acrílica (n=10): rugosidade de superfície (Ra, µm), por meio de rugosímetro; microdureza (KNH), em microdurômetro; alteração de cor (ΔE), em espectrofotômetro; resistência à de flexão (MPa) em máquina de ensaios mecânicos. Nos espécimes metálicos, foram realizadas as seguintes análises: rugosidade de superfície (Ra µm) com rugosímetro (n=10); alteração de brilho (ΔGU), por meio de espectrofotômetro (n=10); degradação química da superfície de Co-Cr (mV e A/mm²) por ensaios eletroquímicos (n=5) de potencial aplicado (Ecorr), polarização anódica (Icorr) e potencial em circuito aberto (OCP), por meio de potenciostato e análises qualitativas complementares da morfologia superficial em microscópio eletrônico de varredura (MEV) (n=1). De acordo com a análise estatística (α=0,05), a distribuição dos dados de alteração da microdureza e de resistência à flexão foi paramétrica, tendo sido utilizados ANOVA com ajuste de Bonferroni. A distribuição dos dados referentes à alteração de cor, de brilho e de rugosidade de superfície, tanto para os espécimes de resina como os metálicos, foi não paramétrica, tendo sido utilizados o teste Wald Test, corrigido por Bonferroni. Quanto aos ensaios eletroquímicos, a distribuição dos dados foi não paramétrica e utilizados o teste de Kruskall Wallis, seguido do pós-teste de Dunn. De acordo com os resultados, não houve diferença significativa entre as soluções e tempos analisados para microdureza (p=0,879), rugosidade de superfície em resina acrílica (p=0,811), alteração de brilho (p=0,161) e as imagens obtidas por MEV foram compatíveis com estes resultados. Em relação à alteração de cor, houve diferença para o cloreto cetilpiridínio, que propiciou maior alteração (leve) que a água destilada e o ácido peracético no tempo de 3 anos (p=0,015). A rugosidade da superfície metálica, após 5 anos, aumentou com o cloreto de cetilpiridínio comparativamente ao início (p<0,001) e ao tempo de 3 anos (p=0,01) e também com o ácido peracético (p=0,001). Houve aumento da resistência à flexão após imersão em água destilada (p=0,033) e no ácido peracético (p=0,033). Os testes eletroquímicos mostraram que, para Ecorr não houve diferença entre as soluções nos tempos testados (p=0,162). Para OCP, o ácido peracético propiciou maior resistência à corrosão à liga de Co-Cr que as demais soluções (p=0,002), no entanto, para Icorr, o cloreto de cetilpiridínio foi o único capaz de formar uma camada de passivação (p=0,026). Embora tenha havido poucas alterações nas propriedades avaliadas, que estiveram dentro do padrão clinicamente aceitável, as soluções avaliadas são promissoras para higienização de PPRs.The purpose of this study was to analyze in vitro the effect of sanitizing solutions on the surfaces of acrylic resin and metallic alloy of cobalt-chromium (Co-Cr), present in the Removable Partial Denture. For this, 160 specimens of thermopolymerizable acrylic resin were obtained, being 90 circular (ᴓ14 mm x 3 mm) specimens, 70 rectangular (65 mm x 10 mm x 3.3 mm), and 78 Co-Cr circular specimens (ᴓ12 mm x 3 mm). The specimens were randomly distributed into 3 groups of immersion solutions (10 minutes): distilled water (control), cetylpyridinium chloride 0.5 mg/mL and peracetic acid 2.5 mg/mL. From this, the following analyzes were performed on the acrylic resin specimens (n=10): surface roughness (Ra, µm), using a rugosimeter; microhardness (KNH), in microdurometer; color change (ΔE), in spectrophotometer; flexural strength (MPa) in a mechanical testing machine. In the metallic specimens, the following analyzes were performed: surface roughness (Ra, µm) with a rugosimeter (n=10); brightness change (ΔGU), by means of a spectrophotometer (n=10); chemical degradation of the Co-Cr surface (mV and A/mm²) by electrochemical tests (n=5) of applied potential (Ecorr), anodic polarization (Icorr) and open circuit potential (OCP), using a potentiostat and analysis complementary qualitative measurements of surface morphology in scanning electron microscope (SEM) (n=1). According to the statistical analysis (α=0.05), the distribution of microhardness and flexural strength alteration data was parametric, using ANOVA with Bonferroni adjustment. The distribution of data referring to changes in color, brightness and surface roughness, both for resin and metallic specimens, was non-parametric, using the Wald Test, corrected by Bonferroni. As for the electrochemical tests, data distribution was non-parametric and the Kruskall Wallis test was used, followed by Dunn\'s post-test. According to the results, there was no significant difference between the solutions and times analyzed for microhardness (p=0.879), surface roughness in acrylic resin (p=0.811), change in brightness (p=0.161) and the images obtained by SEM were compatible with these results. With regard to color change, there was a difference for cetylpyridinium chloride, which provided greater change (slight) than distilled water and peracetic acid over a period of 3 years (p=0.015). Metal surface roughness, after 5 years, increased with cetylpyridinium chloride compared to baseline (p<0.001) and 3 years (p=0.01) and also with peracetic acid (p=0.001). There was an increase in flexural strength after immersion in distilled water (p=0.033) and in peracetic acid (p=0.033). The electrochemical tests showed that, for Ecorr, there was no difference between the solutions in the times tested (p=0.162). For OCP, peracetic acid provided greater corrosion resistance to the Co-Cr alloy than the other solutions (p=0.002), however, for Icorr, cetylpyridinium chloride was the only one capable of forming a passivation layer (p= 0.026). Although there were few changes in the evaluated properties, which were within the clinically acceptable standard, the evaluated solutions are promising for cleaning RPDs.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSouza, Valéria Oliveira Pagnano deOliveira, Carolina Alves Freiria de2023-08-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58131/tde-07012025-160959/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-28T18:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-07012025-160959Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-28T18:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O intuito deste estudo foi analisar in vitro o efeito de soluções higienizadoras nas superfícies da resina acrílica e da liga metálica de cobalto-cromo (Co-Cr), presentes na Prótese Parcial Removível. Para isso, foram obtidos 160 espécimes de resina acrílica termpolimerizável, sendo 90 circulares (ᴓ14 mm x 3 mm) e 70 retangulares (65 mm x 10 mm x 3,3 mm) e 78 espécimes circulares de Co-Cr (ᴓ12 mm x 3 mm). Os espécimes foram distribuídos aleatoriamente em 3 grupos de soluções para imersão (10 minutos): água destilada (controle), cloreto de cetilpiridínio 0,5 mg/mL e ácido peracético 2,5 mg/mL. A partir disso, foram feitas as seguintes análises nos espécimes de resina acrílica (n=10): rugosidade de superfície (Ra, µm), por meio de rugosímetro; microdureza (KNH), em microdurômetro; alteração de cor (ΔE), em espectrofotômetro; resistência à de flexão (MPa) em máquina de ensaios mecânicos. Nos espécimes metálicos, foram realizadas as seguintes análises: rugosidade de superfície (Ra µm) com rugosímetro (n=10); alteração de brilho (ΔGU), por meio de espectrofotômetro (n=10); degradação química da superfície de Co-Cr (mV e A/mm²) por ensaios eletroquímicos (n=5) de potencial aplicado (Ecorr), polarização anódica (Icorr) e potencial em circuito aberto (OCP), por meio de potenciostato e análises qualitativas complementares da morfologia superficial em microscópio eletrônico de varredura (MEV) (n=1). De acordo com a análise estatística (α=0,05), a distribuição dos dados de alteração da microdureza e de resistência à flexão foi paramétrica, tendo sido utilizados ANOVA com ajuste de Bonferroni. A distribuição dos dados referentes à alteração de cor, de brilho e de rugosidade de superfície, tanto para os espécimes de resina como os metálicos, foi não paramétrica, tendo sido utilizados o teste Wald Test, corrigido por Bonferroni. Quanto aos ensaios eletroquímicos, a distribuição dos dados foi não paramétrica e utilizados o teste de Kruskall Wallis, seguido do pós-teste de Dunn. De acordo com os resultados, não houve diferença significativa entre as soluções e tempos analisados para microdureza (p=0,879), rugosidade de superfície em resina acrílica (p=0,811), alteração de brilho (p=0,161) e as imagens obtidas por MEV foram compatíveis com estes resultados. Em relação à alteração de cor, houve diferença para o cloreto cetilpiridínio, que propiciou maior alteração (leve) que a água destilada e o ácido peracético no tempo de 3 anos (p=0,015). A rugosidade da superfície metálica, após 5 anos, aumentou com o cloreto de cetilpiridínio comparativamente ao início (p<0,001) e ao tempo de 3 anos (p=0,01) e também com o ácido peracético (p=0,001). Houve aumento da resistência à flexão após imersão em água destilada (p=0,033) e no ácido peracético (p=0,033). Os testes eletroquímicos mostraram que, para Ecorr não houve diferença entre as soluções nos tempos testados (p=0,162). Para OCP, o ácido peracético propiciou maior resistência à corrosão à liga de Co-Cr que as demais soluções (p=0,002), no entanto, para Icorr, o cloreto de cetilpiridínio foi o único capaz de formar uma camada de passivação (p=0,026). Embora tenha havido poucas alterações nas propriedades avaliadas, que estiveram dentro do padrão clinicamente aceitável, as soluções avaliadas são promissoras para higienização de PPRs. |
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