Encontros animados com a pedra entre 1960-1970: Lee Ufan e Nagare Masayuki
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-27052025-104437/ |
Resumo: | Esta dissertação de mestrado tem como foco de investigação os trabalhos artísticos com pedra na arte japonesa entre os anos de 1960 e 1970 realizados por Lee Ufan (1936-) e Nagare Masayuki (1923-2018). Buscou-se as maneiras com que certas animações (qualidades nomeadas pelo animismo) emergem e se manifestam vinculadas a outros modos de existir e se relacionar com a natureza através da presença da pedra na poética e no discurso. Para tal, juntamente à análise de trabalhos artísticos selecionados e de um curta documental, foram considerados relatos de suas vidas e formações, o contexto histórico, social e cultural japonês dos anos entre 1960-1970, textos jornalísticos e descrições de seus trabalhos, documentos primários dos artistas e críticos de arte, bem como referenciais da antropologia, ciências sociais, filosofia e história da arte. No caso de Nagare, destaca-se a afirmação de uma japonesidade e a afinidade à artesania em sua reverência pela pedra e em sua busca pelo diálogo afetivo com a natureza através dela. Observamos as animações sugeridas nestes dois principais pontos, relacionados ao uso de um vocabulário animado para se referir ao seu processo escultórico, cujos métodos se relacionam a uma visão da natureza própria ancorada no princípio vitalista do yin-yang. Dos esforços de Lee, ressaltamos como sua proposta de encontro faz proliferar uma variedade de atores não humanos que partilham capacidades de ação. Este acontecimento permite perceber nosso envolvimento nas metamorfoses de um mundo que é \"mais que humano\". Ou seja, nos possibilita na prática e na experiência \"reativar\" o animismo e a nos compor com o mundo e sua pluralidade de existentes e modos de existir. Por fim, tais diferenças no modo como podemos interrogar e acessar as animações que permeiam o diálogo com a pedra se configuram em uma distinção nas estruturas de suas obras. Assim, propor friccionarmos Lee e Nagare a partir de suas próprias divergências sob o sentido comum de \"encontros animados com a pedra\" nos possibilita os resituarmos em colaboração à virada geológica posicionada pelo Antropoceno como um campo de disputas e debate. Para nos inquietarmos e seguirmos mais densamente a aprender das diferentes mediações humano-mineral como (não) navegar por entre as fusões \"mais que humanas\" da geo-história, por entre o humano e o não humano, entre o bios e o geos |
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Encontros animados com a pedra entre 1960-1970: Lee Ufan e Nagare MasayukiAnimated encounters with stone between 1960-1970: Lee Ufan and Nagare MasayukiAnimismAnimismoArte japonesaJapanese artLee UfanLee UfanNagare MasayukiNagare MasayukiPedraStoneEsta dissertação de mestrado tem como foco de investigação os trabalhos artísticos com pedra na arte japonesa entre os anos de 1960 e 1970 realizados por Lee Ufan (1936-) e Nagare Masayuki (1923-2018). Buscou-se as maneiras com que certas animações (qualidades nomeadas pelo animismo) emergem e se manifestam vinculadas a outros modos de existir e se relacionar com a natureza através da presença da pedra na poética e no discurso. Para tal, juntamente à análise de trabalhos artísticos selecionados e de um curta documental, foram considerados relatos de suas vidas e formações, o contexto histórico, social e cultural japonês dos anos entre 1960-1970, textos jornalísticos e descrições de seus trabalhos, documentos primários dos artistas e críticos de arte, bem como referenciais da antropologia, ciências sociais, filosofia e história da arte. No caso de Nagare, destaca-se a afirmação de uma japonesidade e a afinidade à artesania em sua reverência pela pedra e em sua busca pelo diálogo afetivo com a natureza através dela. Observamos as animações sugeridas nestes dois principais pontos, relacionados ao uso de um vocabulário animado para se referir ao seu processo escultórico, cujos métodos se relacionam a uma visão da natureza própria ancorada no princípio vitalista do yin-yang. Dos esforços de Lee, ressaltamos como sua proposta de encontro faz proliferar uma variedade de atores não humanos que partilham capacidades de ação. Este acontecimento permite perceber nosso envolvimento nas metamorfoses de um mundo que é \"mais que humano\". Ou seja, nos possibilita na prática e na experiência \"reativar\" o animismo e a nos compor com o mundo e sua pluralidade de existentes e modos de existir. Por fim, tais diferenças no modo como podemos interrogar e acessar as animações que permeiam o diálogo com a pedra se configuram em uma distinção nas estruturas de suas obras. Assim, propor friccionarmos Lee e Nagare a partir de suas próprias divergências sob o sentido comum de \"encontros animados com a pedra\" nos possibilita os resituarmos em colaboração à virada geológica posicionada pelo Antropoceno como um campo de disputas e debate. Para nos inquietarmos e seguirmos mais densamente a aprender das diferentes mediações humano-mineral como (não) navegar por entre as fusões \"mais que humanas\" da geo-história, por entre o humano e o não humano, entre o bios e o geosThis master\'s thesis has as its research focus the artistic works with stone in Japanese art between the 1960s and 1970s carried out by Lee Ufan (1936-) and Nagare Masayuki (1923- 2018). We sought the ways in which certain animations (qualities named by animism) emerge and manifest themselves linked to other ways of existing and relating to nature through the presence of stone in poetics and discourse. To this end, together with the analysis of selected artistic works and a short documentary, were considered descriptions of their lives and formations, the Japanese historical, social and cultural context of the years between 1960-1970, journalistic texts and descriptions of their work, primary documents of artists and art critics, as well as references from anthropology, social sciences, philosophy and art history. In Nagare\'s case, the affirmation of a Japaneseness and the affinity with craftsmanship stands out in his reverence for stone and in his search for an affective dialogue with nature through it. We observe the animations suggested in these two main points, related to the use of an animated vocabulary to refer to his sculptural process, whose methods are related to his own vision of nature anchored in the vitalist principle of yin-yang. From Lee\'s efforts, we highlight how his proposal for an encounter proliferates a variety of non-human actors who share capabilities for action. This event allows us to perceive our involvement in the metamorphoses of a world that is \"more-than-human\". In other words, it enables us in practice and experience to \"reaclaim\" animism and to compose ourselves with the world and its plurality of existents and ways of existing. Finally, such differences in the way we can interrogate and access the animations that permeate the dialogue with the stone are configured in a distinction in the structures of their works. Thus, proposing frictions between Lee and Nagare through their own disagreements under the common way of \"animated encounters with stone\" allows us to collaboratively resituate them in collaboration with the geological turn positioned by the Anthropocene as a field of disputes and debate. For us to be moved and to continue to learn more deeply from different human-mineral mediations how to (not) navigate among the \"more than human\" fusions of geohistory, between the human and the non-human, between the bios and the geosBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPIshiki, Michiko OkanoBonani, João Víctor Kurohiji2025-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8157/tde-27052025-104437/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-27T13:51:01Zoai:teses.usp.br:tde-27052025-104437Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-27T13:51:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Esta dissertação de mestrado tem como foco de investigação os trabalhos artísticos com pedra na arte japonesa entre os anos de 1960 e 1970 realizados por Lee Ufan (1936-) e Nagare Masayuki (1923-2018). Buscou-se as maneiras com que certas animações (qualidades nomeadas pelo animismo) emergem e se manifestam vinculadas a outros modos de existir e se relacionar com a natureza através da presença da pedra na poética e no discurso. Para tal, juntamente à análise de trabalhos artísticos selecionados e de um curta documental, foram considerados relatos de suas vidas e formações, o contexto histórico, social e cultural japonês dos anos entre 1960-1970, textos jornalísticos e descrições de seus trabalhos, documentos primários dos artistas e críticos de arte, bem como referenciais da antropologia, ciências sociais, filosofia e história da arte. No caso de Nagare, destaca-se a afirmação de uma japonesidade e a afinidade à artesania em sua reverência pela pedra e em sua busca pelo diálogo afetivo com a natureza através dela. Observamos as animações sugeridas nestes dois principais pontos, relacionados ao uso de um vocabulário animado para se referir ao seu processo escultórico, cujos métodos se relacionam a uma visão da natureza própria ancorada no princípio vitalista do yin-yang. Dos esforços de Lee, ressaltamos como sua proposta de encontro faz proliferar uma variedade de atores não humanos que partilham capacidades de ação. Este acontecimento permite perceber nosso envolvimento nas metamorfoses de um mundo que é \"mais que humano\". Ou seja, nos possibilita na prática e na experiência \"reativar\" o animismo e a nos compor com o mundo e sua pluralidade de existentes e modos de existir. Por fim, tais diferenças no modo como podemos interrogar e acessar as animações que permeiam o diálogo com a pedra se configuram em uma distinção nas estruturas de suas obras. Assim, propor friccionarmos Lee e Nagare a partir de suas próprias divergências sob o sentido comum de \"encontros animados com a pedra\" nos possibilita os resituarmos em colaboração à virada geológica posicionada pelo Antropoceno como um campo de disputas e debate. Para nos inquietarmos e seguirmos mais densamente a aprender das diferentes mediações humano-mineral como (não) navegar por entre as fusões \"mais que humanas\" da geo-história, por entre o humano e o não humano, entre o bios e o geos |
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