Imperialismo, espoliação e genocídio: uma análise mackinderiana da geografia política do Genocídio Armênio, 1915-1918
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-16072025-120323/ |
Resumo: | O Genocídio Armênio foi um dos episódios mais sombrios da história do século XX. Teve o seu estopim em 24 de abril de 1915, quando o governo prendeu e executou cerca de 250 intelectuais e líderes comunitários armênios em Constantinopla, no Império Otomano. Atingiu seu ápice entre 1915 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e se estendeu até 1923, resultando na morte de aproximadamente 1.5 milhão de armênios. O objetivo desta dissertação é identificar, analisar e sistematizar os fatores geográficos e os processos ideológicos, econômicos e territoriais oriundos da política imperialista das Grandes Potências durante o Genocídio Armênio, abrangendo o período de 1915-1918, a partir da revisão da teoria de Mackinder (2011; 2019; 2022). Para realizar esse objetivo, consultaremos uma bibliografia específica sobre a temática do Genocídio, abordando obras como: Abadjian (2004), Akçam (2004; 2012), Bloxham (2003; 2005; 2010; 2011), Dadrian (2004; 2008; 2011; 2017), Kévorkian (2011), Kurt (2016; 2018); Morgenthau (2010); Sapsezian (2010), Toynbee (1917, 2003), entre outros. Diante do objetivo desta dissertação, esperamos atingir a resolução das seguintes problemáticas: o Genocídio Armênio possui uma dimensão geográfica de análise? Esta dimensão vincula-se à dialética entre o poder terrestre e o poder marítimo – de acordo com a teoria de Mackinder? Como este foi arquitetado e posto em prática, bem como quais foram as consequências geográficas, sociais e econômicas na Armênia? As causas do Genocídio são complexas, uma vez que o Império Otomano estava em declínio político, se desfazendo espacialmente, e enfrentando pressões territoriais e econômicas advindas das Grandes Potências. Além disso, os líderes do governo otomano – os Jovens Turcos – empoderados pela ideologia nacionalista, o panturquismo, iniciaram uma série de massacres, confiscos, espoliações e deportações em massa dos armênios de suas localidades. O Império Otomano compunha um dos três grandes poderes terrestres continentais de sua época, dividindo este posto somente com a Alemanha e a Rússia, rivalizando e guerreando também com a principal Potência marítima da época, a Inglaterra. Com a queda dos Jovens Turcos, em 1918, inicia-se o governo de Mustafá Kemal, primeiro presidente da Turquia, que deu continuidade à prática genocida do povo armênio. Na atual dissertação, espera-se contemplar tais questões, sob uma abordagem geopolítica, levando em consideração os fatores externos e internos que originaram e estruturaram o Genocídio Armênio |
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Imperialismo, espoliação e genocídio: uma análise mackinderiana da geografia política do Genocídio Armênio, 1915-1918Imperialism, dispossession and genocide: a Mackinderian analysis of the Political Geography of the Armenian Genocide, 1915-1918ArmeniaArmêniaArmenian GenocideGenocídio ArmênioGeopolíticaGeopoliticsHeartland TheoryImperialismImperialismoTeoria do HeartlandO Genocídio Armênio foi um dos episódios mais sombrios da história do século XX. Teve o seu estopim em 24 de abril de 1915, quando o governo prendeu e executou cerca de 250 intelectuais e líderes comunitários armênios em Constantinopla, no Império Otomano. Atingiu seu ápice entre 1915 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e se estendeu até 1923, resultando na morte de aproximadamente 1.5 milhão de armênios. O objetivo desta dissertação é identificar, analisar e sistematizar os fatores geográficos e os processos ideológicos, econômicos e territoriais oriundos da política imperialista das Grandes Potências durante o Genocídio Armênio, abrangendo o período de 1915-1918, a partir da revisão da teoria de Mackinder (2011; 2019; 2022). Para realizar esse objetivo, consultaremos uma bibliografia específica sobre a temática do Genocídio, abordando obras como: Abadjian (2004), Akçam (2004; 2012), Bloxham (2003; 2005; 2010; 2011), Dadrian (2004; 2008; 2011; 2017), Kévorkian (2011), Kurt (2016; 2018); Morgenthau (2010); Sapsezian (2010), Toynbee (1917, 2003), entre outros. Diante do objetivo desta dissertação, esperamos atingir a resolução das seguintes problemáticas: o Genocídio Armênio possui uma dimensão geográfica de análise? Esta dimensão vincula-se à dialética entre o poder terrestre e o poder marítimo – de acordo com a teoria de Mackinder? Como este foi arquitetado e posto em prática, bem como quais foram as consequências geográficas, sociais e econômicas na Armênia? As causas do Genocídio são complexas, uma vez que o Império Otomano estava em declínio político, se desfazendo espacialmente, e enfrentando pressões territoriais e econômicas advindas das Grandes Potências. Além disso, os líderes do governo otomano – os Jovens Turcos – empoderados pela ideologia nacionalista, o panturquismo, iniciaram uma série de massacres, confiscos, espoliações e deportações em massa dos armênios de suas localidades. O Império Otomano compunha um dos três grandes poderes terrestres continentais de sua época, dividindo este posto somente com a Alemanha e a Rússia, rivalizando e guerreando também com a principal Potência marítima da época, a Inglaterra. Com a queda dos Jovens Turcos, em 1918, inicia-se o governo de Mustafá Kemal, primeiro presidente da Turquia, que deu continuidade à prática genocida do povo armênio. Na atual dissertação, espera-se contemplar tais questões, sob uma abordagem geopolítica, levando em consideração os fatores externos e internos que originaram e estruturaram o Genocídio ArmênioThe Armenian Genocide was one of the darkest episodes in the history of the 20th century. It began on April 24, 1915, when the government arrested and executed approximately 250 Armenian intellectuals and community leaders in Constantinople, within the Ottoman Empire. It reached its peak between 1915 and 1918 during World War I and continued until 1923, resulting in the death of approximately 1.5 million Armenians. The aim of this dissertation is to identify, analyze, and systematize the geographical factors and the ideological, economic, and territorial processes stemming from the imperialist policies of the Great Powers during the Armenian Genocide, covering the period from 1915-1918, through the revision of Mackinder\'s theory (2011; 2019; 2022). To achieve this goal, specific literature on the study of the Genocide should be consulted, including works such as Abadjian (2004), Akçam (2004; 2012), Bloxham (2003; 2005; 2010; 2011), Dadrian (2004; 2008; 2011; 2017), Kévorkian (2011), Kurt (2016; 2018); Morgenthau (2010); Sapsezian (2010), Toynbee (1917, 2003), among others. With this in mind, we hope to address the following issue: does the Armenian Genocide have a geographic dimension of analysis, which is linked to the dialectic between land power and sea power – according to Mackinder\'s theory? How was this orchestrated and put into practice, as well as what were the geographic, social, and economic consequences in Armenia? The causes of the Genocide are complex, as the Ottoman Empire was in political decline, disintegrating territorially, and facing territorial and economic pressures from the Great Powers. Furthermore, the leaders of the Ottoman government – the Young Turks – empowered by the nationalist ideology of Pan-Turkism, initiated a series of massacres, confiscations, lootings, and mass deportations of Armenians from their localities. The Ottoman Empire was one of the three major continental land powers of its time, sharing this status only with Germany and Russia, also rivaling and warring with the major maritime power of the time, England. With the fall of the Young Turks in 1918, the government of Mustafa Kemal, the first President of Turkey, continued the genocidal practice against the Armenian people. In this current dissertation, we aim to address these issues from a geopolitical perspective, considering the external and internal factors that originated and structured the Armenian GenocideBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMartin, Andre RobertoBordim Filho, Ricardo José2024-11-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-16072025-120323/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-16T15:17:02Zoai:teses.usp.br:tde-16072025-120323Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-16T15:17:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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O Genocídio Armênio foi um dos episódios mais sombrios da história do século XX. Teve o seu estopim em 24 de abril de 1915, quando o governo prendeu e executou cerca de 250 intelectuais e líderes comunitários armênios em Constantinopla, no Império Otomano. Atingiu seu ápice entre 1915 e 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, e se estendeu até 1923, resultando na morte de aproximadamente 1.5 milhão de armênios. O objetivo desta dissertação é identificar, analisar e sistematizar os fatores geográficos e os processos ideológicos, econômicos e territoriais oriundos da política imperialista das Grandes Potências durante o Genocídio Armênio, abrangendo o período de 1915-1918, a partir da revisão da teoria de Mackinder (2011; 2019; 2022). Para realizar esse objetivo, consultaremos uma bibliografia específica sobre a temática do Genocídio, abordando obras como: Abadjian (2004), Akçam (2004; 2012), Bloxham (2003; 2005; 2010; 2011), Dadrian (2004; 2008; 2011; 2017), Kévorkian (2011), Kurt (2016; 2018); Morgenthau (2010); Sapsezian (2010), Toynbee (1917, 2003), entre outros. Diante do objetivo desta dissertação, esperamos atingir a resolução das seguintes problemáticas: o Genocídio Armênio possui uma dimensão geográfica de análise? Esta dimensão vincula-se à dialética entre o poder terrestre e o poder marítimo – de acordo com a teoria de Mackinder? Como este foi arquitetado e posto em prática, bem como quais foram as consequências geográficas, sociais e econômicas na Armênia? As causas do Genocídio são complexas, uma vez que o Império Otomano estava em declínio político, se desfazendo espacialmente, e enfrentando pressões territoriais e econômicas advindas das Grandes Potências. Além disso, os líderes do governo otomano – os Jovens Turcos – empoderados pela ideologia nacionalista, o panturquismo, iniciaram uma série de massacres, confiscos, espoliações e deportações em massa dos armênios de suas localidades. O Império Otomano compunha um dos três grandes poderes terrestres continentais de sua época, dividindo este posto somente com a Alemanha e a Rússia, rivalizando e guerreando também com a principal Potência marítima da época, a Inglaterra. Com a queda dos Jovens Turcos, em 1918, inicia-se o governo de Mustafá Kemal, primeiro presidente da Turquia, que deu continuidade à prática genocida do povo armênio. Na atual dissertação, espera-se contemplar tais questões, sob uma abordagem geopolítica, levando em consideração os fatores externos e internos que originaram e estruturaram o Genocídio Armênio |
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