Incidência de lesões em atletas profissionais de kickboxing praticantes da modalidade K1
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-01102025-121844/ |
Resumo: | INTRODUÇÃO: O kickboxing é um esporte competitivo, com alta incidência de lesões de contato, sendo escassos, na literatura, trabalhos epidemiológicos de lesões neste esporte. OBJETIVO: Determinar a incidência e fatores associados de lesões musculoesqueléticas em atletas profissionais de kickboxing, praticantes da modalidade K1. MÉTODOS: Cento e dois atletas brasileiros do sexo masculino, com idade entre 18 e 43 anos, federados pela Confederação Brasileira de Kickboxing, na categoria adulta. Os atletas foram avaliados prospectivamente durante 212 lutas entre os anos de 2021 e 2022 e, os dados foram coletados nos eventos da modalidade. Análise descritiva, teste qui-quadrado e a Análise de Correspondência Múltipla foram utilizados. RESULTADOS: Foram identificadas 317 lesões em 212 lutas sendo sua incidência de 180,62 lesões/ atleta/ 1000 minutos de exposição do atleta na luta e 149,52 lesões por 100 lutas. A Contusão (82,33%) foi o diagnóstico mais comum, principalmente nos membros inferiores. Recebendo golpe foi o mecanismo mais frequente e o chute circular o golpe que causou mais lesões, tanto para os atletas que receberam, quanto para os que desferiram o golpe. Traumas na cabeça foram os que mais causaram nocaute e foram desferidos por joelhada e soco cruzado. As lesões leves responderam por 53,5% dos casos e as fraturas tiveram maior morbidade e demandaram maior tempo de tratamento fisioterapêutico. Os menores de 20 anos de idade apresentaram maior incidência de lesão e os mais velhos levaram mais tempo para recuperação. Não houve diferença na quantidade de lesões de acordo com a categoria de peso, porém a incidência foi maior na categoria dos pesados que também carecem de mais tempo de recuperação. Em 25,5% dos combates, o atleta respondeu haver um médico ou fisioterapeuta que o assistia em sua equipe, 27, 4% dos atletas tiveram tratamento médico, 7,9% tratamento fisioterapêutico e 30,6% dos atletas se automedicaram, sendo o anti-inflamatório o relato mais citado (77,9%). CONCLUSÃO: A incidência de lesão em atletas profissionais de kickboxing praticantes da modalidade K1 é alta e a maioria das lesões foram classificadas como leves. A contusão dos membros inferiores foi a lesão mais frequente e o chute circular o golpe mais relacionado à lesão. Existe carência de recursos pela ausência de uma equipe médica e fisioterapêutica que assistam de forma integral esses atletas. Espera-se que os resultados atuais possam melhorar a assistência e prevenção das lesões no esporte. |
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Incidência de lesões em atletas profissionais de kickboxing praticantes da modalidade K1Incidence of injuries in professional kickboxing athletes practicing the K1 modalityArtes marciaisEpidemiologiaEpidemiologyFisioterapiaLesões esportivasMartial artsPhysiotherapySports injuriesINTRODUÇÃO: O kickboxing é um esporte competitivo, com alta incidência de lesões de contato, sendo escassos, na literatura, trabalhos epidemiológicos de lesões neste esporte. OBJETIVO: Determinar a incidência e fatores associados de lesões musculoesqueléticas em atletas profissionais de kickboxing, praticantes da modalidade K1. MÉTODOS: Cento e dois atletas brasileiros do sexo masculino, com idade entre 18 e 43 anos, federados pela Confederação Brasileira de Kickboxing, na categoria adulta. Os atletas foram avaliados prospectivamente durante 212 lutas entre os anos de 2021 e 2022 e, os dados foram coletados nos eventos da modalidade. Análise descritiva, teste qui-quadrado e a Análise de Correspondência Múltipla foram utilizados. RESULTADOS: Foram identificadas 317 lesões em 212 lutas sendo sua incidência de 180,62 lesões/ atleta/ 1000 minutos de exposição do atleta na luta e 149,52 lesões por 100 lutas. A Contusão (82,33%) foi o diagnóstico mais comum, principalmente nos membros inferiores. Recebendo golpe foi o mecanismo mais frequente e o chute circular o golpe que causou mais lesões, tanto para os atletas que receberam, quanto para os que desferiram o golpe. Traumas na cabeça foram os que mais causaram nocaute e foram desferidos por joelhada e soco cruzado. As lesões leves responderam por 53,5% dos casos e as fraturas tiveram maior morbidade e demandaram maior tempo de tratamento fisioterapêutico. Os menores de 20 anos de idade apresentaram maior incidência de lesão e os mais velhos levaram mais tempo para recuperação. Não houve diferença na quantidade de lesões de acordo com a categoria de peso, porém a incidência foi maior na categoria dos pesados que também carecem de mais tempo de recuperação. Em 25,5% dos combates, o atleta respondeu haver um médico ou fisioterapeuta que o assistia em sua equipe, 27, 4% dos atletas tiveram tratamento médico, 7,9% tratamento fisioterapêutico e 30,6% dos atletas se automedicaram, sendo o anti-inflamatório o relato mais citado (77,9%). CONCLUSÃO: A incidência de lesão em atletas profissionais de kickboxing praticantes da modalidade K1 é alta e a maioria das lesões foram classificadas como leves. A contusão dos membros inferiores foi a lesão mais frequente e o chute circular o golpe mais relacionado à lesão. Existe carência de recursos pela ausência de uma equipe médica e fisioterapêutica que assistam de forma integral esses atletas. Espera-se que os resultados atuais possam melhorar a assistência e prevenção das lesões no esporte.INTRODUCTION: Kickboxing is a competitive sport with a high incidence of contact injuries, and there is a scarcity of epidemiological studies on injuries in this sport. OBJECTIVE: To determine the incidence and associated factors of musculoskeletal injuries in professional kickboxing athletes practicing the K1 modality. METHODS: One hundred and two Brazilian male athletes, aged between 18 and 43 years, registered with the Brazilian Kickboxing Confederation in the adult category, were prospectively evaluated during 212 fights between 2021 and 2022, with data collected during the modalitys events. Descriptive analysis, chi-square test, and Multiple Correspondence Analysis were used. RESULTS: A total of 317 injuries were identified in 212 fights, with an incidence of 180.62 injuries/athlete/1000 minutes of athlete exposure during the fight and 149.52 injuries per 100 fights. Contusion (82.33%) was the most common diagnosis, primarily in the lower limbs. Receiving a blow was the most frequent mechanism, and the roundhouse kick was the strike that caused the most injuries, both for the athletes receiving and delivering the blow. Head trauma was the most frequent cause of knockouts, delivered by knee strikes and hooks. Mild injuries accounted for 53.5% of cases, and fractures had the highest morbidity, requiring the longest physiotherapeutic treatment. Athletes under 20 years old had a higher injury incidence, and older athletes took longer to recover. There was no difference in the number of injuries according to weight category; however, the incidence was higher in the heavyweight category, which also required longer recovery times. In 25.5% of the fights, athletes reported having a doctor or physiotherapist on their team, 27.4% received medical treatment, 7.9% received physiotherapy treatment, and 30.6% self- medicated, with anti-inflammatory drugs being the most cited (77.9%). CONCLUSION: The incidence of injuries in professional kickboxing athletes practicing the K1 modality is high, and most injuries were classified as mild. Lower limb contusions were the most frequent injury, and the roundhouse kick was the strike most associated with injury. There is a lack of resources due to the absence of a comprehensive medical and physiotherapy team to fully assist these athletes. It is hoped that the current results can improve injury assistance and prevention in the sport.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPAlonso, Angelica CastilhoSilva, Alexandre Sabbag da2025-03-26info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5160/tde-01102025-121844/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-01T15:54:01Zoai:teses.usp.br:tde-01102025-121844Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-01T15:54:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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