Open Finance e os desafios da autorregulação assistida
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-23102024-172437/ |
Resumo: | Este trabalho tem como objetivo principal compreender se a forma como a regulação do Open Finance brasileiro está sendo estruturada se mostra compatível ou não com os seus objetivos listados no artigo 3o da Resolução Conjunta BCB/CMN no 1, de 4 de maio de 2020. Nesse sentido, para que fosse possível responder ao problema de pesquisa posto, esta dissertação analisou, em seu primeiro capítulo, questões preliminares necessárias à compreensão da regulação do Open Finance, tal como a composição e o escopo do Sitema Financeiro Nacional, já que o Open Finance é uma sistemática que se insere no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. No segundo capítulo desta dissertação, por outro lado, dada a escassez de doutrina sobre a regulação do Open Finance, o estudo focou numa profunda análise da regulação normativo-jurídica aplicável ao Open Finance, tanto de atos normativos editados pelos reguladores públicos, quanto de instrumentos jurídicos editados pela estrutura responsável pela governança (privada) do Open Finance. Finalmente, no terceiro e último capítulo, além de se ter realizado uma breve explicação, com base doutrinária, sobre a noção de escolhas e boas práticas regulatórias, analisei, em específico, uma escolha regulatória e duas características do Open Finance brasileiro para, confrontando-as com os objetivos delineados no artigo 3o, vislumbrar a sua aderência aos objetivos que devem pautar a sistemática do Open Finance brasileiro. Assim, tendo como fundamento as diversas escolhas questionáveis em pontos da estruturação do Open Finance, em especial a falta de transparência das decisões tomadas no âmbito da estrutura de governança privada do Open Finance, e as conclusões parciais sobre a incompatibilidade de aspectos fixados pela regulação em relação aos três pontos analisados em específico, cheguei à conclusão geral de que a forma por meio da qual a regulação do Open Finance brasileiro está sendo estruturada não se mostra inteiramente compatível com os objetivos listados no artigo 3o da Resolução Conjunta BCB/CMN no 1, de 4 de maio de 2020, sobretudo a promoção à concorrência e o aumento da eficiência do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro. |
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No segundo capítulo desta dissertação, por outro lado, dada a escassez de doutrina sobre a regulação do Open Finance, o estudo focou numa profunda análise da regulação normativo-jurídica aplicável ao Open Finance, tanto de atos normativos editados pelos reguladores públicos, quanto de instrumentos jurídicos editados pela estrutura responsável pela governança (privada) do Open Finance. Finalmente, no terceiro e último capítulo, além de se ter realizado uma breve explicação, com base doutrinária, sobre a noção de escolhas e boas práticas regulatórias, analisei, em específico, uma escolha regulatória e duas características do Open Finance brasileiro para, confrontando-as com os objetivos delineados no artigo 3o, vislumbrar a sua aderência aos objetivos que devem pautar a sistemática do Open Finance brasileiro. Assim, tendo como fundamento as diversas escolhas questionáveis em pontos da estruturação do Open Finance, em especial a falta de transparência das decisões tomadas no âmbito da estrutura de governança privada do Open Finance, e as conclusões parciais sobre a incompatibilidade de aspectos fixados pela regulação em relação aos três pontos analisados em específico, cheguei à conclusão geral de que a forma por meio da qual a regulação do Open Finance brasileiro está sendo estruturada não se mostra inteiramente compatível com os objetivos listados no artigo 3o da Resolução Conjunta BCB/CMN no 1, de 4 de maio de 2020, sobretudo a promoção à concorrência e o aumento da eficiência do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro.This essay has as its main objective to comprehend if the way the regulation of Open Finance is being structured is aligned with the goals that are set in Article 3 of the Joint Resolution number 1, issued on May 4th of 2020, by the Brazilian Central Bank and the National Monetary Council. Therefore, to answer that question, this dissertation analyzed, in its first chapter, preliminary issues that are needed to fully understand Brazilians Open Finance regulation, such as how the Brazilians national financial system is formed and its scope of operation, since Open Finance is a scheme that is centered within the Brazilians national financial system. In the second chapter of this work, in the other hand, due to the lack of regulatory doctrine on Open Finance, the analysis was concentrated on the legal regulation that applies to the Open Finance system, both of normative acts issued by public regulators and legal tools presented by the private governance structure that is equally part of the Open Finance regulation system. At last, the third chapter of this essay, in addition to having briefly explained, based on the doctrine, the notion of regulatory choices and positive regulatory practices, has also reviewed, considering one regulatory choice and two characteristics from Brazilians Open Finance system, how those three matters relate to the objectives referred in Article 3 of the Joint Resolution number 1. Thus, based on numerous questionable items that pertain to the structure of Brazilians Open Finance, especially the lack of transparency of the decisions that area made within its private governance structure, and also the partial findings that showcase the incompatibility of regulatory aspects pertaining to those three subjects that were assessed, I have reached the final conclusion that the way the regulation of Open Finance is being structured is not entirely aligned with the goals that are set in Article 3 of the Joint Resolution number 1, mainly the requirement to boost competition and improve the effectiveness of Brazilians national financial system and Brazilians payment system.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSchirato, Vitor RheinCarvalho, Beatriz de Sousa Gonçalves2024-08-09info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2134/tde-23102024-172437/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-22T19:23:06Zoai:teses.usp.br:tde-23102024-172437Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-22T19:23:06Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este trabalho tem como objetivo principal compreender se a forma como a regulação do Open Finance brasileiro está sendo estruturada se mostra compatível ou não com os seus objetivos listados no artigo 3o da Resolução Conjunta BCB/CMN no 1, de 4 de maio de 2020. Nesse sentido, para que fosse possível responder ao problema de pesquisa posto, esta dissertação analisou, em seu primeiro capítulo, questões preliminares necessárias à compreensão da regulação do Open Finance, tal como a composição e o escopo do Sitema Financeiro Nacional, já que o Open Finance é uma sistemática que se insere no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. No segundo capítulo desta dissertação, por outro lado, dada a escassez de doutrina sobre a regulação do Open Finance, o estudo focou numa profunda análise da regulação normativo-jurídica aplicável ao Open Finance, tanto de atos normativos editados pelos reguladores públicos, quanto de instrumentos jurídicos editados pela estrutura responsável pela governança (privada) do Open Finance. Finalmente, no terceiro e último capítulo, além de se ter realizado uma breve explicação, com base doutrinária, sobre a noção de escolhas e boas práticas regulatórias, analisei, em específico, uma escolha regulatória e duas características do Open Finance brasileiro para, confrontando-as com os objetivos delineados no artigo 3o, vislumbrar a sua aderência aos objetivos que devem pautar a sistemática do Open Finance brasileiro. Assim, tendo como fundamento as diversas escolhas questionáveis em pontos da estruturação do Open Finance, em especial a falta de transparência das decisões tomadas no âmbito da estrutura de governança privada do Open Finance, e as conclusões parciais sobre a incompatibilidade de aspectos fixados pela regulação em relação aos três pontos analisados em específico, cheguei à conclusão geral de que a forma por meio da qual a regulação do Open Finance brasileiro está sendo estruturada não se mostra inteiramente compatível com os objetivos listados no artigo 3o da Resolução Conjunta BCB/CMN no 1, de 4 de maio de 2020, sobretudo a promoção à concorrência e o aumento da eficiência do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro. |
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