Open Finance Brasil: o modelo de autorregulação assistida e seus impactos nos objetivos da política regulatória
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-152312/ |
Resumo: | No Brasil, a adoção do Open Finance ou Sistema Financeiro Aberto consiste em uma intervenção regulatória para o compartilhamento seguro de dados, a partir do consentimento do usuário, no âmbito do sistema financeiro, com objetivos relacionados à promoção da concorrência e da inovação no setor, bem como ao aumento da cidadania financeira e à maior eficiência do Sistema Financeiro Nacional. Considerando que o modelo brasileiro optou pela estratégia de autorregulação assistida, o trabalho analisa o desenho institucional da política, com foco na estrutura de governança, a fim de responder se a participação dos agentes privados pode gerar implicações nos resultados pretendidos. A pesquisa é desenvolvida a partir do método hipotético-dedutivo, utilizando informações obtidas por meio de pesquisa bibliográfica, fontes de dados primárias e secundárias, análise de atos normativos e de documentos elaborados por autoridades estatais, produzindo resultados qualitativos. A partir da análise da estrutura de governança do Open Finance Brasil, verifica-se uma dinâmica institucional que reproduz assimetrias e desequilíbrios do mercado, ao não garantir a participação equitativa das instituições participantes nas deliberações, independentemente do segmento de atuação ou do poder econômico. O arranjo decisório vigente confere maior poder de participação às instituições incumbentes, comprometendo a representatividade e a pluralidade necessárias à legitimidade do processo autorregulatório, além de ampliar riscos relacionados à captura regulatória e a conflitos de interesses. Assim, ainda que o modelo de autorregulação assistida possa ser favorável sob a ótica da redução de custos e do aumento da eficiência na implementação e operação do Open Finance, a forma definida para a participação das instituições privadas na estrutura de governança limita o potencial de sucesso da estratégia regulatória sobretudo, com relação aos objetivos de aumento da concorrência e da inovação. |
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Open Finance Brasil: o modelo de autorregulação assistida e seus impactos nos objetivos da política regulatóriaOpen Finance Brazil: assisted self-regulation model and its impacts on regulatory policy aims.concorrênciaestrutura de governançagovernance structure; competition.Open Banking; regulação,autorregulação assistidaOpen FinanceOpen Finance. Open Financial System. Open Banking. regulation. assisted self-regulationSistema Financeiro AbertoNo Brasil, a adoção do Open Finance ou Sistema Financeiro Aberto consiste em uma intervenção regulatória para o compartilhamento seguro de dados, a partir do consentimento do usuário, no âmbito do sistema financeiro, com objetivos relacionados à promoção da concorrência e da inovação no setor, bem como ao aumento da cidadania financeira e à maior eficiência do Sistema Financeiro Nacional. Considerando que o modelo brasileiro optou pela estratégia de autorregulação assistida, o trabalho analisa o desenho institucional da política, com foco na estrutura de governança, a fim de responder se a participação dos agentes privados pode gerar implicações nos resultados pretendidos. A pesquisa é desenvolvida a partir do método hipotético-dedutivo, utilizando informações obtidas por meio de pesquisa bibliográfica, fontes de dados primárias e secundárias, análise de atos normativos e de documentos elaborados por autoridades estatais, produzindo resultados qualitativos. A partir da análise da estrutura de governança do Open Finance Brasil, verifica-se uma dinâmica institucional que reproduz assimetrias e desequilíbrios do mercado, ao não garantir a participação equitativa das instituições participantes nas deliberações, independentemente do segmento de atuação ou do poder econômico. O arranjo decisório vigente confere maior poder de participação às instituições incumbentes, comprometendo a representatividade e a pluralidade necessárias à legitimidade do processo autorregulatório, além de ampliar riscos relacionados à captura regulatória e a conflitos de interesses. Assim, ainda que o modelo de autorregulação assistida possa ser favorável sob a ótica da redução de custos e do aumento da eficiência na implementação e operação do Open Finance, a forma definida para a participação das instituições privadas na estrutura de governança limita o potencial de sucesso da estratégia regulatória sobretudo, com relação aos objetivos de aumento da concorrência e da inovação.In Brazil, the adoption of Open Finance, or Open Financial System, constitutes a regulatory intervention aimed at the secure sharing of data, based on user consent, within the financial system. The initiative is associated with objectives such as fostering competition and innovation in the sector, promoting financial literacy, and enhancing the efficiency of the National Financial System. Considering that the Brazilian model opted for an assisted self-regulation strategy, this study analyzes the institutional design of the policy, with a focus on its governance structure, to assess whether the involvement of private actors may entail implications for the intended outcomes. The research follows a hypothetical-deductive method, based on bibliographic research, primary and secondary data sources, analysis of normative acts, and official documents produced by governmental authorities, resulting in qualitative findings. The study of the governance structure of Open Finance Brazil reveals an institutional dynamic that reproduces market asymmetries and imbalances by failing to ensure equitable participation of the involved institutions in decision-making processes, regardless of their segment of operation or economic power. The current governance arrangement grants greater decision-making power to incumbent institutions, thereby undermining the representativeness and plurality required for the legitimacy of the self-regulatory process, while also increasing the risks associated with regulatory capture and conflicts of interest. Therefore, although the assisted self-regulation model may offer advantages in terms of cost reduction and improved efficiency in the implementation and operation of Open Finance, the definition of private sector participation within the governance structure limits the strategys potential for success, particularly regarding the aims of enhancing competition and innovation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDomingues, Juliana OliveiraSolla, Kaira Regiani2025-08-21info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/107/107131/tde-28112025-152312/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-18T14:34:02Zoai:teses.usp.br:tde-28112025-152312Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-18T14:34:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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