Mulheres negras na educação de jovens e adultos: escolarização para alongar a vida
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-23072025-082154/ |
Resumo: | A pesquisa Mulheres Negras na Educação de Jovens e Adultos: escolarização para alongar a vida, desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da USP, teve como objetivo fundamental mapear as histórias escolares de mulheres negras que cursem ou tenham cursado a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Através do levantamento de documentos oficiais com foco nessa modalidade de ensino e nas entrevistas com roteiro semiestruturado, buscou-se uma melhor compreensão dos processos de escolarização da população negra, tendo como marco temporal a Constituição de 1988. A partir do cruzamento entre a presença ou ausência de políticas públicas que contemplem a população negra na EJA e as trajetórias de vida escolar das mulheres entrevistadas pretendeu-se ampliar a compreensão sobre o acesso e a permanência da população negra na educação formal ofertada no Brasil. O recorte de gênero e raça fez uma escolha que considera os dados produzidos acerca dos marcadores sociais que se destacam na sociedade brasileira e que apontam as mulheres negras na base da pirâmide socioeconômica brasileira. A pesquisa permitiu observar que a função equalizadora da EJA ainda carece de maior consideração na realização das políticas educacionais, na medida em que ela permite acolher a complexidade do público que acessa a modalidade. No que se refere especialmente às mulheres negras, esse grupo permanece buscando a educação de Jovens e Adultos, a despeito da oferta de EJA não atender às suas demandas específicas. E ao fazê-lo, as mulheres negras ampliam os sentidos da escolarização para além da qualificação para o mercado de trabalho. Acrescentam à condição de mulher negra o lugar de portadoras de um direito que tem sido sistematicamente negado à população negra. A pesquisa dialoga com as reflexões em torno das condições de vida das mulheres negras a partir Lélia Gonzalez (2020), Sueli Carneiro (2011, 2023), Patricia Hill Collins (2016), Kimberlé Crenshaw (2002). |
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Mulheres negras na educação de jovens e adultos: escolarização para alongar a vidaBlack Women in Youth and Adult Education: Schooling to Prolong LifeBlack WomenEducação de Jovens e Adultos (EJA)Mulheres NegrasPolíticas Públicas EducacionaisPublic Educational PoliciesYouth and Adult Education (EJA)A pesquisa Mulheres Negras na Educação de Jovens e Adultos: escolarização para alongar a vida, desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Educação da Faculdade de Educação da USP, teve como objetivo fundamental mapear as histórias escolares de mulheres negras que cursem ou tenham cursado a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Através do levantamento de documentos oficiais com foco nessa modalidade de ensino e nas entrevistas com roteiro semiestruturado, buscou-se uma melhor compreensão dos processos de escolarização da população negra, tendo como marco temporal a Constituição de 1988. A partir do cruzamento entre a presença ou ausência de políticas públicas que contemplem a população negra na EJA e as trajetórias de vida escolar das mulheres entrevistadas pretendeu-se ampliar a compreensão sobre o acesso e a permanência da população negra na educação formal ofertada no Brasil. O recorte de gênero e raça fez uma escolha que considera os dados produzidos acerca dos marcadores sociais que se destacam na sociedade brasileira e que apontam as mulheres negras na base da pirâmide socioeconômica brasileira. A pesquisa permitiu observar que a função equalizadora da EJA ainda carece de maior consideração na realização das políticas educacionais, na medida em que ela permite acolher a complexidade do público que acessa a modalidade. No que se refere especialmente às mulheres negras, esse grupo permanece buscando a educação de Jovens e Adultos, a despeito da oferta de EJA não atender às suas demandas específicas. E ao fazê-lo, as mulheres negras ampliam os sentidos da escolarização para além da qualificação para o mercado de trabalho. Acrescentam à condição de mulher negra o lugar de portadoras de um direito que tem sido sistematicamente negado à população negra. A pesquisa dialoga com as reflexões em torno das condições de vida das mulheres negras a partir Lélia Gonzalez (2020), Sueli Carneiro (2011, 2023), Patricia Hill Collins (2016), Kimberlé Crenshaw (2002).The research Black Women in Youth and Adult Education: Schooling to Prolong Life, developed within the Graduate Program in Education at the School of Education of the University of São Paulo (USP), aimed primarily to map the school trajectories of Black women who are or have been enrolled in Youth and Adult Education (EJA). Through the analysis of official documents focusing on this educational modality and through semi-structured interviews, the study sought to gain a deeper understanding of the schooling processes of the Black population, taking the 1988 Brazilian Constitution as its temporal framework. By crossreferencing the presence or absence of public policies addressing the inclusion of the Black population in EJA with the educational life paths of the interviewed women, the research aimed to broaden the understanding of access to and retention in formal education offered in Brazil. The intersectional lens of gender and race was a deliberate choice, considering data on the social markers that prevail in Brazilian society and place Black women at the base of the socioeconomic pyramid. The research revealed that the equalizing function of EJA still lacks due consideration in the formulation of educational policies, even though this modality has the potential to address the complex realities of its target audience. Regarding Black women in particular, this group continues to seek Youth and Adult Education even though EJA provision does not fully meet their specific needs. In doing so, Black women expand the meaning of schooling beyond mere qualification for the labor market: they affirm, in their condition as Black women, their rightful claim to an entitlement that has been systematically denied to the Black population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Rosenilton Silva deMendonça, Marcela Paula de2025-04-25info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48137/tde-23072025-082154/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-25T17:15:02Zoai:teses.usp.br:tde-23072025-082154Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-25T17:15:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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