Participação dos fatores de crescimento de fibroblastos (FGF-21 e FGF-23) e klotho na fragilidade e cognição do paciente idoso com doença renal crônica
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-28092021-102847/ |
Resumo: | Introdução: Há um aumento do número de idosos com doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador e em diálise. Pacientes com DRC possuem maior prevalência de maior declínio cognitivo e de fragilidade. O fenótipo de fragilidade segundo Linda Fried é definido como a presença de pelo menos três critérios que incluem perda de peso não intencional, fraqueza, exaustão, redução da velocidade de marcha e/ou sedentarismo. Fragilidade e declínio cognitivo estão relacionadas a maior mortalidade, hospitalização e pior qualidade de vida. Especula-se o envolvimento do klotho e fatores de crescimento de fibroblastos 21 e 23 (FGF-23 e FGF-21) na fisiopatologia da fragilidade e cognição. Objetivos: Avaliar a associação de FGF-21, FGF-23 e klotho tanto com fragilidade quanto com cognição em pacientes idosos com DRC. Métodos: O estudo é do tipo corte transversal e observacional. Pacientes estáveis em acompanhamento ambulatorial, com DRC estádio 4 ou 5 em tratamento conservador, com idade 65 anos foram incluídos. Todos os pacientes foram submetidos à avaliação de cognição pela escala Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e da fragilidade pelos critérios de Linda Fried. Adicionalmente foi avaliado o risco de depressão pela escala Geriatric Depression Scale GDS-15, comorbidades pelo Índice de Comorbidade de Charlson (ICC), exames laboratoriais de rotina e tomografia de crânio sem contraste. FGF-23, FGF-21 e klotho foram analisados de acordo com técnica padrão ao final do estudo. Tomografia foi realizada somente para exclusão de lesões isquêmicas ou tumorais. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes (66,7% do sexo masculino, idade 80,6 ± 7,2 anos, 49,3% com diabetes melitus). A prevalência da fragilidade foi de 51,3% e pré-fragilidade foi de 47,3%. A população frágil quando comparada à pré-frágil era em sua maioria do sexo feminino, mais velha, com valores pressóricos mais baixos, passava tempo mais longo sentada ao longo do dia, era mais sedentária e com menor grau de escolaridade. Além disso, estes pacientes tinham maior prevalência de hipertensão e diabetes. Os escores de depressão se correlacionaram diretamente com FGF-23 e negativamente com klotho. A cognição estava alterada em todos os pacientes. Aqueles com valores piores (abaixo da mediana do MoCA) eram mais velhos, com menor pressão arterial sistólica e menor fósforo sérico. Fragilidade e declínio cognitivo se associaram, sendo a maior parte dos pacientes considerados frágeis os que pontuaram abaixo da mediana com a escala MoCA. Os domínios linguagem e nomeação foram os mais prejudicados entre pacientes frágeis. Não foi encontrada diferença na concentração de FGF-23 e klotho para diferenciar pacientes frágeis e pacientes com deficiência cognitiva. Conclusão: Foi identificada alta prevalência de fragilidade e declínio cognitivo entre pacientes idosos com DRC. O FGF-21 se mostrou um marcador de fragilidade nesta população. FGF-23 e klotho não tiveram relação com fragilidade ou cognição, mas foram associados com risco de depressão. |
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Participação dos fatores de crescimento de fibroblastos (FGF-21 e FGF-23) e klotho na fragilidade e cognição do paciente idoso com doença renal crônicaParticipation of fibroblast growth factors 21 and 23 (FGF-21 and FGF-23) and klotho on the fragility and cognition of elderly patients with chronic kidney diseaseChronic kidney diseaseCogniçãoCognitionDoença renal crônicaElderlyFragilidadeFrailtyIdosoIntrodução: Há um aumento do número de idosos com doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador e em diálise. Pacientes com DRC possuem maior prevalência de maior declínio cognitivo e de fragilidade. O fenótipo de fragilidade segundo Linda Fried é definido como a presença de pelo menos três critérios que incluem perda de peso não intencional, fraqueza, exaustão, redução da velocidade de marcha e/ou sedentarismo. Fragilidade e declínio cognitivo estão relacionadas a maior mortalidade, hospitalização e pior qualidade de vida. Especula-se o envolvimento do klotho e fatores de crescimento de fibroblastos 21 e 23 (FGF-23 e FGF-21) na fisiopatologia da fragilidade e cognição. Objetivos: Avaliar a associação de FGF-21, FGF-23 e klotho tanto com fragilidade quanto com cognição em pacientes idosos com DRC. Métodos: O estudo é do tipo corte transversal e observacional. Pacientes estáveis em acompanhamento ambulatorial, com DRC estádio 4 ou 5 em tratamento conservador, com idade 65 anos foram incluídos. Todos os pacientes foram submetidos à avaliação de cognição pela escala Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e da fragilidade pelos critérios de Linda Fried. Adicionalmente foi avaliado o risco de depressão pela escala Geriatric Depression Scale GDS-15, comorbidades pelo Índice de Comorbidade de Charlson (ICC), exames laboratoriais de rotina e tomografia de crânio sem contraste. FGF-23, FGF-21 e klotho foram analisados de acordo com técnica padrão ao final do estudo. Tomografia foi realizada somente para exclusão de lesões isquêmicas ou tumorais. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes (66,7% do sexo masculino, idade 80,6 ± 7,2 anos, 49,3% com diabetes melitus). A prevalência da fragilidade foi de 51,3% e pré-fragilidade foi de 47,3%. A população frágil quando comparada à pré-frágil era em sua maioria do sexo feminino, mais velha, com valores pressóricos mais baixos, passava tempo mais longo sentada ao longo do dia, era mais sedentária e com menor grau de escolaridade. Além disso, estes pacientes tinham maior prevalência de hipertensão e diabetes. Os escores de depressão se correlacionaram diretamente com FGF-23 e negativamente com klotho. A cognição estava alterada em todos os pacientes. Aqueles com valores piores (abaixo da mediana do MoCA) eram mais velhos, com menor pressão arterial sistólica e menor fósforo sérico. Fragilidade e declínio cognitivo se associaram, sendo a maior parte dos pacientes considerados frágeis os que pontuaram abaixo da mediana com a escala MoCA. Os domínios linguagem e nomeação foram os mais prejudicados entre pacientes frágeis. Não foi encontrada diferença na concentração de FGF-23 e klotho para diferenciar pacientes frágeis e pacientes com deficiência cognitiva. Conclusão: Foi identificada alta prevalência de fragilidade e declínio cognitivo entre pacientes idosos com DRC. O FGF-21 se mostrou um marcador de fragilidade nesta população. FGF-23 e klotho não tiveram relação com fragilidade ou cognição, mas foram associados com risco de depressão.Introduction: There has been an increase in the number of elderly people with chronic kidney disease (CKD) in conservative management and on dialysis. Patients with CKD present a high prevalence of frailty and also cognitive deficit. The frailty phenotype according to Linda Fried is defined as the presence of at least three criteria that include unintentional weight loss, weakness, exhaustion, reduced walking speed and / or low physical activity level. Frailty and cognition deficit lead to higher mortality, hospitalization, and worse quality of life. It has been speculated that klotho and fibroblast growth factors 21 and 23 (FGF-21 and FGF-23) play a role in pathophysiology of frailty and cognition deficit. Objectives: To evaluate the association of FGF21, FGF-23, and klotho with both frailty and cognition deficit in elderly patients with CKD. Methods: This is a cross-sectional and observational study. Stable patients > 65 years old, with stages 4 or 5 CKD not on dialysis were included. Cognition was assessed by the Montreal Cognitive Assessment (MoCA) scale and frailty according to Linda Fried\'s criteria. In addition, we have evaluated the risk of depression using the Geriatric Depression Scale GDS-15, comorbidities using the Charlson Comorbidity Index (ICC), routine laboratory tests, and non-contrast skull tomography. FGF-21, FGF-23, and klotho were measured according to standard techniques at the end of the study enrolment. Tomography was performed only to exclude ischemic areas or tumors. Results: 75 patients were included (aged 80.6 ± 7.2 years, 66.7% male, 49.3% with diabetes mellitus). The prevalence of frailty was 51.3% and pre-frailty was 47.3%. Only one patient was classified as robust. The fragile population, when compared to the prefrail, was older, mostly female, with lower diastolic blood pressure, spent a long time sitting throughout the day, was more sedentary, and had less education. In addition, these patients have a higher prevalence of hypertension and diabetes. Depression scores correlated directly with FGF23 and negatively with klotho values. Cognition was impaired in all patients. Those with worse values (below the median of MoCA) were older, with lower systolic blood pressure and lower serum phosphorus. Fragility and cognitive deficit were associated with each other, with the majority of patients considered fragile scoring below the median with a MoCA scale. Language and nomination were the most impaired element among frail patients. We found no difference between the concentration of FGF-23 and klotho when considering fragility and cognition. Conclusion: We have identified a high prevalence of frailty and cognitive decline among elderly patients with CKD. FGF-21 configured as a marker of frailty in this population. FGF-23 and klotho concentrations were not related to frailty or cognition but were associated with depression scores.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPElias, Rosilene MottaVeloso, Mariana Pigozzi2021-05-20info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5148/tde-28092021-102847/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2021-09-28T17:26:02Zoai:teses.usp.br:tde-28092021-102847Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212021-09-28T17:26:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Há um aumento do número de idosos com doença renal crônica (DRC) em tratamento conservador e em diálise. Pacientes com DRC possuem maior prevalência de maior declínio cognitivo e de fragilidade. O fenótipo de fragilidade segundo Linda Fried é definido como a presença de pelo menos três critérios que incluem perda de peso não intencional, fraqueza, exaustão, redução da velocidade de marcha e/ou sedentarismo. Fragilidade e declínio cognitivo estão relacionadas a maior mortalidade, hospitalização e pior qualidade de vida. Especula-se o envolvimento do klotho e fatores de crescimento de fibroblastos 21 e 23 (FGF-23 e FGF-21) na fisiopatologia da fragilidade e cognição. Objetivos: Avaliar a associação de FGF-21, FGF-23 e klotho tanto com fragilidade quanto com cognição em pacientes idosos com DRC. Métodos: O estudo é do tipo corte transversal e observacional. Pacientes estáveis em acompanhamento ambulatorial, com DRC estádio 4 ou 5 em tratamento conservador, com idade 65 anos foram incluídos. Todos os pacientes foram submetidos à avaliação de cognição pela escala Montreal Cognitive Assessment (MoCA) e da fragilidade pelos critérios de Linda Fried. Adicionalmente foi avaliado o risco de depressão pela escala Geriatric Depression Scale GDS-15, comorbidades pelo Índice de Comorbidade de Charlson (ICC), exames laboratoriais de rotina e tomografia de crânio sem contraste. FGF-23, FGF-21 e klotho foram analisados de acordo com técnica padrão ao final do estudo. Tomografia foi realizada somente para exclusão de lesões isquêmicas ou tumorais. Resultados: Foram incluídos 75 pacientes (66,7% do sexo masculino, idade 80,6 ± 7,2 anos, 49,3% com diabetes melitus). A prevalência da fragilidade foi de 51,3% e pré-fragilidade foi de 47,3%. A população frágil quando comparada à pré-frágil era em sua maioria do sexo feminino, mais velha, com valores pressóricos mais baixos, passava tempo mais longo sentada ao longo do dia, era mais sedentária e com menor grau de escolaridade. Além disso, estes pacientes tinham maior prevalência de hipertensão e diabetes. Os escores de depressão se correlacionaram diretamente com FGF-23 e negativamente com klotho. A cognição estava alterada em todos os pacientes. Aqueles com valores piores (abaixo da mediana do MoCA) eram mais velhos, com menor pressão arterial sistólica e menor fósforo sérico. Fragilidade e declínio cognitivo se associaram, sendo a maior parte dos pacientes considerados frágeis os que pontuaram abaixo da mediana com a escala MoCA. Os domínios linguagem e nomeação foram os mais prejudicados entre pacientes frágeis. Não foi encontrada diferença na concentração de FGF-23 e klotho para diferenciar pacientes frágeis e pacientes com deficiência cognitiva. Conclusão: Foi identificada alta prevalência de fragilidade e declínio cognitivo entre pacientes idosos com DRC. O FGF-21 se mostrou um marcador de fragilidade nesta população. FGF-23 e klotho não tiveram relação com fragilidade ou cognição, mas foram associados com risco de depressão. |
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