A paisagem de Manaus a partir de suas águas: ensaios de Infraestrutura Verde para as bacias do Igarapé do Mindu.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-12012026-154416/ |
Resumo: | A expansão urbana desordenada e a exploração intensiva dos recursos naturais têm resultado em cidades insustentáveis, marcadas pela redução de áreas verdes, degradação de rios urbanos, enchentes e aumento das ilhas de calor. Esses desafios são ainda mais críticos em regiões tropicais, como a Amazônia, onde os regimes hidrológicos intensos exigem planejamento integrado entre cidade e natureza. Nesse contexto, Manaus, metrópole inserida na maior bacia hidrográfica do mundo, apresenta uma relação paradoxal com suas águas: enquanto historicamente usufrui dos rios para seu desenvolvimento, ignorou o valor de seus igarapés na paisagem, tratando-os como obstáculos ao seu desenvolvimento, tendo sido aterrados, canalizados ou transformados em depósitos de resíduos. Apesar da degradação, os igarapés ainda representam eixos verdes remanescentes, capazes de reconectar fragmentos florestais, mitigar enchentes e promover qualidade de vida. A pesquisa parte da premissa de que os igarapés urbanos, em especial o igarapé do Mindu, podem desempenhar funções estruturantes da paisagem e atender à necessidades ecológicas, hidrológicas e sociais. Por meio da abordagem Research by Design, propõe-se a leitura da paisagem de Manaus a partir dos conceitos da Infraestrutura Verde, com uma análise em diferentes escalas sobre as bacias do igarapé do Mindu, que sirvam de base para a formulação de diretrizes de Planejamento da Paisagem capazes de promover a reconciliação da cidade com as suas águas. Para isso, parte-se de uma revisão conceitual sobre natureza, paisagem e infraestrutura verde, com o intuito de fundamentar a abordagem metodológica adotada. Em seguida, desenvolve-se uma leitura histórica e reflexiva sobre a relação de Manaus com seus rios, evidenciando como políticas públicas, modelos de urbanização e processos de exclusão moldaram o território. Na sequência, são conduzidos estudos ambientais e morfológicos da bacia do Mindu, em múltiplas escalas, que orientam a formulação de diretrizes voltadas à requalificação da paisagem urbana a partir de seus sistemas hídricos. Ao articular conhecimentos técnicos e interpretações sensíveis do território, a pesquisa pretende contribuir para o fortalecimento de práticas projetuais alinhadas ao contexto amazônico, que compreendam os igarapés como aliados na construção de cidades mais justas, ecológicas e integradas à natureza. |
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A paisagem de Manaus a partir de suas águas: ensaios de Infraestrutura Verde para as bacias do Igarapé do Mindu.The landscape of Manaus through Its Waters: Green Infrastructure Essays for the Igarapé do Mindu WatershedsAmazonAmazôniaGreen InfrastructureIgarapé do MinduIgarapé do MinduInfraestrutura VerdeLandscapeManausManausPaisagemA expansão urbana desordenada e a exploração intensiva dos recursos naturais têm resultado em cidades insustentáveis, marcadas pela redução de áreas verdes, degradação de rios urbanos, enchentes e aumento das ilhas de calor. Esses desafios são ainda mais críticos em regiões tropicais, como a Amazônia, onde os regimes hidrológicos intensos exigem planejamento integrado entre cidade e natureza. Nesse contexto, Manaus, metrópole inserida na maior bacia hidrográfica do mundo, apresenta uma relação paradoxal com suas águas: enquanto historicamente usufrui dos rios para seu desenvolvimento, ignorou o valor de seus igarapés na paisagem, tratando-os como obstáculos ao seu desenvolvimento, tendo sido aterrados, canalizados ou transformados em depósitos de resíduos. Apesar da degradação, os igarapés ainda representam eixos verdes remanescentes, capazes de reconectar fragmentos florestais, mitigar enchentes e promover qualidade de vida. A pesquisa parte da premissa de que os igarapés urbanos, em especial o igarapé do Mindu, podem desempenhar funções estruturantes da paisagem e atender à necessidades ecológicas, hidrológicas e sociais. Por meio da abordagem Research by Design, propõe-se a leitura da paisagem de Manaus a partir dos conceitos da Infraestrutura Verde, com uma análise em diferentes escalas sobre as bacias do igarapé do Mindu, que sirvam de base para a formulação de diretrizes de Planejamento da Paisagem capazes de promover a reconciliação da cidade com as suas águas. Para isso, parte-se de uma revisão conceitual sobre natureza, paisagem e infraestrutura verde, com o intuito de fundamentar a abordagem metodológica adotada. Em seguida, desenvolve-se uma leitura histórica e reflexiva sobre a relação de Manaus com seus rios, evidenciando como políticas públicas, modelos de urbanização e processos de exclusão moldaram o território. Na sequência, são conduzidos estudos ambientais e morfológicos da bacia do Mindu, em múltiplas escalas, que orientam a formulação de diretrizes voltadas à requalificação da paisagem urbana a partir de seus sistemas hídricos. Ao articular conhecimentos técnicos e interpretações sensíveis do território, a pesquisa pretende contribuir para o fortalecimento de práticas projetuais alinhadas ao contexto amazônico, que compreendam os igarapés como aliados na construção de cidades mais justas, ecológicas e integradas à natureza.The disordered urban expansion and the intensive exploitation of natural resources have resulted in unsustainable cities, marked by the reduction of green areas, degradation of urban rivers, flooding, and the intensification of urban heat islands. These challenges are even more critical in tropical regions, such as the Amazon, where intense hydrological regimes demand integrated planning between city and nature. In this context, Manaus, a metropolis located in the largest hydrographic basin in the world, presents a paradoxical relationship with its waters: while it has historically relied on rivers for its development, it has neglected the value of its igarapés within the landscape, treating them as obstacles to progress, having been buried, canalized, or turned into waste deposits. Despite the degradation, igarapés still represent remnant green corridors capable of reconnecting forest fragments, mitigating floods, and promoting quality of life. This research starts from the premise that urban igarapés, especially the Igarapé do Mindu, can play structuring roles in the landscape and respond to ecological, hydrological, and social needs. Through the Research by Design approach, this study proposes analyzing Manaus\' landscape based on the principles of Green Infrastructure, with a multi-scale analysis of the Mindu basin that serves as a foundation for developing Landscape Planning guidelines capable of promoting the city\'s reconciliation with its waters. The study begins with a conceptual review of nature, landscape, and green infrastructure, aiming to support the methodological approach. It then develops a historical and reflective reading of Manaus\'s relationship with its rivers, highlighting how public policies, urbanization models, and exclusion processes have shaped the territory. Subsequently, environmental and morphological studies of the Mindu basin are conducted, at multiple scales, guiding the formulation of landscape requalification strategies based on its hydrological systems. By articulating technical knowledge and sensitive territorial interpretations, this research aims to contribute to the strengthening of design practices aligned with the Amazonian context, recognizing the igarapés as allies in the construction of more just, ecological, and nature-integrated cities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPPellegrino, Paulo Renato MesquitaPontes, Daniel Lins Falcone2025-09-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16135/tde-12012026-154416/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-13T15:33:02Zoai:teses.usp.br:tde-12012026-154416Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-13T15:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A expansão urbana desordenada e a exploração intensiva dos recursos naturais têm resultado em cidades insustentáveis, marcadas pela redução de áreas verdes, degradação de rios urbanos, enchentes e aumento das ilhas de calor. Esses desafios são ainda mais críticos em regiões tropicais, como a Amazônia, onde os regimes hidrológicos intensos exigem planejamento integrado entre cidade e natureza. Nesse contexto, Manaus, metrópole inserida na maior bacia hidrográfica do mundo, apresenta uma relação paradoxal com suas águas: enquanto historicamente usufrui dos rios para seu desenvolvimento, ignorou o valor de seus igarapés na paisagem, tratando-os como obstáculos ao seu desenvolvimento, tendo sido aterrados, canalizados ou transformados em depósitos de resíduos. Apesar da degradação, os igarapés ainda representam eixos verdes remanescentes, capazes de reconectar fragmentos florestais, mitigar enchentes e promover qualidade de vida. A pesquisa parte da premissa de que os igarapés urbanos, em especial o igarapé do Mindu, podem desempenhar funções estruturantes da paisagem e atender à necessidades ecológicas, hidrológicas e sociais. Por meio da abordagem Research by Design, propõe-se a leitura da paisagem de Manaus a partir dos conceitos da Infraestrutura Verde, com uma análise em diferentes escalas sobre as bacias do igarapé do Mindu, que sirvam de base para a formulação de diretrizes de Planejamento da Paisagem capazes de promover a reconciliação da cidade com as suas águas. Para isso, parte-se de uma revisão conceitual sobre natureza, paisagem e infraestrutura verde, com o intuito de fundamentar a abordagem metodológica adotada. Em seguida, desenvolve-se uma leitura histórica e reflexiva sobre a relação de Manaus com seus rios, evidenciando como políticas públicas, modelos de urbanização e processos de exclusão moldaram o território. Na sequência, são conduzidos estudos ambientais e morfológicos da bacia do Mindu, em múltiplas escalas, que orientam a formulação de diretrizes voltadas à requalificação da paisagem urbana a partir de seus sistemas hídricos. Ao articular conhecimentos técnicos e interpretações sensíveis do território, a pesquisa pretende contribuir para o fortalecimento de práticas projetuais alinhadas ao contexto amazônico, que compreendam os igarapés como aliados na construção de cidades mais justas, ecológicas e integradas à natureza. |
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