Transferência de anticorpos maternos contra Citomegalovírus e Parvovírus B19 para o recém-nascido pré-termo e perfil imunológico nos primeiros três meses de vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Soares, Jessica de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-120028/
Resumo: OBJETIVOS: avaliar a transferência de anticorpos maternos contra Citomegalovírus (CMV) e Parvovírus B19 (PB19) nos recém-nascidos pré-termo (RNPT), medindo IgM, IgG e PCR para estes vírus no momento do parto e com 30, 60 e 90 dias de vida. Analisar a influência do aleitamento materno na concentração sérica de IgG CMV e IgG PB19 do lactente. MÉTODOS: estudo de coorte prospectivo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, envolvendo 56 gestantes e 73 RNPT. A metodologia incluiu coletas de sangue materno, colostro e sangue do cordão umbilical ao nascimento, seguidas por coleta ambulatorial para avaliação dos níveis de anticorpos IgG no leite materno e de IgM, IgG e PCR séricos dos RNPT durante os primeiros 3 meses de vida. A análise laboratorial das imunoglobulinas foi realizada utilizando-se a técnica ELISA, e as análises estatísticas foram conduzidas utilizando modelos univariados de regressão linear e logística no software Stata®, versão 16.0. RESULTADOS: todas as análises de PCR nas diversas amostras foram negativas para CMV e Parvovírus B19. Para o CMV, não foram encontradas associações significativas nas regressões lineares. Contudo, observou-se uma relação positiva entre os níveis de IgG no leite materno e os níveis séricos de IgG nos lactentes menos prematuros. Para o Parvovírus B19, os níveis séricos de IgG no lactente mostraram associação tanto com os níveis séricos maternos quanto com os níveis de IgG no leite materno, sendo essa associação mais forte nos lactentes menos prematuros. CONCLUSÃO: o estudo demonstrou a transferência passiva de anticorpos para recém-nascidos pré-termo contra Citomegalovírus e Parvovírus B19, influenciada pela idade gestacional, peso de nascimento e aleitamento materno. Nos lactentes menos prematuros, a maior concentração de IgG CMV no leite humano mostrou uma correlação positiva com níveis séricos mais elevados. Para lactentes muito prematuros, o aumento de IgG CMV no leite materno não se refletiu em aumento de IgG sérico. Em relação ao Parvovírus B19, níveis séricos de IgG PB19 no lactente associaram-se significativamente com os níveis séricos maternos e do leite, sendo esta relação mais evidente nos lactentes menos prematuros.
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MÉTODOS: estudo de coorte prospectivo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) e no Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, envolvendo 56 gestantes e 73 RNPT. A metodologia incluiu coletas de sangue materno, colostro e sangue do cordão umbilical ao nascimento, seguidas por coleta ambulatorial para avaliação dos níveis de anticorpos IgG no leite materno e de IgM, IgG e PCR séricos dos RNPT durante os primeiros 3 meses de vida. A análise laboratorial das imunoglobulinas foi realizada utilizando-se a técnica ELISA, e as análises estatísticas foram conduzidas utilizando modelos univariados de regressão linear e logística no software Stata®, versão 16.0. RESULTADOS: todas as análises de PCR nas diversas amostras foram negativas para CMV e Parvovírus B19. Para o CMV, não foram encontradas associações significativas nas regressões lineares. Contudo, observou-se uma relação positiva entre os níveis de IgG no leite materno e os níveis séricos de IgG nos lactentes menos prematuros. Para o Parvovírus B19, os níveis séricos de IgG no lactente mostraram associação tanto com os níveis séricos maternos quanto com os níveis de IgG no leite materno, sendo essa associação mais forte nos lactentes menos prematuros. CONCLUSÃO: o estudo demonstrou a transferência passiva de anticorpos para recém-nascidos pré-termo contra Citomegalovírus e Parvovírus B19, influenciada pela idade gestacional, peso de nascimento e aleitamento materno. Nos lactentes menos prematuros, a maior concentração de IgG CMV no leite humano mostrou uma correlação positiva com níveis séricos mais elevados. Para lactentes muito prematuros, o aumento de IgG CMV no leite materno não se refletiu em aumento de IgG sérico. Em relação ao Parvovírus B19, níveis séricos de IgG PB19 no lactente associaram-se significativamente com os níveis séricos maternos e do leite, sendo esta relação mais evidente nos lactentes menos prematuros.OBJECTIVES: To evaluate the transfer of maternal antibodies against Cytomegalovirus (CMV) and Parvovirus B19 (PB19) in preterm infants, measuring IgM, IgG, and PCR for these viruses at birth and at 30, 60, and 90 days of life. To analyze the influence of breastfeeding on the serum concentrations of IgG CMV and IgG PB19 in infants. METHODS: This is a prospective cohort study conducted at the Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) and the Clinical and Molecular Virology Laboratory of the Institute of Biomedical Sciences of the University of São Paulo (ICB-II), involving 56 pregnant women and 73 preterm infants. Maternal blood, colostrum, and umbilical cord blood were collected at birth, followed by outpatient collections to assess IgG levels in breast milk and IgM, IgG, and PCR in infant serum during the first three months of life. Immunoglobulin analysis was performed using the ELISA technique, and statistical analyses were conducted using univariate linear and logistic regression models in Stata® software, version 16.0. RESULTS: All PCR analyses in various samples were negative for CMV and Parvovirus B19. For CMV, no significant associations were found in the linear regressions. However, a positive relationship was observed between the levels of IgG in breast milk and serum IgG levels in less preterm infants. For Parvovirus B19, infant serum IgG levels were associated with both maternal serum levels and breast milk IgG levels, with this association being stronger in less preterm infants. CONCLUSION: The study demonstrated the passive transfer of antibodies to preterm infants against Cytomegalovirus and Parvovirus B19, influenced by gestational age, birth weight, and breastfeeding. In less preterm infants, higher CMV IgG concentrations in human milk correlated positively with higher serum levels. In very preterm infants, increased CMV IgG in breast milk did not translate into increased serum IgG. Regarding Parvovirus B19, infant serum PB19 IgG levels were significantly associated with maternal serum and breast milk levels, with this relationship being more evident in less preterm infants.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDiniz, Edna Maria de AlbuquerqueSoares, Jessica de Souza2025-11-24info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5141/tde-25032026-120028/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-25T15:07:05Zoai:teses.usp.br:tde-25032026-120028Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-25T15:07:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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