Padrões de ação na infância: explorando relações meio-fim em habilidades manipulativas
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-21102024-200211/ |
Resumo: | No desenvolvimento das ações manuais, sabe-se que inicialmente os indivíduos realizam padrões de preensão palmar e movimentos extrínsecos e, gradativamente, passam a realizar padrões de preensão digital e movimentos intrínsecos, permitindo maior mobilidade e precisão no manuseio do objeto. Contudo, essas mudanças estão relacionadas as propriedades do objeto e da tarefa, por isso, para realizar determinadas tarefas o padrão palmar e/ou os movimentos extrínsecos permanecem sendo utilizados. Se torna evidente, portanto, que a compreensão de uma relação entre meio (padrão e estratégia a ser realizado) e fim (objetivo da tarefa) é um aspecto fulcral para que o indivíduo apresente êxito na realização de diferentes tarefas, podendo ser observada a partir da adoção de um padrão preferido, processo que denominamos por diferenciação de padrões. Outro aspecto relevante quando consideramos a compreensão das relações meio-fim é a capacidade de adaptação dos padrões a novos objetos, tarefas e funções. Crianças realizam diferentes experiências em que as relações entre meio e fim ora são orientadas ora são livres, no qual ainda não existe um consenso sobre qual situações levam as crianças a apresentarem maior diferenciação e adaptação. O objetivo deste estudo foi investigar se os padrões de ações manuais se diferenciam e se adaptam de acordo com as condições de experiência em que os meios (padrão de ação manual) e fins (uso do objeto) podem ser orientados, livres ou parcialmente orientados. Nossas hipóteses eram de que situações mais orientadas levariam as crianças a maior diferenciação de padrões, já em situações com maior liberdade elas demonstrariam maior adaptação. Participaram 52 crianças, com idade média de 3,5 anos (dp = 0,6) (26 meninos e 26 meninas). Elas foram divididas de forma aleatória em quatro grupos de acordo com cada situação experimental: Grupo meio e fim orientado (GO); Grupo meio orientado e fim livre (GOL); Grupo meio livre e fim orientado (GLO); Grupo meio e fim livre (GL). A atividade realizada envolveu uma tarefa de alcançar, apreender, transportar e inserir barras em orifícios. Um material com seis barras e seis orifícios foram utilizados durante seis sessões de experiência. As crianças foram avaliadas antes (avaliação 1) e depois (avaliação 2) em 4 tarefas que avaliaram diferenciação e 2 tarefas que avaliaram adaptação. Nossos resultados não permitiram confirmar as hipóteses sobre a orientação nos meios e/ou fins, contudo, as crianças dos grupos GO e GOL demonstraram mais inserções diretas na tarefa 3 comparados aos grupos GL e GLO. Os resultados permitiram verificar que a liberdade no fim gerou menos variabilidade de estratégias na fase de inserção durante as sessões. De maneira contrária, observou-se aumento de variabilidade de estratégias durante as avaliações. Nas tarefas que avaliaram adaptação os grupos GL e GOL apresentaram diminuição da variabilidade de padrões de preensão. Concluímos que condições orientadas parecem gerar efeitos no desempenho. Já condições com maior liberdade não parecem possibilitar aumento de variabilidade, por outro lado, podem favorecer a compreensão de meios para resolver a tarefa. Outros estudos são necessários para compreender os efeitos de situações com meios e/ou fins livres e/ou orientados |
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Padrões de ação na infância: explorando relações meio-fim em habilidades manipulativasAction patterns in childhood: exploring means-end relationships in manipulative skillsAções manuaisAction patternsDesenvolvimento motorManual actionsMotor developmentPadrões de açãoNo desenvolvimento das ações manuais, sabe-se que inicialmente os indivíduos realizam padrões de preensão palmar e movimentos extrínsecos e, gradativamente, passam a realizar padrões de preensão digital e movimentos intrínsecos, permitindo maior mobilidade e precisão no manuseio do objeto. Contudo, essas mudanças estão relacionadas as propriedades do objeto e da tarefa, por isso, para realizar determinadas tarefas o padrão palmar e/ou os movimentos extrínsecos permanecem sendo utilizados. Se torna evidente, portanto, que a compreensão de uma relação entre meio (padrão e estratégia a ser realizado) e fim (objetivo da tarefa) é um aspecto fulcral para que o indivíduo apresente êxito na realização de diferentes tarefas, podendo ser observada a partir da adoção de um padrão preferido, processo que denominamos por diferenciação de padrões. Outro aspecto relevante quando consideramos a compreensão das relações meio-fim é a capacidade de adaptação dos padrões a novos objetos, tarefas e funções. Crianças realizam diferentes experiências em que as relações entre meio e fim ora são orientadas ora são livres, no qual ainda não existe um consenso sobre qual situações levam as crianças a apresentarem maior diferenciação e adaptação. O objetivo deste estudo foi investigar se os padrões de ações manuais se diferenciam e se adaptam de acordo com as condições de experiência em que os meios (padrão de ação manual) e fins (uso do objeto) podem ser orientados, livres ou parcialmente orientados. Nossas hipóteses eram de que situações mais orientadas levariam as crianças a maior diferenciação de padrões, já em situações com maior liberdade elas demonstrariam maior adaptação. Participaram 52 crianças, com idade média de 3,5 anos (dp = 0,6) (26 meninos e 26 meninas). Elas foram divididas de forma aleatória em quatro grupos de acordo com cada situação experimental: Grupo meio e fim orientado (GO); Grupo meio orientado e fim livre (GOL); Grupo meio livre e fim orientado (GLO); Grupo meio e fim livre (GL). A atividade realizada envolveu uma tarefa de alcançar, apreender, transportar e inserir barras em orifícios. Um material com seis barras e seis orifícios foram utilizados durante seis sessões de experiência. As crianças foram avaliadas antes (avaliação 1) e depois (avaliação 2) em 4 tarefas que avaliaram diferenciação e 2 tarefas que avaliaram adaptação. Nossos resultados não permitiram confirmar as hipóteses sobre a orientação nos meios e/ou fins, contudo, as crianças dos grupos GO e GOL demonstraram mais inserções diretas na tarefa 3 comparados aos grupos GL e GLO. Os resultados permitiram verificar que a liberdade no fim gerou menos variabilidade de estratégias na fase de inserção durante as sessões. De maneira contrária, observou-se aumento de variabilidade de estratégias durante as avaliações. Nas tarefas que avaliaram adaptação os grupos GL e GOL apresentaram diminuição da variabilidade de padrões de preensão. Concluímos que condições orientadas parecem gerar efeitos no desempenho. Já condições com maior liberdade não parecem possibilitar aumento de variabilidade, por outro lado, podem favorecer a compreensão de meios para resolver a tarefa. Outros estudos são necessários para compreender os efeitos de situações com meios e/ou fins livres e/ou orientadosIn the development of manual actions, it is known that individuals initially perform palmar grip patterns and extrinsic movements and, gradually, begin to perform digital grip patterns and intrinsic movements, allowing greater mobility and precision in handling the object. However, these changes are related to the properties of the object and the task, therefore, to perform certain tasks the palmar pattern and/or extrinsic movements continue to be used. It becomes evident, therefore, that the understanding of a relationship between means (pattern and strategy to be performed) and end (task objective) is a crucial aspect for the individual to be successful in performing different tasks, and can be observed from the adoption of a preferred pattern, a process that we call pattern differentiation. Another relevant aspect when we consider the understanding of means-end relationships is the ability to adapt patterns to new objects, tasks and functions. Children perform different experiments in which the relationships between means and ends are sometimes guided and sometimes free, and there is still no consensus on which situations lead children to present greater differentiation and adaptation. The objective of this study was to investigate whether manual action patterns differentiate and adapt according to the conditions of experience in which the means (manual action pattern) and ends (use of the object) can be guided, free or partially guided. Our hypotheses were that more guided situations would lead children to greater differentiation of patterns, while in situations with greater freedom they would demonstrate greater adaptation. Fifty-two children participated, with an average age of 3.5 years (SD = 0.6) (26 boys and 26 girls). They were randomly divided into four groups according to each experimental situation: Guided means and ends group (GO); Guided means and ends group (GOL); Free means and ends group (GLO); Free means and ends group (GL). The activity involved a task of reaching, grasping, carrying and inserting bars into holes. A material with six bars and six holes was used during six experimental sessions. The children were evaluated before (evaluation 1) and after (evaluation 2) in 4 tasks that evaluated differentiation and 2 tasks that evaluated adaptation. Our results did not allow us to confirm the hypotheses about orientation in the means and/or ends; however, children in the GO and GOL groups demonstrated more direct insertions in task 3 compared to the GL and GLO groups. The results allowed us to verify that freedom at the end generated less variability of strategies in the insertion phase during the sessions. Conversely, an increase in variability of strategies was observed during the evaluations. In the tasks that evaluated adaptation, the GL and GOL groups showed a decrease in the variability of grip patterns. We conclude that guided conditions seem to generate effects on performance. Conditions with greater freedom do not seem to allow for an increase in variability; on the other hand, they may favor the understanding of means to solve the task. Further studies are necessary to understand the effects of situations with free and/or guided means and/or endsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBasso, LucianoCosta, Rafaela Zortéa Fernandes2024-09-04info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/39/39136/tde-21102024-200211/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2024-10-29T12:04:35Zoai:teses.usp.br:tde-21102024-200211Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212024-10-29T12:04:35Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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