TsTX-V, uma nova neurotoxina do veneno do escorpião Tityus serrulatus: isolamento e caracterização parcial química e eletrofarmacológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1991
Autor(a) principal: Arantes, Eliane Candiani
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-19032026-141525/
Resumo: Os venenos de escorpiões tem sido extensivamente estudados principalmente devido à importância de seus efeitos sobre canais iônicos de células excitáveis. A fração XI do veneno de T. serrulatus, obtida através de cromatografia do extrato aquoso tamponado em coluna de CM-celulose- 52, utilizando tampão bicarbonato de amônio pH 7,8 como eluente, causa grande prolongamento do potencial de ação do nervo vago de coelho (MILL et alii, 1985). Com o objetivo de isolar o componente desta fração responsável por este efeito a mesma foi recromatografada em coluna de CM-celulose-52, utilizando três concentrações (0,1M, 0,2M e 0,3M) de NH4HCO3. Desta recromatografia foram obtidas três frações, XI-1, XI-2 e XI-3. As frações XI-1 e XI-2 foram consideradas puras por apresentarem: pico de eluição simétrico, banda eletroforética única nas eletroforeses com SDS ou sem SDS e na focalização isoelétrica, e apenas um resíduo amino-terminal. 1) Toxina XI-1 (TsTX): representa aproximadamente 20% da fração XI, possui PM-mínimo 6.670, seqüência N-terminal Lys-Lys-Asx-Gly- Tyr-Pro-Val..., pI = 7,4, DL50 endovenosa = 102 ± 16 µg/kg (camundongo). Como a fração XI, também causa prolongamento do componente B do potencial de ação do nervo vago de coelho. Sua composição em aminoácidos e seqüência N-terminal inicial identificam-na com a TsTX (COUTINHO NETTO, 1975). 2) Toxina XI-2 (TsTX-V): é o componente mais abundante da fração XI (47%), possui PM-mínimo 7.230, seqüencia N-terminal Lys-His-Asx-Gly-Tyr-Pro-Val-Glx-Gly-Asx-Asx..., pI = 8,0, DL50 endovenosa = 94 ± 7 mg/kg (camundongo). Causa prolongado efeito hipertensor em ratos anestesiados, provavelmente devido a liberação de mediadores pelas supra-renais e terminações adrenérgicas periféricas. É a principal responsável pelo prolongamento do componente B do PA causado pela fração XI. Seu efeito é visível a partir da concentração de 0,03 mg/ml, e em concentrações maiores que 0,3 mg/ml causa também significativa despolarização do nervo. Seu efeito é abolido pela TTX, mas não por despolarização induzida por aumento de [K+] no meio externo. Concluímos que a mesma é, provavelmente, uma toxina do tipo α. Sua composição em aminoácidos e sequência N-terminal é diferente das outras toxinas de T. serrulatus já descritas, e foi denominada TsTX-V. Outras toxinas purificadas neste trabalho: 3) Toxina XIII (TsTX-I ou TsTX-Y): obtida diretamente da cromatografia do extrato aquoso tamponado. Foi parcialmente caracterizada por ARANTES et alii (1989) e identificou-se com a TsTX-I (TOLEDO e NEVES, 1976) ou TsTX-Y (POSSANI et alii, 1977). Possui DL50 endovenosa = 76 ± 9 mg/kg (camundongo) e pI = 9,7. Em nervo vago de coelho causa redução da amplitude dos componentes B e C do PA, e um pequeno prolongamento do componente B. 4) Toxina IX-4 (TsTX-III): obtida da recromatografia da fração IX. Possui PM-mínimo 6.710, N-terminal Lys, DL50 endovenosa 321 ± 30 mg/kg (camundongo) e composição em aminoácidos semelhante à da toxina III-8 (POSSANI et alii, 1981), denominada TsTX-III (SAMPAIO et alii, 1991). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml. 5) Toxina IX-5 (TsTX-II): obtida da recromatografia da fração IX. Possui PM-mínimo 7.320, N-terminal Gly, e composição em aminoácidos semelhante à da toxina T1vI (SAMPAIO et alii, 1983), denominada TsTX-II (SAMPAIO et alii, 1991). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml. 6) Toxina X-2 (TsTX-IV): é o componente mais abundante da fração X (63%), possui PM-mínimo 6.450, N-terminal Lys, DL50 endovenosa 826 ± 156 mg/kg (camundongo), e composição em aminoácidos semelhante à da TsTX-IV (ARANTES et alii, 1989). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml.
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spelling TsTX-V, uma nova neurotoxina do veneno do escorpião Tityus serrulatus: isolamento e caracterização parcial química e eletrofarmacológicaNão informado.Não informado.Não informado.Os venenos de escorpiões tem sido extensivamente estudados principalmente devido à importância de seus efeitos sobre canais iônicos de células excitáveis. A fração XI do veneno de T. serrulatus, obtida através de cromatografia do extrato aquoso tamponado em coluna de CM-celulose- 52, utilizando tampão bicarbonato de amônio pH 7,8 como eluente, causa grande prolongamento do potencial de ação do nervo vago de coelho (MILL et alii, 1985). Com o objetivo de isolar o componente desta fração responsável por este efeito a mesma foi recromatografada em coluna de CM-celulose-52, utilizando três concentrações (0,1M, 0,2M e 0,3M) de NH4HCO3. Desta recromatografia foram obtidas três frações, XI-1, XI-2 e XI-3. As frações XI-1 e XI-2 foram consideradas puras por apresentarem: pico de eluição simétrico, banda eletroforética única nas eletroforeses com SDS ou sem SDS e na focalização isoelétrica, e apenas um resíduo amino-terminal. 1) Toxina XI-1 (TsTX): representa aproximadamente 20% da fração XI, possui PM-mínimo 6.670, seqüência N-terminal Lys-Lys-Asx-Gly- Tyr-Pro-Val..., pI = 7,4, DL50 endovenosa = 102 ± 16 µg/kg (camundongo). Como a fração XI, também causa prolongamento do componente B do potencial de ação do nervo vago de coelho. Sua composição em aminoácidos e seqüência N-terminal inicial identificam-na com a TsTX (COUTINHO NETTO, 1975). 2) Toxina XI-2 (TsTX-V): é o componente mais abundante da fração XI (47%), possui PM-mínimo 7.230, seqüencia N-terminal Lys-His-Asx-Gly-Tyr-Pro-Val-Glx-Gly-Asx-Asx..., pI = 8,0, DL50 endovenosa = 94 ± 7 mg/kg (camundongo). Causa prolongado efeito hipertensor em ratos anestesiados, provavelmente devido a liberação de mediadores pelas supra-renais e terminações adrenérgicas periféricas. É a principal responsável pelo prolongamento do componente B do PA causado pela fração XI. Seu efeito é visível a partir da concentração de 0,03 mg/ml, e em concentrações maiores que 0,3 mg/ml causa também significativa despolarização do nervo. Seu efeito é abolido pela TTX, mas não por despolarização induzida por aumento de [K+] no meio externo. Concluímos que a mesma é, provavelmente, uma toxina do tipo α. Sua composição em aminoácidos e sequência N-terminal é diferente das outras toxinas de T. serrulatus já descritas, e foi denominada TsTX-V. Outras toxinas purificadas neste trabalho: 3) Toxina XIII (TsTX-I ou TsTX-Y): obtida diretamente da cromatografia do extrato aquoso tamponado. Foi parcialmente caracterizada por ARANTES et alii (1989) e identificou-se com a TsTX-I (TOLEDO e NEVES, 1976) ou TsTX-Y (POSSANI et alii, 1977). Possui DL50 endovenosa = 76 ± 9 mg/kg (camundongo) e pI = 9,7. Em nervo vago de coelho causa redução da amplitude dos componentes B e C do PA, e um pequeno prolongamento do componente B. 4) Toxina IX-4 (TsTX-III): obtida da recromatografia da fração IX. Possui PM-mínimo 6.710, N-terminal Lys, DL50 endovenosa 321 ± 30 mg/kg (camundongo) e composição em aminoácidos semelhante à da toxina III-8 (POSSANI et alii, 1981), denominada TsTX-III (SAMPAIO et alii, 1991). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml. 5) Toxina IX-5 (TsTX-II): obtida da recromatografia da fração IX. Possui PM-mínimo 7.320, N-terminal Gly, e composição em aminoácidos semelhante à da toxina T1vI (SAMPAIO et alii, 1983), denominada TsTX-II (SAMPAIO et alii, 1991). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml. 6) Toxina X-2 (TsTX-IV): é o componente mais abundante da fração X (63%), possui PM-mínimo 6.450, N-terminal Lys, DL50 endovenosa 826 ± 156 mg/kg (camundongo), e composição em aminoácidos semelhante à da TsTX-IV (ARANTES et alii, 1989). Não alterou o PA composto do nervo vago de coelho na concentração de 1,0 mg/ml.Scorpion venoms have been extensively investigated mainly due to the importance of their effects on ionic channels of excitable cells. Fraction XI from T. serrulatus venom, which was obtained by column chromatography of the buffered aqueous extract on CM-cellulose- 52, using ammonium bicarbonate buffer, pH 7,8 as eluent, induces a long lasting prolongation of the action potential (AP) of the rabbit vagus nerve (MILL et alii, 1985). Aiming at the isolation of the component which is responsible for this effect, this fraction was rechromatographed on CM-celulose-52, three NH4HCO3 concentrations being used, namely 0,1M, 0,2M and 0,3M. Three fractions, XI-1, XI-2 and XI-3, were obtained from this rechromatography. Fractions XI-1 and XI-2 were considered pure since they showed a symmetric elution profile, single electrophoretic band, either with or without SDS, as well as single isoelectric focusing band, and single terminal amino acid residue. 1) Toxin XI-1 (TsTX): it accounts for near 20% of fraction XI, has a minimum mol. weight of 6.670, amino terminal sequence Lys-Lys-Asx-Gly-Tyr-Pro-Val..., pI = 7,4, LD50 (i.v.) = 102 16 µmg/kg (mouse). Similarly to fraction XI, it also causes a prolongation of the B component of the action potential of the rabbit vagus nerve. Its amino acid composition and N-terminal sequence show identity to TsTX (COUTINHO NETTO, 1975). 2) Toxin XI-2 (TsTX-V): this is the major component from fraction XI (47%), showing a minimum mol. weight of 7.230, N-terminal sequence Lys-His-Asx-Gly-Tyr-Pro-Val-Glx-Gly-Asx-Asx..., pI = 8,0, i.v. LD50 = 94 ± 7 mg/kg (mouse). It causes a long lasting hypertensive effect on anaesthetized rats, probably due to mediators releasing by the adrenals and peripheric adrenergic terminals. It is the main responsible component for the prolongation of the component B of the AP induced by fraction XI. Its effect is detectable at a concentration as low as 0,03 mg/ml and at concentrations higher than 0,3 mg/ml it causes also a signifícant depolarization of the nerve. Its effect is abolished by TTX, but not by depolarization induced by a rise in [K+] in the external medium. The conclusion is that toxin XI-2 is probably an α-type toxin. Its amino acid composition and N-terminal sequence is different from those of others already described T. serrulatus toxins, and it was named TsTX-V. Other toxins which were purified in this work: 3) Toxin XIII (TsTX-I or TsTX-Y): obtained directly by chromatography of the buffered aqueous extract. It was parcially characterized by ARANTES et alii (1989) and identified with TsTX-I (TOLEDO & NEVES, 1976) or TsTX-Y (POSSANI et alii, 1977). It shows an i.v. LD50 76 ± = 9 mg/kg (mouse) and an pI = 9,7. On the rabbit vagus nerve it causes a decrease of the amplitude of components B and C of the AP, and a slight prolongation of component B. 4) Toxin IX-4 (TsTX-III): obtained by rechromatography of fraction IX, has a minimum mol. weight of 6.710, N-terminal Lys, i.V. LD50 = 321 ± 30 mg/kg (mouse) and an amino acid composition close to that of toxin III-8 (POSSANI et alii, 1981), named TsTX-III (SAMPAIO et alii, 1991). It did not change the compound AP of the vagus nerve at a concentration of 1,0 mg/ml. 5) Toxin IX-5 (TsTX-II): obtained by rechromatography of fraction IX, as a minimum mol. weight of 7.320, N-terminal Gly, and an amino acid composition close to that of toxin T1vI (SAMPAIO et alii, 1983), named TsTX-II (SAMPAIO et alli, 1991). It did not change the compound AP of the rabbit vagus nerve at a concentration of 1 mg/ml. 6) Toxin X-2 (TsTX-IV): this is the major component of fraction X (63%). It has a minimum mol. weight of 6.450, N-terminal, Lys, i.v. = 826 ± 156 mg/kg (mouse) and an amino acid composition close to that of TsTX-IV (ARANTES et alii, 1989). It did not change the compound AP of the rabbit vagus nerve at a concentration of 1,0 mg/ml.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPGiglio, Jose RobertoArantes, Eliane Candiani1991-04-30info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17131/tde-19032026-141525/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-19T18:38:01Zoai:teses.usp.br:tde-19032026-141525Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-19T18:38:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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