Aplicabilidade de protocolo clínico de exercício e verificação dos efeitos em pacientes com esclerose lateral amiotrófica atendidos no HC-FMUSP
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-26082025-150645/ |
Resumo: | A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é doença neurodegenerativa, idiopática e fatal do sistema motor. Sem cura, a reabilitação desponta como possibilidade de manutenção de funcionalidade e melhora da qualidade de vida. O uso dos exercícios físicos no processo de reabilitação tem papel importante e deve ser fundamentado, seguramente prescrito e acompanhado. O objetivo deste trabalho foi estabelecer e testar um protocolo de exercícios aos doentes com ELA, por acompanhamento clínico e funcional de acordo com os parâmetros de evolução da doença, observando seus efeitos sobre a escala ALSFRS-R, medidas de preensão manual, destreza e funcionalidade de membros superiores, medidas de funcionalidade global e de membros inferiores. Ensaio clínico envolveu grupos experimental e controle (n=14 no total). O grupo experimental realizou protocolo clínico funcional individual específico baseado em exercícios domiciliares sem supervisão a partir de prescrição por fisioterapeuta e monitoramento da escala de esforço percebido aos doentes ELA, avaliados mensalmente pela escala ALSFRS-R. Sujeitos ELA do grupo controle receberam orientações mensais e gerais sobre atividade física e ELA. Os resultados mostram que o protocolo de exercícios foi seguro, bem recebido e tolerado, também capaz de apresentar mudança positiva da ALSFRS-R em alguns doentes do grupo experimental. Conclui-se que, a despeito da baixa aderência à pesquisa com intervenção não farmacológica em doentes ELA no Brasil, o estudo indicou que exercícios prescritos de forma individualizada, respeitando parâmetros de evolução da doença e cuidados com fadiga, tendem a diminuir temporariamente a piora da funcionalidade dos doentes com ELA. Estudos futuros em coortes maiores são necessários para confirmação e melhor entendimento dos efeitos benéficos do protocolo de atividade motora aos doentes com ELA |
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Aplicabilidade de protocolo clínico de exercício e verificação dos efeitos em pacientes com esclerose lateral amiotrófica atendidos no HC-FMUSPApplicability of clinical exercise protocol and verification of effects in patients with amyotrophic lateral sclerosis treated at HC-FMUSPAmyotrophic lateral sclerosisEsclerose lateral amiotróficaExercise therapyReabilitaçãoRehabilitationTerapia por exercícioA Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é doença neurodegenerativa, idiopática e fatal do sistema motor. Sem cura, a reabilitação desponta como possibilidade de manutenção de funcionalidade e melhora da qualidade de vida. O uso dos exercícios físicos no processo de reabilitação tem papel importante e deve ser fundamentado, seguramente prescrito e acompanhado. O objetivo deste trabalho foi estabelecer e testar um protocolo de exercícios aos doentes com ELA, por acompanhamento clínico e funcional de acordo com os parâmetros de evolução da doença, observando seus efeitos sobre a escala ALSFRS-R, medidas de preensão manual, destreza e funcionalidade de membros superiores, medidas de funcionalidade global e de membros inferiores. Ensaio clínico envolveu grupos experimental e controle (n=14 no total). O grupo experimental realizou protocolo clínico funcional individual específico baseado em exercícios domiciliares sem supervisão a partir de prescrição por fisioterapeuta e monitoramento da escala de esforço percebido aos doentes ELA, avaliados mensalmente pela escala ALSFRS-R. Sujeitos ELA do grupo controle receberam orientações mensais e gerais sobre atividade física e ELA. Os resultados mostram que o protocolo de exercícios foi seguro, bem recebido e tolerado, também capaz de apresentar mudança positiva da ALSFRS-R em alguns doentes do grupo experimental. Conclui-se que, a despeito da baixa aderência à pesquisa com intervenção não farmacológica em doentes ELA no Brasil, o estudo indicou que exercícios prescritos de forma individualizada, respeitando parâmetros de evolução da doença e cuidados com fadiga, tendem a diminuir temporariamente a piora da funcionalidade dos doentes com ELA. Estudos futuros em coortes maiores são necessários para confirmação e melhor entendimento dos efeitos benéficos do protocolo de atividade motora aos doentes com ELAAmyotrophic Lateral Sclerosis (ALS) is a neurodegenerative, idiopathic, and fatal motor system disease. With no effective pharmacological therapy, rehabilitation emerges as a potential approach to improve functionality and life quality. The role of physical exercise in neurological rehabilitation is recognized, but it requires a solid foundation, careful prescription, and close monitoring. The objective of this study was to establish and test an individually addressed exercise protocol for ALS patients, with clinical and functional monitoring according to disease progression parameters, assessing its effects on the ALSFRS-R scale, grip strength measurements, dexterity and upper limb functionality, global functionality, and lower limb functionality. The clinical trial involved experimental and control groups (n=14, total). The experimental group performed a specific individual functional clinical protocol based on unsupervised home exercises prescribed by a physiotherapist and monitoring of the perceived exertion scale for ALS patients, assessed monthly using the ALSFRS-R scale. ALS subjects in the control group received monthly and general guidance on physical activity and ALS. The results show that the exercise protocol was safe, well received and tolerated, and was also able to present positive changes in the ALSFRS-R in some patients in the experimental group. It is concluded that, despite the low adherence to research with non-pharmacological intervention in ALS patients in Brazil, the study indicated that exercises prescribed individually, respecting parameters of disease progression and care for fatigue, tend to maintain or temporarily improve the functionality of ALS patients. Future studies in larger cohorts are needed to confirm and better understand the beneficial effects of the motor activity protocol for ALS patientsBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPChadi, GersonAquino, Leticia Moraes de2024-12-03info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5138/tde-26082025-150645/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-08-27T14:33:02Zoai:teses.usp.br:tde-26082025-150645Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-08-27T14:33:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é doença neurodegenerativa, idiopática e fatal do sistema motor. Sem cura, a reabilitação desponta como possibilidade de manutenção de funcionalidade e melhora da qualidade de vida. O uso dos exercícios físicos no processo de reabilitação tem papel importante e deve ser fundamentado, seguramente prescrito e acompanhado. O objetivo deste trabalho foi estabelecer e testar um protocolo de exercícios aos doentes com ELA, por acompanhamento clínico e funcional de acordo com os parâmetros de evolução da doença, observando seus efeitos sobre a escala ALSFRS-R, medidas de preensão manual, destreza e funcionalidade de membros superiores, medidas de funcionalidade global e de membros inferiores. Ensaio clínico envolveu grupos experimental e controle (n=14 no total). O grupo experimental realizou protocolo clínico funcional individual específico baseado em exercícios domiciliares sem supervisão a partir de prescrição por fisioterapeuta e monitoramento da escala de esforço percebido aos doentes ELA, avaliados mensalmente pela escala ALSFRS-R. Sujeitos ELA do grupo controle receberam orientações mensais e gerais sobre atividade física e ELA. Os resultados mostram que o protocolo de exercícios foi seguro, bem recebido e tolerado, também capaz de apresentar mudança positiva da ALSFRS-R em alguns doentes do grupo experimental. Conclui-se que, a despeito da baixa aderência à pesquisa com intervenção não farmacológica em doentes ELA no Brasil, o estudo indicou que exercícios prescritos de forma individualizada, respeitando parâmetros de evolução da doença e cuidados com fadiga, tendem a diminuir temporariamente a piora da funcionalidade dos doentes com ELA. Estudos futuros em coortes maiores são necessários para confirmação e melhor entendimento dos efeitos benéficos do protocolo de atividade motora aos doentes com ELA |
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