Sobrevida após transplante de fígado: estudo sobre o impacto da trombose da veia porta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Pompermayer, Gabriel Martins
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5168/tde-10032025-141140/
Resumo: INTRODUÇÃO: a trombose da veia porta ocorre em 5-10% dos receptores de transplante hepático e pode resultar de condições hepáticas preexistentes, complicações cirúrgicas ou fatores pós-operatórios. Os principais objetivos deste estudo foram investigar, em uma coorte multicêntrica, o impacto da trombose da veia porta (TVP) nos desfechos do transplante hepático, com foco específico em como a presença de TVP, particularmente em sua forma completa, influencia o tempo cirúrgico, a sobrevivência dos pacientes e a perda do enxerto. Além disso, o estudo buscou explorar os efeitos de diferentes técnicas anastomóticas, comparando abordagens anatômicas e não anatômicas, na sobrevivência dos indivíduos e dos enxertos. MÉTODOS: realizamos uma análise retrospectiva de coorte longitudinal multicêntrica de pacientes adultos que realizaram transplante hepático de 2019 a 2019 (seguimento total de 12.228,7 meses). Os desfechos de pacientes com TVP completa e anastomose não anatômica foram comparados com aqueles sem TVP. RESULTADOS a ocorrência geral de trombose da veia porta na coorte foi de 11,3%, com 364 casos observados: 145 casos de trombose completa (4,5%) e 219 casos de trombose parcial (6,8%). A taxa de incidência de TVP foi de 3,0 por 100 pessoas-ano. A TVP completa foi associada a um maior risco de mortalidade (HR = 1,4, IC 95%: 1,01,8, p=0,025) e aumento do risco de perda do enxerto (HR = 1,8, IC 95%: 1,13,1, p=0,023). Além disso, a anastomose não anatômica elevou significativamente o risco de mortalidade (HR = 1,6, IC 95%: 1,12,3, p=0,016) e perda do enxerto (HR = 2,1, IC 95%: 1,14,5, p=0,032), indicando que esses fatores são determinantes críticos dos desfechos pós-transplante. CONCLUSÃO: nossos achados indicaram que a TVP aumenta significativamente a complexidade do transplante hepático. A TVP completa e a anastomose não anatômica foram associadas a um maior risco de mortalidade e falha do enxerto
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