Relação entre a intensidade de sintomas e as alterações da manometria, da impedância e da radiografia esofágica em pacientes com relaxamento anormal da junção esofagogástrica e peristalse preservada

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Mendonça, Felipe Nelson
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-24092025-152902/
Resumo: A constatação de que o relaxamento anormal da junção esofagogástrica, isoladamente na posição supina detectado pela manometria de alta resolução (MAR) é encontrado frequentemente em pessoas assintomáticas levou à redefinição da Obstrução ao Fluxo da Junção Esofagogástrica (OFJEG), atualmente conceituada com a obrigatoriedade de um Relaxamento Anormal da Junção Esofagogástrica, nas posições supina e ereta com presença de alguma peristalse, chamada neste estudo de RAJEG. Entre pacientes com RAJEG que não preenchem critérios para OFJEG, existem os que têm sintomas importantes com prejuízo da qualidade de vida. Os objetivos do trabalho foram determinar a habilidade de parâmetros manométricos, de parâmetros de impedância e do resultado do exame radiológico do esôfago distinguir pacientes com RAJEG e sintomas intensos dos pacientes com sintomas ausentes ou leves. De um universo de 537 exames de MAR combinados à impedância e realizados entre janeiro de 2011 e janeiro de 2022 foram selecionados 59 pacientes com RAJEG. Um grupo de controle de voluntários assintomáticos foi incluído no estudo. O RAJEG foi dividido em dois grupos, de acordo com a intensidade de sintomas pelo Escore de Eckardt: Grupo 1: \"Muito Sintomáticos\" - RAJEG- MS: Eckardt > 3 e/ou subescore de disfagia maior ou igual a 2; Grupo 2: \"Pouco Sintomáticos\" - RAJEG-PS: Eckardt &le;= 3 e subescore de disfagia menor que 2. Os dados da manometria (métricas de vigor contrátil (DCI), latência distal (DL), pressão intrabôlus (IBP), pressão do esfíncter inferior (PRM e IRP), integral da junção esofagogástrica (EGJCI) e testes provocativos (IRP-MRS), da impedância (ausência de clareamento do bôlus líquido) e radiografia contrastada (estase do contraste) foram descritos e comparados entre cada um dos grupos. Vinte e oito pacientes foram categorizados no grupo RAJEGMS e 24 no grupo RAJEG-PS. Os pacientes com RAJEG tiveram maiores valores de IRP supina e sentada (p<0.001 em ambos), EGJ-CI (p<0.001), DCI supina (p=0.037) e sentada (p=0.010), IBP sentada e supina (p<0.001 em ambos), IRP-MRS supina e sentada (p<0.001 em ambos) e ausência de clareamento supina (p<0.001) que os controles. Os valores da IRP supina (p= 0.034), IRP-MRS supina (p = 0.005), IBP sentada (p=0.030), estase do contraste na seriografia (p= 0.013) e número de deglutições com ausência de clareamento na impedância supina (p=0.004) foram significativamente mais elevados no grupo RAJEG-MS do que no grupo RAJEG-PS. Os valores do Escore de Eckardt e a ausência de clareamento na impedância supina foram significativamente maiores com a presença de anormalidade motora do corpo do esôfago quando comparados a pacientes sem anormalidades (p=0.034 e p=0.008 respectivamente). A ausência de clareamento na impedância na posição supina (p= 0.028) e o IRP-MRS supina (p= 0.025) foram preditores de sintomatologia intensa. Concluímos que pacientes com RAJEG e elevada intensidade de sintomas têm maiores proporções de estase na radiografia contrastada do esôfago e na impedância, maiores valores de IRP nos testes provocativos e presença de anormalidades motora do corpo esofágico.
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spelling Relação entre a intensidade de sintomas e as alterações da manometria, da impedância e da radiografia esofágica em pacientes com relaxamento anormal da junção esofagogástrica e peristalse preservadaRelationship between symptom intensity and results of manometry, impedance and esophageal radiography in patients with abnormal esophagogastric junction relaxation with preserved peristalsisAcalasia esofágicaElectrical impedanceEsophageal achalasiaEsophageal motility disordersEsophagogastric junctionImpedância elétricaJunção esofagogástricaManometriaManometryRadiografiaRadiographyTranstornos da motilidade esofágicaA constatação de que o relaxamento anormal da junção esofagogástrica, isoladamente na posição supina detectado pela manometria de alta resolução (MAR) é encontrado frequentemente em pessoas assintomáticas levou à redefinição da Obstrução ao Fluxo da Junção Esofagogástrica (OFJEG), atualmente conceituada com a obrigatoriedade de um Relaxamento Anormal da Junção Esofagogástrica, nas posições supina e ereta com presença de alguma peristalse, chamada neste estudo de RAJEG. Entre pacientes com RAJEG que não preenchem critérios para OFJEG, existem os que têm sintomas importantes com prejuízo da qualidade de vida. Os objetivos do trabalho foram determinar a habilidade de parâmetros manométricos, de parâmetros de impedância e do resultado do exame radiológico do esôfago distinguir pacientes com RAJEG e sintomas intensos dos pacientes com sintomas ausentes ou leves. De um universo de 537 exames de MAR combinados à impedância e realizados entre janeiro de 2011 e janeiro de 2022 foram selecionados 59 pacientes com RAJEG. Um grupo de controle de voluntários assintomáticos foi incluído no estudo. O RAJEG foi dividido em dois grupos, de acordo com a intensidade de sintomas pelo Escore de Eckardt: Grupo 1: \"Muito Sintomáticos\" - RAJEG- MS: Eckardt > 3 e/ou subescore de disfagia maior ou igual a 2; Grupo 2: \"Pouco Sintomáticos\" - RAJEG-PS: Eckardt &le;= 3 e subescore de disfagia menor que 2. Os dados da manometria (métricas de vigor contrátil (DCI), latência distal (DL), pressão intrabôlus (IBP), pressão do esfíncter inferior (PRM e IRP), integral da junção esofagogástrica (EGJCI) e testes provocativos (IRP-MRS), da impedância (ausência de clareamento do bôlus líquido) e radiografia contrastada (estase do contraste) foram descritos e comparados entre cada um dos grupos. Vinte e oito pacientes foram categorizados no grupo RAJEGMS e 24 no grupo RAJEG-PS. Os pacientes com RAJEG tiveram maiores valores de IRP supina e sentada (p<0.001 em ambos), EGJ-CI (p<0.001), DCI supina (p=0.037) e sentada (p=0.010), IBP sentada e supina (p<0.001 em ambos), IRP-MRS supina e sentada (p<0.001 em ambos) e ausência de clareamento supina (p<0.001) que os controles. Os valores da IRP supina (p= 0.034), IRP-MRS supina (p = 0.005), IBP sentada (p=0.030), estase do contraste na seriografia (p= 0.013) e número de deglutições com ausência de clareamento na impedância supina (p=0.004) foram significativamente mais elevados no grupo RAJEG-MS do que no grupo RAJEG-PS. Os valores do Escore de Eckardt e a ausência de clareamento na impedância supina foram significativamente maiores com a presença de anormalidade motora do corpo do esôfago quando comparados a pacientes sem anormalidades (p=0.034 e p=0.008 respectivamente). A ausência de clareamento na impedância na posição supina (p= 0.028) e o IRP-MRS supina (p= 0.025) foram preditores de sintomatologia intensa. Concluímos que pacientes com RAJEG e elevada intensidade de sintomas têm maiores proporções de estase na radiografia contrastada do esôfago e na impedância, maiores valores de IRP nos testes provocativos e presença de anormalidades motora do corpo esofágico.The finding that abnormal esophagogastric junction relaxation solely in the supine position detected by high-resolution manometry is frequently found in asymptomatic individuals led to the redefinition of Esophagogastric Junction Outflow Obstruction (EGJOO), currently conceptualized by an Abnormal Esophagogastric Junction Relaxation in both supine and upright positions with some preserved peristalsis, defined in this study as AEJR. Among patients with AEJR who do not meet the EGJOO criteria, some present with a significant negative impact on quality of life. The study aimed to determine the ability of manometric parameters, impedance parameters, and the result of the esophageal radiological examination, to distinguish patients with AEJR and severe symptoms from those with absent or mild symptoms. From a retrospective sample, of 537 high-resolution manometry (HRM) exams, from January 2011 to January 2022, 59 patients with AEJR were selected. A control group of asymptomatic volunteers was included in the study. AEJR was divided into two groups based on symptom intensity using the Eckardt Score (Group 1: \"Highly Symptomatic\" - AEJR-HS: Eckardt > 3 and/or dysphagia subscore &ge;= 2; Group 2: \"Mild to Moderately Symptomatic\" - AEJR-MS: Eckardt &le;= 3 and dysphagia subscore < 2) and compared the manometry data (contractile vigor metrics (DCI), distal latency (DL), intrabolus pressure (IBP), lower sphincter pressure (PRM and IRP), esophagogastric junction pressure (EGJ-CI) and provocative tests (IRP-MRS), impedance (liquid bolus clearance) and contrast radiography (contrast stasis). Twenty-eight patients were assigned to the AEJR-HS group, while twenty-four were allocated to the AEJR-MS group. AEJR patients had higher supine and upright IRP (p<0.001), EGJCI (p<0.001), supine (p=0.037) and upright (p=0.010) DCI, supine and upright IBP (p<0.001), supine and upright IRP-MRS (p<0.001) and incomplete bolus clearance in supine MII (p<0.001) than controls. The AEJR-HS group had higher IRP values in the supine position (p=0.034), higher upright IBP (p=0.030), higher proportion of esophageal stasis on serigraphy (p=0.013), higher IRP values during Multiple Rapid Swallows (p=0.005), and higher proportion of incomplete bolus clearance in supine MII (p=0.004) than the AEJR-MS group. Eckardt score and incomplete bolus clearance in supine MII were significantly higher in the presence of abnormal esophageal body contraction compared to patients without abnormalities (p=0.034 and p=0.008 respectively). Incomplete bolus clearance in supine MII (p=0.028) and IRP of supine MRS predicted severe symptoms (p=0.025). In conclusion, patients with AEJR and highly symptomatic have greater stasis on contrast radiography of the esophagus and incomplete bolus clearance in supine MII, higher IRP values on provocative tests, and presence of esophageal body contractile abnormalities.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPOliveira, Ricardo Brandt deMendonça, Felipe Nelson2025-07-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17138/tde-24092025-152902/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-05T17:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-24092025-152902Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-05T17:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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Mendonça, Felipe Nelson
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Electrical impedance
Esophageal achalasia
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