Conectividade da cobertura vegetal urbana no centro expandido de São Paulo - SP
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-27112025-122222/ |
Resumo: | A vegetação urbana desempenha um papel essencial na promoção da qualidade de vida nas cidades contemporâneas. Além de contribuir para o conforto térmico, a regulação do microclima e a melhoria da qualidade do ar, a vegetação também está diretamente relacionada à conservação da biodiversidade e ao equilíbrio ecológico em ambientes urbanos densamente construídos. No entanto, o crescimento acelerado das cidades impõe desafios significativos ao planejamento urbano, especialmente no que diz respeito à preservação, expansão e conectividade das áreas verdes. Nesse contexto, a ecologia da paisagem urbana surge como uma abordagem fundamental para compreender como a vegetação está distribuída, conectada e funcionalmente integrada ao tecido urbano. Esta pesquisa teve como objetivo principal realizar o mapeamento detalhado da cobertura vegetal urbana no Centro Expandido da cidade de São Paulo - SP, a fim de fornecer subsídio para avaliação de sua conectividade. Para isso, foi utilizada uma metodologia baseada em inteligência artificial, por meio do modelo de deep learning U-Net, aplicado sobre ortofotos infravermelhas de alta resolução do ano de 2020, disponibilizadas como dados geográficos abertos pela Prefeitura de São Paulo. O processo de segmentação permitiu a classificação da vegetação urbana em diferentes categorias morfológicas, considerando tanto o tipo de vegetação quanto sua organização espacial no território. As categorias mapeadas foram divididas em dois grandes grupos: vegetação arbórea/arbustiva e vegetação herbácea. Cada um desses grupos foi classificado em quatro formas de conectividade: fragmentada, em corredor, agrupada e isolada. Essa classificação foi associada aos contextos espaciais onde essas feições vegetais se encontram, como áreas intralote (residenciais), parques e praças, zonas ripárias, áreas de serviços e infraestrutura, telhados verdes e vias urbanas. A análise desses dados permitiu compreender a estrutura da distribuição espacial da vegetação na cidade e avaliar seu potencial de conexão ecológica e de função social. Os resultados obtidos revelam que o padrão predominante na cidade de São Paulo é a vegetação arbórea/arbustiva em configuração isolada, principalmente localizada em vias públicas e áreas intralote. Esse padrão indica uma fragmentação significativa das áreas verdes e uma baixa conectividade, o que representa um obstáculo para a circulação de espécies e a formação de corredores verdes funcionais. Por outro lado, a vegetação herbácea - especialmente nas formas agrupadas ou fragmentadas - apresenta presença muito limitada, o que compromete ainda mais a conectividade. O mapeamento evidenciou ainda diferenças significativas entre os distritos. Áreas como Alto de Pinheiros e Cursino demonstraram maior diversidade de formas vegetais e melhor desempenho em termos de conectividade, combinando amplas áreas verdes com distribuição relativamente equilibrada no espaço urbano. Em contraste, distritos centrais como Sé, Brás e Bela Vista apresentaram níveis elevados de impermeabilização, vegetação escassa e distribuição altamente fragmentada. Conclui-se, portanto, que o centro expandido da cidade de São Paulo, apesar de apresentar uma considerável presença de vegetação isolada, carece de uma infraestrutura verde integrada |
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Nesse contexto, a ecologia da paisagem urbana surge como uma abordagem fundamental para compreender como a vegetação está distribuída, conectada e funcionalmente integrada ao tecido urbano. Esta pesquisa teve como objetivo principal realizar o mapeamento detalhado da cobertura vegetal urbana no Centro Expandido da cidade de São Paulo - SP, a fim de fornecer subsídio para avaliação de sua conectividade. Para isso, foi utilizada uma metodologia baseada em inteligência artificial, por meio do modelo de deep learning U-Net, aplicado sobre ortofotos infravermelhas de alta resolução do ano de 2020, disponibilizadas como dados geográficos abertos pela Prefeitura de São Paulo. O processo de segmentação permitiu a classificação da vegetação urbana em diferentes categorias morfológicas, considerando tanto o tipo de vegetação quanto sua organização espacial no território. As categorias mapeadas foram divididas em dois grandes grupos: vegetação arbórea/arbustiva e vegetação herbácea. Cada um desses grupos foi classificado em quatro formas de conectividade: fragmentada, em corredor, agrupada e isolada. Essa classificação foi associada aos contextos espaciais onde essas feições vegetais se encontram, como áreas intralote (residenciais), parques e praças, zonas ripárias, áreas de serviços e infraestrutura, telhados verdes e vias urbanas. A análise desses dados permitiu compreender a estrutura da distribuição espacial da vegetação na cidade e avaliar seu potencial de conexão ecológica e de função social. Os resultados obtidos revelam que o padrão predominante na cidade de São Paulo é a vegetação arbórea/arbustiva em configuração isolada, principalmente localizada em vias públicas e áreas intralote. Esse padrão indica uma fragmentação significativa das áreas verdes e uma baixa conectividade, o que representa um obstáculo para a circulação de espécies e a formação de corredores verdes funcionais. Por outro lado, a vegetação herbácea - especialmente nas formas agrupadas ou fragmentadas - apresenta presença muito limitada, o que compromete ainda mais a conectividade. O mapeamento evidenciou ainda diferenças significativas entre os distritos. Áreas como Alto de Pinheiros e Cursino demonstraram maior diversidade de formas vegetais e melhor desempenho em termos de conectividade, combinando amplas áreas verdes com distribuição relativamente equilibrada no espaço urbano. Em contraste, distritos centrais como Sé, Brás e Bela Vista apresentaram níveis elevados de impermeabilização, vegetação escassa e distribuição altamente fragmentada. Conclui-se, portanto, que o centro expandido da cidade de São Paulo, apesar de apresentar uma considerável presença de vegetação isolada, carece de uma infraestrutura verde integradaUrban vegetation plays a crucial role in promoting quality of life in contemporary cities. In addition to contributing to thermal comfort, microclimate regulation, and improved air quality, vegetation is also directly linked to biodiversity conservation and ecological balance in densely built urban environments. However, the rapid growth of cities poses significant challenges to urban planning, particularly concerning the preservation, expansion, and connectivity of green areas. In this context, urban landscape ecology emerges as a key approach to understanding how vegetation is distributed, connected, and functionally integrated into the urban fabric.This research aimed to carry out a detailed mapping of urban vegetation cover in the Expanded Center of São Paulo - SP, in order to assess connectivity. To achieve this, a methodology based on artificial intelligence was employed, using the deep learning model U-Net, applied to high-resolution infrared orthophotos from 2020, made publicly available as open geographic data by the City of São Paulo. The segmentation process enabled the classification of urban vegetation into different morphological categories, taking into account both the type of vegetation and its spatial organization in the territory. The mapped categories were divided into two major groups: arboreal/shrubby vegetation and ground vegetation. Each group was further classified into four connectivity forms: fragmented, corridor, clustered, and isolated. This classification was then associated with the spatial contexts in which these vegetation features are found, such as intralot (residential) areas, parks and squares, riparian zones, service and infrastructure areas, green roofs, and urban roads. The integrated analysis of these data made it possible to understand the structure of vegetation in the city and assess its potential for ecological connectivity. The results revealed that the predominant pattern in the city of São Paulo is isolated arboreal/shrubby vegetation, mainly located along public roads and within residential lots. This pattern reflects significant fragmentation of green areas and low ecological connectivity, which presents an obstacle to species movement and the formation of functional green corridors. In contrast, ground vegetation--particularly in clustered or fragmented forms--is very limited in presence, which further undermines connectivity. The mapping also highlighted significant differences among districts. Areas such as Alto de Pinheiros and Cursino showed greater diversity in vegetation types and better performance in terms of connectivity, combining large green areas with a relatively balanced spatial distribution. In contrast, central districts such as Sé, Brás, and Bela Vista exhibited high levels of impervious surfaces, scarce vegetation, and highly fragmented distribution. It can be concluded, therefore, that although the city of São Paulo presents a considerable presence of isolated vegetation, it lacks an integrated green infrastructureBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPKawakubo, Fernando ShinjiSousa, Milena Pires de2025-08-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-27112025-122222/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-11-27T14:31:02Zoai:teses.usp.br:tde-27112025-122222Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-11-27T14:31:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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A vegetação urbana desempenha um papel essencial na promoção da qualidade de vida nas cidades contemporâneas. Além de contribuir para o conforto térmico, a regulação do microclima e a melhoria da qualidade do ar, a vegetação também está diretamente relacionada à conservação da biodiversidade e ao equilíbrio ecológico em ambientes urbanos densamente construídos. No entanto, o crescimento acelerado das cidades impõe desafios significativos ao planejamento urbano, especialmente no que diz respeito à preservação, expansão e conectividade das áreas verdes. Nesse contexto, a ecologia da paisagem urbana surge como uma abordagem fundamental para compreender como a vegetação está distribuída, conectada e funcionalmente integrada ao tecido urbano. Esta pesquisa teve como objetivo principal realizar o mapeamento detalhado da cobertura vegetal urbana no Centro Expandido da cidade de São Paulo - SP, a fim de fornecer subsídio para avaliação de sua conectividade. Para isso, foi utilizada uma metodologia baseada em inteligência artificial, por meio do modelo de deep learning U-Net, aplicado sobre ortofotos infravermelhas de alta resolução do ano de 2020, disponibilizadas como dados geográficos abertos pela Prefeitura de São Paulo. O processo de segmentação permitiu a classificação da vegetação urbana em diferentes categorias morfológicas, considerando tanto o tipo de vegetação quanto sua organização espacial no território. As categorias mapeadas foram divididas em dois grandes grupos: vegetação arbórea/arbustiva e vegetação herbácea. Cada um desses grupos foi classificado em quatro formas de conectividade: fragmentada, em corredor, agrupada e isolada. Essa classificação foi associada aos contextos espaciais onde essas feições vegetais se encontram, como áreas intralote (residenciais), parques e praças, zonas ripárias, áreas de serviços e infraestrutura, telhados verdes e vias urbanas. A análise desses dados permitiu compreender a estrutura da distribuição espacial da vegetação na cidade e avaliar seu potencial de conexão ecológica e de função social. Os resultados obtidos revelam que o padrão predominante na cidade de São Paulo é a vegetação arbórea/arbustiva em configuração isolada, principalmente localizada em vias públicas e áreas intralote. Esse padrão indica uma fragmentação significativa das áreas verdes e uma baixa conectividade, o que representa um obstáculo para a circulação de espécies e a formação de corredores verdes funcionais. Por outro lado, a vegetação herbácea - especialmente nas formas agrupadas ou fragmentadas - apresenta presença muito limitada, o que compromete ainda mais a conectividade. O mapeamento evidenciou ainda diferenças significativas entre os distritos. Áreas como Alto de Pinheiros e Cursino demonstraram maior diversidade de formas vegetais e melhor desempenho em termos de conectividade, combinando amplas áreas verdes com distribuição relativamente equilibrada no espaço urbano. Em contraste, distritos centrais como Sé, Brás e Bela Vista apresentaram níveis elevados de impermeabilização, vegetação escassa e distribuição altamente fragmentada. Conclui-se, portanto, que o centro expandido da cidade de São Paulo, apesar de apresentar uma considerável presença de vegetação isolada, carece de uma infraestrutura verde integrada |
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