Relação do consumo de alimentos ultraprocessados e atividade física com a incidência de sintomas transtornos mentais comuns
| Ano de defesa: | 2025 |
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Resumo: | Introdução: Diversos aspectos ligados à alimentação e à prática de atividades física são associados ao surgimento de sintomas de transtornos mentais comuns. A presente tese busca aprofundar a compreensão de como alimentos ultraprocessados e domínios da atividade física poderiam ser associados de maneira independente e conjunta com sintomas de transtornos mentais comuns. Objetivo: Estudar a associação prospectiva de indicadores de qualidade da dieta e da prática de atividade física com a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em adultos. Métodos: Foram utilizados dados da coorte de pessoas nascidas em Pelotas (RS) em 1982 (n=5.914 em 1982) e 1993 (n=5.249 em 1993), bem como da coorte NutriNet Brasil. Na coorte de nascidos em 1982, foram utilizados os cortes de 2004/05 e 2012, quando os participantes da coorte tinham 23 e 30 anos, assim como os cortes de 2011 e 2015, quando os participantes da coorte tinham 18 e 22 anos, na coorte de nascidos em 1993. O consumo alimentar foi avaliado por meio de um questionário de frequência alimentar durante a primeira onda selecionada de cada coorte, sendo que o consumo de alimentos ultraprocessados foi estimado utilizando a classificação Nova. A incidência de sintomas de transtornos mentais comuns foi avaliada por meio do Self- Reporting Questionnaire. Na coorte NutriNet Brasil, o consumo alimentar foi avaliado por meio de dois recordatórios alimentares de 24h, sendo que a contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi estimada por meio da classificação Nova. Também foram utilizados dois rastreadores alimentares (Nova24h screener), sendo um de alimentos ultraprocessados e outro de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal. A incidência de sintomas depressivos foi estimada por meio do Patient Health Questionnaire-9. O primeiro manuscrito investiga a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns utilizando dados das coortes de nascidos em Pelotas em 1982 e 1993. O segundo manuscrito investiga a associação entre a adesão ao padrão de dieta ultraprocessada e a incidência de sintomas depressivos utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. O terceiro manuscrito investiga as associações independentes e combinadas do consumo de alimentos ultraprocessados, alimentos frescos ou minimamente processados integrais e de origem vegetal e domínios da atividade física com a incidência de sintomas depressivos, utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. Resultados: Não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre maior contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta e incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em ambas as coortes de nascimento de Pelotas (referência: Q1: Q2: HR = 1,15, IC95%: 0,93-1,42; Q3 = 0,91, 0,73-1,14; Q4 = 0,97, 0,77-1,21). No entanto, uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada foi associada a maior incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet Brasil, sendo que um aumento de 10% na contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi associado a 10% maior risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos (HR:1,10; 95%CI: 1.07-1.14). Além disso, essa associação foi atenuada, mas não eliminada ao incluir o perfil nutricional da dieta e o consumo de frutas e hortaliças no modelo. Na revisão sistemática, seguida de meta-análise, conduzida incluindo os achados da coorte NutriNet Brasil, foi encontrado que pessoas com um maior consumo de alimentos ultraprocessados (maior quartil ou quintil) apresentaram um risco 32% maior que pessoas com menor consumo (menor quartil ou quintil) para a incidência de desfechos depressivos. Considerando os rastreadores alimentares, foi encontrado que tanto um maior consumo de alimentos ultraprocessados quanto um menor consumo de alimentos integrais de origem vegetal foram independentemente associados a maior risco para a incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet. Apenas a atividade física no lazer foi associada a menor incidência de sintomas depressivos. Houve uma interação aditiva entre o maior consumo de alimentos ultraprocessados e a ausência de prática de atividade física no lazer, resultando em um risco combinado superior à soma dos riscos individuais (Relative Excess Risk of Interaction: 0.18; IC95%: 0.01 - 0.35). Conclusões: Uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada é associada a maior incidência de sintomas depressivos, enquanto maior consumo de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal e prática de atividade física no lazer são associados a menor incidência de sintomas depressivos. Os principais resultados recomendam medidas que, conjuntamente, promovam a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e estimulem a prática de atividade física no lazer. |
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Relação do consumo de alimentos ultraprocessados e atividade física com a incidência de sintomas transtornos mentais comunsRelationship of ultra-processed food consumption and physical activity with the incidence of symptoms of common mental disordersDepressãoDepressionDietDietaExercícioExerciseFood ProcessingMental HealthProcessamento de AlimentosSaúde MentalIntrodução: Diversos aspectos ligados à alimentação e à prática de atividades física são associados ao surgimento de sintomas de transtornos mentais comuns. A presente tese busca aprofundar a compreensão de como alimentos ultraprocessados e domínios da atividade física poderiam ser associados de maneira independente e conjunta com sintomas de transtornos mentais comuns. Objetivo: Estudar a associação prospectiva de indicadores de qualidade da dieta e da prática de atividade física com a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em adultos. Métodos: Foram utilizados dados da coorte de pessoas nascidas em Pelotas (RS) em 1982 (n=5.914 em 1982) e 1993 (n=5.249 em 1993), bem como da coorte NutriNet Brasil. Na coorte de nascidos em 1982, foram utilizados os cortes de 2004/05 e 2012, quando os participantes da coorte tinham 23 e 30 anos, assim como os cortes de 2011 e 2015, quando os participantes da coorte tinham 18 e 22 anos, na coorte de nascidos em 1993. O consumo alimentar foi avaliado por meio de um questionário de frequência alimentar durante a primeira onda selecionada de cada coorte, sendo que o consumo de alimentos ultraprocessados foi estimado utilizando a classificação Nova. A incidência de sintomas de transtornos mentais comuns foi avaliada por meio do Self- Reporting Questionnaire. Na coorte NutriNet Brasil, o consumo alimentar foi avaliado por meio de dois recordatórios alimentares de 24h, sendo que a contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi estimada por meio da classificação Nova. Também foram utilizados dois rastreadores alimentares (Nova24h screener), sendo um de alimentos ultraprocessados e outro de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal. A incidência de sintomas depressivos foi estimada por meio do Patient Health Questionnaire-9. O primeiro manuscrito investiga a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns utilizando dados das coortes de nascidos em Pelotas em 1982 e 1993. O segundo manuscrito investiga a associação entre a adesão ao padrão de dieta ultraprocessada e a incidência de sintomas depressivos utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. O terceiro manuscrito investiga as associações independentes e combinadas do consumo de alimentos ultraprocessados, alimentos frescos ou minimamente processados integrais e de origem vegetal e domínios da atividade física com a incidência de sintomas depressivos, utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. Resultados: Não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre maior contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta e incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em ambas as coortes de nascimento de Pelotas (referência: Q1: Q2: HR = 1,15, IC95%: 0,93-1,42; Q3 = 0,91, 0,73-1,14; Q4 = 0,97, 0,77-1,21). No entanto, uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada foi associada a maior incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet Brasil, sendo que um aumento de 10% na contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi associado a 10% maior risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos (HR:1,10; 95%CI: 1.07-1.14). Além disso, essa associação foi atenuada, mas não eliminada ao incluir o perfil nutricional da dieta e o consumo de frutas e hortaliças no modelo. Na revisão sistemática, seguida de meta-análise, conduzida incluindo os achados da coorte NutriNet Brasil, foi encontrado que pessoas com um maior consumo de alimentos ultraprocessados (maior quartil ou quintil) apresentaram um risco 32% maior que pessoas com menor consumo (menor quartil ou quintil) para a incidência de desfechos depressivos. Considerando os rastreadores alimentares, foi encontrado que tanto um maior consumo de alimentos ultraprocessados quanto um menor consumo de alimentos integrais de origem vegetal foram independentemente associados a maior risco para a incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet. Apenas a atividade física no lazer foi associada a menor incidência de sintomas depressivos. Houve uma interação aditiva entre o maior consumo de alimentos ultraprocessados e a ausência de prática de atividade física no lazer, resultando em um risco combinado superior à soma dos riscos individuais (Relative Excess Risk of Interaction: 0.18; IC95%: 0.01 - 0.35). Conclusões: Uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada é associada a maior incidência de sintomas depressivos, enquanto maior consumo de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal e prática de atividade física no lazer são associados a menor incidência de sintomas depressivos. Os principais resultados recomendam medidas que, conjuntamente, promovam a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e estimulem a prática de atividade física no lazer.Introduction: Diet and physical activity are associated with the incidence of common mental disorders symptoms. This thesis aims to expanding the research of how ultraprocessed foods and domain-based physical activity could be independently and jointly associated with symptoms of common mental disorders. Objective: To investigate the prospective associations of diet quality indicators and physical activity with the incidence of symptoms of common mental disorders in adults. Methods: Data from the cohorts 1982 Pelotas Birth Cohort (n=5,914 in 1982), 1993 Pelotas Birth Cohort (n=5,249 in 1993) and NutriNet Brasil cohort. The 2004/05 and 2012 waves of the 1982 Pelotas Birth Cohort were used, while cohort members were 23 and 30 years old, respectively. The 2011 and 2015 waves were used in the 1993 Pelotas Birth Cohort, when cohort members were 18 and 22 years old, respectively. Dietary intake was assessed using a food frequency questionnaire during the first selected wave of each cohort, and the consumption of ultra-processed foods was estimated using the Nova classification. The incidence of symptoms of common mental disorders was assessed using the Self-Reporting Questionnaire. In the NutriNet Brazil cohort, dietary intake was assessed using two 24-h dietary recalls, and the contribution of ultra-processed foods to the diet was estimated using the Nova classification. Two food screeners (Nova24h screener) were also used (i.e., ultra-processed foods and whole plant foods). The incidence of depressive symptoms was estimated using the Patient Health Questionnaire-9. The first manuscript investigates the association between consumption of ultra-processed foods and the incidence of symptoms of common mental disorders using data from the 1982 and 1993 Pelotas Birth Cohorts. The second manuscript investigates the association between adherence to the ultra-processed diet pattern and incident depressive symptoms using data from the NutriNet Brazil cohort. The third manuscript investigates the independent and combined associations of consumption of ultra-processed foods, whole plant foods, and domain-based physical activity with the incidence of depressive symptoms using data from the NutriNet Brazil cohort. Results: There were no associations between higher dietary share of ultraprocessed foods and the incidence of symptoms of common mental disorders in both Pelotas Birth Cohorts (reference: Q1: Q2: HR = 1.15, 95% CI: 0.93-1.42; Q3 = 0.91, 0.73-1.14; Q4 = 0.97, 0.77-1.21). However, higher adherence to the ultra-processed diet pattern was associated with a higher incidence of depressive symptoms in the NutriNet Brazil cohort, with a 10% increase in the dietary share of ultra-processed foods being associated with a 10% higher risk for the development of depressive symptoms (HR: 1.10; 95%CI: 1.07-1.14). Moreover, this association was attenuated but not eliminated when including the nutritional profile of the diet and the consumption of fruits and vegetables in the model. In the systematic review, followed by a metaanalysis, conducted including the findings of the NutriNet Brazil cohort, people with a higher consumption of ultra-processed foods (highest quartile or quintile) had a 32% higher risk than people with lower consumption (lowest quartile or quintile) for the incidence of depressive outcomes. Regarding the Nova24h screeners, it was found that both a higher consumption of ultra-processed foods and a lower consumption of whole plant foods were independently associated with a higher risk for incident depressive symptoms in the NutriNet cohort. Only leisure-time physical activity was associated with a lower incidence of depressive symptoms. There was an additive interaction between higher consumption of ultra-processed foods and the lack of leisure-time physical activity practice, resulting in a combined risk higher than the sum of the individual risks (relative excess risk of interaction: 0.18; 95%CI: 0.01 - 0.35). Conclusions: Higher adherence to the ultra-processed diet pattern is associated with higher incident depressive symptoms, while higher consumption of whole plant foods and leisure-time physical activity are associated with lower incident depressive symptoms. The main findings indicate that measures promoting the reduction of ultraprocessed food consumption and encouraging leisure-time physical activity should be taken together.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMonteiro, Carlos AugustoWerneck, André de Oliveira2025-03-10info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-15052025-160201/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-15T19:08:02Zoai:teses.usp.br:tde-15052025-160201Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-15T19:08:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: Diversos aspectos ligados à alimentação e à prática de atividades física são associados ao surgimento de sintomas de transtornos mentais comuns. A presente tese busca aprofundar a compreensão de como alimentos ultraprocessados e domínios da atividade física poderiam ser associados de maneira independente e conjunta com sintomas de transtornos mentais comuns. Objetivo: Estudar a associação prospectiva de indicadores de qualidade da dieta e da prática de atividade física com a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em adultos. Métodos: Foram utilizados dados da coorte de pessoas nascidas em Pelotas (RS) em 1982 (n=5.914 em 1982) e 1993 (n=5.249 em 1993), bem como da coorte NutriNet Brasil. Na coorte de nascidos em 1982, foram utilizados os cortes de 2004/05 e 2012, quando os participantes da coorte tinham 23 e 30 anos, assim como os cortes de 2011 e 2015, quando os participantes da coorte tinham 18 e 22 anos, na coorte de nascidos em 1993. O consumo alimentar foi avaliado por meio de um questionário de frequência alimentar durante a primeira onda selecionada de cada coorte, sendo que o consumo de alimentos ultraprocessados foi estimado utilizando a classificação Nova. A incidência de sintomas de transtornos mentais comuns foi avaliada por meio do Self- Reporting Questionnaire. Na coorte NutriNet Brasil, o consumo alimentar foi avaliado por meio de dois recordatórios alimentares de 24h, sendo que a contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi estimada por meio da classificação Nova. Também foram utilizados dois rastreadores alimentares (Nova24h screener), sendo um de alimentos ultraprocessados e outro de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal. A incidência de sintomas depressivos foi estimada por meio do Patient Health Questionnaire-9. O primeiro manuscrito investiga a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a incidência de sintomas de transtornos mentais comuns utilizando dados das coortes de nascidos em Pelotas em 1982 e 1993. O segundo manuscrito investiga a associação entre a adesão ao padrão de dieta ultraprocessada e a incidência de sintomas depressivos utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. O terceiro manuscrito investiga as associações independentes e combinadas do consumo de alimentos ultraprocessados, alimentos frescos ou minimamente processados integrais e de origem vegetal e domínios da atividade física com a incidência de sintomas depressivos, utilizando dados da coorte NutriNet Brasil. Resultados: Não foram encontradas associações estatisticamente significantes entre maior contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta e incidência de sintomas de transtornos mentais comuns em ambas as coortes de nascimento de Pelotas (referência: Q1: Q2: HR = 1,15, IC95%: 0,93-1,42; Q3 = 0,91, 0,73-1,14; Q4 = 0,97, 0,77-1,21). No entanto, uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada foi associada a maior incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet Brasil, sendo que um aumento de 10% na contribuição de alimentos ultraprocessados para a dieta foi associado a 10% maior risco para o desenvolvimento de sintomas depressivos (HR:1,10; 95%CI: 1.07-1.14). Além disso, essa associação foi atenuada, mas não eliminada ao incluir o perfil nutricional da dieta e o consumo de frutas e hortaliças no modelo. Na revisão sistemática, seguida de meta-análise, conduzida incluindo os achados da coorte NutriNet Brasil, foi encontrado que pessoas com um maior consumo de alimentos ultraprocessados (maior quartil ou quintil) apresentaram um risco 32% maior que pessoas com menor consumo (menor quartil ou quintil) para a incidência de desfechos depressivos. Considerando os rastreadores alimentares, foi encontrado que tanto um maior consumo de alimentos ultraprocessados quanto um menor consumo de alimentos integrais de origem vegetal foram independentemente associados a maior risco para a incidência de sintomas depressivos na coorte NutriNet. Apenas a atividade física no lazer foi associada a menor incidência de sintomas depressivos. Houve uma interação aditiva entre o maior consumo de alimentos ultraprocessados e a ausência de prática de atividade física no lazer, resultando em um risco combinado superior à soma dos riscos individuais (Relative Excess Risk of Interaction: 0.18; IC95%: 0.01 - 0.35). Conclusões: Uma maior adesão ao padrão de dieta ultraprocessada é associada a maior incidência de sintomas depressivos, enquanto maior consumo de alimentos frescos ou minimamente processados, integrais e de origem vegetal e prática de atividade física no lazer são associados a menor incidência de sintomas depressivos. Os principais resultados recomendam medidas que, conjuntamente, promovam a redução do consumo de alimentos ultraprocessados e estimulem a prática de atividade física no lazer. |
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