Vórtice da falha empreendedora: como os empreendedores em startups interpretaram os diferentes fatores que os levaram à falha do negócio e ao fracasso pessoal?
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-19052025-081835/ |
Resumo: | O tema desta tese é o estudo da falha a partir de um ângulo ainda pouco explorado na literatura: os eventos atribuídos pelos empreendedores que podem ter levado à falha e que eles foram incapazes de gerenciar. Falhar é um evento cumulativo e crítico para a constituição de uma empresa, provocando múltiplas consequências, tanto organizacionais quanto individuais, afetando diferentes dimensões da vida financeira, pessoal e psicológica dos envolvidos. Justamente por isso, tem recebido cada vez mais atenção de especialistas e pesquisadores de campos de pesquisa distintos e, mais recentemente, do campo do empreendedorismo. Entretanto, há poucos estudos que analisam a falha empreendedora sob uma perspectiva integrada, considerando aspectos contextuais (determinísticos), organizacionais (voluntarísticos) e individuais (subjetivistas). Com esse referencial teórico, buscamos compreender os diferentes fatores e motivações que levaram os empreendedores à falha. Complementarmente, nos dedicamos a demonstrar quais foram as atribuições de falha identificadas nas narrativas dos empreendedores. Para preencher essas lacunas, propomos uma distinção entre \"falhar\" e \"fracassar\". Enquanto \"fracassar\" estaria relacionado à percepção do indivíduo em relação ao evento crítico da falha, \"falhar\" seria o processo cumulativo de julgamentos, decisões e ações diante de eventos verificáveis e inverificáveis, que levou o empreendedor a deixar o ciclo de geração de valor para entrar em uma espiral de declínio organizacional por não ser capaz de gerenciá-los. A partir dessa proposição, duas perguntas guiaram este trabalho: quais foram os fatores e motivações que os empreendedores utilizaram em suas narrativas para atribuir a falha? Como os empreendedores em startups interpretaram os diferentes fatores que os levaram à falha do negócio e ao fracasso pessoal? Para respondê-las, adotamos uma perspectiva metodológica indutiva e descritiva, seguindo a abordagem de Gioia para identificar os conceitos e construtos relacionados às atribuições de falha e às ações relatadas por empreendedores de startups que tenham falhado. A obtenção de dados seguiu uma abordagem híbrida, combinando revisão de literatura e pesquisa baseada em entrevistas e narrativas públicas. Para a identificação da amostra, selecionamos empreendedores que participaram de encontros voltados ao compartilhamento de experiências de falha, denominados Failtech. Entre fevereiro de 2019 e agosto de 2023, foram realizados 34 encontros do Failtech, com 38 empreendedores que narraram a história de falha de suas startups. Selecionamos 11 startups para compor nossa amostra de empreendedores, considerando a natureza mais incerta de seus negócios. Escolhemos 20 empreendedores, que foram entrevistados entre os meses de junho de 2023 e outubro de 2023. Ao investigar as respostas dos empreendedores de startups sobre quais fatores eles entendiam que haviam levado seus negócios a serem descontinuados, identificamos uma tipologia de 38 atribuições de falha. Também registramos uma tipologia de 18 ações executadas pelos empreendedores até o encerramento das atividades. A partir dessas tipologias, propusemos o modelo conceitual do vórtice da falha empreendedora. O vórtice da falha empreendedora é composto por seis elementos que descrevem a dinâmica desse fluxo. Descobrimos que esse fluxo é constante e influencia diretamente a qualidade da resposta do empreendedor diante dos mesmos eventos. Ou seja, quanto mais o empreendedor é puxado para o fundo, menores são suas opções de ação e sua capacidade de atingir os resultados almejados. Esse afunilamento faz com que os empreendedores reduzam sua capacidade de ação (e reação) a novos eventos, até chegar a um ponto de não retorno. O ponto de não retorno torna inviável que o empreendedor continue explorando a oportunidade inicial identificada, levando ao encerramento da startup e à desistência do empreendedor. Com essas descobertas, preenchemos lacunas teóricas, trazendo uma perspectiva integrada sobre a falha (voluntarística, determinística e subjetivista), compreendendo como ocorre o processo de desistência de empreendedores de startups e reforçando o papel das atribuições como uma forma de estudo para a área do empreendedorismo. No campo prático, oferecemos contribuições relevantes para a ação empreendedora, identificando eventos que podem desencadear a falha em outros negócios, bem como barreiras que podem prolongar mais do que o necessário a existência de startups destinadas a serem descontinuadas. |
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Vórtice da falha empreendedora: como os empreendedores em startups interpretaram os diferentes fatores que os levaram à falha do negócio e ao fracasso pessoal?The entrepreneurial failure vortex: startup entrepreneurs\' interpretations of the factors leading to business collapse and personal setback.Atribuição de falhaBusiness discontinuationDescontinuidade do negócioEntrepreneurial disengagement processEntrepreneurial failureEntrepreneurial failure vortexFailure attributionFracasso do empreendedorProcesso de desistênciaVórtice da falha empreendedoraO tema desta tese é o estudo da falha a partir de um ângulo ainda pouco explorado na literatura: os eventos atribuídos pelos empreendedores que podem ter levado à falha e que eles foram incapazes de gerenciar. Falhar é um evento cumulativo e crítico para a constituição de uma empresa, provocando múltiplas consequências, tanto organizacionais quanto individuais, afetando diferentes dimensões da vida financeira, pessoal e psicológica dos envolvidos. Justamente por isso, tem recebido cada vez mais atenção de especialistas e pesquisadores de campos de pesquisa distintos e, mais recentemente, do campo do empreendedorismo. Entretanto, há poucos estudos que analisam a falha empreendedora sob uma perspectiva integrada, considerando aspectos contextuais (determinísticos), organizacionais (voluntarísticos) e individuais (subjetivistas). Com esse referencial teórico, buscamos compreender os diferentes fatores e motivações que levaram os empreendedores à falha. Complementarmente, nos dedicamos a demonstrar quais foram as atribuições de falha identificadas nas narrativas dos empreendedores. Para preencher essas lacunas, propomos uma distinção entre \"falhar\" e \"fracassar\". Enquanto \"fracassar\" estaria relacionado à percepção do indivíduo em relação ao evento crítico da falha, \"falhar\" seria o processo cumulativo de julgamentos, decisões e ações diante de eventos verificáveis e inverificáveis, que levou o empreendedor a deixar o ciclo de geração de valor para entrar em uma espiral de declínio organizacional por não ser capaz de gerenciá-los. A partir dessa proposição, duas perguntas guiaram este trabalho: quais foram os fatores e motivações que os empreendedores utilizaram em suas narrativas para atribuir a falha? Como os empreendedores em startups interpretaram os diferentes fatores que os levaram à falha do negócio e ao fracasso pessoal? Para respondê-las, adotamos uma perspectiva metodológica indutiva e descritiva, seguindo a abordagem de Gioia para identificar os conceitos e construtos relacionados às atribuições de falha e às ações relatadas por empreendedores de startups que tenham falhado. A obtenção de dados seguiu uma abordagem híbrida, combinando revisão de literatura e pesquisa baseada em entrevistas e narrativas públicas. Para a identificação da amostra, selecionamos empreendedores que participaram de encontros voltados ao compartilhamento de experiências de falha, denominados Failtech. Entre fevereiro de 2019 e agosto de 2023, foram realizados 34 encontros do Failtech, com 38 empreendedores que narraram a história de falha de suas startups. Selecionamos 11 startups para compor nossa amostra de empreendedores, considerando a natureza mais incerta de seus negócios. Escolhemos 20 empreendedores, que foram entrevistados entre os meses de junho de 2023 e outubro de 2023. Ao investigar as respostas dos empreendedores de startups sobre quais fatores eles entendiam que haviam levado seus negócios a serem descontinuados, identificamos uma tipologia de 38 atribuições de falha. Também registramos uma tipologia de 18 ações executadas pelos empreendedores até o encerramento das atividades. A partir dessas tipologias, propusemos o modelo conceitual do vórtice da falha empreendedora. O vórtice da falha empreendedora é composto por seis elementos que descrevem a dinâmica desse fluxo. Descobrimos que esse fluxo é constante e influencia diretamente a qualidade da resposta do empreendedor diante dos mesmos eventos. Ou seja, quanto mais o empreendedor é puxado para o fundo, menores são suas opções de ação e sua capacidade de atingir os resultados almejados. Esse afunilamento faz com que os empreendedores reduzam sua capacidade de ação (e reação) a novos eventos, até chegar a um ponto de não retorno. O ponto de não retorno torna inviável que o empreendedor continue explorando a oportunidade inicial identificada, levando ao encerramento da startup e à desistência do empreendedor. Com essas descobertas, preenchemos lacunas teóricas, trazendo uma perspectiva integrada sobre a falha (voluntarística, determinística e subjetivista), compreendendo como ocorre o processo de desistência de empreendedores de startups e reforçando o papel das atribuições como uma forma de estudo para a área do empreendedorismo. No campo prático, oferecemos contribuições relevantes para a ação empreendedora, identificando eventos que podem desencadear a falha em outros negócios, bem como barreiras que podem prolongar mais do que o necessário a existência de startups destinadas a serem descontinuadas.This thesis explores entrepreneurial failure from an angle still underexplored in the literature: the events attributed by entrepreneurs as contributing to their business failure, yet remaining beyond their ability to manage. Failure is a cumulative and critical event in the formation of a company, triggering multiple consequences at both organizational and individual levels, affecting financial, personal, and psychological dimensions. For this reason, failure has increasingly gained attention from experts and researchers across various fields, including, more recently, the domain of entrepreneurship. However, few studies have examined entrepreneurial failure through an integrated perspective, considering contextual (deterministic), organizational (voluntaristic), and individual (subjectivist) aspects. Using this theoretical framework, this study seeks to understand the various factors and motivations that led entrepreneurs to failure. Additionally, it aims to demonstrate the failure attributions identified in entrepreneurs\' narratives. To address these gaps, we propose a distinction between \"failing\" and \"failing as a personal defeat.\" While \"failing as a personal defeat\" relates to an individual\'s perception of the critical event of failure, \"failing\" refers to the cumulative process of judgments, decisions, and actions in response to both verifiable and unverifiable events, ultimately leading the entrepreneur to exit the value creation cycle and enter a downward organizational spiral due to their inability to manage these events. Based on this proposition, two key research questions guided this study: What factors and motivations did entrepreneurs use in their narratives to attribute failure? How did startup entrepreneurs interpret the different factors that led to their business failure and their personal defeat as entrepreneurs? To answer these questions, we adopted an inductive and descriptive methodological perspective, following the Gioia approach to identify concepts and constructs related to failure attributions and the actions reported by failed startup entrepreneurs. Data collection followed a hybrid approach, combining literature review and research based on interviews and public narratives. The sample selection included entrepreneurs who participated in events focused on sharing failure experiences, known as Failtech. Between February 2019 and August 2023, 34 Failtech meetings were held, with 38 entrepreneurs sharing the failure stories of their startups. From this group, we selected 11 startups to compose our sample, considering the uncertain nature of their businesses. A total of 20 entrepreneurs were interviewed between June and October 2023. By analyzing entrepreneurs\' responses regarding the factors they perceived as leading to their business discontinuation, we identified a typology of 38 failure attributions. Additionally, we recorded a typology of 18 actions taken by entrepreneurs up to the closure of their ventures. From these typologies, we proposed the Entrepreneurial Failure Vortex conceptual model. The Entrepreneurial Failure Vortex comprises six elements that describe the dynamics of this process. We discovered that this process is continuous and directly influences the entrepreneurs response quality to recurring events. In other words, the deeper an entrepreneur is pulled into the vortex, the fewer their available actions and the lower their ability to achieve desired outcomes. This narrowing effect reduces the entrepreneurs capacity for action (and reaction) to new events, eventually reaching a point of no return. At this stage, it becomes unfeasible for the entrepreneur to continue pursuing the initially identified opportunity, leading to the startups closure and the entrepreneurs withdrawal from the venture. These findings contribute to theoretical gaps by offering an integrated perspective on failure (voluntaristic, deterministic, and subjectivist), elucidating the process of startup entrepreneurs\' disengagement, and reinforcing the role of attributions as a relevant framework for entrepreneurship research. From a practical standpoint, this study provides valuable insights for entrepreneurial action by identifying events that may trigger failure in other businesses, as well as barriers that may unnecessarily prolong the existence of startups that are ultimately destined for discontinuation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSalerno, Mario SergioMaruyama, Felipe Massami2025-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3136/tde-19052025-081835/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-20T11:52:01Zoai:teses.usp.br:tde-19052025-081835Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-20T11:52:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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