Estudo da fragilização de 475°C nos aços inoxidáveis ferríticos DIN W. Nr 1.4575 (28%Cr-4%Ni-2%Mo-Nb) e INCOLOY MA 956 (20%Cr-5%Al-Ti-\'Y IND.2\'\'O IND.3\'

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Terada, Maysa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3133/tde-09022026-101626/
Resumo: A fragilização de 475°C é um fenômeno muito comum, a que estão sujeitas a maioria das ferritas de aços inoxidáveis, sejam ferríticos ou dúplex, quando expostas na faixa de temperaturas de 300 a 550°C. Esta fragilização ocorre pela precipitação ou decomposição espinodal da ferrita desses aços nesta faixa de temperaturas e tem conseqüências muito negativas na ductilidade, na tenacidade e na resistência à corrosão do material. Embora este fenômeno seja conhecido há mais de 60 anos, muitas dúvidas ainda permanecem sobre o modo de precipitação e os mecanismos de deformação e de fratura. Na presente dissertação de mestrado foi estudada a fragilização de 475°C da ferrita em dois aços especiais: um aço inoxidável superferrítico e uma superliga à base de ferro. Foram utilizadas várias técnicas complementares de análise tais como microdureza Vickers, microscopia ótica, microscopia eletrônica de varredura e microscopia eletrônica de transmissão. O aumento no tempo de tratamento térmico a 475°C aumenta significativamente a dureza tanto do aço inoxidável superferrítico quanto da INCOLOY MA 956 além de influenciar na resistência à corrosão por pites. Além disso, quanto maior o teor de cromo presente maior será a dureza final atingida.O tipo de fratura do aço inoxidável superferrítico, que geralmente é dúctil passa a ter comportamento frágil em algumas regiões após 1 hora de tratamento térmico a 475°C. A fratura passa a ser predominantemente frágil após 512 horas.Nasuperliga INCOLOY MA 956, o tipo de fratura também apresenta comportamento frágil e dúctil após 1 hora de tratamento térmico a 475°C. Após 504 horas, o mecanismo de fratura predominante é a clivagem.
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