Estudo laboratorial de misturas de coproduto de rejeito de mineração de ferro com emulsão asfáltica para aplicação em sublastro ferroviário.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-08072025-105717/ |
Resumo: | A busca por materiais de fontes alternativas tem ganhado destaque, trazendo oportunidades para o aproveitamento de coprodutos recuperados de rejeitos de mineração de ferro em aplicações como a pavimentação, o que contribui para a economia circular. Este trabalho tem como objetivo avaliar, em laboratório, dois coprodutos arenosos oriundos de processamento de minério de ferro, estabilizados com emulsão asfáltica, visando seu emprego como camada de sublastro em uma ferrovia heavy haul brasileira. Os coprodutos são provenientes das minas de Brucutu e Viga, localizadas em Minas Gerais e operadas pela empresa Vale. Inicialmente, os coprodutos foram caracterizados quanto às suas propriedades físicas, químicas e mineralógicas. Foram realizados ensaios de granulometria, morfologia, massa específica aparente, pH, difração de raios X (DRX), fluorescência de raios X (FRX) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados indicaram que os coprodutos apresentam distribuição granulométrica uniforme, concentrada na fração de areia fina, e são compostos majoritariamente por sílica, com menores quantidades de óxidos de ferro. Essa composição os diferencia dos rejeitos avaliados em outras pesquisas. Posteriormente, a estabilização dos coprodutos com emulsão foi analisada, sendo desenvolvido um procedimento laboratorial para a dosagem das misturas. Esse procedimento incluiu a determinação do teor de água total ideal (de +1% em relação ao teor ótimo de umidade do coproduto puro) e a escolha do tempo de aeração prévio à compactação (de 1 h). Em seguida, foi determinado o teor ótimo de emulsão, com base nos parâmetros de resistência à compressão simples (RCS), tração diametral (RTCD) e módulo resiliente (MR). Foram testados teores de emulsão de 6%, 8% e 10%, considerando diferentes tempos de cura e condições de saturação. Como resultado, observou-se que o teor mais baixo (6%) não proporcionou coesão suficiente às misturas, as quais não resistiram às condições de saturação. Por outro lado, as misturas com 8 e 10% de emulsão apresentaram melhor desempenho geral, atendendo aos valores mínimos de rigidez exigidos para camadas de sublastro ferroviário da literatura. Dessa forma, constatou-se o potencial desses materiais como alternativas viáveis para aplicação em sublastros de ferrovias de carga brasileiras. |
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Estudo laboratorial de misturas de coproduto de rejeito de mineração de ferro com emulsão asfáltica para aplicação em sublastro ferroviário.Laboratory study of mixtures of iron ore mining waste byproduct with asphalt emulsion for application in railway subbasllast.Bituminous materialsFerrovias (Infraestrutura)Materiais betuminososMining tailingsRailways (Infrastructure)Rejeitos de mineraçãoA busca por materiais de fontes alternativas tem ganhado destaque, trazendo oportunidades para o aproveitamento de coprodutos recuperados de rejeitos de mineração de ferro em aplicações como a pavimentação, o que contribui para a economia circular. Este trabalho tem como objetivo avaliar, em laboratório, dois coprodutos arenosos oriundos de processamento de minério de ferro, estabilizados com emulsão asfáltica, visando seu emprego como camada de sublastro em uma ferrovia heavy haul brasileira. Os coprodutos são provenientes das minas de Brucutu e Viga, localizadas em Minas Gerais e operadas pela empresa Vale. Inicialmente, os coprodutos foram caracterizados quanto às suas propriedades físicas, químicas e mineralógicas. Foram realizados ensaios de granulometria, morfologia, massa específica aparente, pH, difração de raios X (DRX), fluorescência de raios X (FRX) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados indicaram que os coprodutos apresentam distribuição granulométrica uniforme, concentrada na fração de areia fina, e são compostos majoritariamente por sílica, com menores quantidades de óxidos de ferro. Essa composição os diferencia dos rejeitos avaliados em outras pesquisas. Posteriormente, a estabilização dos coprodutos com emulsão foi analisada, sendo desenvolvido um procedimento laboratorial para a dosagem das misturas. Esse procedimento incluiu a determinação do teor de água total ideal (de +1% em relação ao teor ótimo de umidade do coproduto puro) e a escolha do tempo de aeração prévio à compactação (de 1 h). Em seguida, foi determinado o teor ótimo de emulsão, com base nos parâmetros de resistência à compressão simples (RCS), tração diametral (RTCD) e módulo resiliente (MR). Foram testados teores de emulsão de 6%, 8% e 10%, considerando diferentes tempos de cura e condições de saturação. Como resultado, observou-se que o teor mais baixo (6%) não proporcionou coesão suficiente às misturas, as quais não resistiram às condições de saturação. Por outro lado, as misturas com 8 e 10% de emulsão apresentaram melhor desempenho geral, atendendo aos valores mínimos de rigidez exigidos para camadas de sublastro ferroviário da literatura. Dessa forma, constatou-se o potencial desses materiais como alternativas viáveis para aplicação em sublastros de ferrovias de carga brasileiras.The search for materials from alternative sources has gained prominence, presenting opportunities for the utilization of byproducts recovered from iron mining tailings in applications such as paving, contributing to the circular economy. This study aims to evaluate, in laboratory conditions, two sandy byproducts derived from iron ore processing, stabilized with asphalt emulsion, with the objective of applying them as subballast layers in a Brazilian heavy haul railway. The byproducts studied are sourced from the Brucutu and Viga mines, located in the state of Minas Gerais and operated by Vale. Initially, the byproducts were characterized in terms of their physical, chemical, and mineralogical properties. Tests were conducted on granulometry, morphology, apparent specific gravity, pH, X-ray diffraction (XRD), X-ray fluorescence (XRF), and scanning electron microscopy (SEM). The results indicated that the byproducts exhibit a uniform granulometric distribution, concentrated in the fine sand fraction, and are predominantly composed of silica, with lower amounts of iron oxides. This composition distinguishes them from the tailings evaluated in other studies. Subsequently, the stabilization of the byproducts with emulsion was analyzed, and a laboratory procedure was developed for mixture design. This procedure included the determination of the ideal total water content (+1% of water related to the optimum moisture content of the pure byproduct) and the selection of the pre-compaction setting time (1 hour). Next, the optimal emulsion content was determined based on parameters of unconfined compressive strength (UCS), indirect tensile strength (ITS), and resilient modulus (RM). Emulsion contents of 6%, 8%, and 10% were tested, considering different curing times and saturation conditions. The results showed that the lowest emulsion content (6%) did not provide sufficient cohesion to the mixtures, which did not withstand the saturation conditions. On the other hand, mixtures with 8% and 10% emulsion exhibited better overall performance, attaining the required minimum stiffness for railway subballast layers found in the literature. Thus, the potential of these materials as viable alternatives for application in Brazilian heavy haul railway subballasts was confirmed.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMotta, Rosângela dos SantosBaschiera, Beatrice Gonçalves2025-05-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/3/3138/tde-08072025-105717/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-10T13:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-08072025-105717Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-10T13:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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