A gestão do valor e o conflito de agência na reorganização de empresas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1996
Autor(a) principal: Oliveira Filho, Samuel Augusto de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USP
Universidade de São Paulo
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12134/tde-22042026-144810/
Resumo: O presente estudo tem por objetivo uma revisão bibliográfica dos conceitos de gestão de valor e do conflito de interesses entre acionistas e administradores nas reorganizações de empresas. Muito se tem dito e escrito acerca da eficácia das estratégias de expansão, através da compra de empresas. Partindo-se do pressuposto que os administradores deveriam buscar a maximização do valor da empresa, este trabalho representa um esforço de levantamento bibliográfico acerca do conflito entre estes e os acionistas, nos processos de tomada de decisão que resultam na aquisição de empresas. Constatamos pois, após um densa revisão na literatura acerca dos métodos de determinação do valor da empresa, que i) o fluxo de caixa em excesso ao valor investido, ii) o pagamento de dividendos, e ii) a maximização do valor de mercado da ação, são itens essenciais à sobrevivência da empresa num ambiente competitivo. Concluímos a partir deste fato, que a gestão do valor pode ser entendida como sendo a capacidade do administrador de combinar recursos disponíveis de forma a maximizar o valor de marcado da empresa, gerando continuamente fluxos de caixa em excesso aos valores investidos, através de decisões que levem sempre a empresa a investir em projetos (fusões e aquisições) que remunerem pelo menos o custo de oportunidade do capital. No entanto, apuramos também que fluxos de caixa livres, não garantem de <i>per se</i>, a sobrevivência da empresa. O administrador deve saber quando e como remunerar o acionista. Este último por sua vez, último procurará obter ao menor custo informações sobre o desempenho da empresa. O resultado da combinação destes fatores fluxo de caixa, remuneração do acionista e custos de agência estará refletido no valor de mercado da empresa. É necessário portanto que haja um equilíbrio entre os interesses dos acionistas e dos administradores como forma de minimizar os custos de agência. Finalmente, pudemos apurar a existência na literatura de duas correntes em torno das razões que levam às atividades de aquisição de empresas. A primeira delas baseada nas teorias econômicas neoclássicas, assume que deve ocorrer alguma forma de ganho econômico para os acionistas da empresa adquirente, sejam resultados do controle sobre a adquirida, sejam resultados dos efeitos de sinergia ou assimetria informacional. A segunda corrente, dá enfoque aos ganhos apurados pela alta administração, e não aos acionistas, especialmente nos casos de diversificação. A literatura acredita que os gestores se engajam nestas operações por interesses próprios e não a partir de uma estratégia coerente com as necessidades da empresa, baseado no fato de que muitas vezes as suas compensações estão atreladas ao tamanho da organização.
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Partindo-se do pressuposto que os administradores deveriam buscar a maximização do valor da empresa, este trabalho representa um esforço de levantamento bibliográfico acerca do conflito entre estes e os acionistas, nos processos de tomada de decisão que resultam na aquisição de empresas. Constatamos pois, após um densa revisão na literatura acerca dos métodos de determinação do valor da empresa, que i) o fluxo de caixa em excesso ao valor investido, ii) o pagamento de dividendos, e ii) a maximização do valor de mercado da ação, são itens essenciais à sobrevivência da empresa num ambiente competitivo. Concluímos a partir deste fato, que a gestão do valor pode ser entendida como sendo a capacidade do administrador de combinar recursos disponíveis de forma a maximizar o valor de marcado da empresa, gerando continuamente fluxos de caixa em excesso aos valores investidos, através de decisões que levem sempre a empresa a investir em projetos (fusões e aquisições) que remunerem pelo menos o custo de oportunidade do capital. No entanto, apuramos também que fluxos de caixa livres, não garantem de <i>per se</i>, a sobrevivência da empresa. O administrador deve saber quando e como remunerar o acionista. Este último por sua vez, último procurará obter ao menor custo informações sobre o desempenho da empresa. O resultado da combinação destes fatores fluxo de caixa, remuneração do acionista e custos de agência estará refletido no valor de mercado da empresa. É necessário portanto que haja um equilíbrio entre os interesses dos acionistas e dos administradores como forma de minimizar os custos de agência. Finalmente, pudemos apurar a existência na literatura de duas correntes em torno das razões que levam às atividades de aquisição de empresas. A primeira delas baseada nas teorias econômicas neoclássicas, assume que deve ocorrer alguma forma de ganho econômico para os acionistas da empresa adquirente, sejam resultados do controle sobre a adquirida, sejam resultados dos efeitos de sinergia ou assimetria informacional. A segunda corrente, dá enfoque aos ganhos apurados pela alta administração, e não aos acionistas, especialmente nos casos de diversificação. A literatura acredita que os gestores se engajam nestas operações por interesses próprios e não a partir de uma estratégia coerente com as necessidades da empresa, baseado no fato de que muitas vezes as suas compensações estão atreladas ao tamanho da organização.The present study has a main goal to carry out a survey within the bibliography related to the concepts of value management and agency conflicts between shareholders and executives (managers) in mergers and acquisitions. Much has been said and written about the effectiveness of expansion strategies through acquisitions. In that sense, this work represents a major contribution to the literature survey and discussion about agency conflicts risen among decision making process that results in mergers and acquisitions, assuming the hypothesis that managers should be oriented to maximize company\'s market value. After a deep investigation in the value management related bibliography, we have reported that: i) cash flow in excess of the amount invested, ii) dividend payout and iii) market value maximization, are the key drivers for the company\'s survival in highly competitive environment. Therefore, we have concluded that value management might be understood as being management\'s ability to combine available resources in order to maximize company\'s market value through continuous generation of free cash flows in excess of the amount invested through investment choices that meet company\'s cost of capital. However, we have also concluded that free cash flows solely are not sufficient to ensure company\'s survival. Managers must know when and how to pay dividends to shareholders. At the same time, shareholders are seeking to lower information costs regarding companys performance. The outcome of the combination of these factors - free cash flow, shareholders remuneration and agency costs, are reflected in the company\'s market value; therefore it is necessary to exist equilibrium between shareholders and managers\' interests, in order to minimize agency costs. Finally, we could also notice the existence of two broad classes of theories behind the motivation of acquisitions. The first class, based on neoclassical economic theories, assumes that some form of financial gain to shareholders of an acquiring firm should occur, as a result of information asymmetries, synergistic effects or control over the acquired Company. These theories are based on the so-called shareholder wealth-maximization hypothesis. The second class of acquisition theories is focused on the gains generated to top managers of acquiring firms. This class known as the managers welfare theory is based on the assumption that acquisition-oriented managers seek to maximize their own gains once executive compensation is usually linked to company\'s size, rather than company\'s market value.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertacoes da USPUniversidade de São PauloFaculdade de Economia, Administração e ContabilidadeRocha, Keyler CarvalhoOliveira Filho, Samuel Augusto de1996-09-302026-04-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12134/tde-22042026-144810/doi:10.11606/D.12.1996.tde-22042026-144810Liberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USP2026-04-22T18:38:02Zoai:teses.usp.br:tde-22042026-144810Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-04-22T18:38:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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