Marcadores de estresse oxidativo no soro e fluido folicular de mulheres inférteis com e sem endometriose submetidas à estimulação ovariana para reprodução assistida: estudo piloto
| Ano de defesa: | 2011 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-05032026-093349/ |
Resumo: | Introdução: O estresse oxidativo parece estar envolvido na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose. Evidências recentes sugerem a presença de estresse oxidativo (EO) sistêmico em pacientes portadoras de endometriose. Hipoteticamente o EO pode ser influenciado pela supressão hipofisária induzida pelo análogo do Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (aGnRH) e pela estimulação ovariana controlada (EOC) com gonadotrofinas, o que necessita de uma melhor avaliação. Embora os mecanismos envolvidos na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose não tenham sido totalmente elucidados, baixos índices de fertilização e implantação em mulheres portadoras de endometriose submetidas à EOC para técnicas de reprodução assistida (TRA) podem resultar de baixa qualidade oocitária que pode ser influenciada pelo EO em ambiente folicular. Objetivos: Comparar os níveis de total de hidroperóxidos (FOX1), produtos avançados de oxidação protéica (AOPP), malondialdeído (MDA), glutationa (GSH) e vitamina E no soro de mulheres inférteis com e sem endometriose (infertilidade secundária a fator tubário e/ou masculino) durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual que precedeu o ciclo de estimulação ovariana (D1), após supressão hipofisária (D2), durante a EOC, no dia na administração da gonadotropina coriônica humana (hCG - D3) e no dia da captação oocitária (D4). Comparar os níveis destes cinco marcadores no fluido folicular (FF) obtido após EOC para injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) em ambos os grupos. Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo com inclusão consecutiva de 154 pacientes submetidas a EOC para ICSI (73 portadoras de endometriose e 81 controles). Amostras de sangue periférico foram coletadas em D1, D2, D3 e D4 para análise dos níveis de FOX1, AOPP, MDA e GSH com leitura por espectrofotometria e vitamina E por HPLC. Amostras do fluido folicular com ausência de contaminação sanguínea foram obtidas do primeiro folículo aspirado de cada paciente. O nível total de proteínas foi determinado através dos Kits Labtest. Os resultados obtidos foram comparados entre os grupos endometriose e controle, endometriose estadio I/II e controle, endometriose estadio III/IV e controle e entre os dois subgrupos de endometriose. Em todas as análises foi considerado o nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Os níveis de AOPP foram significativamente maiores nas mulheres com endometriose comparadas às controles em D1 e D3. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro de mulheres com endometriose comparadas às controles em D2 e D4. Os níveis de GSH foram significativamente maiores no grupo endometriose comparados ao controle em D2, D3 e D4. Os níveis de MDA foram similares entre os grupos em D1, D2, D3 e D4. Os níveis de AOPP foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose III/IV comparada às controles em D1, D3 e D4. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose I/II comparadas às controles em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de AOPP foram observados em pacientes com endometriose III/IV comparadas às com endometriose I/II em D3 e D4. Observamos níveis mais elevados de total de hidroperóxidos em pacientes com endometriose III/IV comparados às pacientes com endometriose I/II em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de GSH foram observados em pacientes com endometriose I/II comparados com endometriose III/IV em D1. Não houve diferença nos níveis séricos de MDA entre os diferentes grupos. Observou-se maiores níveis foliculares de GSH e menores níveis de hidroperóxidos em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose do que controles. Não houve diferença estatística entre os níveis de MDA, AOPP e vitamina E no FF entre os grupos. Conclusões: Evidenciamos a presença de estresse oxidativo sistêmico em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose expresso por maiores níveis de AOPP, um marcador de oxidação protéica, na fase folicular precoce do ciclo menstrual. Após supressão hipofisária, pacientes com endometriose apresentaram maiores níveis de hidroperóxidos, sugerindo um aumento na produção das espécies reativas, o que persiste no dia da captação oocitária. A supressão hipofisária e EOC estão relacionadas a maiores níveis de GSH no soro de mulheres portadoras de endometriose, provavelmente na tentativa de prevenir o EO. Nós ainda observamos menores quantidades de hidroperóxidos no fluido folicular de pacientes com endometriose, associadas a maiores níveis de GSH, às custas das pacientes com endometriose I/II, o que reflete uma tentativa endógena de defesa contra o EO, com neutralização das espécies reativas. As implicações reprodutivas e metabólicas do estresse oxidativo sistêmico e folicular precisam ser avaliadas em futuros estudos, assim como a aplicabilidade de terapias antioxidantes na melhora da fertilidade natural e resultados dos procedimentos de reprodução assistida neste grupo de mulheres. |
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Marcadores de estresse oxidativo no soro e fluido folicular de mulheres inférteis com e sem endometriose submetidas à estimulação ovariana para reprodução assistida: estudo pilotoOxidative stress markers in the serum and follicular fluid of infertile women with and without endometriosis submitted to ovarian stimulation for assisted reproduction: a pilot studyAdvanced oxidation protein productsEndometrioseEndometriosisEstresse oxidativoFemale infertilityGlutathioneGlutationaHidroperóxidosHydroperoxidesInfertilidade femininaMalondialdehydeMalondialdeídoOxidative stressProdutos avançados de oxidação protéicaVitamin EVitamina EIntrodução: O estresse oxidativo parece estar envolvido na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose. Evidências recentes sugerem a presença de estresse oxidativo (EO) sistêmico em pacientes portadoras de endometriose. Hipoteticamente o EO pode ser influenciado pela supressão hipofisária induzida pelo análogo do Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (aGnRH) e pela estimulação ovariana controlada (EOC) com gonadotrofinas, o que necessita de uma melhor avaliação. Embora os mecanismos envolvidos na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose não tenham sido totalmente elucidados, baixos índices de fertilização e implantação em mulheres portadoras de endometriose submetidas à EOC para técnicas de reprodução assistida (TRA) podem resultar de baixa qualidade oocitária que pode ser influenciada pelo EO em ambiente folicular. Objetivos: Comparar os níveis de total de hidroperóxidos (FOX1), produtos avançados de oxidação protéica (AOPP), malondialdeído (MDA), glutationa (GSH) e vitamina E no soro de mulheres inférteis com e sem endometriose (infertilidade secundária a fator tubário e/ou masculino) durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual que precedeu o ciclo de estimulação ovariana (D1), após supressão hipofisária (D2), durante a EOC, no dia na administração da gonadotropina coriônica humana (hCG - D3) e no dia da captação oocitária (D4). Comparar os níveis destes cinco marcadores no fluido folicular (FF) obtido após EOC para injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) em ambos os grupos. Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo com inclusão consecutiva de 154 pacientes submetidas a EOC para ICSI (73 portadoras de endometriose e 81 controles). Amostras de sangue periférico foram coletadas em D1, D2, D3 e D4 para análise dos níveis de FOX1, AOPP, MDA e GSH com leitura por espectrofotometria e vitamina E por HPLC. Amostras do fluido folicular com ausência de contaminação sanguínea foram obtidas do primeiro folículo aspirado de cada paciente. O nível total de proteínas foi determinado através dos Kits Labtest. Os resultados obtidos foram comparados entre os grupos endometriose e controle, endometriose estadio I/II e controle, endometriose estadio III/IV e controle e entre os dois subgrupos de endometriose. Em todas as análises foi considerado o nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Os níveis de AOPP foram significativamente maiores nas mulheres com endometriose comparadas às controles em D1 e D3. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro de mulheres com endometriose comparadas às controles em D2 e D4. Os níveis de GSH foram significativamente maiores no grupo endometriose comparados ao controle em D2, D3 e D4. Os níveis de MDA foram similares entre os grupos em D1, D2, D3 e D4. Os níveis de AOPP foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose III/IV comparada às controles em D1, D3 e D4. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose I/II comparadas às controles em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de AOPP foram observados em pacientes com endometriose III/IV comparadas às com endometriose I/II em D3 e D4. Observamos níveis mais elevados de total de hidroperóxidos em pacientes com endometriose III/IV comparados às pacientes com endometriose I/II em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de GSH foram observados em pacientes com endometriose I/II comparados com endometriose III/IV em D1. Não houve diferença nos níveis séricos de MDA entre os diferentes grupos. Observou-se maiores níveis foliculares de GSH e menores níveis de hidroperóxidos em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose do que controles. Não houve diferença estatística entre os níveis de MDA, AOPP e vitamina E no FF entre os grupos. Conclusões: Evidenciamos a presença de estresse oxidativo sistêmico em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose expresso por maiores níveis de AOPP, um marcador de oxidação protéica, na fase folicular precoce do ciclo menstrual. Após supressão hipofisária, pacientes com endometriose apresentaram maiores níveis de hidroperóxidos, sugerindo um aumento na produção das espécies reativas, o que persiste no dia da captação oocitária. A supressão hipofisária e EOC estão relacionadas a maiores níveis de GSH no soro de mulheres portadoras de endometriose, provavelmente na tentativa de prevenir o EO. Nós ainda observamos menores quantidades de hidroperóxidos no fluido folicular de pacientes com endometriose, associadas a maiores níveis de GSH, às custas das pacientes com endometriose I/II, o que reflete uma tentativa endógena de defesa contra o EO, com neutralização das espécies reativas. As implicações reprodutivas e metabólicas do estresse oxidativo sistêmico e folicular precisam ser avaliadas em futuros estudos, assim como a aplicabilidade de terapias antioxidantes na melhora da fertilidade natural e resultados dos procedimentos de reprodução assistida neste grupo de mulheres.Introduction: Oxidative stress might be involved in the etiopathogenesis of infertility related to endometriosis. Recent evidences have suggested the presence of systemic oxidative stress (OS) in women with endometriosis. Hypothetically OS may be influenced by pituitary suppression with gonadotropin-releasing hormone (GnRH) agonist and by controlled ovarian hyperstimulation (COH) with gonadotropins, which needs better evaluation. Although the mechanisms involved in the etiopathogenesis of infertility related to endometriosis have not been fully elucidated, lower fertilization and implantation rates in women with endometriosis undergoing COH for ART might result from decreased oocyte quality which might be influenced by OS in follicular environment. Objectives: To compare the levels of total hydroperoxides (FOX1), advanced oxidation protein products (AOPP), malondialdehyde (MDA), glutathione (GSH) and vitamin E in serum of infertile women with and without endometriosis (infertility due to tubal and/or male factor) during the early follicular phase of the menstrual cycle preceding COH (D1), after pituitary suppression (D2), during COH (day of human corionic gonadotropin (hCG) administration - D3), and day of oocyte retrieval (D4)). To compare the levels of these five OS markers in follicular fluid (FF) obtained after COH for intracytoplasmic sperm injection (ICSI) in both groups. Patients and Methods: A prospective study was conducted on 154 consecutive patients submitted to COH for ICSI (73 cycles of endometriosis women and 81 cycles of controls). Peripheral blood samples were collected in D1, D2, D3, and D4 for the analysis of FOX1. AOPP, MDA, and GSH levels by absorbance readings with a spectrophotometer, and vitamin E by HPLC. Samples of FF free of blood contamination were obtained from the first follicle aspirated from each patient. Total protein levels were determined by Labtest Kits. The results were compared between endometriosis and controls, endometriosis level I/II and controls, endometriosis level III/IV and controls and between both groups of endometriosis. ln all analysis the level of significance considered was 5% (p<0,05). Results: AOPP levels were significantly higher in women with endometriosis compared to controls in D1 and D3. Total hydroperoxides were significantly higher in serum of women with endometriosis compared to controls in D2 and D4. GSH levels were significantly higher in women with endometriosis compared to controls in D2, D3, and D4. MDA levels were similar between groups in D1, D2, D3, and D4. AOPP levels were significantly higher in serum of women with endometriosis III/IV compared to controls in D1, D3, and D4. Total hydroperoxides were significantly higher in serum of women with endometriosis IlI/IV compared to controls in D1, D2, D3, and D4. GSH levels were significantly higher in women with endometriosis I/II compared to controls in D1, D2, D3, and D4. Higher serum levels of AOPPs were observed in patients with endometriosis IlI/IV compared to endometriosis I/II in D3 and D4. Higher serum levels of total hydroperoxides were observed in patients with endometriosis III/IV compared to endometriosis I/II in D1, D2, D3, and D4. Higher serum levels of GSH were observed in patients with endometriosis I/II compared to endometriosis III/IV in D1. There were no differences in serum levels of MDA between groups. Follicular fluid evaluation found higher levels of GSH and lower levels of total hydroperoxides in infertile women with endometriosis than controls. There were no statistically differences in MDA, AOPP and vitamin E levels in FF between these groups. Conclusions: lnfertile women with endometriosis have evidence of increased systemic oxidative stress expressed by higher levels of AOPP, a marker of protein oxidation, in the early follicular phase of the menstrual cycle. After pituitary suppression, patients with endometriosis present higher serum levels of hydroperoxides, suggesting an increase in reactive oxygen species production, which persists at the day of oocyte retrieval. Pituitary suppression and COH are related to increased levels of GSH in serum of infertile women with endometriosis, probably in an attempt to prevent OS. We also observed lower amounts of hydroperoxides in follicular fluid of patients with endometriosis associated with higher levels of GSH due to patients with endometriosis VII, which reflects an attempt to defend an endogenous OS, with neutralization of reactive species. Reproductive implications of OS need to be evaluated in future studies.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPNavarro, Paula Andrea de Albuquerque SallesAndrade, Aline Zyman de2011-02-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17145/tde-05032026-093349/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-05T12:59:02Zoai:teses.usp.br:tde-05032026-093349Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-05T12:59:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Marcadores de estresse oxidativo no soro e fluido folicular de mulheres inférteis com e sem endometriose submetidas à estimulação ovariana para reprodução assistida: estudo piloto Oxidative stress markers in the serum and follicular fluid of infertile women with and without endometriosis submitted to ovarian stimulation for assisted reproduction: a pilot study |
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Marcadores de estresse oxidativo no soro e fluido folicular de mulheres inférteis com e sem endometriose submetidas à estimulação ovariana para reprodução assistida: estudo piloto Andrade, Aline Zyman de Advanced oxidation protein products Endometriose Endometriosis Estresse oxidativo Female infertility Glutathione Glutationa Hidroperóxidos Hydroperoxides Infertilidade feminina Malondialdehyde Malondialdeído Oxidative stress Produtos avançados de oxidação protéica Vitamin E Vitamina E |
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Introdução: O estresse oxidativo parece estar envolvido na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose. Evidências recentes sugerem a presença de estresse oxidativo (EO) sistêmico em pacientes portadoras de endometriose. Hipoteticamente o EO pode ser influenciado pela supressão hipofisária induzida pelo análogo do Hormônio Liberador de Gonadotrofinas (aGnRH) e pela estimulação ovariana controlada (EOC) com gonadotrofinas, o que necessita de uma melhor avaliação. Embora os mecanismos envolvidos na etiopatogênese da infertilidade relacionada à endometriose não tenham sido totalmente elucidados, baixos índices de fertilização e implantação em mulheres portadoras de endometriose submetidas à EOC para técnicas de reprodução assistida (TRA) podem resultar de baixa qualidade oocitária que pode ser influenciada pelo EO em ambiente folicular. Objetivos: Comparar os níveis de total de hidroperóxidos (FOX1), produtos avançados de oxidação protéica (AOPP), malondialdeído (MDA), glutationa (GSH) e vitamina E no soro de mulheres inférteis com e sem endometriose (infertilidade secundária a fator tubário e/ou masculino) durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual que precedeu o ciclo de estimulação ovariana (D1), após supressão hipofisária (D2), durante a EOC, no dia na administração da gonadotropina coriônica humana (hCG - D3) e no dia da captação oocitária (D4). Comparar os níveis destes cinco marcadores no fluido folicular (FF) obtido após EOC para injeção intracitoplasmática de espermatozóides (ICSI) em ambos os grupos. Pacientes e Métodos: Estudo prospectivo com inclusão consecutiva de 154 pacientes submetidas a EOC para ICSI (73 portadoras de endometriose e 81 controles). Amostras de sangue periférico foram coletadas em D1, D2, D3 e D4 para análise dos níveis de FOX1, AOPP, MDA e GSH com leitura por espectrofotometria e vitamina E por HPLC. Amostras do fluido folicular com ausência de contaminação sanguínea foram obtidas do primeiro folículo aspirado de cada paciente. O nível total de proteínas foi determinado através dos Kits Labtest. Os resultados obtidos foram comparados entre os grupos endometriose e controle, endometriose estadio I/II e controle, endometriose estadio III/IV e controle e entre os dois subgrupos de endometriose. Em todas as análises foi considerado o nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Os níveis de AOPP foram significativamente maiores nas mulheres com endometriose comparadas às controles em D1 e D3. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro de mulheres com endometriose comparadas às controles em D2 e D4. Os níveis de GSH foram significativamente maiores no grupo endometriose comparados ao controle em D2, D3 e D4. Os níveis de MDA foram similares entre os grupos em D1, D2, D3 e D4. Os níveis de AOPP foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose III/IV comparada às controles em D1, D3 e D4. O total de hidroperóxidos foram significativamente maiores no soro das pacientes portadoras de endometriose I/II comparadas às controles em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de AOPP foram observados em pacientes com endometriose III/IV comparadas às com endometriose I/II em D3 e D4. Observamos níveis mais elevados de total de hidroperóxidos em pacientes com endometriose III/IV comparados às pacientes com endometriose I/II em D1, D2, D3 e D4. Maiores níveis séricos de GSH foram observados em pacientes com endometriose I/II comparados com endometriose III/IV em D1. Não houve diferença nos níveis séricos de MDA entre os diferentes grupos. Observou-se maiores níveis foliculares de GSH e menores níveis de hidroperóxidos em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose do que controles. Não houve diferença estatística entre os níveis de MDA, AOPP e vitamina E no FF entre os grupos. Conclusões: Evidenciamos a presença de estresse oxidativo sistêmico em portadoras de infertilidade relacionada à endometriose expresso por maiores níveis de AOPP, um marcador de oxidação protéica, na fase folicular precoce do ciclo menstrual. Após supressão hipofisária, pacientes com endometriose apresentaram maiores níveis de hidroperóxidos, sugerindo um aumento na produção das espécies reativas, o que persiste no dia da captação oocitária. A supressão hipofisária e EOC estão relacionadas a maiores níveis de GSH no soro de mulheres portadoras de endometriose, provavelmente na tentativa de prevenir o EO. Nós ainda observamos menores quantidades de hidroperóxidos no fluido folicular de pacientes com endometriose, associadas a maiores níveis de GSH, às custas das pacientes com endometriose I/II, o que reflete uma tentativa endógena de defesa contra o EO, com neutralização das espécies reativas. As implicações reprodutivas e metabólicas do estresse oxidativo sistêmico e folicular precisam ser avaliadas em futuros estudos, assim como a aplicabilidade de terapias antioxidantes na melhora da fertilidade natural e resultados dos procedimentos de reprodução assistida neste grupo de mulheres. |
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