Branca de Neve sob investigação: o fascínio e os reflexos da princesa no conto dos Grimm, na animação de Disney e na pintura de Paula Rego
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-26022026-160650/ |
Resumo: | Esta pesquisa, fundamentada nos Estudos Comparados de Literaturas, tem como objetivo analisar as potências, as diferenças, os impactos e os espelhamentos das transposições intersemióticas da história de Branca de Neve em três suportes distintos: na literatura, através do conto coletado pelos Irmãos Grimm (1812); no cinema, por meio da adaptação Branca de Neve e os Sete Anões (1937), concebida por Walt Disney; e na pintura, valendo-se de cinco obras da artista portuguesa Paula Rego (1995–1996). A investigação busca demonstrar o vigoroso diálogo entre essas narrativas e os temas relacionados ao universo feminino, uma vez que suas essências são marcadas por personagens e questões socioculturais moldadas pelo patriarcado, resultando em experiências de violência, lutas e desafios impostos às mulheres ao longo dos séculos. Seguindo a linha de pensamento do historiador da arte Aby Warburg (1866–1929) – criador do Atlas Mnemosyne e da chamada \"ciência sem nome\", que pressupõe a interconexão das ciências e estudos em uma abordagem cultural ampla – e do filósofo contemporâneo Georges Didi-Huberman, em cujas reflexões esta pesquisa se alicerça, Branca de Neve atravessa os séculos como uma figura espectral que transita fluidamente entre tempos e espaços. Esse espectro é composto por fragmentos de textos e imagens de diferentes épocas que, ao se unirem, renascem sob novos signos concebidos por artistas de distintas vertentes. Assim, a princesa se perpetua por meio de criações esteticamente engenhosas em diferentes mídias e suportes, sempre dialogando com os contextos complexos e abrangentes de seus criadores. Para uma compreensão mais aprofundada dos tópicos abordados, este trabalho estabelece comparações entre temas e personagens da mitologia grega e figuras religiosas cujas representações artísticas possivelmente inspiraram ilustradores, escritores, pintores, cineastas e demais artistas que deram forma à imagem de Branca de Neve. Como consequência, a pesquisa discorre sobre um conjunto significativo de criadores e obras, sempre com o intuito de compreender e estabelecer relações mais profundas entre os espelhamentos verificados no conto dos Grimm, na animação de Disney e nos quadros de Paula Rego, principais objetos de análise desta investigação. Tais obras, em nossa perspectiva, nutrem-se, como nos painéis do Atlas Mnemosyne de Warburg, de narrativas ancestrais e contemporâneas, imagens femininas arquetípicas e figuras mitológicas para compor suas princesas, simultaneamente distintas e complementares. Esperamos comprovar que as recriações incessantes de Branca de Neve seguem exercendo fascínio justamente porque seu enredo tem apelos universais e, por isso, é capaz de se moldar a contextos históricos, sociais e culturais distintos, sempre despertando reflexões em torno de temas caros às problemáticas de âmbito feminino. Por fim, aspiramos demonstrar que a história da menina branca como a neve continuará cativando o público, provocando discussões e dialogando com gerações sucessivas por meio dos artistas que se debruçam sobre essa trama, em cujas linhas e entrelinhas estamos, todos, definitivamente emaranhados |
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Branca de Neve sob investigação: o fascínio e os reflexos da princesa no conto dos Grimm, na animação de Disney e na pintura de Paula RegoSnow White under investigation: fascination and reflections of the princess in the Grimm tale, Disney\'s animation and Paula Rego\'s paintingBranca de Neve e o femininoBrothers GrimmIrmãos GrimmLiteratura e artes visuaisLiterature and visual artsPaula RegoPaula RegoSnow White and femininityWalt DisneyWalt DisneyEsta pesquisa, fundamentada nos Estudos Comparados de Literaturas, tem como objetivo analisar as potências, as diferenças, os impactos e os espelhamentos das transposições intersemióticas da história de Branca de Neve em três suportes distintos: na literatura, através do conto coletado pelos Irmãos Grimm (1812); no cinema, por meio da adaptação Branca de Neve e os Sete Anões (1937), concebida por Walt Disney; e na pintura, valendo-se de cinco obras da artista portuguesa Paula Rego (1995–1996). A investigação busca demonstrar o vigoroso diálogo entre essas narrativas e os temas relacionados ao universo feminino, uma vez que suas essências são marcadas por personagens e questões socioculturais moldadas pelo patriarcado, resultando em experiências de violência, lutas e desafios impostos às mulheres ao longo dos séculos. Seguindo a linha de pensamento do historiador da arte Aby Warburg (1866–1929) – criador do Atlas Mnemosyne e da chamada \"ciência sem nome\", que pressupõe a interconexão das ciências e estudos em uma abordagem cultural ampla – e do filósofo contemporâneo Georges Didi-Huberman, em cujas reflexões esta pesquisa se alicerça, Branca de Neve atravessa os séculos como uma figura espectral que transita fluidamente entre tempos e espaços. Esse espectro é composto por fragmentos de textos e imagens de diferentes épocas que, ao se unirem, renascem sob novos signos concebidos por artistas de distintas vertentes. Assim, a princesa se perpetua por meio de criações esteticamente engenhosas em diferentes mídias e suportes, sempre dialogando com os contextos complexos e abrangentes de seus criadores. Para uma compreensão mais aprofundada dos tópicos abordados, este trabalho estabelece comparações entre temas e personagens da mitologia grega e figuras religiosas cujas representações artísticas possivelmente inspiraram ilustradores, escritores, pintores, cineastas e demais artistas que deram forma à imagem de Branca de Neve. Como consequência, a pesquisa discorre sobre um conjunto significativo de criadores e obras, sempre com o intuito de compreender e estabelecer relações mais profundas entre os espelhamentos verificados no conto dos Grimm, na animação de Disney e nos quadros de Paula Rego, principais objetos de análise desta investigação. Tais obras, em nossa perspectiva, nutrem-se, como nos painéis do Atlas Mnemosyne de Warburg, de narrativas ancestrais e contemporâneas, imagens femininas arquetípicas e figuras mitológicas para compor suas princesas, simultaneamente distintas e complementares. Esperamos comprovar que as recriações incessantes de Branca de Neve seguem exercendo fascínio justamente porque seu enredo tem apelos universais e, por isso, é capaz de se moldar a contextos históricos, sociais e culturais distintos, sempre despertando reflexões em torno de temas caros às problemáticas de âmbito feminino. Por fim, aspiramos demonstrar que a história da menina branca como a neve continuará cativando o público, provocando discussões e dialogando com gerações sucessivas por meio dos artistas que se debruçam sobre essa trama, em cujas linhas e entrelinhas estamos, todos, definitivamente emaranhadosThis research, grounded in Comparative Literature Studies, aims to analyze the potential, differences, impacts, and reflections of intersemiotic transpositions of the Snow White story across three distinct media: literature, through the tale collected by Brothers Grimm (1812); cinema, through the adaptation Snow White and the Seven Dwarfs (1937), conceived by Walt Disney; and painting, through five works by the Portuguese artist Paula Rego (1995–1996). The investigation seeks to demonstrate the vigorous dialogue between these narratives and themes related to the feminine universe, as their essences are marked by characters and socio-cultural issues shaped by patriarchy, resulting in experiences of violence, struggles, and challenges imposed on women throughout the centuries. Following the line of thought of art historian Aby Warburg (1866–1929) – creator of the Mnemosyne Atlas and the so-called \"nameless science\", which presupposes the interconnection of sciences and studies within a broad cultural approach – and contemporary philosopher Georges Didi-Huberman, upon whose reflections this research is based, Snow White transcends centuries as a spectral figure that fluidly moves between times and spaces. This specter is composed of fragments of texts and images from different eras that, when united, are reborn under new signs conceived by artists from diverse backgrounds. Thus, the princess is perpetuated through aesthetically ingenious creations across different media and formats, always engaging in dialogue with the complex and extensive contexts of her creators. For a deeper understanding of the topics addressed, this study establishes comparisons between themes and characters from Greek mythology and religious figures whose artistic representations may have inspired illustrators, writers, painters, filmmakers, and other artists who shaped the image of Snow White. Consequently, the research discusses a significant set of creators and works, always with the aim of understanding and establishing deeper connections between the reflections observed in the Grimm brothers\' tale, Disney\'s animation, and Paula Rego\'s paintings – the primary objects of analysis in this investigation. These works, in our perspective, draw upon, much like Warburg\'s Mnemosyne Atlas panels, ancestral and contemporary narratives, archetypal female images, and mythological figures to compose their princesses – at once distinct and complementary. I hope to demonstrate that the relentless recreations of Snow White continue to captivate audiences precisely because her story possesses universal appeal and, therefore, can adapt to different historical, social, and cultural contexts, always sparking reflections on issues relevant to feminine themes. Finally, I aspire to show that the story of the girl as white as snow will continue to enchant audiences, provoke discussions, and engage with successive generations through the artists who immerse themselves in this narrative – one in which we are all, undeniably, entangledBiblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCunha, Maria Zilda daSouza, Goimar Dantas de2025-08-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-26022026-160650/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-26T19:33:01Zoai:teses.usp.br:tde-26022026-160650Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-26T19:33:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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