Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos
| Ano de defesa: | 2024 |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/ |
Resumo: | Abordagens com a capacidade de restaurar o equilíbrio da microbiota oral residente, e também de modular a resposta imune do hospedeiro, possuem grande potencial para promover a saúde oral. Assim, o uso de prebióticos pode representar uma interessante estratégia adjuvante na terapia periodontal. Pelo conhecimento da literatura atual, não há estudos avaliando os efeitos do prebiótico polidextrose (PDX) no manejo das doenças periodontais. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do prebiótico PDX no desenvolvimento da periodontite experimental em ratos. Foram utilizados 44 ratos machos, aleatoriamente divididos em 4 grupos (n = 11): grupo Controle (C): animais sem indução de periodontite e que não receberam o prebiótico PDX; grupo Periodontite Experimental (PE): animais com indução de periodontite e que não receberam PDX; grupo Prebiótico (PREB): animais sem PE e que receberam PDX; e grupo PE/PREB: animais com PE e que receberam PDX. Nos grupos PREB e PE/PREB, a polidextrose foi administrada na água de beber dos animais, uma vez ao dia, a partir do início do experimento (T-30) até o final do mesmo (T+14). Nos grupos PE e PE/PREB, a periodontite foi induzida por meio da colocação de fio de algodão ao redor dos primeiros molares mandibulares de cada animal, no dia 0 do experimento, por 14 dias. Todos os animais foram submetidos à eutanásia no T +14 do experimento. Foram analisados os seguintes parâmetros: i) perda óssea alveolar por meio de microtomografia computadorizada por transmissão de raios X (micro-CT); ii) nível de inserção conjuntiva, por meio de análise histomorfométrica; iii) características histopatológicas dos tecidos periodontais; iv) expressão imunohistoquímica de TRAP, TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1 e CINC nos tecidos periodontais; v) análise histométrica dos intestinos delgados; vi) expressão imunohistoquímica de TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-1β, CL-1 e OC nos intestinos delgados; vii) microbiomas oral e fecal, por meio de sequenciamento pela amplificação por PCR do gene 16S rRNA. Os dados obtidos foram estatisticamente analisados (p<0,05). Os animais do grupo PE/ PREB apresentaram maior volume ósseo (BV/TV), maior espessura trabecular óssea (Tb.Th), maior porcentagem de osso na bifurcação (POB), e menores área de superfície de trabéculas ósseas em relação ao volume ósseo total (BS/BV), número de trabéculas ósseas (Tb.N) e porosidade total (Po(Tot)) do que os animais do grupo PE. Observaram-se menor intensidade e extensão da resposta inflamatória no periodonto e um melhor padrão de estruturação dos tecidos periodontais nos animais do grupo PE/PREB em comparação aos animais do grupo PE, mas não houve diferença no nível de inserção entre esses grupos. O grupo PE/PREB apresentou maior expressão de IL-10 do que os demais grupos e menor número de células TRAPpositivas do que o grupo PE nos tecidos periodontais. Não houve diferença nas imunomarcações de TNF-a, IL-1b, TGF-b1 e CINC-1 entre os grupos PE/PREB e PE nos tecidos periodontais. Os animais do grupo PE/PREB apresentaram maiores alturas de vilosidades (AV) intestinais no duodeno e no íleo do que os do grupo PE. O grupo PE apresentou redução nas imunomarcações de claudina-1 e ocludina, em todas as porções do intestino delgado, em relação aos grupos C e PREB. O grupo PE/PREB apresentou maior padrão de imunomarcação de claudina-1, no jejuno, e de ocludina, em todas as porções do intestino delgado, quando comparado ao grupo PE. O grupo PE/PREB apresentou menor imunomarcação de IL-1β na porção do jejuno, e maior imunomarcação de IL-10 no duodeno, em relação ao grupo PE. Não houve diferenças significativas nas imunomarcações intestinais de TNF-a e TGF-b1 entre os grupos PE/PREB e PE. Nas análises microbiológicas orais, observou-se aumento significativo na diversidade alfa nos grupos PREB e PE/PREB ao longo do experimento. No T+14, o grupo PREB apresentou diversidade alfa significativamente maior do que todos os outros grupos. Em relação à diversidade beta da microbiota oral, houve dissimilaridade entre todos os pares de grupos. Observou-se aumento da abundância relativa oral dos filos Pseudomonadota e Bacillota no grupo PREB, e aumento do filo Bacillota no grupo PE/PREB, após a terapia prebiótica. O grupo PE apresentou maior abundância relativa do gênero Rothia em relação ao grupo PE/PREB. Observou-se aumento da abundância oral do gênero Bifidobacterium no grupo PE/PREB, entre o início e o final do estudo. A abundância da espécie Bifidobacterium animalis aumentou na cavidade bucal dos animais dos grupos PE e PE/PREB, e também houve maior abundância dessa espécie nas amostras fecais desses grupos em relação ao grupo C. Na análise de beta diversidade das amostras fecais, no T+14, os grupos C e PE foram dissimilares dos grupos que receberam o PREB (grupos PREB e PE/PREB). Na avaliação de filos nas amostras fecais, o grupo PE/PREB apresentou maior abundância relativa de Bacteroidota e menor abundância de Bacillota no final do estudo, em relação ao grupo PE, e houve um aumento da abundância de Actinomycetota no grupo PE/PREB ao longo do estudo. O grupo PE/PREB apresentou maior abundância do gênero Lachnoanaerobaculum em relação ao grupo PE nas amostras fecais. Já os gêneros Lactobacillus e Ruminococcaceae [G-2], bem como a espécie Ruminococcaceae [G-2] bacterium HMT 085, apresentaram-se reduzidos nas amostras fecais do grupo PE/PREB em relação ao grupo PE no final do experimento. Houve redução na abundância fecal da espécie Shuttleworthia satelles no grupo PREB ao longo do experimento. Dentro das limitações deste estudo, pode-se concluir que a administração do prebiótico polidextrose promoveu um efeito protetor contra a perda óssea alveolar por meio de uma modulação favorável da resposta imuno-inflamatória e dos microbiomas oral e fecal, em ratos com periodontite experimental. |
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Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratosImpact of prebiotic therapy with polydextrose on experimental periodontitis in ratsDoença periodontalIntestinal microbiomeMicrobioma intestinalPeriodontal diseasePrebióticoPrebioticsAbordagens com a capacidade de restaurar o equilíbrio da microbiota oral residente, e também de modular a resposta imune do hospedeiro, possuem grande potencial para promover a saúde oral. Assim, o uso de prebióticos pode representar uma interessante estratégia adjuvante na terapia periodontal. Pelo conhecimento da literatura atual, não há estudos avaliando os efeitos do prebiótico polidextrose (PDX) no manejo das doenças periodontais. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do prebiótico PDX no desenvolvimento da periodontite experimental em ratos. Foram utilizados 44 ratos machos, aleatoriamente divididos em 4 grupos (n = 11): grupo Controle (C): animais sem indução de periodontite e que não receberam o prebiótico PDX; grupo Periodontite Experimental (PE): animais com indução de periodontite e que não receberam PDX; grupo Prebiótico (PREB): animais sem PE e que receberam PDX; e grupo PE/PREB: animais com PE e que receberam PDX. Nos grupos PREB e PE/PREB, a polidextrose foi administrada na água de beber dos animais, uma vez ao dia, a partir do início do experimento (T-30) até o final do mesmo (T+14). Nos grupos PE e PE/PREB, a periodontite foi induzida por meio da colocação de fio de algodão ao redor dos primeiros molares mandibulares de cada animal, no dia 0 do experimento, por 14 dias. Todos os animais foram submetidos à eutanásia no T +14 do experimento. Foram analisados os seguintes parâmetros: i) perda óssea alveolar por meio de microtomografia computadorizada por transmissão de raios X (micro-CT); ii) nível de inserção conjuntiva, por meio de análise histomorfométrica; iii) características histopatológicas dos tecidos periodontais; iv) expressão imunohistoquímica de TRAP, TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1 e CINC nos tecidos periodontais; v) análise histométrica dos intestinos delgados; vi) expressão imunohistoquímica de TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-1β, CL-1 e OC nos intestinos delgados; vii) microbiomas oral e fecal, por meio de sequenciamento pela amplificação por PCR do gene 16S rRNA. Os dados obtidos foram estatisticamente analisados (p<0,05). Os animais do grupo PE/ PREB apresentaram maior volume ósseo (BV/TV), maior espessura trabecular óssea (Tb.Th), maior porcentagem de osso na bifurcação (POB), e menores área de superfície de trabéculas ósseas em relação ao volume ósseo total (BS/BV), número de trabéculas ósseas (Tb.N) e porosidade total (Po(Tot)) do que os animais do grupo PE. Observaram-se menor intensidade e extensão da resposta inflamatória no periodonto e um melhor padrão de estruturação dos tecidos periodontais nos animais do grupo PE/PREB em comparação aos animais do grupo PE, mas não houve diferença no nível de inserção entre esses grupos. O grupo PE/PREB apresentou maior expressão de IL-10 do que os demais grupos e menor número de células TRAPpositivas do que o grupo PE nos tecidos periodontais. Não houve diferença nas imunomarcações de TNF-a, IL-1b, TGF-b1 e CINC-1 entre os grupos PE/PREB e PE nos tecidos periodontais. Os animais do grupo PE/PREB apresentaram maiores alturas de vilosidades (AV) intestinais no duodeno e no íleo do que os do grupo PE. O grupo PE apresentou redução nas imunomarcações de claudina-1 e ocludina, em todas as porções do intestino delgado, em relação aos grupos C e PREB. O grupo PE/PREB apresentou maior padrão de imunomarcação de claudina-1, no jejuno, e de ocludina, em todas as porções do intestino delgado, quando comparado ao grupo PE. O grupo PE/PREB apresentou menor imunomarcação de IL-1β na porção do jejuno, e maior imunomarcação de IL-10 no duodeno, em relação ao grupo PE. Não houve diferenças significativas nas imunomarcações intestinais de TNF-a e TGF-b1 entre os grupos PE/PREB e PE. Nas análises microbiológicas orais, observou-se aumento significativo na diversidade alfa nos grupos PREB e PE/PREB ao longo do experimento. No T+14, o grupo PREB apresentou diversidade alfa significativamente maior do que todos os outros grupos. Em relação à diversidade beta da microbiota oral, houve dissimilaridade entre todos os pares de grupos. Observou-se aumento da abundância relativa oral dos filos Pseudomonadota e Bacillota no grupo PREB, e aumento do filo Bacillota no grupo PE/PREB, após a terapia prebiótica. O grupo PE apresentou maior abundância relativa do gênero Rothia em relação ao grupo PE/PREB. Observou-se aumento da abundância oral do gênero Bifidobacterium no grupo PE/PREB, entre o início e o final do estudo. A abundância da espécie Bifidobacterium animalis aumentou na cavidade bucal dos animais dos grupos PE e PE/PREB, e também houve maior abundância dessa espécie nas amostras fecais desses grupos em relação ao grupo C. Na análise de beta diversidade das amostras fecais, no T+14, os grupos C e PE foram dissimilares dos grupos que receberam o PREB (grupos PREB e PE/PREB). Na avaliação de filos nas amostras fecais, o grupo PE/PREB apresentou maior abundância relativa de Bacteroidota e menor abundância de Bacillota no final do estudo, em relação ao grupo PE, e houve um aumento da abundância de Actinomycetota no grupo PE/PREB ao longo do estudo. O grupo PE/PREB apresentou maior abundância do gênero Lachnoanaerobaculum em relação ao grupo PE nas amostras fecais. Já os gêneros Lactobacillus e Ruminococcaceae [G-2], bem como a espécie Ruminococcaceae [G-2] bacterium HMT 085, apresentaram-se reduzidos nas amostras fecais do grupo PE/PREB em relação ao grupo PE no final do experimento. Houve redução na abundância fecal da espécie Shuttleworthia satelles no grupo PREB ao longo do experimento. Dentro das limitações deste estudo, pode-se concluir que a administração do prebiótico polidextrose promoveu um efeito protetor contra a perda óssea alveolar por meio de uma modulação favorável da resposta imuno-inflamatória e dos microbiomas oral e fecal, em ratos com periodontite experimental.Approaches with the ability to restore the balance of resident oral microbiota, as well as to modulate the host immune response, have great potential to promote oral health. Therefore, the use of prebiotics may represent an interesting adjunct strategy in periodontal therapy. Based on current literature, there are no studies evaluating the effects of polydextrose (PDX) prebiotic in managing periodontal diseases. The aim of this study was to evaluate the effects of the prebiotic PDX on the development of experimental periodontitis in rats. Forty-four male rats were randomly divided into 4 groups (n = 11 per group): Control group (C): animals without induction of periodontitis and without PDX prebiotic treatment; Experimental Periodontitis group (EP): animals with induction of periodontitis and without PDX treatment; Prebiotic group (PREB): animals without periodontitis induction and treated with PDX; and EP/PREB group: animals with periodontitis induction and treated with PDX. In the PREB and EP/PREB groups, polydextrose was administered in the drinking water of the animals once daily, starting from the beginning of the experiment (T-30) until its conclusion (T+14). In the PE and PE/PREB groups, periodontitis was induced by placing cotton ligatures around the first mandibular molars of each animal on day 0 of the experiment, for 14 days. All animals were euthanized at T+14 of the experiment. The following parameters were analyzed: i) alveolar bone loss using X-ray transmission micro-computed tomography (micro-CT); ii) connective tissue attachment level assessed by histomorphometric analysis; iii) histopathological characteristics of periodontal tissues; iv) immunohistochemical expression of TRAP, TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1, and CINC in periodontal tissues; v) histometric analysis of small intestines; vi) immunohistochemical expression of TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1, CL-1, and OC in small intestines; vii) oral and fecal microbiomes analyzed via PCR amplification of the 16S rRNA gene. Data obtained were statistically analyzed (p<0.05). The animals in the EP/PREB group showed greater bone volume (BV/TV), increased trabecular bone thickness (Tb.Th), higher percentage of bone at the bifurcation (POB), and smaller trabecular bone surface area relative to total bone volume (BS/BV), number of trabeculae (Tb.N), and total porosity (Po(Tot)) compared to the EP group. There was observed lower intensity and extent of inflammatory response in the periodontium and a better pattern of periodontal tissue organization in the EP/PREB group compared to the EP group, although there was no difference in attachment level between these groups. The EP/PREB group exhibited higher expression of IL-10 than the other groups and a lower number of TRAP-positive cells than the PE group in periodontal tissues. There was no difference in immunostaining of TNF-α, IL-1β, TGF-β1, and CINC-1 between the EP/PREB and EP groups in periodontal tissues. Animals in the EP/PREB group exhibited greater intestinal villus height (AV) in the duodenum and ileum compared to those in the PE group. The EP group showed reduced immunostaining of claudin-1 and occludin in all portions of the small intestine compared to the C and PREB groups. The EP/PREB group displayed a higher pattern of claudin-1 immunostaining in the jejunum and occludin in all portions of the small intestine compared to the EP group. The EP/PREB group exhibited lower IL-1β immunostaining in the jejunum and higher IL-10 immunostaining in the duodenum compared to the PE group. There were no significant differences in intestinal immunostaining of TNF-α and TGF-β1 between the EP/PREB and PE groups. In oral microbiological analyses, a significant increase in alpha diversity was observed in the PREB and EP/PREB groups throughout the experiment. At T+14, the PREB group exhibited significantly higher alpha diversity than all other groups. Regarding beta diversity of the oral microbiota, there was dissimilarity between all pairs of groups. An increase in the relative oral abundance of the phyla Pseudomonadota and Bacillota was observed in the PREB group, and an increase in the phylum Bacillota in the EP/PREB group after prebiotic therapy. The EP group showed a higher relative abundance of the genus Rothia compared to the EP/PREB group. An increase in the oral abundance of the genus Bifidobacterium was observed in the EP/PREB group between the beginning and the end of the study. The abundance of the species Bifidobacterium animalis increased in the oral cavity of animals in the EP and EP/PREB groups, and there was also a higher abundance of this species in the fecal samples of these groups compared to the C group. In the beta diversity analysis of fecal samples at T+14, the C and EP groups were dissimilar from the groups that received PREB (PREB and EP/PREB groups). In the phyla evaluation of fecal samples, the EP/PREB group showed a higher relative abundance of Bacteroidota and a lower abundance of Bacillota at the end of the study compared to the PE group, and there was an increase in the abundance of Actinomycetota in the EP/PREB group over the course of the study. The EP/PREB group exhibited a higher abundance of the genus Lachnoanaerobaculum compared to the EP group in fecal samples. The genera Lactobacillus and Ruminococcaceae [G-2], as well as the species Ruminococcaceae [G-2] bacterium HMT 085, were reduced in fecal samples of the EP/PREB group compared to the EP group at the end of the experiment. There was a reduction in the fecal abundance of the species Shuttleworthia satelles in the PREB group over the course of the experiment. Within the limitations of this study, it can be concluded that the administration of the prebiotic polydextrose promoted a protective effect against alveolar bone loss through favorable modulation of the immuno-inflammatory response and the oral and fecal microbiomes in rats with experimental periodontitis.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMessora, Flavia Aparecida Chaves FurlanetoNassar, Raquel de Souza Franco2024-08-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/58/58132/tde-23012025-085952/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-05-05T13:37:02Zoai:teses.usp.br:tde-23012025-085952Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-05-05T13:37:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos Impact of prebiotic therapy with polydextrose on experimental periodontitis in rats |
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Impacto da terapia prebiótica com polidextrose na periodontite experimental em ratos Nassar, Raquel de Souza Franco Doença periodontal Intestinal microbiome Microbioma intestinal Periodontal disease Prebiótico Prebiotics |
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Abordagens com a capacidade de restaurar o equilíbrio da microbiota oral residente, e também de modular a resposta imune do hospedeiro, possuem grande potencial para promover a saúde oral. Assim, o uso de prebióticos pode representar uma interessante estratégia adjuvante na terapia periodontal. Pelo conhecimento da literatura atual, não há estudos avaliando os efeitos do prebiótico polidextrose (PDX) no manejo das doenças periodontais. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do prebiótico PDX no desenvolvimento da periodontite experimental em ratos. Foram utilizados 44 ratos machos, aleatoriamente divididos em 4 grupos (n = 11): grupo Controle (C): animais sem indução de periodontite e que não receberam o prebiótico PDX; grupo Periodontite Experimental (PE): animais com indução de periodontite e que não receberam PDX; grupo Prebiótico (PREB): animais sem PE e que receberam PDX; e grupo PE/PREB: animais com PE e que receberam PDX. Nos grupos PREB e PE/PREB, a polidextrose foi administrada na água de beber dos animais, uma vez ao dia, a partir do início do experimento (T-30) até o final do mesmo (T+14). Nos grupos PE e PE/PREB, a periodontite foi induzida por meio da colocação de fio de algodão ao redor dos primeiros molares mandibulares de cada animal, no dia 0 do experimento, por 14 dias. Todos os animais foram submetidos à eutanásia no T +14 do experimento. Foram analisados os seguintes parâmetros: i) perda óssea alveolar por meio de microtomografia computadorizada por transmissão de raios X (micro-CT); ii) nível de inserção conjuntiva, por meio de análise histomorfométrica; iii) características histopatológicas dos tecidos periodontais; iv) expressão imunohistoquímica de TRAP, TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-β1 e CINC nos tecidos periodontais; v) análise histométrica dos intestinos delgados; vi) expressão imunohistoquímica de TNF-α, IL-1β, IL-10, TGF-1β, CL-1 e OC nos intestinos delgados; vii) microbiomas oral e fecal, por meio de sequenciamento pela amplificação por PCR do gene 16S rRNA. Os dados obtidos foram estatisticamente analisados (p<0,05). Os animais do grupo PE/ PREB apresentaram maior volume ósseo (BV/TV), maior espessura trabecular óssea (Tb.Th), maior porcentagem de osso na bifurcação (POB), e menores área de superfície de trabéculas ósseas em relação ao volume ósseo total (BS/BV), número de trabéculas ósseas (Tb.N) e porosidade total (Po(Tot)) do que os animais do grupo PE. Observaram-se menor intensidade e extensão da resposta inflamatória no periodonto e um melhor padrão de estruturação dos tecidos periodontais nos animais do grupo PE/PREB em comparação aos animais do grupo PE, mas não houve diferença no nível de inserção entre esses grupos. O grupo PE/PREB apresentou maior expressão de IL-10 do que os demais grupos e menor número de células TRAPpositivas do que o grupo PE nos tecidos periodontais. Não houve diferença nas imunomarcações de TNF-a, IL-1b, TGF-b1 e CINC-1 entre os grupos PE/PREB e PE nos tecidos periodontais. Os animais do grupo PE/PREB apresentaram maiores alturas de vilosidades (AV) intestinais no duodeno e no íleo do que os do grupo PE. O grupo PE apresentou redução nas imunomarcações de claudina-1 e ocludina, em todas as porções do intestino delgado, em relação aos grupos C e PREB. O grupo PE/PREB apresentou maior padrão de imunomarcação de claudina-1, no jejuno, e de ocludina, em todas as porções do intestino delgado, quando comparado ao grupo PE. O grupo PE/PREB apresentou menor imunomarcação de IL-1β na porção do jejuno, e maior imunomarcação de IL-10 no duodeno, em relação ao grupo PE. Não houve diferenças significativas nas imunomarcações intestinais de TNF-a e TGF-b1 entre os grupos PE/PREB e PE. Nas análises microbiológicas orais, observou-se aumento significativo na diversidade alfa nos grupos PREB e PE/PREB ao longo do experimento. No T+14, o grupo PREB apresentou diversidade alfa significativamente maior do que todos os outros grupos. Em relação à diversidade beta da microbiota oral, houve dissimilaridade entre todos os pares de grupos. Observou-se aumento da abundância relativa oral dos filos Pseudomonadota e Bacillota no grupo PREB, e aumento do filo Bacillota no grupo PE/PREB, após a terapia prebiótica. O grupo PE apresentou maior abundância relativa do gênero Rothia em relação ao grupo PE/PREB. Observou-se aumento da abundância oral do gênero Bifidobacterium no grupo PE/PREB, entre o início e o final do estudo. A abundância da espécie Bifidobacterium animalis aumentou na cavidade bucal dos animais dos grupos PE e PE/PREB, e também houve maior abundância dessa espécie nas amostras fecais desses grupos em relação ao grupo C. Na análise de beta diversidade das amostras fecais, no T+14, os grupos C e PE foram dissimilares dos grupos que receberam o PREB (grupos PREB e PE/PREB). 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Dentro das limitações deste estudo, pode-se concluir que a administração do prebiótico polidextrose promoveu um efeito protetor contra a perda óssea alveolar por meio de uma modulação favorável da resposta imuno-inflamatória e dos microbiomas oral e fecal, em ratos com periodontite experimental. |
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