Perfil dos adultos jovens com acidente vascular cerebral isquêmico submetidos à trombectomia mecânica em um hospital terciário brasileiro
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17161/tde-14072025-150110/ |
Resumo: | Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é, atualmente, a primeira causa de morte no país. Além de figurar entre as principais causas de morbidade em todo o mundo. Os idosos acima de 65 anos compõe o grupo mais vulnerável sendo, portanto, a maior parcela das vítimas de AVC no Brasil, uma vez que sua incidência aumenta com a idade. O AVC em adultos jovens é incomum, porém tem-se observado nos últimos anos um aumento gradual na sua incidência assim como nas taxas de internação por AVC em pacientes abaixo de 65 anos. As etiologias do AVC isquêmico (AVCi) neste grupo populacional é variada, sendo influenciada pela faixa etária, diferindo entre crianças, adolescentes e adultos jovens; por grupos étnicos; região demográfica; nível socioeconômico e sexo. Dados epidemiológicos nesta população são escassos, principalmente no Brasil. Além dos potenciais danos pessoais para as vítimas, tanto físico como do ponto de vista psicossocial, tal condição também tem importante influência negativa para cuidadores e familiares. Adicionalmente, a ocorrência de AVC em adulto jovem também acarreta graves consequências socioeconômicas determinadas pela redução da parcela economicamente ativa da sociedade. Nos últimos anos, diversas publicações demonstraram a eficácia da trombectomia mecânica como tratamento padrão-ouro nos casos de oclusão proximal. Contudo, dados relacionados ao desfecho e etiologia do AVCi em adultos jovens que foram submetidos ao tratamento endovascular ainda são escassos. Por se tratar de um grupo populacional com etiologia heterogênea, pouco se sabe sobre os preditores de desfechos. Objetivos: (1) Descrever o perfil demográfico, clínico e radiológico de adultos jovens com AVC isquêmico com oclusão proximal que foram submetidos à trombectomia mecânica; (2) identificar os principais fatores de risco e etiologias relacionadas ao AVC em adultos jovens com oclusão proximal; (3) avaliar a recorrência de eventos cerebrovasculares e mortalidade; e (4) avaliar os preditores de desfechos clínicos, funcionais e mortalidade. Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, retrospectivo, da casuística de AVC isquêmico em pacientes com idade entre 18 e 65 anos atendidos no hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Resultados: A idade média foi de 51,8 (±9.1) anos com prevalência discretamente maior de homens, 84 (54,5%). A mediana da pontuação na escala do NIHSS à admissão foi de 17 (IQR 12-21) e a mediana na escala de coma de Glasgow foi de 14 (IQR 11-15). Glicemia capilar teve mediana de 118 (IQR 100-145). O sítio de oclusão mais prevalente foi a artéria cerebral média 77(50%). Os fatores de risco mais prevalentes nos adultos jovens com AVCI por oclusão proximal são os cardiovasculares, como HAS (62,3%), DM (29,2%), tabagismo (40%) e dislipidemia (29,2). Esses fatores são ainda mais prevalentes na população entre 50-65 anos. As etiologias mais prevalentes nos jovens entre 18-50 anos foram as de origem cardioembólica e indeterminada, ao passo que em pacientes acima dos 50 anos aumenta a incidência da aterosclerose de grandes vasos. Idade abaixo de 50 anos demonstrou ser fator preditor de bom desfecho funcional [OR 0,28 (0,11-0,66), p=0,005]. Diabetes mellitus [OR 3,79 (1,08-14,9), p=0,044], NIH maior que 15 à admissão [OR 2,2 (1-4,97), p=0,053], atraso maior que 6 horas para acesso à trombectomia mecânica [OR 3,58 (1,58-8,49), p=0,003] e a presença de transformação hemorrágica [OR 2,74 (IC 1,19-6,53), p=0,020], foram fatores preditores de pior desfecho funcional (Escala modificada de Rankin, mRS 3-6) em 90 dias. Conclusão: O AVC em adultos jovens é um desafio social e de saúde pública. Faz-se necessário políticas sociais para prevenção e controle de fatores de risco modificáveis, a fim de reduzir incidência e desfecho funcional desfavorável. |
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Perfil dos adultos jovens com acidente vascular cerebral isquêmico submetidos à trombectomia mecânica em um hospital terciário brasileiroProfile of young adults with ischemic stroke undergoing mechanical thrombectomy in a Brazilian tertiary hospitalAcidente vascular cerebral isquêmicoAdulto jovemIschemic strokeMechanical thrombectomyOclusão proximalProximal occlusionTrombectomia mecânicaYoung adultIntrodução: O acidente vascular cerebral (AVC) é, atualmente, a primeira causa de morte no país. Além de figurar entre as principais causas de morbidade em todo o mundo. Os idosos acima de 65 anos compõe o grupo mais vulnerável sendo, portanto, a maior parcela das vítimas de AVC no Brasil, uma vez que sua incidência aumenta com a idade. O AVC em adultos jovens é incomum, porém tem-se observado nos últimos anos um aumento gradual na sua incidência assim como nas taxas de internação por AVC em pacientes abaixo de 65 anos. As etiologias do AVC isquêmico (AVCi) neste grupo populacional é variada, sendo influenciada pela faixa etária, diferindo entre crianças, adolescentes e adultos jovens; por grupos étnicos; região demográfica; nível socioeconômico e sexo. Dados epidemiológicos nesta população são escassos, principalmente no Brasil. Além dos potenciais danos pessoais para as vítimas, tanto físico como do ponto de vista psicossocial, tal condição também tem importante influência negativa para cuidadores e familiares. Adicionalmente, a ocorrência de AVC em adulto jovem também acarreta graves consequências socioeconômicas determinadas pela redução da parcela economicamente ativa da sociedade. Nos últimos anos, diversas publicações demonstraram a eficácia da trombectomia mecânica como tratamento padrão-ouro nos casos de oclusão proximal. Contudo, dados relacionados ao desfecho e etiologia do AVCi em adultos jovens que foram submetidos ao tratamento endovascular ainda são escassos. Por se tratar de um grupo populacional com etiologia heterogênea, pouco se sabe sobre os preditores de desfechos. Objetivos: (1) Descrever o perfil demográfico, clínico e radiológico de adultos jovens com AVC isquêmico com oclusão proximal que foram submetidos à trombectomia mecânica; (2) identificar os principais fatores de risco e etiologias relacionadas ao AVC em adultos jovens com oclusão proximal; (3) avaliar a recorrência de eventos cerebrovasculares e mortalidade; e (4) avaliar os preditores de desfechos clínicos, funcionais e mortalidade. Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, retrospectivo, da casuística de AVC isquêmico em pacientes com idade entre 18 e 65 anos atendidos no hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Resultados: A idade média foi de 51,8 (±9.1) anos com prevalência discretamente maior de homens, 84 (54,5%). A mediana da pontuação na escala do NIHSS à admissão foi de 17 (IQR 12-21) e a mediana na escala de coma de Glasgow foi de 14 (IQR 11-15). Glicemia capilar teve mediana de 118 (IQR 100-145). O sítio de oclusão mais prevalente foi a artéria cerebral média 77(50%). Os fatores de risco mais prevalentes nos adultos jovens com AVCI por oclusão proximal são os cardiovasculares, como HAS (62,3%), DM (29,2%), tabagismo (40%) e dislipidemia (29,2). Esses fatores são ainda mais prevalentes na população entre 50-65 anos. As etiologias mais prevalentes nos jovens entre 18-50 anos foram as de origem cardioembólica e indeterminada, ao passo que em pacientes acima dos 50 anos aumenta a incidência da aterosclerose de grandes vasos. Idade abaixo de 50 anos demonstrou ser fator preditor de bom desfecho funcional [OR 0,28 (0,11-0,66), p=0,005]. Diabetes mellitus [OR 3,79 (1,08-14,9), p=0,044], NIH maior que 15 à admissão [OR 2,2 (1-4,97), p=0,053], atraso maior que 6 horas para acesso à trombectomia mecânica [OR 3,58 (1,58-8,49), p=0,003] e a presença de transformação hemorrágica [OR 2,74 (IC 1,19-6,53), p=0,020], foram fatores preditores de pior desfecho funcional (Escala modificada de Rankin, mRS 3-6) em 90 dias. Conclusão: O AVC em adultos jovens é um desafio social e de saúde pública. Faz-se necessário políticas sociais para prevenção e controle de fatores de risco modificáveis, a fim de reduzir incidência e desfecho funcional desfavorável.Introduction: Stroke is currently the leading cause of death in the country and ranks among the main causes of morbidity worldwide. Seniors over 65 years old constitute the most vulnerable group, making up the largest portion of stroke victims in Brazil, as its incidence increases with age. Stroke in young adults is uncommon; however, there has been a gradual increase in its incidence in recent years, alongside rising hospitalization rates for stroke in patients under 65 years old. The etiologies of ischemic stroke (IS) in this population group are varied, influenced by age group, differing among children, adolescents, and young adults; by ethnic groups; demographic region; socioeconomic status; and sex. Epidemiological data in this population are scarce, especially in Brazil. Besides the potential personal damages to victims, both physically and psychosocially, this condition also has a significant negative impact on caregivers and family members. Additionally, the occurrence of stroke in young adults results in severe socioeconomic consequences due to the reduction in the economically active portion of society. In recent years, various publications have demonstrated the efficacy of mechanical thrombectomy as the gold standard treatment for proximal occlusion cases. However, data regarding the outcomes and etiology of IS in young adults who have undergone endovascular treatment are still scarce. Given that this is a population group with heterogeneous etiology, little is known about the predictors of outcomes. Objectives: (1) To describe the demographic, clinical, and radiological profile of young adults with ischemic stroke with proximal occlusion who underwent mechanical thrombectomy; (2) to identify the main risk factors and etiologies related to stroke in young adults with proximal occlusion; (3) to evaluate the recurrence of cerebrovascular events and mortality; and (4) to assess the predictors of clinical, functional, and mortality outcomes. Methods: This is a descriptive, retrospective observational study of ischemic stroke cases in patients aged between 18 and 65 years treated at the Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Results: The average age was 51.8 (±9.1) years, with a slightly higher prevalence of men (54.5%). The median score on the NIHSS scale at admission was 17 (IQR 12-21), and the median on the Glasgow Coma Scale was 14 (IQR 11-15). The median capillary glucose was 118 (IQR 100-145). The most prevalent site of occlusion was the middle cerebral artery (50%). The most common risk factors in young adults with IS due to proximal occlusion were cardiovascular, such as hypertension (62.3%), diabetes mellitus (29.2%), smoking (40%), and dyslipidemia (29.2%). These factors were even more prevalent in the population aged 50-65 years. The most prevalent etiologies in young adults aged 18-50 years were of cardioembolic and undetermined origin, while in patients over 50 years, the incidence of large vessel atherosclerosis increased. An age below 50 years was shown to be a predictor of good functional outcome [OR 0.28 (0.11-0.66), p=0.005]. Diabetes mellitus [OR 3.79 (1.08-14.9), p=0.044], NIH greater than 15 at admission [OR 2.2 (1-4.97), p=0.053], a delay of more than 6 hours to access mechanical thrombectomy [OR 3.58 (1.58-8.49), p=0.003], and the presence of hemorrhagic transformation [OR 2.74 (CI 1.19-6.53), p=0.020] were all predictors of poorer functional outcomes (modified Rankin Scale, mRS 3-6) at 90 days. Conclusion: Stroke in young adults is a social and public health challenge. There is a need for social policies for the prevention and control of modifiable risk factors to reduce incidence and unfavorable functional outcomes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCamilo, Millene RodriguesLima Filho, José Rosemberg Costa2025-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17161/tde-14072025-150110/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-07-25T19:13:02Zoai:teses.usp.br:tde-14072025-150110Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-07-25T19:13:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) é, atualmente, a primeira causa de morte no país. Além de figurar entre as principais causas de morbidade em todo o mundo. Os idosos acima de 65 anos compõe o grupo mais vulnerável sendo, portanto, a maior parcela das vítimas de AVC no Brasil, uma vez que sua incidência aumenta com a idade. O AVC em adultos jovens é incomum, porém tem-se observado nos últimos anos um aumento gradual na sua incidência assim como nas taxas de internação por AVC em pacientes abaixo de 65 anos. As etiologias do AVC isquêmico (AVCi) neste grupo populacional é variada, sendo influenciada pela faixa etária, diferindo entre crianças, adolescentes e adultos jovens; por grupos étnicos; região demográfica; nível socioeconômico e sexo. Dados epidemiológicos nesta população são escassos, principalmente no Brasil. Além dos potenciais danos pessoais para as vítimas, tanto físico como do ponto de vista psicossocial, tal condição também tem importante influência negativa para cuidadores e familiares. Adicionalmente, a ocorrência de AVC em adulto jovem também acarreta graves consequências socioeconômicas determinadas pela redução da parcela economicamente ativa da sociedade. Nos últimos anos, diversas publicações demonstraram a eficácia da trombectomia mecânica como tratamento padrão-ouro nos casos de oclusão proximal. Contudo, dados relacionados ao desfecho e etiologia do AVCi em adultos jovens que foram submetidos ao tratamento endovascular ainda são escassos. Por se tratar de um grupo populacional com etiologia heterogênea, pouco se sabe sobre os preditores de desfechos. Objetivos: (1) Descrever o perfil demográfico, clínico e radiológico de adultos jovens com AVC isquêmico com oclusão proximal que foram submetidos à trombectomia mecânica; (2) identificar os principais fatores de risco e etiologias relacionadas ao AVC em adultos jovens com oclusão proximal; (3) avaliar a recorrência de eventos cerebrovasculares e mortalidade; e (4) avaliar os preditores de desfechos clínicos, funcionais e mortalidade. Métodos: Trata-se de um estudo observacional descritivo, retrospectivo, da casuística de AVC isquêmico em pacientes com idade entre 18 e 65 anos atendidos no hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Resultados: A idade média foi de 51,8 (±9.1) anos com prevalência discretamente maior de homens, 84 (54,5%). A mediana da pontuação na escala do NIHSS à admissão foi de 17 (IQR 12-21) e a mediana na escala de coma de Glasgow foi de 14 (IQR 11-15). Glicemia capilar teve mediana de 118 (IQR 100-145). O sítio de oclusão mais prevalente foi a artéria cerebral média 77(50%). Os fatores de risco mais prevalentes nos adultos jovens com AVCI por oclusão proximal são os cardiovasculares, como HAS (62,3%), DM (29,2%), tabagismo (40%) e dislipidemia (29,2). Esses fatores são ainda mais prevalentes na população entre 50-65 anos. As etiologias mais prevalentes nos jovens entre 18-50 anos foram as de origem cardioembólica e indeterminada, ao passo que em pacientes acima dos 50 anos aumenta a incidência da aterosclerose de grandes vasos. Idade abaixo de 50 anos demonstrou ser fator preditor de bom desfecho funcional [OR 0,28 (0,11-0,66), p=0,005]. Diabetes mellitus [OR 3,79 (1,08-14,9), p=0,044], NIH maior que 15 à admissão [OR 2,2 (1-4,97), p=0,053], atraso maior que 6 horas para acesso à trombectomia mecânica [OR 3,58 (1,58-8,49), p=0,003] e a presença de transformação hemorrágica [OR 2,74 (IC 1,19-6,53), p=0,020], foram fatores preditores de pior desfecho funcional (Escala modificada de Rankin, mRS 3-6) em 90 dias. Conclusão: O AVC em adultos jovens é um desafio social e de saúde pública. Faz-se necessário políticas sociais para prevenção e controle de fatores de risco modificáveis, a fim de reduzir incidência e desfecho funcional desfavorável. |
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