Efeito antinociceptivo da associação intratecal de morfina a baixas doses de neostigmina na dor aguda pós-operatória
| Ano de defesa: | 2005 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-14032025-125418/ |
Resumo: | Este estudo foi proposto para determinar se a combinação de baixas doses de neostigmina intratecal (1 a 5µg) potencializaria a analgesia de uma dose fixa de morfina intratecal. Sessenta pacientes submetidas à cirurgia ginecológica foram distribuídas aleatoriamente em cinco grupos. As pacientes receberam 15 mg de bupivacaína mais 2ml de droga-teste intratecal (salina 100µg de morfina ou de 1 a 5µg de neostigmina).O grupo controle recebeu solução salina como droga-teste e o grupo morfina recebeu somente morfina. O grupo morfina + 1µg de neostigmina recebeu a dose fixa de morfina intratecal (100µg) mais 1µg de neostigmina. O seguinte grupo, morfina + 2,5µg de neostigmina, recebeu morfina espinhal e 2,5µg de neostigmina. Finalmente, o grupo da morfina + 5µg recebeu morfina espinhal e 5µg de neostigmina. Os grupos foram demograficamente similares. A requisição da primeira dose de analgésico, em minutos, foi maior em todas as pacientes que receberam morfina intratecal associadas às doses de neostigmina (média de 6 horas) comparadas ao grupo controle (média de 3 horas) (p<0,02). O grupo morfina (p<0,05) e os grupos que receberam a combinação de morfina e neostigmina intratecais (p<0,005) requisitaram menos analgésicos nas primeiras 24 horas pós-operatórias comparados ao grupo controle. A incidência de efeitos adversos foi similar entre os grupos (p>0,05). Sendo assim, adição de baixas doses de neostigmina espinhal a 100µg de morfina intratecal duplicou o tempo do primeiro resgate analgésico na população estudada e diminuiu o consumo de analgésico nas primeiras 24 horas, sem aumentar a incidência de efeitos adversos. Os dados sugerem que baixas doses podem melhorar a analgesia da morfina intratecal. |
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Efeito antinociceptivo da associação intratecal de morfina a baixas doses de neostigmina na dor aguda pós-operatóriaThe antinociceptive effect of low doses intrathecal neostigmine combined with intrathecal morphine, following gynaecological surgeryCirurgia ginecológicaGynecological surgeryIntrathecal morphineIntrathecal neostigmineMorfina intratecalNeostigmina intratecalEste estudo foi proposto para determinar se a combinação de baixas doses de neostigmina intratecal (1 a 5µg) potencializaria a analgesia de uma dose fixa de morfina intratecal. Sessenta pacientes submetidas à cirurgia ginecológica foram distribuídas aleatoriamente em cinco grupos. As pacientes receberam 15 mg de bupivacaína mais 2ml de droga-teste intratecal (salina 100µg de morfina ou de 1 a 5µg de neostigmina).O grupo controle recebeu solução salina como droga-teste e o grupo morfina recebeu somente morfina. O grupo morfina + 1µg de neostigmina recebeu a dose fixa de morfina intratecal (100µg) mais 1µg de neostigmina. O seguinte grupo, morfina + 2,5µg de neostigmina, recebeu morfina espinhal e 2,5µg de neostigmina. Finalmente, o grupo da morfina + 5µg recebeu morfina espinhal e 5µg de neostigmina. Os grupos foram demograficamente similares. A requisição da primeira dose de analgésico, em minutos, foi maior em todas as pacientes que receberam morfina intratecal associadas às doses de neostigmina (média de 6 horas) comparadas ao grupo controle (média de 3 horas) (p<0,02). O grupo morfina (p<0,05) e os grupos que receberam a combinação de morfina e neostigmina intratecais (p<0,005) requisitaram menos analgésicos nas primeiras 24 horas pós-operatórias comparados ao grupo controle. A incidência de efeitos adversos foi similar entre os grupos (p>0,05). Sendo assim, adição de baixas doses de neostigmina espinhal a 100µg de morfina intratecal duplicou o tempo do primeiro resgate analgésico na população estudada e diminuiu o consumo de analgésico nas primeiras 24 horas, sem aumentar a incidência de efeitos adversos. Os dados sugerem que baixas doses podem melhorar a analgesia da morfina intratecal.The purpose of this study was to determine whether combination of 1-5 µg intrathecal neostigmine would enhance analgesia from a fixed intrathecal dose of morphine. Sixty patients undergoing gynecological surgery were randomized to one of 5 groups. Patients received 15 mg bupivacaine plus 2 ml of the test drug intrathecally (saline, 100 µg morphine or 1-5 µg neostigmine). The Control group received spinal saline as the test drug. The Morphine group received spinal morphine as test drug. The Morphine + 1 µg Neostigmine group received spinal morphine and 1 µg neostigmine. The Morphine + 2.5 µg Neostigmine group received spinal morphine and µ2.5 g neostigmine. Finally, the Morphine + 5 µg Neostigmine group received spinal morphine and 5 µg neostigmine. The groups were demographically similar. The time to first rescue analgesic (min) was longer to all patients who received intrathecal morphine combined with 1-5 µg neostigmine (median 6 hours) compared to the Control group (median 3 hours) (p<0.02). The Morphine group (p<0.05) and the groups who received the combination of intrathecal 100 µg morphine combined with neostigmine (p<0.005) required less rescue analgesics in 24 hours compared to the Control group. The incidence of perioperative adverse effects was similar among groups (p>0.05). The addition of 1-5 µg spinal neostigmine to 100 µg morphine doubled the duration to first rescue analgesic in the population studied and decreased the analgesic consumption in 24 hours, without increasing the incidence of adverse effects. The data suggest that low dose spinal neostigmine may improve morphine analgesia.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLauretti, Gabriela RochaAlmeida, Raquel Alves de2005-08-12info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-14032025-125418/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-03-18T15:34:01Zoai:teses.usp.br:tde-14032025-125418Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-03-18T15:34:01Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Este estudo foi proposto para determinar se a combinação de baixas doses de neostigmina intratecal (1 a 5µg) potencializaria a analgesia de uma dose fixa de morfina intratecal. Sessenta pacientes submetidas à cirurgia ginecológica foram distribuídas aleatoriamente em cinco grupos. As pacientes receberam 15 mg de bupivacaína mais 2ml de droga-teste intratecal (salina 100µg de morfina ou de 1 a 5µg de neostigmina).O grupo controle recebeu solução salina como droga-teste e o grupo morfina recebeu somente morfina. O grupo morfina + 1µg de neostigmina recebeu a dose fixa de morfina intratecal (100µg) mais 1µg de neostigmina. O seguinte grupo, morfina + 2,5µg de neostigmina, recebeu morfina espinhal e 2,5µg de neostigmina. Finalmente, o grupo da morfina + 5µg recebeu morfina espinhal e 5µg de neostigmina. Os grupos foram demograficamente similares. A requisição da primeira dose de analgésico, em minutos, foi maior em todas as pacientes que receberam morfina intratecal associadas às doses de neostigmina (média de 6 horas) comparadas ao grupo controle (média de 3 horas) (p<0,02). O grupo morfina (p<0,05) e os grupos que receberam a combinação de morfina e neostigmina intratecais (p<0,005) requisitaram menos analgésicos nas primeiras 24 horas pós-operatórias comparados ao grupo controle. A incidência de efeitos adversos foi similar entre os grupos (p>0,05). Sendo assim, adição de baixas doses de neostigmina espinhal a 100µg de morfina intratecal duplicou o tempo do primeiro resgate analgésico na população estudada e diminuiu o consumo de analgésico nas primeiras 24 horas, sem aumentar a incidência de efeitos adversos. Os dados sugerem que baixas doses podem melhorar a analgesia da morfina intratecal. |
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