Achados clínicos e análise da microbiota vaginal de cadelas obesas, com ou sem cistite
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74135/tde-24042025-141046/ |
Resumo: | A obesidade canina é uma doença crônica, geralmente associada a diferentes comorbidades. Porém, não se sabe se a obesidade poderia alterar a microbiota vaginal de cadelas e aumentar o risco de infecção do trato urinário. Evidências sugerem que a obesidade pode favorecer a cistite. O objetivo deste trabalho foi avaliar a microbiota do canal vaginal de cadelas obesas, com ou sem cistite, utilizando o sequenciamento do gene rRNA 16S para a classificação taxonômica. Para isso, foram recrutadas 26 cadelas castradas, sendo 8 com condição corporal ideal (grupo controle), 14 obesas (grupo obesas) e 4 obesas com diagnóstico clínico de cistite (grupo cistite). Todas as cadelas passaram por uma avaliação clínica, que incluiu exames físico, laboratoriais e de imagem (ultrassom dos rins e vias urinárias). As amostras do canal vaginal foram coletadas com swab estéril, então, o DNA genômico das bactérias foi extraído e sequenciado. No grupo cistite, as cadelas manifestaram sinais de doença do trato urinário e a Staphylococcus pseudintermedius foi isolada em 2 amostras de urina. Fora isso, não foram encontradas alterações significativas e clinicamente relevantes entre os grupos. A análise da microbiota do canal vaginal foi realizada em apenas 9 amostras cujo DNA atendeu aos critérios de qualidade, sendo 4 do grupo controle, 3 do grupo obesas e 2 do grupo cistite. Não foram observadas diferenças entre os grupos em relação à diversidade alfa (riqueza e abundância das espécies) e beta (composição e estrutura da comunidade microbiana) e a abundância relativa dos principais Filos, Famílias e Gêneros. Os Filos mais abundantes foram Firmicutes, Proteobacteria, Bacteroidota e Actinobacteriota. As Famílias mais abundantes foram Staphylococcaceae, Corynebacteriaceae, Porphyromodaceae, Streptococcaceae e Pseudomodaceae. Os Gêneros mais abundantes foram Staphylococcus, Corynebacterium, Porphyromos e Streptococcus. Concluímos a microbiota do canal vaginal de cadelas castradas é diversa e abundante, e foi muito similar entre as fêmeas obesas e com condição corporal ideal. Não foi possível estabelecer uma relação entre a diversidade e composição da microbiota vaginal e a ocorrência de cistite nas cadelas obesas. |
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Achados clínicos e análise da microbiota vaginal de cadelas obesas, com ou sem cistiteClinical findings and vaginal microbiota analysis in obese female dogs with or without cystitisBCSCanine obesityCistiteCystitisDiversidadeDiversityECCMicrobioma vaginalObesidade caninaVaginal microbiomeA obesidade canina é uma doença crônica, geralmente associada a diferentes comorbidades. Porém, não se sabe se a obesidade poderia alterar a microbiota vaginal de cadelas e aumentar o risco de infecção do trato urinário. Evidências sugerem que a obesidade pode favorecer a cistite. O objetivo deste trabalho foi avaliar a microbiota do canal vaginal de cadelas obesas, com ou sem cistite, utilizando o sequenciamento do gene rRNA 16S para a classificação taxonômica. Para isso, foram recrutadas 26 cadelas castradas, sendo 8 com condição corporal ideal (grupo controle), 14 obesas (grupo obesas) e 4 obesas com diagnóstico clínico de cistite (grupo cistite). Todas as cadelas passaram por uma avaliação clínica, que incluiu exames físico, laboratoriais e de imagem (ultrassom dos rins e vias urinárias). As amostras do canal vaginal foram coletadas com swab estéril, então, o DNA genômico das bactérias foi extraído e sequenciado. No grupo cistite, as cadelas manifestaram sinais de doença do trato urinário e a Staphylococcus pseudintermedius foi isolada em 2 amostras de urina. Fora isso, não foram encontradas alterações significativas e clinicamente relevantes entre os grupos. A análise da microbiota do canal vaginal foi realizada em apenas 9 amostras cujo DNA atendeu aos critérios de qualidade, sendo 4 do grupo controle, 3 do grupo obesas e 2 do grupo cistite. Não foram observadas diferenças entre os grupos em relação à diversidade alfa (riqueza e abundância das espécies) e beta (composição e estrutura da comunidade microbiana) e a abundância relativa dos principais Filos, Famílias e Gêneros. Os Filos mais abundantes foram Firmicutes, Proteobacteria, Bacteroidota e Actinobacteriota. As Famílias mais abundantes foram Staphylococcaceae, Corynebacteriaceae, Porphyromodaceae, Streptococcaceae e Pseudomodaceae. Os Gêneros mais abundantes foram Staphylococcus, Corynebacterium, Porphyromos e Streptococcus. Concluímos a microbiota do canal vaginal de cadelas castradas é diversa e abundante, e foi muito similar entre as fêmeas obesas e com condição corporal ideal. Não foi possível estabelecer uma relação entre a diversidade e composição da microbiota vaginal e a ocorrência de cistite nas cadelas obesas.Canine obesity is a chronic disease, usually associated with different comorbidities. However, it is not known whether obesity could alter the vaginal microbiota of female dogs and increase the risk of urinary tract infection. Evidence suggests that obesity may promote cystitis. The objective of this study was to evaluate the vaginal microbiota of obese female dogs, with or without cystitis, using 16S rRNA gene sequencing for taxonomic classification. For this purpose, 26 neutered female dogs were recruited: 8 with ideal body condition (control group), 14 obese (obese group) and 4 obese with a clinical diagnosis of cystitis (cystitis group). All the female dogs underwent a clinical evaluation, which included physical, laboratory, and imaging tests (ultrasound of the kidneys and urinary tract). Samples from the vaginal canal were collected with a sterile swab, and then genomic DNA from the bacteria was extracted and sequenced. In the cystitis group, the female dogs exhibited signs of urinary tract disease, and Staphylococcus pseudintermedius was isolated from 2 urine samples. Furthermore, no significant and clinically relevant changes were found between the groups. The analysis of the vaginal microbiota was conducted only on 9 samples whose DNA met the quality criteria, including 4 from the control group, 3 from the obese group, and 2 from the cystitis group. No differences were observed between the groups regarding alpha diversity (species richness and abundance) and beta diversity (community composition and structure), as well as the relative abundance of the main Phyla, Families, and Genera. The most abundant Phyla were Firmicutes, Proteobacteria, Bacteroidota, and Actinobacteriota. The most abundant Families were Staphylococcaceae, Corynebacteriaceae, Porphyromonadaceae, Streptococcaceae, and Pseudomonadaceae. The most abundant Genera were Staphylococcus, Corynebacterium, Porphyromonas, and Streptococcus. We concluded that the vaginal microbiota of neutered female dogs is diverse and abundant and was very similar between obese females and those with an ideal body condition. It was not possible to establish a relationship between the diversity and composition of the vaginal microbiota and the occurrence of cystitis in the obese female dogs.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPDellova, Deise Carla Almeida LeiteNeves, Jackeline Alves2024-11-07info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/74/74135/tde-24042025-141046/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-04-24T17:25:02Zoai:teses.usp.br:tde-24042025-141046Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-04-24T17:25:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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