Avaliação do efeito do GM1 associado à cola de fibrina na lesão medular aguda em ratos
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-24032026-152706/ |
Resumo: | Introdução: O GM1 é um glicoesfingolipídeo encontrado no tecido nervoso de mamíferos, reconhecido por suas propriedades de modulação de fatores neurotróficos e regeneração neural. Dentre suas funções, destaca-se a redução do edema neuronal, a homeostase celular e o aumento de fatores neurotróficos endógenos, fundamentais para a recuperação das conexões neuronais. Estudos indicam que soluções injetáveis de GM1 têm potencial terapêutico no tratamento de lesões medulares (LM), embora sua eficácia seja limitada pela dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica devido à sua natureza anfifílica. Alternativas, como a associação do GM1 com a cola de fibrina (CF), têm sido exploradas. A CF, composta por trombina e fibrinogênio, tem demonstrado potencial como sistema de liberação de fármacos e fatores de crescimento, além de facilitar a adesão tecidual e modular a inflamação, o que pode favorecer a regeneração neural. Este estudo investiga os efeitos do GM1 associado à CF em LM aguda experimental induzida em ratos Wistar. Métodos: 50 ratos Wistar foram distribuídos em cinco grupos (10 ratos por grupo) e submetidos a uma LM contusa leve induzida por NYU Impactor após laminectomia. Os grupos foram: 1) CF, 2) CF + GM1 30 mg/kg, 3) CF + GM1 40 mg/kg, 4) CF + GM1 50 mg/kg e 5) apenas laminectomia (sham). A função motora e proprioceptiva foi avaliada por meio das escalas BBB e plano horizontal por seis semanas. Após esse período, os animais foram submetidos a protocolo de eutanasia e analisados histologicamente de forma qualitativa e quantitativa com marcadores imuno-histoquímicos (GFAP e Olig2) e quanto à presença de bexiga neurogênica. Resultados: Todos os grupos tratados com GM1 apresentaram melhorias significativas nos escores BBB ao longo das seis semanas (p < 0,001), com os grupos CF + GM1 40 mg/kg e CF + GM1 50 mg/kg mostrando os maiores escores em comparação ao grupo CF (p < 0,001). Em relação à mobilidade, houve uma recuperação gradual, com aumento de passos entre as cinco e seis semanas (p < 0,05). A análise histológica mostrou uma redução significativa na necrose e hiperemia nos grupos tratados com GM1, sugerindo uma modulação positiva da lesão secundária. Conclusão: A associação de GM1 com CF apresenta resultados promissores, especialmente nas doses de 40 mg/kg e 50 mg/kg, demonstrando benefícios na recuperação motora e preservação tecidual após lesão medular aguda. |
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Avaliação do efeito do GM1 associado à cola de fibrina na lesão medular aguda em ratosEvaluation of the effect of GM1 associated with fibrin glue in acute spinal cord injury in ratsAdesivo tecidual de fibrinaAnimal modelsFármacos neuroprotetoresFibrin tissue adhesiveG(M1) gangliosideGangliosídeo G(M1)Modelos animaisNeuroprotective agentsSpinal cord injuriesTraumatismos da medula espinalIntrodução: O GM1 é um glicoesfingolipídeo encontrado no tecido nervoso de mamíferos, reconhecido por suas propriedades de modulação de fatores neurotróficos e regeneração neural. Dentre suas funções, destaca-se a redução do edema neuronal, a homeostase celular e o aumento de fatores neurotróficos endógenos, fundamentais para a recuperação das conexões neuronais. Estudos indicam que soluções injetáveis de GM1 têm potencial terapêutico no tratamento de lesões medulares (LM), embora sua eficácia seja limitada pela dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica devido à sua natureza anfifílica. Alternativas, como a associação do GM1 com a cola de fibrina (CF), têm sido exploradas. A CF, composta por trombina e fibrinogênio, tem demonstrado potencial como sistema de liberação de fármacos e fatores de crescimento, além de facilitar a adesão tecidual e modular a inflamação, o que pode favorecer a regeneração neural. Este estudo investiga os efeitos do GM1 associado à CF em LM aguda experimental induzida em ratos Wistar. Métodos: 50 ratos Wistar foram distribuídos em cinco grupos (10 ratos por grupo) e submetidos a uma LM contusa leve induzida por NYU Impactor após laminectomia. Os grupos foram: 1) CF, 2) CF + GM1 30 mg/kg, 3) CF + GM1 40 mg/kg, 4) CF + GM1 50 mg/kg e 5) apenas laminectomia (sham). A função motora e proprioceptiva foi avaliada por meio das escalas BBB e plano horizontal por seis semanas. Após esse período, os animais foram submetidos a protocolo de eutanasia e analisados histologicamente de forma qualitativa e quantitativa com marcadores imuno-histoquímicos (GFAP e Olig2) e quanto à presença de bexiga neurogênica. Resultados: Todos os grupos tratados com GM1 apresentaram melhorias significativas nos escores BBB ao longo das seis semanas (p < 0,001), com os grupos CF + GM1 40 mg/kg e CF + GM1 50 mg/kg mostrando os maiores escores em comparação ao grupo CF (p < 0,001). Em relação à mobilidade, houve uma recuperação gradual, com aumento de passos entre as cinco e seis semanas (p < 0,05). A análise histológica mostrou uma redução significativa na necrose e hiperemia nos grupos tratados com GM1, sugerindo uma modulação positiva da lesão secundária. Conclusão: A associação de GM1 com CF apresenta resultados promissores, especialmente nas doses de 40 mg/kg e 50 mg/kg, demonstrando benefícios na recuperação motora e preservação tecidual após lesão medular aguda.Introduction: The ganglioside (GM1) is a glycosphingolipid found in mammalian nervous tissue, recognized for its ability to modulate neurotrophic factors and promote neural regeneration. Its key functions include reducing neuronal edema, maintaining cellular homeostasis, and increasing endogenous neurotrophic factors, all of which are critical for the recovery of neural connections. Studies indicate that injectable GM1 solutions have therapeutic potential for treating spinal cord injuries (SCI), although their effectiveness is limited by their difficulty in crossing the blood-brain barrier due to their amphiphilic nature. Alternatives, such as the combination of GM1 with fibrin glue (FG), have been explored. The FG, composed of thrombin and fibrinogen, has shown potential as a drug and growth factor delivery system, as well as promoting tissue adhesion and modulating inflammation, which may support neural regeneration. This study investigates the effects of GM1 combined with FG in an experimental model of acute SCI induced in Wistar rats. Methods: Fifty Wistar rats were randomly divided into five groups (10 rats per group) and subjected to a mild contusive SCI induced by the NYU Impactor following laminectomy. The groups were: 1) FG, 2) FG + GM1 30 mg/kg, 3) FG + GM1 40 mg/kg, 4) FG + GM1 50 mg/kg, and 5) laminectomy-only (sham). Motor and proprioceptive functions were evaluated using the Basso, Beattie, and Bresnahan (BBB) locomotor scale and the horizontal plane test over a six-week period. After this period, the animals were euthanized, and their spinal cords were subjected to histological analysis, including both qualitative and quantitative assessment with immunohistochemical markers (glial fibrillary acidic protein and oligodendrocyte transcription factor (GFAP and Olig2)). Additionally, the presence and duration of neurogenic bladder were recorded. Results: All GM1-treated groups showed significant improvements in BBB scores over the six-week period (p < 0.001), with groups 3 and 4 achieving the highest scores compared to group 1 (p < 0.001). Regarding mobility, there was a gradual recovery, with an increase in steps between weeks 5 and 6 (p < 0.05). Histological analysis revealed a significant reduction in necrosis and hyperemia in the GM1-treated groups, suggesting a positive modulation of secondary injury. Conclusion: The combination of GM1 with FG presents promising results, particularly at doses of 40 mg/kg and 50 mg/kg, demonstrating benefits in motor recovery and tissue preservation after acute spinal cord injury.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCristante, Alexandre FogaçaRitter, Rafael2025-11-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5140/tde-24032026-152706/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-24T18:33:08Zoai:teses.usp.br:tde-24032026-152706Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-24T18:33:08Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Introdução: O GM1 é um glicoesfingolipídeo encontrado no tecido nervoso de mamíferos, reconhecido por suas propriedades de modulação de fatores neurotróficos e regeneração neural. Dentre suas funções, destaca-se a redução do edema neuronal, a homeostase celular e o aumento de fatores neurotróficos endógenos, fundamentais para a recuperação das conexões neuronais. Estudos indicam que soluções injetáveis de GM1 têm potencial terapêutico no tratamento de lesões medulares (LM), embora sua eficácia seja limitada pela dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica devido à sua natureza anfifílica. Alternativas, como a associação do GM1 com a cola de fibrina (CF), têm sido exploradas. A CF, composta por trombina e fibrinogênio, tem demonstrado potencial como sistema de liberação de fármacos e fatores de crescimento, além de facilitar a adesão tecidual e modular a inflamação, o que pode favorecer a regeneração neural. Este estudo investiga os efeitos do GM1 associado à CF em LM aguda experimental induzida em ratos Wistar. Métodos: 50 ratos Wistar foram distribuídos em cinco grupos (10 ratos por grupo) e submetidos a uma LM contusa leve induzida por NYU Impactor após laminectomia. Os grupos foram: 1) CF, 2) CF + GM1 30 mg/kg, 3) CF + GM1 40 mg/kg, 4) CF + GM1 50 mg/kg e 5) apenas laminectomia (sham). A função motora e proprioceptiva foi avaliada por meio das escalas BBB e plano horizontal por seis semanas. Após esse período, os animais foram submetidos a protocolo de eutanasia e analisados histologicamente de forma qualitativa e quantitativa com marcadores imuno-histoquímicos (GFAP e Olig2) e quanto à presença de bexiga neurogênica. Resultados: Todos os grupos tratados com GM1 apresentaram melhorias significativas nos escores BBB ao longo das seis semanas (p < 0,001), com os grupos CF + GM1 40 mg/kg e CF + GM1 50 mg/kg mostrando os maiores escores em comparação ao grupo CF (p < 0,001). Em relação à mobilidade, houve uma recuperação gradual, com aumento de passos entre as cinco e seis semanas (p < 0,05). A análise histológica mostrou uma redução significativa na necrose e hiperemia nos grupos tratados com GM1, sugerindo uma modulação positiva da lesão secundária. Conclusão: A associação de GM1 com CF apresenta resultados promissores, especialmente nas doses de 40 mg/kg e 50 mg/kg, demonstrando benefícios na recuperação motora e preservação tecidual após lesão medular aguda. |
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