Mensuração de árvores isoladas para modelagem de linhas de base em projetos de carbono
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-04122025-153854/ |
Resumo: | Esta dissertação teve como objetivo geral analisar criticamente os desafios e avanços na mensuração de árvores isoladas para a modelagem de linhas de base em projetos de créditos de carbono via ARR+ (Afforestation, Reforestation and Revegetation), partindo do reconhecimento de que as mudanças climáticas exigem estratégias robustas de remoção de CO e que a credibilidade do mercado de carbono repousa em estimativas precisas de biomassa e estoques de carbono. No segundo capítulo, uma revisão sistemática identificou que as principais certificadoras Verra/VCS, Gold Standard, Climate Action Reserve e Plan Vivo adotam abordagens diversas para definir cenários de linha de base (benchmarks dinâmicos, análises históricas conservadoras, inventários regionais, metodologias participativas), mas deixam lacunas cruciais: ausência de protocolos padronizados para a coleta em campo, indefinição de sensores mínimos de sensoriamento remoto e falta de diretrizes claras para mensurar a altura de árvores isoladas, parâmetro-chave em ambientes heterogêneos cuja variabilidade espacial e biométrica dificulta a modelagem de carbono. O terceiro capítulo apresentou um estudo de caso em duas fazendas do bioma Mata Atlântica (BA), onde 1 667 árvores foram inicialmente amostradas em campo e, após filtragem, 921 árvores tiveram suas alturas comparadas por métodos tradicionais (baliza e hipsômetro) e remotos (aerofotogrametria UAV com sensor RGB e LiDAR embarcado), revelando erro médio de 1,17 m na medição manual, que caiu para 0,66 m com fotogrametria e 0,59 m com LiDAR; essas diferenças implicaram variações de até 17 % no carbono estimado, evidenciando que a aerofotogrametria em pastagens abertas pode alcançar precisão próxima à do LiDAR a custos inferiores, embora em vegetações densas o laser scanning permaneça superior. Na discussão integradora, salientou-se que a heterogeneidade da vegetação, a topografia complexa e a falta de uniformidade metodológica comprometem a comparabilidade entre projetos ARR+, fragilizando a adicionalidade e a permanência dos créditos gerados. Conclui-se que é urgente desenvolver diretrizes técnicas unificadas que combinam inventário de campo calibrado, sensoriamento remoto padronizado e algoritmos avançados (machine learning) para reduzir vieses, aprimorar a transparência e fortalecer a integridade do mercado de carbono. Em última instância, esta dissertação demonstra que a automação e padronização das medições florestais, aliadas ao uso estratégico de tecnologias emergentes, são fundamentais para consolidar uma base metodológica confiável, viabilizar projetos de restauração ecológica em escala e potencializar o papel dos créditos de carbono na mitigação das mudanças climáticas. |
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No segundo capítulo, uma revisão sistemática identificou que as principais certificadoras Verra/VCS, Gold Standard, Climate Action Reserve e Plan Vivo adotam abordagens diversas para definir cenários de linha de base (benchmarks dinâmicos, análises históricas conservadoras, inventários regionais, metodologias participativas), mas deixam lacunas cruciais: ausência de protocolos padronizados para a coleta em campo, indefinição de sensores mínimos de sensoriamento remoto e falta de diretrizes claras para mensurar a altura de árvores isoladas, parâmetro-chave em ambientes heterogêneos cuja variabilidade espacial e biométrica dificulta a modelagem de carbono. O terceiro capítulo apresentou um estudo de caso em duas fazendas do bioma Mata Atlântica (BA), onde 1 667 árvores foram inicialmente amostradas em campo e, após filtragem, 921 árvores tiveram suas alturas comparadas por métodos tradicionais (baliza e hipsômetro) e remotos (aerofotogrametria UAV com sensor RGB e LiDAR embarcado), revelando erro médio de 1,17 m na medição manual, que caiu para 0,66 m com fotogrametria e 0,59 m com LiDAR; essas diferenças implicaram variações de até 17 % no carbono estimado, evidenciando que a aerofotogrametria em pastagens abertas pode alcançar precisão próxima à do LiDAR a custos inferiores, embora em vegetações densas o laser scanning permaneça superior. Na discussão integradora, salientou-se que a heterogeneidade da vegetação, a topografia complexa e a falta de uniformidade metodológica comprometem a comparabilidade entre projetos ARR+, fragilizando a adicionalidade e a permanência dos créditos gerados. Conclui-se que é urgente desenvolver diretrizes técnicas unificadas que combinam inventário de campo calibrado, sensoriamento remoto padronizado e algoritmos avançados (machine learning) para reduzir vieses, aprimorar a transparência e fortalecer a integridade do mercado de carbono. Em última instância, esta dissertação demonstra que a automação e padronização das medições florestais, aliadas ao uso estratégico de tecnologias emergentes, são fundamentais para consolidar uma base metodológica confiável, viabilizar projetos de restauração ecológica em escala e potencializar o papel dos créditos de carbono na mitigação das mudanças climáticas.This dissertation critically examines the methodological challenges and advances in measuring isolated trees for baseline modeling in carbon-credit projects under ARR+ (Afforestation, Reforestation and Revegetation). Recognizing that climate change demands robust CO removal strategies and that market credibility hinges on accurate biomass and carbonstock estimates, Chapter 2 presents a systematic review of major certifiersVerra/VCS, Gold Standard, Climate Action Reserve and Plan Vivohighlighting diverse baseline approaches (dynamic benchmarks, conservative historical analyses, regional inventories, participatory methods) and revealing critical gaps: no standardized fieldcollection protocols, undefined minimum remote-sensing requirements and unclear guidelines for measuring isolatedtree height, a key parameter in heterogeneous environments. Chapter 3 reports a case study in two Atlantic Forest properties in Bahia, where 1 667 trees were initially sampled in the field and, after filtering, 921 trees had their heights compared across traditional (telescope and hypsometer) and remote methods (UAV photogrammetry with RGB sensor and onboard LiDAR). Results show mean height errors of 1.17 m (field), 0.66 m (photogrammetry) and 0.59 m (LiDAR), leading to up to 17 % variation in estimated carbon stocks. While LiDAR remains superior in dense vegetation, photogrammetry in open pastures can match its accuracy at lower cost. The integrative discussion underscores how vegetation heterogeneity, complex topography and methodological inconsistency undermine comparability among ARR+ projects, weakening additionality and permanence claims. The dissertation concludes by calling for unified technical guidelines that integrate calibrated field inventories, standardized remote sensing and advanced algorithms (machine learning) to reduce biases, enhance transparency and bolster the integrity of the carbon market. Ultimately, automating and standardizing forest measurementspaired with strategic use of emerging technologiesare essential to establish a reliable methodological foundation, scale up restoration efforts and strengthen carbon credits role in climate-change mitigation.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPMolin, Paulo GuilhermeCremasco, Camila Rodrigues2025-09-19info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11150/tde-04122025-153854/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-12-05T13:57:02Zoai:teses.usp.br:tde-04122025-153854Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-12-05T13:57:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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