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Impactos econômicos e ambientais incorporados no comércio internacional brasileiro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Porto, Raynan Rocha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-06032026-101848/
Resumo: Esta dissertação de mestrado investigou os impactos econômicos e ambientais do comércio internacional brasileiro entre 1995 e 2018, com o Norte Global, o Sul Global e o Restante do Mundo (RoW), por meio das variáveis de valor adicionado, emprego e emissão de CO2 provenientes da queima de combustíveis fósseis. Foi utilizado um modelo inter-regional de insumo-produto da OCDE, a OCDE ICIO, que, com suas extensões, nos permitiu avaliar o valor adicionado, CO2 e emprego embutido no comércio internacional. Analisou-se, por meio do termo de troca ecológico e dos saldos líquidos de valor adicionado, emprego e CO2, se a mudança das exportações brasileiras entre 1995 e 2018, significou uma deterioração do termo de troca ecológico e em ma dinâmica comercial de trocar empregos por emissões. As exportações brasileiras se especializaram nos setores de Agropecuária, Mineração e Outros Serviços em detrimento dos setores de Materiais Básicos, Bens de Consumo, Serviços de Transporte e Serviços Profissionais. No acumulado do período analisado, o Brasil foi um importador líquido de VA e CO2 e um exportador líquido de empregos. Entre 1995 e 2018, o Brasil aumentou as exportações líquidas de valor adicionado e emprego, com uma pequena redução nas transferências de emissões para o exterior, com o setor de Eletricidade sendo cada vez mais importante para as transferências de emissões. As exportações brasileiras sempre foram menos intensivas em CO2 que suas importações, com os empregos sustentados pelas exportações sendo menos poluentes e produtivos do que os empregos sustentados pelas importações. Com a especialização das exportações brasileiras nos setores de Agropecuária, Mineração e Outros Serviços, esta diferença na intensidade de CO2 das exportações e importações brasileiras diminuiu, e os empregos ligados `as exportações tornam-se relativamente menos poluentes e menos produtivos ao longo do tempo, que os empregos sustentados pelas importações. Isso indica que a especialização produtiva da economia brasileira entre 1995 e 2018 pode ter causado a deterioração do termo de troca ecológico e em trocar empregos por emissões.
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Analisou-se, por meio do termo de troca ecológico e dos saldos líquidos de valor adicionado, emprego e CO2, se a mudança das exportações brasileiras entre 1995 e 2018, significou uma deterioração do termo de troca ecológico e em ma dinâmica comercial de trocar empregos por emissões. As exportações brasileiras se especializaram nos setores de Agropecuária, Mineração e Outros Serviços em detrimento dos setores de Materiais Básicos, Bens de Consumo, Serviços de Transporte e Serviços Profissionais. No acumulado do período analisado, o Brasil foi um importador líquido de VA e CO2 e um exportador líquido de empregos. Entre 1995 e 2018, o Brasil aumentou as exportações líquidas de valor adicionado e emprego, com uma pequena redução nas transferências de emissões para o exterior, com o setor de Eletricidade sendo cada vez mais importante para as transferências de emissões. As exportações brasileiras sempre foram menos intensivas em CO2 que suas importações, com os empregos sustentados pelas exportações sendo menos poluentes e produtivos do que os empregos sustentados pelas importações. Com a especialização das exportações brasileiras nos setores de Agropecuária, Mineração e Outros Serviços, esta diferença na intensidade de CO2 das exportações e importações brasileiras diminuiu, e os empregos ligados `as exportações tornam-se relativamente menos poluentes e menos produtivos ao longo do tempo, que os empregos sustentados pelas importações. Isso indica que a especialização produtiva da economia brasileira entre 1995 e 2018 pode ter causado a deterioração do termo de troca ecológico e em trocar empregos por emissões.This masters thesis investigated the economic and environmental impacts of Brazilian international trade between 1995 and 2018 with the Global North, the Global South, and the Rest of the World (RoW), using the variables of added value, employment, and CO2 emissions from fuel combustion. An OECD multi-regional input-output model, the OECD ICIO, was used, which, with its extensions, allowed us to assess the added value, CO2 emissions, and employment embodied in international trade. Through the pollution terms of trade and the net balance of added value, employment, and CO2, we analyzed whether the re-primarization of Brazilian exports between 1995 and 2018 implied a deterioration in the ecological terms of trade and in trading jobs for emissions. Brazilian exports specialized in the sectors of Agriculture, Mining, and Other Services, to the detriment of the sectors of Basic Materials, Consumer Goods, Transportation Services, and Professional Services. Over the analyzed period, Brazil was a net importer of value added (VA) and carbon dioxide (CO2) and a net exporter of jobs. Between 1995 and 2018, Brazil increased net exports of value added and jobs, with a slight reduction in emissions transferred abroad, with the electricity sector becoming increasingly important for emissions transfers. Brazilian exports have always been less CO2-intensive than its imports, with exported jobs being less polluting and less productive than imported jobs. With the specialization of Brazilian exports in the Agriculture, Mining, and Other Services sectors, this difference in the CO2 intensity of Brazilian exports and imports has decreased., and exported jobs became relatively less polluting and less productive over time compared with imported jobs. This indicates that the structural change of the Brazilian exports between 1995 and 2018 may have caused a deterioration in the ecological terms of trade and in trading jobs for emissions.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPLima, Gilberto TadeuPorto, Raynan Rocha2026-01-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12138/tde-06032026-101848/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-20T14:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-06032026-101848Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-20T14:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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