Progesterona natural combinada a pessário cervical em gestações gemelares com colo curto: estudo prospectivo e randomizado para a prevenção do parto prematuro - resultados preliminares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pucci, Camila Luiza Meira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-10032026-114936/
Resumo: OBJETIVO: O objetivo principal foi avaliar a taxa de parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas em mulheres assintomáticas com gestações gemelares e colo do útero curto, randomizadas para receber pessário e/ou progesterona vaginal ou placebo. Os objetivos secundários foram comparar o intervalo entre a randomização e o parto e os desfechos de morbidade e mortalidade neonatal. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, em andamento na Clínica Obstétrica do HC-FMUSP. Mulheres com gestação gemelar dicoriônica ou monocoriônica diamniótica e colo curto entre as idades gestacionais de 16 e 27+6 semanas, foram randomizadas em quatro grupos, sendo três grupos intervenção e um grupo controle, respectivamente: uso diário de óvulos vaginais de progesterona vaginal 400 mg combinada à inserção de pessário, inserção isolada de pessário, uso diário isolado de óvulos vaginais de progesterona 400 mg (grupo cegado) e uso diário de óvulos vaginais de placebo (grupo cegado). O colo uterino foi considerado curto quando 30 mm entre 16 e 22 semanas, 25 mm entre 22+1 e 24 semanas e 20 mm entre 26+1 e 27+6 semanas. As intervenções foram mantidas até 36 semanas, exceto quando o parto ocorreu antes de forma espontânea ou indicada, ou no surgimento de contra-indicação ao uso das intervenções. A análise de dados seguiu o princípio de intenção de tratar. Para manter o cegamento, os grupos progesterona e placebo foram denominados na análise de óvulo A e óvulo B. RESULTADOS: Foram obtidos os desfechos de 166 pacientes, atendidas entre 2017 e 2025. O parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas ocorreu em 25,6% das pacientes do grupo pessário e progesterona, 35% do grupo pessário, 28,2% do grupo óvulo A e 33,3% do grupo óvulo B (p = 0,773). A enterocolite necrotizante acometeu 5,2% dos neonatos do grupo pessário, e nenhum pertencente a outros grupos (p = 0,006). Não houve diferença estatística na taxa total de parto prematuro abaixo de 34 semanas ou abaixo de outras idades gestacionais (28, 32, 36 e 37 semanas), e nem na taxa de parto prematuro espontâneo em outros cortes de comprimento de colo ( 15 mm e > 15 mm), bem como no intervalo entre a randomização e o parto (p = 0,406), na mortalidade neonatal (p = 0,149) e no desfecho neonatal adverso composto (p = 0,711). CONCLUSÃO: Nesta análise, o uso de pessário e/ou progesterona vaginal não se mostraram superiores ao placebo na prevenção do parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas em gestantes gemelares com colo curto. Entretanto, a obtenção do número total de casos previstos é necessária para atingir o poder estatístico e estimar com mais acurácia o efeito das intervenções nessa população-alvo.
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spelling Progesterona natural combinada a pessário cervical em gestações gemelares com colo curto: estudo prospectivo e randomizado para a prevenção do parto prematuro - resultados preliminaresNatural progesterone combined with cervical pessary in twin pregnancies with short cervix: prospective and randomized study for the prevention of preterm birth - preliminary resultsCervix UteriClinical TrialColo do ÚteroDisease PreventionEnsaio ClínicoGravidez GemelarInfant NewbornObstetric Labor PrematurePregnancy TwinPrevenção de DoençasProgesteronaProgesteroneRecém-Nascido PrematuroTrabalho de Parto PrematuroOBJETIVO: O objetivo principal foi avaliar a taxa de parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas em mulheres assintomáticas com gestações gemelares e colo do útero curto, randomizadas para receber pessário e/ou progesterona vaginal ou placebo. Os objetivos secundários foram comparar o intervalo entre a randomização e o parto e os desfechos de morbidade e mortalidade neonatal. MÉTODOS: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, em andamento na Clínica Obstétrica do HC-FMUSP. Mulheres com gestação gemelar dicoriônica ou monocoriônica diamniótica e colo curto entre as idades gestacionais de 16 e 27+6 semanas, foram randomizadas em quatro grupos, sendo três grupos intervenção e um grupo controle, respectivamente: uso diário de óvulos vaginais de progesterona vaginal 400 mg combinada à inserção de pessário, inserção isolada de pessário, uso diário isolado de óvulos vaginais de progesterona 400 mg (grupo cegado) e uso diário de óvulos vaginais de placebo (grupo cegado). O colo uterino foi considerado curto quando 30 mm entre 16 e 22 semanas, 25 mm entre 22+1 e 24 semanas e 20 mm entre 26+1 e 27+6 semanas. As intervenções foram mantidas até 36 semanas, exceto quando o parto ocorreu antes de forma espontânea ou indicada, ou no surgimento de contra-indicação ao uso das intervenções. A análise de dados seguiu o princípio de intenção de tratar. Para manter o cegamento, os grupos progesterona e placebo foram denominados na análise de óvulo A e óvulo B. RESULTADOS: Foram obtidos os desfechos de 166 pacientes, atendidas entre 2017 e 2025. O parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas ocorreu em 25,6% das pacientes do grupo pessário e progesterona, 35% do grupo pessário, 28,2% do grupo óvulo A e 33,3% do grupo óvulo B (p = 0,773). A enterocolite necrotizante acometeu 5,2% dos neonatos do grupo pessário, e nenhum pertencente a outros grupos (p = 0,006). Não houve diferença estatística na taxa total de parto prematuro abaixo de 34 semanas ou abaixo de outras idades gestacionais (28, 32, 36 e 37 semanas), e nem na taxa de parto prematuro espontâneo em outros cortes de comprimento de colo ( 15 mm e > 15 mm), bem como no intervalo entre a randomização e o parto (p = 0,406), na mortalidade neonatal (p = 0,149) e no desfecho neonatal adverso composto (p = 0,711). CONCLUSÃO: Nesta análise, o uso de pessário e/ou progesterona vaginal não se mostraram superiores ao placebo na prevenção do parto prematuro espontâneo abaixo de 34 semanas em gestantes gemelares com colo curto. Entretanto, a obtenção do número total de casos previstos é necessária para atingir o poder estatístico e estimar com mais acurácia o efeito das intervenções nessa população-alvo.OBJECTIVE: The primary objective was to assess the rate of spontaneous preterm birth before 34 weeks in asymptomatic women with twin pregnancies and short cervix, randomized to receive either pessary and/or vaginal progesterone or placebo. Secondary objectives were to compare the interval between randomization and delivery and neonatal morbidity and mortality outcomes. METHODS: Data from a randomized clinical trial, ongoing at the Obstetrics Clinic of HC-FMUSP, was analyzed. Women with dichorionic or monochorionic diamniotic twin pregnancies and short cervix between gestational ages of 16 and 27+6 weeks were randomized into four groups three intervention groups and one control group, respectively: daily use of progesterone vaginal capsules 400 mg combined with pessary insertion, pessary insertion alone, daily use of progesterone vaginal capsules 400 mg alone (blinded group), and daily use of placebo vaginal capsules (blinded group). The cervix was considered short when 30 mm between 16 and 22 weeks, 25 mm between 22+1 and 24 weeks, and 20 mm between 26+1 and 27+6 weeks. Interventions were maintained until 36 weeks, except when delivery occurred spontaneously or indicated earlier, or in the emergence of contraindication to the use of the interventions. Data analysis followed the intention-to-treat principle. To maintain blinding, the progesterone and placebo groups were referred to in the analysis as capsule A and capsule B. RESULTS: The outcomes of 166 patients treated between 2017 and 2025 were obtained. Spontaneous preterm birth before 34 weeks occurred in 25.6% of patients in the pessary and progesterone group, 35% in the pessary group, 28.2% in the capsule A group and 33.3% in the capsule B group (p = 0.773). Necrotizing enterocolitis affected 5.2% of neonates in the pessary group, and none in other groups (p = 0.006). There was no statistical difference in the rate of total preterm birth before 34 weeks or before other gestational ages (28, 32, 36 and 37 weeks), and neither in the rate of spontaneous preterm birth in other cervical length cut-offs ( 15 mm and > 15 mm), as well as in the interval between randomization and delivery (p = 0.406), neonatal mortality (p = 0.149) and composite adverse neonatal outcome (p = 0.711). CONCLUSION: In this analysis, the use of pessary and/or vaginal progesterone was not superior to placebo in preventing spontaneous preterm birth below 34 weeks in twins with short cervix. However, obtaining the total number of predicted cases is necessary to achieve statistical power and more accurately estimate the effect of interventions in this target population.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCarvalho, Mário Henrique Burlacchini dePucci, Camila Luiza Meira2025-10-22info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5139/tde-10032026-114936/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-03-10T20:10:02Zoai:teses.usp.br:tde-10032026-114936Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-03-10T20:10:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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