Nomeando a branquitude brasileira: dispositivos coletivos como possíveis furos para pactos narcísicos inconscientes
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-05092025-124949/ |
Resumo: | Esta dissertação realiza uma revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva e política da branquitude no Brasil, abordando o apagamento dos povos originários e a diferenciação entre dois tipos de imigração nos séculos XV ao XIX: a compulsória, decorrente do maior tráfico humano da história, e a subsidiada pelo Império, que gerou as primeiras cotas para sujeitos brancos. Ambas imigrações criaram o que hoje chamamos de Brasil, desvelando, assim, mitos fundantes que ainda orientam a história nacional, tais como a meritocracia e o da democracia racial. Concebo, dessa forma, raça como significante mestre (S1), balizador de inscrições no discurso social. Tendo como referência a primazia do significante, questiono: o que a revisão diz da linguagem, logo, do inconsciente brasileiro? Questão que, em 2020, fundou o projeto jornalzine, um território de diálogos, debates, produção de material e encontros sobre branquitude. A partir de conversas exploratórias com os participantes deste projeto, avalio a possibilidade de considerar esse coletivo enquanto um dispositivo nomeador dos significantes subsequentes (S2), bem como um possível agente de manutenção da elaboração do pacto narcísico da branquitude possibilitando articulações outras que não as que mantém o status quo. A dissertação conclui que a linguagem da branquitude, estruturada por pactos discursivos de invisibilização e privilégio, se reproduz e se atualiza, mas também pode ser tensionada por ações coletivas que busquem transformá-la. |
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Nomeando a branquitude brasileira: dispositivos coletivos como possíveis furos para pactos narcísicos inconscientesNaming Brazilian whiteness: collective devices as possible openings for unconscious narcissistic pactsbranquitudeinconscientemaster signifierpsicanálisepsychoanalysisracismracismosignificante mestreunconsciouswhitenessEsta dissertação realiza uma revisão psicanalítica da trama histórica, subjetiva e política da branquitude no Brasil, abordando o apagamento dos povos originários e a diferenciação entre dois tipos de imigração nos séculos XV ao XIX: a compulsória, decorrente do maior tráfico humano da história, e a subsidiada pelo Império, que gerou as primeiras cotas para sujeitos brancos. Ambas imigrações criaram o que hoje chamamos de Brasil, desvelando, assim, mitos fundantes que ainda orientam a história nacional, tais como a meritocracia e o da democracia racial. Concebo, dessa forma, raça como significante mestre (S1), balizador de inscrições no discurso social. Tendo como referência a primazia do significante, questiono: o que a revisão diz da linguagem, logo, do inconsciente brasileiro? Questão que, em 2020, fundou o projeto jornalzine, um território de diálogos, debates, produção de material e encontros sobre branquitude. A partir de conversas exploratórias com os participantes deste projeto, avalio a possibilidade de considerar esse coletivo enquanto um dispositivo nomeador dos significantes subsequentes (S2), bem como um possível agente de manutenção da elaboração do pacto narcísico da branquitude possibilitando articulações outras que não as que mantém o status quo. A dissertação conclui que a linguagem da branquitude, estruturada por pactos discursivos de invisibilização e privilégio, se reproduz e se atualiza, mas também pode ser tensionada por ações coletivas que busquem transformá-la.This dissertation provides a psychoanalytic review of the historical, subjective, and political context of whiteness in Brazil, addressing the erasure of indigenous peoples and the differentiation between two types of immigration from the 15th to the 19th centuries: compulsory immigration, resulting from the largest human trafficking in history, and immigration subsidized by the Empire, which generated the first quotas for white subjects. Both types of immigration created what we now call Brazil, thus revealing founding myths that still guide national history, such as meritocracy and racial democracy. I thus conceive of the master signifier (S1) race as a guide for inscriptions in social discourse. Taking the primacy of the signifier as a reference, I ask: what does the review say about language, and therefore, about the Brazilian unconscious? This question founded the jornalzine project in 2020, a territory for dialogues, debates, production of material, and meetings on whiteness. Based on exploratory conversations with the participants of this project, I assess the possibility of considering this collective as a naming device for subsequent signifiers (S2), as well as a possible agent for maintaining the elaboration of the narcissistic pact of whiteness, enabling articulations other than those that maintain the status quo. The dissertation concludes that the language of whiteness, structured by discursive pacts of invisibility and privilege, reproduces and updates itself, but can also be tensioned by collective actions that seek to transform it.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPBinkowski, Gabriel InticherCabeça, Mariana Mendonça2025-05-05info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47133/tde-05092025-124949/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-09-08T20:06:05Zoai:teses.usp.br:tde-05092025-124949Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-09-08T20:06:05Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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