Avaliação morfofuncional da retina de camundongos por eletrorretinografia de campo total e tomografia de coerência óptica após injeção sistêmica de ivermectina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Oliveira, Guilherme Henrique Poli de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-16092025-170539/
Resumo: Diversos estudos relatam que a intoxicação por ivermectina, embora rara considerando sua ampla margem de segurança, pode resultar em alterações oftálmicas significativas no homem e em animais. Dentre essas, destacam-se perda da visão, midríase, comprometimento do reflexo pupilar à luz, ausência de resposta à ameaça e edema retiniano detectado na avaliação fundoscópica. O objetivo deste estudo foi avaliar morfofuncionalmente, a possível toxicidade causada pela ivermectina na retina de camundongos, em dose frequentemente usada para tratamento antiparasitário, por meio da eletrorretinografia de campo total, tomografia de coerência óptica e histopatologia. Foram avaliados no total 13 camundongos da linhagem C57BL/6, com peso médio de 21 gramas e idade média de 72 dias. A eletrorretinografia foi realizada no dia 0 (controle), 1º, 7º, 14º, 21º e 28º dia após a aplicação da ivermectina. A tomografia de coerência óptica foi realizada no dia 0 (controle) e 29º dia após a aplicação da ivermectina. Posteriormente os olhos foram enucleados e encaminhados para análise histopatológica. Estatística para explorar os resultados da eletrorretinografia foi realizada pela análise de variância Oneway Anova seguido do teste de médias Least Significant Differences (LSD) para verificar as diferenças entre os dias. Para a análise de tomografia de coerência óptica foram comparados os dias 0 e 29º e utilizado o teste t de Student. Os resultados do estudo indicaram que a ivermectina, em dose terapêutica, causou alterações eletrofuncionais na retina, particularmente nas amplitudes das ondas b, das respostas isoladas dos bastonetes e nas respostas dos cones. Tais alterações foram observadas particularmente no dia seguinte à administração da ivermectina (dia 1) e no 28º dia. Ademais, não foram observadas alterações morfológicas significativas nos exames de tomografia de coerência óptica e histopatologia. Em suma, uma única dose terapêutica de ivermectina induz disfunção retiniana funcional em camundongos C57BL/6, detectável por eletrorretinografia, mesmo na ausência de alterações morfológicas à OCT e à histologia. A eletrorretinografia confirma-se como método sensível para a detecção precoce de toxicidade retiniana, indicando a necessidade de estudos complementares com maior tempo de seguimento, variações de dose e abordagem molecular.
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O objetivo deste estudo foi avaliar morfofuncionalmente, a possível toxicidade causada pela ivermectina na retina de camundongos, em dose frequentemente usada para tratamento antiparasitário, por meio da eletrorretinografia de campo total, tomografia de coerência óptica e histopatologia. Foram avaliados no total 13 camundongos da linhagem C57BL/6, com peso médio de 21 gramas e idade média de 72 dias. A eletrorretinografia foi realizada no dia 0 (controle), 1º, 7º, 14º, 21º e 28º dia após a aplicação da ivermectina. A tomografia de coerência óptica foi realizada no dia 0 (controle) e 29º dia após a aplicação da ivermectina. Posteriormente os olhos foram enucleados e encaminhados para análise histopatológica. Estatística para explorar os resultados da eletrorretinografia foi realizada pela análise de variância Oneway Anova seguido do teste de médias Least Significant Differences (LSD) para verificar as diferenças entre os dias. Para a análise de tomografia de coerência óptica foram comparados os dias 0 e 29º e utilizado o teste t de Student. Os resultados do estudo indicaram que a ivermectina, em dose terapêutica, causou alterações eletrofuncionais na retina, particularmente nas amplitudes das ondas b, das respostas isoladas dos bastonetes e nas respostas dos cones. Tais alterações foram observadas particularmente no dia seguinte à administração da ivermectina (dia 1) e no 28º dia. Ademais, não foram observadas alterações morfológicas significativas nos exames de tomografia de coerência óptica e histopatologia. Em suma, uma única dose terapêutica de ivermectina induz disfunção retiniana funcional em camundongos C57BL/6, detectável por eletrorretinografia, mesmo na ausência de alterações morfológicas à OCT e à histologia. A eletrorretinografia confirma-se como método sensível para a detecção precoce de toxicidade retiniana, indicando a necessidade de estudos complementares com maior tempo de seguimento, variações de dose e abordagem molecular.Many studies have reported that ivermectin poisoning, although rare considering its wide safety margin, can result in significant ophthalmic changes in humans and animals. Among these, the following stand out: loss of vision, mydriasis, impairment of the pupillary light reflex, absence of response to the menace reflex and retinal edema detected in funduscopy evaluation. The objective of this study was to evaluate morphofunctionally the possible toxicity caused by ivermectin in the retina of mice, at a dose frequently used for antiparasitic treatment, by means of full-field electroretinography, optical coherence tomography and histopathology. A total of thirteen C57BL/6 mice, with an average weight of 21 grams and an average age of 72 days, were evaluated. Electroretinography was performed on day 0 (control), 1st, 7th, 14th, 21st and 28th day after ivermectin application. Optical coherence tomography was performed on day 0 (control) and 29th day after ivermectin application. Subsequently, the eyes were enucleated and sent for histopathological analysis. Statistics to explore the electroretinography results were performed by One- way ANOVA analysis of variance followed by the Least Significant Differences (LSD) test to verify the differences between days. For the optical coherence tomography analysis, days 0 and 29 were compared and Student\'s t-test was used. The results of the study indicated that ivermectin, at a therapeutic dose, caused electrofunctional changes in the retina, particularly in the amplitudes of the b wave, isolated rod responses and cone responses. Such changes were observed on the day after ivermectin administration (day 1) and on the 28th day. Furthermore, no significant morphological changes were observed in optical coherence tomography and histopathology examinations. In summary, a single therapeutic dose of ivermectin induces functional retinal dysfunction in C57BL/6 mice, detectable by ERG, despite the absence of morphological changes on OCT or histology. ERG proves to be a sensitive method for early detection of retinal toxicity, highlighting the need for further studies with extended follow-up, dose variation, and molecular approaches.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPSafatle, Angélica de Mendonça VazOliveira, Guilherme Henrique Poli de2025-06-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10137/tde-16092025-170539/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPReter o conteúdo por motivos de patente, publicação e/ou direitos autoriais.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2025-10-13T12:29:02Zoai:teses.usp.br:tde-16092025-170539Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212025-10-13T12:29:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false
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