Impacto da inibição da galectina-3 na reversão da esteato-hepatite não alcoólica em modelo experimental
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USP
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-14012026-171249/ |
Resumo: | Padrões de vida sedentários, associados ao consumo excessivo de dietas com alto teor lipídico e calórico, estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Entre os mecanismos envolvidos, destaca-se o acúmulo de lipídios, que contribui para a resistência à insulina. A esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), caracterizada pelo acúmulo de triglicerídeos (TAG) no fígado, acomete cerca de 32% da população mundial e pode evoluir para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), condição mais grave que envolve inflamação e fibrose hepática. Até o momento, há poucas terapias farmacológicas específicas aprovadas para a MASH. Nesse contexto, a Galectina-3 (Gal-3), proteína envolvida em processos inflamatórios e fibrogênicos, pode ser apontada como um alvo terapêutico promissor. A pectina cítrica modificada (MCP), um polissacarídeo com ação inibitória sobre a Gal-3, apresenta propriedades anti-inflamatórias e antifibróticas, configurando-se como uma potencial alternativa terapêutica. Dessa forma, este estudo teve como objetivo investigar o efeito terapêutico da MCP na reversão da MASH e na melhora da resistência hepática à insulina, utilizando um modelo experimental induzido por dieta hipercolesterolêmica (Western Diet). Camundongos machos ApoE KO foram distribuídos nos grupos: dieta padrão (CTL), dieta padrão com MCP (CTL+MCP), Western Diet (WD) e WD com MCP (WD+MCP). Após 11 semanas, foram avaliados o perfil glicêmico, composição corporal, perfis lipídicos e inflamatórios, deposição de colágeno e marcadores de dano hepático. Os resultados indicaram que a Western Diet induziu aumento significativo da massa de gordura e intolerância à glicose, observadas pelo teste de tolerância à glicose, compatíveis com resistência à insulina e disfunção metabólica. Esses efeitos foram atenuados pelo tratamento com MCP, o qual reduziu a área sob a curva glicêmica e aumentou a fosforilação de AKT2 estimulada por insulina, sugerindo melhora no controle glicêmico e insulinêmico. A análise hepática e sérica revelou acúmulo de gotículas lipídicas e elevação de TAG no grupo WD, alterações significativamente atenuadas pela MCP. Quanto ao perfil inflamatório, a fosforilação de JNK e a expressão de F4/80 estiveram aumentadas no grupo WD, mas ambas foram significativamente reduzidas com o uso da MCP. As enzimas hepáticas ALT e AST, associadas ao dano hepático, apresentaram-se elevadas no grupo WD e posteriormente reduzidas com o tratamento. A deposição de colágeno, indicativa de fibrose, foi maior no grupo WD e revertida com a MCP. Por fim, a expressão da Gal-3 foi significativamente reduzida no grupo WD+MCP em comparação ao WD, reforçando o papel da pectina na modulação da MASH. Em conjunto, esses achados destacam o potencial terapêutico da pectina cítrica modificada na reversão de alterações metabólicas e hepáticas associadas à MASH, possivelmente por meio da inibição da Gal-3 e da atenuação dos processos inflamatórios e fibróticos. |
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Impacto da inibição da galectina-3 na reversão da esteato-hepatite não alcoólica em modelo experimentalImpact of galectin-3 inhibition on the reversal of non-alcoholic steatohepatitis in an experimental modelGalectin-3Galectina-3MASHMASHMASLDMASLDModified citrus pectinPectina cítrica modificadaPadrões de vida sedentários, associados ao consumo excessivo de dietas com alto teor lipídico e calórico, estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Entre os mecanismos envolvidos, destaca-se o acúmulo de lipídios, que contribui para a resistência à insulina. A esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), caracterizada pelo acúmulo de triglicerídeos (TAG) no fígado, acomete cerca de 32% da população mundial e pode evoluir para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), condição mais grave que envolve inflamação e fibrose hepática. Até o momento, há poucas terapias farmacológicas específicas aprovadas para a MASH. Nesse contexto, a Galectina-3 (Gal-3), proteína envolvida em processos inflamatórios e fibrogênicos, pode ser apontada como um alvo terapêutico promissor. A pectina cítrica modificada (MCP), um polissacarídeo com ação inibitória sobre a Gal-3, apresenta propriedades anti-inflamatórias e antifibróticas, configurando-se como uma potencial alternativa terapêutica. Dessa forma, este estudo teve como objetivo investigar o efeito terapêutico da MCP na reversão da MASH e na melhora da resistência hepática à insulina, utilizando um modelo experimental induzido por dieta hipercolesterolêmica (Western Diet). Camundongos machos ApoE KO foram distribuídos nos grupos: dieta padrão (CTL), dieta padrão com MCP (CTL+MCP), Western Diet (WD) e WD com MCP (WD+MCP). Após 11 semanas, foram avaliados o perfil glicêmico, composição corporal, perfis lipídicos e inflamatórios, deposição de colágeno e marcadores de dano hepático. Os resultados indicaram que a Western Diet induziu aumento significativo da massa de gordura e intolerância à glicose, observadas pelo teste de tolerância à glicose, compatíveis com resistência à insulina e disfunção metabólica. Esses efeitos foram atenuados pelo tratamento com MCP, o qual reduziu a área sob a curva glicêmica e aumentou a fosforilação de AKT2 estimulada por insulina, sugerindo melhora no controle glicêmico e insulinêmico. A análise hepática e sérica revelou acúmulo de gotículas lipídicas e elevação de TAG no grupo WD, alterações significativamente atenuadas pela MCP. Quanto ao perfil inflamatório, a fosforilação de JNK e a expressão de F4/80 estiveram aumentadas no grupo WD, mas ambas foram significativamente reduzidas com o uso da MCP. As enzimas hepáticas ALT e AST, associadas ao dano hepático, apresentaram-se elevadas no grupo WD e posteriormente reduzidas com o tratamento. A deposição de colágeno, indicativa de fibrose, foi maior no grupo WD e revertida com a MCP. Por fim, a expressão da Gal-3 foi significativamente reduzida no grupo WD+MCP em comparação ao WD, reforçando o papel da pectina na modulação da MASH. Em conjunto, esses achados destacam o potencial terapêutico da pectina cítrica modificada na reversão de alterações metabólicas e hepáticas associadas à MASH, possivelmente por meio da inibição da Gal-3 e da atenuação dos processos inflamatórios e fibróticos.A sedentary lifestyle, combined with excessive consumption of high-fat and high-calorie diets, is directly associated with the development of obesity, insulin resistance, type 2 diabetes, and cardiovascular diseases. Among the mechanisms involved, lipid accumulation stands out, as it contributes to insulin resistance. Metabolically dysfunctional-associated steatotic liver disease (MASLD), characterized by the accumulation of triglycerides (TAG) in the liver, affects approximately 32% of the global population and can progress to metabolic dysfunction-associated steatohepatitis (MASH), a more severe condition involving hepatic inflammation and fibrosis. To date, there are few specific pharmacological therapies approved for MASH. In this context, galectin-3 (Gal-3), a protein involved in inflammatory and fibrogenic processes, has emerged as a promising therapeutic target. Modified citrus pectin (MCP), a polysaccharide with inhibitory activity on Gal-3, exhibits anti-inflammatory and antifibrotic properties, representing a potential alternative therapeutic approach. Therefore, this study aimed to investigate the therapeutic effect of MCP on MASH reversal and improvement of hepatic insulin resistance, using a diet-induced experimental model (Western Diet). Male ApoE KO mice were assigned to the following groups: standard diet (CTL), standard diet with MCP (CTL+MCP), Western Diet (WD), and Western Diet with MCP (WD+MCP). After 11 weeks, glycemic profile, body composition, lipid and inflammatory profiles, collagen deposition, and markers of hepatic injury were evaluated. The results showed that the WD induced a significant increase in fat mass and glucose intolerance, as determined by the glucose tolerance test, consistent with insulin resistance and metabolic dysfunction. These effects were attenuated by MCP treatment, which reduced the glycemic area under the curve and increased insulin-stimulated AKT2 phosphorylation, suggesting an improvement in glycemic and insulinemic control. Hepatic and serum analyses revealed lipid droplet accumulation and elevated TAG levels in the WD group, both of which were significantly attenuated by MCP. Regarding the inflammatory profile, JNK phosphorylation and F4/80 expression were increased in the WD group, but both were significantly reduced with MCP treatment. Hepatic enzymes ALT and AST, associated with liver injury, were elevated in the WD group and subsequently reduced with treatment. Collagen deposition, indicative of fibrosis, was greater in the WD group and reversed with MCP. Finally, Gal-3 expression was significantly reduced in the WD+MCP group compared with WD, reinforcing the role of pectin in MASH modulation. These findings highlight the therapeutic potential of modified citrus pectin in reversing metabolic and hepatic alterations associated with MASH, possibly through Gal-3 inhibition and attenuation of inflammatory and fibrotic processes.Biblioteca Digitais de Teses e Dissertações da USPCamporez, João Paulo GabrielSantos, Anne Raissa Melo2025-10-01info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17134/tde-14012026-171249/reponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USPinstname:Universidade de São Paulo (USP)instacron:USPLiberar o conteúdo para acesso público.info:eu-repo/semantics/openAccesspor2026-02-24T18:51:02Zoai:teses.usp.br:tde-14012026-171249Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://www.teses.usp.br/PUBhttp://www.teses.usp.br/cgi-bin/mtd2br.plvirginia@if.usp.br|| atendimento@aguia.usp.br||virginia@if.usp.bropendoar:27212026-02-24T18:51:02Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP - Universidade de São Paulo (USP)false |
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Padrões de vida sedentários, associados ao consumo excessivo de dietas com alto teor lipídico e calórico, estão diretamente relacionados ao desenvolvimento de obesidade, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Entre os mecanismos envolvidos, destaca-se o acúmulo de lipídios, que contribui para a resistência à insulina. A esteatose hepática associada à disfunção metabólica (MASLD), caracterizada pelo acúmulo de triglicerídeos (TAG) no fígado, acomete cerca de 32% da população mundial e pode evoluir para a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), condição mais grave que envolve inflamação e fibrose hepática. Até o momento, há poucas terapias farmacológicas específicas aprovadas para a MASH. Nesse contexto, a Galectina-3 (Gal-3), proteína envolvida em processos inflamatórios e fibrogênicos, pode ser apontada como um alvo terapêutico promissor. A pectina cítrica modificada (MCP), um polissacarídeo com ação inibitória sobre a Gal-3, apresenta propriedades anti-inflamatórias e antifibróticas, configurando-se como uma potencial alternativa terapêutica. Dessa forma, este estudo teve como objetivo investigar o efeito terapêutico da MCP na reversão da MASH e na melhora da resistência hepática à insulina, utilizando um modelo experimental induzido por dieta hipercolesterolêmica (Western Diet). Camundongos machos ApoE KO foram distribuídos nos grupos: dieta padrão (CTL), dieta padrão com MCP (CTL+MCP), Western Diet (WD) e WD com MCP (WD+MCP). Após 11 semanas, foram avaliados o perfil glicêmico, composição corporal, perfis lipídicos e inflamatórios, deposição de colágeno e marcadores de dano hepático. Os resultados indicaram que a Western Diet induziu aumento significativo da massa de gordura e intolerância à glicose, observadas pelo teste de tolerância à glicose, compatíveis com resistência à insulina e disfunção metabólica. Esses efeitos foram atenuados pelo tratamento com MCP, o qual reduziu a área sob a curva glicêmica e aumentou a fosforilação de AKT2 estimulada por insulina, sugerindo melhora no controle glicêmico e insulinêmico. A análise hepática e sérica revelou acúmulo de gotículas lipídicas e elevação de TAG no grupo WD, alterações significativamente atenuadas pela MCP. Quanto ao perfil inflamatório, a fosforilação de JNK e a expressão de F4/80 estiveram aumentadas no grupo WD, mas ambas foram significativamente reduzidas com o uso da MCP. As enzimas hepáticas ALT e AST, associadas ao dano hepático, apresentaram-se elevadas no grupo WD e posteriormente reduzidas com o tratamento. A deposição de colágeno, indicativa de fibrose, foi maior no grupo WD e revertida com a MCP. Por fim, a expressão da Gal-3 foi significativamente reduzida no grupo WD+MCP em comparação ao WD, reforçando o papel da pectina na modulação da MASH. Em conjunto, esses achados destacam o potencial terapêutico da pectina cítrica modificada na reversão de alterações metabólicas e hepáticas associadas à MASH, possivelmente por meio da inibição da Gal-3 e da atenuação dos processos inflamatórios e fibróticos. |
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